História Seduction - Clace - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Hentai, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, meus anjinhos!


Ai, minha ansiedade finalmente acabou! Essa fic já tava planejada há muito tempo, eu só precisava acabar com a minha outra.


Enfim


Boa leitura ^^

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Seduction - Clace - Capítulo 1 - Prólogo

 

 

Toronto, Canadá

 

7:30 P.M

 

 

Clary Morgenstern

 

 Eu posso fazer isso.

Ninguém sentirá minha falta. Eu não sou importante o suficiente para isso.

Eu posso acabar com esse sofrimento logo. Eu nunca mais viveria, nunca mais saberia como é viver. Nunca mais sentiria essa dor. Isso seria ótimo.

 

 Folheio as páginas do meu antigo diário, sentindo as lágrimas percorrerem meu rosto.

 

 

 Eu detesto ter que acordar todos os dias e pensar no quão fraca eu fui. A minha consciência pesa toda vez que fecho os olhos. Eu não consigo fazer mais nada, não consigo sentir nada. Não saio mais com os meus amigos, não consigo sorrir e rir como antes, não consigo ser a garota de antes. Não posso.

 Muitas coisas estão acontecendo. Muitas coisas ruins. Eu queria contar para alguém, queria me sentir confortável em contar para alguém, eu queria dividir minha dor com alguém. Mas não consigo.

 

 Fecho o livro bruscamente, secando minhas lágrimas. Guardo o objeto na gaveta ao lado da minha cama e a fecho, trancando com a chave.

 

 Tantas coisas aconteceram naquele verão, e eu detesto lembrar delas. Me dói lembrar de cada uma. Dói muito.

 Vou até o banheiro e lavo meu rosto, tirando todo o vestígio de tristeza que passou por aqui nesse momento. Olho-me no espelho, arrumando os fios loiros desgrenhados e sorrio, tentando lembrar de coisas boas, como minha mãe fala.

 

-- Maninha! você não tem noção! – Viro-me, vendo Amanda entrar em meu quarto com o celular na mão. Ela sorria animadamente e seus dedos batiam na traseira do celular com frequência. – Eu tenho uma notícia bombástica!

 

 

-- Me deixa adivinhar... Tem algo a ver com aquele cara chato que você gosta, não é? – Seco meu rosto com a toalha preta e deixo a mesma no lugar de onde tirei. Caminho de volta ao quarto e me sento na cama.

 

-- Se chama-lo de chato de novo, eu te dou uma rasteira, Clarissa. – A ruiva me lança um olhar mortal. – E o nome dele é Jace. Jace Herondale. Respeite!

 

 

-- Tá bom, Amanda. Fala logo qual é a tal da notícia. – Reviro os olhos, levantando e indo até o closet.

 

 

-- Então... – Ela ri animada, se abanando com a mão. – Ai, eu não consigo nem falar.

 

 

-- Mandy, fala logo. – Sigo concentrada em escolher a roupa ideal para sair com Isabelle hoje.

 

 

-- Ele vai vir pra Toronto! – Ela grita rapidamente enquanto pulava. – Vai vir em uma turnê no mês que vem! Os ingressos pro show já estão à venda, eu já falei com o papai e a mamãe, e eles disseram que é pra você me ajudar a comprar.

 

-- Você já tem quinze anos, sabe fazer isso sozinha. – Tiro um dos vestidos do armário, levando a peça ainda no cabide até a cama. – E outra, mês que vem começa amanhã, Mandy!

 

-- Eu sei, e o papai e a mamãe disseram que vão viajar no dia do show, então não vão poder me levar, por isso...

 

 

-- Não! – A interrompo. – Eu não vou nesse show com você. De jeito nenhum.

 

 

-- Você não tem escolha, maninha. Nossos pais não vão poder ir, e bom, eu iria sozinha, mas você sabe que eles sabem de tudo que fazemos. – Deu de ombros.

 

 

-- Tá, tanto faz. – Bufo. Ando até a penteadeira branca e me sento em frente ao espelho.

 

 Decidi concordar logo com Mandy, sei que não adiantaria ficar brigando com ela. Conheço a irmã que tenho.

 

 

-- Ótimo. – Ela sorri ficando atrás de mim e apoiando suas mãos em meus ombros. Amanda fica em silêncio por um tempo e me encara pelo espelho. Logo o sorriso some de seu rosto, dando lugar a uma feição preocupada. – Por que estava chorando?

 

 

-- Eu não estava chorando. – Sorri forçadamente.

 

 

-- Clary – Ela arqueia as sobrancelhas. – eu conheço você. Por que você estava chorando?

 

 

-- Eu não quero falar disso. – Desvio o olhar, tentando lembrar de algo que a faça esquecer. – Vamos comprar os ingressos do show do cara chato?

 

 Ela parece entender o recado, e volta a sorrir.

 

-- Você tá louca pra levar uma rasteira, né? – Minha irmã pergunta irônica.

 

-- Eu? Não. Nunca. – Levanto da cadeira, e pego o notebook em cima da cama e o coloco em meu colo.

 

 

 

[***]

 

 

 

-- Compramos! – Mandy pulava e gritava pelo quarto.

 

 

-- Eba! Estou tão feliz! – Comemorei com falsa animação.

 

 

-- Você é ridícula. – Ela para de pular por um momento, mexendo freneticamente em seu celular. – Você fica assim quando fala dele, mas também acha ele bonito – senta ao meu lado e vira a tela do celular onde havia uma foto do loiro. – Ele é um deus grego. Assuma, maninha.

 

-- Ok, ele é bem bonito e muito gostoso, mas não significa que não seja um completo babaca.

 

 

-- Não julgue pelas aparências, irmã...

 

 

-- Cheguei, vadias. – A porta do meu quarto é aberta, e Isabelle entra com seu típico estilo de “vadia comportada”, como diz a própria.

 

 

-- Boa noite, Izzy. Eu também te amo. – Mandy levanta indo abraçar a morena.

 

 

-- Clary, por que ainda não está pronta? Estamos atrasadas! – Ela anda até mim quando separou do abraço com a minha irmã.

 

 

-- Reclama com a ruiva que você acabou de abraçar. Ficamos mais de meia-hora comprando os ingressos do show do cara chato que ela gosta.

 

 

-- É Jace Herondale! – Mandy disse pela última vez, antes de sair do quarto.

 

 

-- E aí? Vai poder dormir lá em casa amanhã? – Izzy perguntou se sentando ao meu lado.

 

 

-- Infelizmente, não. – Reviro os olhos, resmungando. – O senhor e a senhora Morgenstern, vulgo, meus pais, pediram pra eu ficar no St. Regis, amanhã.

 

 

-- Mas eu pensei que o Luke estava comandando lá.

 

 

-- E está. Só que meus pais, querem que eu fique olhando como o Luke faz, pra eu fazer quando for trabalhar igual a eles.

 

-- Eles ainda querem fazer aquilo?

 

-- Mas é claro que querem! São Morgensterns, acham que vão desistir fácil? Não, eles vão tentar fazer com que eu queira trabalhar nos hotéis deles. É a minha herança: ser dona de mais de sete hotéis do Canadá. E a de Mandy, será ser dona dos da França. – Reviro os olhos, bufando.

 

 

-- Nossa, hein, que difícil essa vida de burguesa que vai ser dona de hotéis e ficar testando as camas dos quartos e dormindo nelas. Que vida complicada, Clarissa! – Ela fez uma careta, balançado os braços.

 

 

-- Não enche, Isabelle.

 

 

 

[***]

 

 

 

Reino Unido, Inglaterra

 

 

 Jace Herondale

 

 

 -- Tchau, amor. – Kaelie envolve seus braços em meu pescoço, tomando meus lábios em um beijo ardente o suficiente para que as fãs a nossa volta parem de gritar, prestando atenção em nós. – se cuida, tá? Eu te amo.

 

 Reviro os olhos sem que ninguém possa ver.

 

 Não posso acreditar que Kaelie consiga ser tão falsa e tão boa atriz dessa forma. Nós terminamos há duas semanas, mas meus empresário e advogado disseram que anunciar um fim de namoro no meio da turnê não seria muito bom para a minha imagem. Desde então, tenho que fingir ainda gostar de Kaelie enquanto essa turnê não acabar.

 

 Solto a cintura da morena, e caminho em passos largos até meu jatinho particular, sendo acompanhado por homens atrás de mim.

 

-- Finalmente! – Coloco as mãos para cima em forma de agradecimento.

 

-- Kaelie está tão chata á esse ponto? – Alec perguntou risonho, sentando-se ao meu lado.

 

-- Eu não aguento mais, Alec. – Passo as mãos em meu rosto, olhando pela janela do jatinho, que começava a decolar.

 

 

 

[***]

 

 

 

-- Bom dia, senhor Herondale. – O homem de cabelos grisalhos abriu a porta do carro com um sorriso gentil. – Bem-vindo ao hotel The St. Regis. Vou leva-lo ao seu quarto.

 

 Assinto, tentando passar pela multidão de fãs na porta do hotel e seguindo o senhor até a recepção, onde ele fala algo com a recepcionista e me olha. A mulher morena com um batom vermelho chamativo desvia seu olhar para mim, mordendo o lábio lenta e prazerosamente. Sorrio de lado.

 

-- Anh... – Tento chamar a atenção do homem. Olho o nome em sua roupa. – Frederick, não é necessário me levar até lá. Só precisa me dizer como chego. Posso ir sozinho.

 

-- O senhor tem certeza? Não quer ajuda com a mala?

 

 

-- Não precisa. Eu a levo, não está tão pesada.

 

 

-- Tudo bem. O senhor ficará na suíte presidencial, como foi pedido. Somente aperte o último botão do elevador e o senhor estará lá.

 

-- Obrigado, Frederick. – O agradeço, seguindo o caminho que foi pedido.

 

 Cumprimento o funcionário que fica no elevador, e o falo o andar que preciso ir.

 Enquanto o elevador subia, tudo que conseguia pensar é em como deve ser chato trabalhar dentro dessa caixa de metal que sobe e desce, o dia todo. Esse cara deve ter um péssimo humor.

 

 Prendo a minha vontade de rir, e saio do elevador.

 

 Sou parado bruscamente, quando sinto um pequeno corpo se chocar contra o meu. Largo minha mala, me focando apenas em segurar os braços finos e delicados para que a mulher não caia.

 Observo-a bem. Seus olhos são verdes e brilham, os cabelos loiros caem por seu ombro, mas existe uma mecha presa um pouco mais para trás, onde uma trança se forma. Sua pele é pálida, mas percebo seu rosto ficando ruborizado.

 

-- Você pode me soltar, por favor? – Ela pediu, arqueando as sobrancelhas. Arregalou os olhos, como se estivesse arrependida da frase que falou. – Quer dizer, o senhor pode me soltar, por favor?

 

-- Desculpe-me. – Sorri sem jeito.

 

-- Tudo bem. Você é Jace Herondale, não é? – Ela perguntou arrumando o macacão longo preto.

 

-- Pensei que não precisasse perguntar. – Ri com deboche.

 

-- Eu preciso. Não o conheço. – Ela sorriu de volta, só um pouco mais convencida.

 

-- Nunca me viu em nenhum lugar?

 

-- Não. Eu não me interesso por pessoas iguais a você. – Cruzei os braços, esperando que ela terminasse a frase. – Metidas e que se acham melhores que os outros porque fazem sucesso. – Ela suspirou, e fechou os olhos. Logo os abriu novamente e sorriu. – Seu quarto fica nessa porta. Já tem o seu cartão, é só entrar e pronto. Tenha uma boa estadia.

 

 Ela passou por mim e chamou o elevador, mas antes que pudesse entrar, eu a segurei.

 

-- Como você se chama? – Foi a única coisa que consegui perguntar ao olhar naqueles olhos profundos, novamente.

 

-- O que você tem a ver com isso? – Ela revirou os olhos.

 

-- Você trabalha aqui, não é? Preciso saber seu nome, se algo estiver errado.

 

 Ela bufou.

 

-- Eu não trabalho aqui.

 

 Ela se soltou do meu toque e entrou no elevador.

 

 

 Franzo o cenho, e rio levemente. Passo o cartão na máquina da porta, e logo estou dentro do quarto.

 

 Suspiro com cansaço, deixando minha mala em um canto qualquer e me jogando na enorme e confortável cama. Olho para o lado, onde existe uma ampla janela de vidro. Há uma bela vista daqui. O hotel é alto, e é possível ver uma quantidade de Toronto daqui. É uma cidade linda.

 Fico um bom tempo, somente encarando a paisagem. Sempre acontece isso quando estou em um lugar novo.

 Meu celular tocou várias vezes seguidas, por uns quinze minutos. Não atendi, sabendo que as possibilidades de ser Kaelie, são enormes. Estou cansado, não estou a fim de aturar essa mulher.

 

-- Entra. – Grito ao ouvir os três toques na porta, sabendo que é Alec.

 

-- Você não pode ficar dentro de quarto de hotel até o show. Vamos sair. – Ele diz rapidamente.

 

-- Não, eu estou bem assim. Me deixa aqui. Preciso escrever mais músicas.

 

-- Não vai conseguir escrever nada se não tiver inspirações. Toronto é uma cidade linda, você terá várias inspirações.

 

-- Você passeou pelo hotel? – Pergunto para o moreno. Ele parece confuso. – Conheceu o hotel?

 

-- Sim, claro. Eu preciso, você sabe.

 

-- Viu, por acaso, uma garota loira saindo daqui? – Fito o teto, tentando me perguntar por quê estou tão interessado.

 

-- Jace, eu acho que você precisa ser um pouco mais claro. Sabe quantas loiras existem? – Ele cruzou os braços.

 

-- Ela é baixinha, loira, de olhos verdes. É bem pálida. E está usando uma roupa preta. Uma parte lateral do cabelo está preso em algum tipo de trança. – Descrevo-a exatamente como me lembro.

 

 Alec sorriu, desviando seu olhar para o lado.

 

-- Eu a conheço. O nome dela é Clary, e uma das minhas melhores amigas. Falei com ela agora pouco. Por que?

 

-- Esbarrei com ela quando cheguei. Ela estava aqui na porta. Quando perguntei o nome dela, ela disse que não trabalhava aqui. Pareceu estressada.

 

-- Ela é estressada quando está aqui.

 

-- Por quê?

 

-- Por que você não pergunta pra ela? – Alec arqueou as sobrancelhas.

 

-- Porque não. Não quero saber, mesmo. Nem a conheço, e não quero conhecer.

 

Eu queria, sim. Como eu queria. Minha vontade era de saber tudo sobre aquela garota. O por quê disso? Não sei.

O fato de ela não ser como as outras garotas que se jogam em cima de mim assim que me veem, me vacinou. Ela não é igual as outras, pelo menos não neste quesito. Aqueles olhos verdes era tão misteriosos quanto um lugar desconhecido escuro.

Além disso, ela é gostosa para caralho. Não que pudesse ver muito por cima do macacão, mas deu para eu ver o suficiente. Minhas mãos coçaram para tocar naquele corpo, somente um pouco mais.

 

 


Notas Finais


Vocês não têm noção de quanta putaria essa fic vai ter. MDS!
Cruzes, eu estou me tornando uma pervertida, gente. Eu não sou assim...


Até o próximo capítulo ^^


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