História Seduction - JIKOOK ABO - Capítulo 63


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Boyxboy, Jeon Jungkook, Jikook, Jikook Abo, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Park Jimin, Taeyoonseok, Yaoi
Visualizações 727
Palavras 2.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 63 - LXIII - Like Fools In Love


Fanfic / Fanfiction Seduction - JIKOOK ABO - Capítulo 63 - LXIII - Like Fools In Love

“Nossos olhos brilhavam, parecíamos dois bobos apaixonados, nós fomos feitos uma para o outro.” Autor Desconhecido {Tumblr}

É complicada a adaptação de uma rotina quando se tem criança em casa, nesses últimos dois meses Jungkook e eu percebemos isso. Já me recuperei do procedimento, HaeWon está desenvolvendo bem, mantém sua saúde como um verdadeiro leãozinho. O único problema em tudo isso é que acabamos deixando de lado a vida de um casal, passamos a dar uma atenção maior àquela pequena vida que depende de nós em todos os sentidos. Sendo honesto, não me imaginava sendo pai tão cedo, agora não consigo me lembrar de como era minha vida sem ela.

Bom, a memória volta às vezes, o que me faz ficar um pouco entristecido por não ter ânimo o suficiente para dar atenção ao meu noivo. Jungkook entende, é paciente quanto a isso e não me cobra coisas que julga ser além do que eu suportaria. No entanto, sou esperto demais para deixar de perceber as coisas. Sua forma cabisbaixa quando chega em casa, o jeito que ele nem sequer me conta sobre os acontecimentos na loja. Cá entre nós, não tenho desconfiança alguma em relação a ele, porém, o conhecendo como a palma de minhas mãos, sei bem do que meu homem precisa.

Foi essa a razão de minha mãe vir me oferecer para passar a noite por conta de sua neta, bom, isso só aconteceu após uma conversa que tivemos como qualquer desabafo comum. Fui liberado há duas semanas pelo médico, mas nem isso fez Jungkook ousar me tocar. Achei que ele fosse vir sedento assim como costumo estar, porém, acredita que eu esteja cansado a ponto de não aguentar. Quero um tempo com meu noivo, preciso me desestressar sobre a dura corrida com os preparativos do casamento, estou ficando louco e apenas uma conversa com ele é capaz de me acalmar.

– Não acha melhor que eu a leve para casa, filho? – A ômega questionou mantendo HaeWon em seu colo. – Assim vocês terão mais privacidade, sabe? Eu estando aqui vai ser complicado.

– Jungkook e eu apenas vamos sair para jantar, mamãe. Antes das dez estaremos de volta. – Expliquei terminando de colocar os brincos. – A senhora consegue cuidar dela?

– Park Jimin, eu criei você sozinha. Pelo amor de Deus. – Repreendeu como se eu houvesse dito um absurdo, bom, em partes sim. – Seu pai parece ter queimado todos os neurônios não é, princesinha da vovó?

– Desculpe. – Pedi um pouco envergonhado.

– Babe, vamos? – Jungkook disse aparecendo na porta.

– Vamos. – Respondi me aproximando para dar um beijo na bochechinha de nossa filha. – Papai já volta, meu anjo.

– Já vamos, minha sogra. – Meu noivo disse sendo respondido com um simples aceno. – Nos ligue se algo sair do controle.

– Vão tranquilo. Vou cuidar bem da minha neta. – Foi tudo o que ela disse antes de fechar a porta atrás de nós dois.

Confesso sentir meu coração apertar ao sair sem levá-la, mas agora que me recuperei fisicamente preciso dar atenção ao meu alfa, assim como necessito ter um tempo só com ele. Podem dizer que não aproveitamos a relação por mais tempo, não há como termos culpa disso quando procuramos nos proteger, porém, o destino quis nos dar um lindo presente e inúmeras responsabilidades ao mesmo tempo. HaeWon é a dádiva que os anjos nos enviaram, talvez não no momento certo, apenas nos cabe aceitar e cuidar bem desse anjinho.

Jungkook dispensou a moto, preferiu usar o carro por assim julgar mais confortável para mim. Não tenho o que reclamar, apesar de ele estar um pouco mais distante do que julgo necessário. Aprendi que em momentos como esse é essencial que eu respeite seu espaço, mas existem madrugadas onde me sinto um pouco ansioso, talvez a ponto de precisar de seu abraço, ainda que não tenha coragem o suficiente para procurar. Não sei o que está havendo com meu alfa, no entanto, o fato de que eu ainda não estou marcado e há pouco mais de um mês dei a luz à sua filha, isso me enche de medo.

– Você está tão calado, meu bem. – O alfa comentou me tirando dos pensamentos. – Algum problema?

– Não se preocupe, está tudo bem. – Apenas ouvi sua risada, estamos juntos a tempo o suficiente para ele perceber quando estou contando uma mentirinha básica.

– Você não me engana, Jimin. – Ele me encarou assim que parou em um sinal vermelho. – Apenas diga.

– Não quero estragar a noite, Jungkook. – Disse em um tom mais sério, o que o fez suspirar e em seguida pegar um caminho diferente do restaurante. – Onde vamos? O restaurante que fizemos a reserva fica para o outro lado.

– Esquece a reserva, Jimin. Precisamos de um lugar mais calmo agora. – Então percebi que ele estava tomando rumo a saída da cidade.

Não ousei dizer nada, na verdade fiquei até curioso quanto às suas pretensões. Antes de seguir até o destino final ele passou em um restaurante de bairro e comprou duas porções de Kimbap¹ e caixinhas de suco para nós dois. Existem momentos em que desejo estudar a mente de Jungkook, vinte minutos depois de seguir a rodovia ele entrou em uma estrada, encontrou um canto mais afastado para estacionar o carro e nos deixar apenas com a iluminação da pequena lâmpada acima de nossas cabeças. Medo foi o que me dominou ao não conseguir enxergar nada ao nosso redor, porém, de certa forma sua simples presença me passou um pouco de confiança.

– Por favor, me diga o que viemos fazer aqui? Você ficou louco, Jungkook? – Tirei meu cinto após começar a ficar inquieto. – Poderia ter nos levado para a porra de um motel, mas enfiar o carro no meio do mato?

– Olha para mim. – Ele pediu mantendo o tom de voz calmo. – Não precisa ter medo, eu estou aqui.

– Claro, como esteve nas últimas duas semanas. – Voltei meus olhos para a estrada, ainda com medo de estar ali. – Por favor, vamos para casa.

– Saímos para divertir, Babe. Tente relaxar, é impossível manter uma conversa como você estando assim. – Senti seu toque suave em minha bochecha, e foi o suficiente para me fazer desabar.

Sim, pode parecer exagero, mas a paternidade me trouxe um lado sensível. Sem mencionar que estou com medo de um local totalmente desconhecido, carente do contato do meu alfa, e inseguro por senti-lo tão distante nos últimos dias. Tudo o que desejo é que Jeon seja sincero comigo, temia que isso acontecesse e nesse momento sinto que ele foi obrigado a assumir toda essa responsabilidade sem estar pronto. E adivinhem? Também não estou, nunca estive e ainda assim passei por toda aquela mudança física e psicológica ao longo dos nove meses.

– Só me conta o que está havendo? – O alfa sussurrou deixando alguns selinhos em meu maxilar. – Por favor. Estou aqui para te ouvir.

– Me sinto sozinho, Jungkook. Apesar de toda a ajuda que tenho, apesar de você ser um pai presente e muito cuidadoso com HaeWon, eu me sinto sozinho. – Confessei sentindo toda aquela frustração sair junto às lágrimas. – Quero a confiança de nosso relacionamento de volta, quero sentir que está aqui por mim como sempre estive por você.

– Eu estou aqui. – Ele sussurrou com sua voz abalada.

– Não. Depois que HaeWon nasceu você esteve ao meu lado apenas durante a recuperação. Há duas semanas fui liberado pelo médico, no entanto, você não me procurou, evita me tocar, passa mais tempo na loja do que em casa e... – O alfa me interrompeu com um beijo calmo. – Odeio quando você não me escuta.

– Estive ocupado, meu bem. Não veja isso como repúdio, jamais trocaria você por qualquer outra coisa. – O mais velho sussurrou me encarando com aqueles olhinhos cheios de lágrimas. – Perdão se fiz você se sentir dessa maneira, não foi a minha intenção.

– Mas doeu. – Suspirei o sentindo secar minhas lágrimas com os polegares. – Foram madrugadas sentindo frio, tudo porque decidiu se manter distante.

– Eu estava concentrado em três coisas importantes, por essa razão me mantive distante. – Disse ele se esticando para pegar três envelopes dentro do porta-luvas. – Abre um por vez, por favor.

– Jungkook?! – Senti vergonha por estar tão carente, ainda mais por minhas lágrimas lhe fazer rir. – Amor?!

– Abre. – Ele encorajou deixando evidente o brilho de seus olhos. – Vou ajudá-lo. Hum... Primeiro esse.

Então o fiz, ali estava uma pequena nota explicando que era um presente de lua-de-mel. Jeon poderia ter escolhido qualquer viagem romântica para duas pessoas, mas ali estavam reservas de voo para ele, nossa filha e eu. Quando li o destino tudo o que fiz foi chorar ainda mais, porém, desta vez longe de ser tristeza. Ali estava a reserva de quinze dias em um resort de Portland, essa parte assinada por meus amigos. Sim, Jungkook esteve em contato com eles para organizar tudo perfeitamente. Meu alfa quer me levar para ver meus amigos, mas principalmente para que eles conheçam HaeWon.

– Você está bem? Consegue abrir o resto? – Ele questionou tentando controlar as próprias emoções.

– Vocês são terríveis. – Sorri imaginando o quanto ele se esforçou para entrar em contato com meus amigos americanos. – Qual eu abro agora?

– Esse, por favor. – Disse ele apontando para o segundo envelope.

Com o coração acelerado, talvez acreditando que nada mais fosse capaz de vencer a importância daquela viagem, me deparei com os papéis de uma matrícula dentro daquele envelope. Me recordo de uma madrugada que passamos conversando, o dia em que finalmente cheguei em um consenso e decidi que iria mesmo cursar Direito. Tenho até minha tese planejada, ainda que não vá precisar usá-la tão cedo. Aquela matrícula está vinculada a uma das melhores universidades da área, com um enorme destaque em justiça criminal. Sei que perdi o vestibular, mas naquela carta de aceitação está a indicação de todos os meus professores, o que me fez ser aceito com méritos.

– Se quiser, você inicia no próximo semestre. Acredito que em dois meses ou menos que isso, preciso perguntar ao Yoongi. – O Alfa disse confuso. – Eu disse que apoiaria o seu futuro, Jimin. Seus sonhos não precisam parar por conta da paternidade.

– Jungkook?! – Sussurrei sentindo meu coração quentinho naquele momento. – Meu amor.

– Esse eu também não fiz sozinho, contei com a ajuda de Taehyung, Yoongi, Hoseok e sua mãe. – Ele explicou tirando sua importância de mais uma ação.

– Mas... Como HaeWon vai ficar enquanto eu estiver na universidade? – Questionei um pouco confuso.

– Suas aulas são no período noturno. Eu vou cuidar da nossa filha enquanto você estuda. – Respondeu me deixando aliviado. – Ainda falta um, meu bem.

– Sim, esse... Hum... É mais pesado que os outros. – Respondi encontrando um pequeno cartão eletrônico dentro do envelope, o mesmo estampado com o emblema do condomínio onde também reside Jaebum, Youngjae e o filho do casal hoje com poucos mais de três anos. – O que é isso?

– A chave da nossa casa? – O encarei surpreso. – Esse eu comprei com minhas economias e o lucro da loja.

– Amor?! Meu amor, aquele apartamento é o suficiente para nós três? – Tentei argumentar, mas tudo o que recebi foi um beijo carregado de carinho.

– Para nós cinco, Jimin. – Disse ele acariciando cuidadosamente meu rosto. – Amora, Golden, HaeWon, você e eu. A nossa família.

– É uma casa enorme, Jungkook. Nem sei como administrar tudo isso. – Disse enquanto via a descrição do projeto no contrato de compra e venda.

– Faremos isso juntos, meu bem. – O alfa respondeu com um pouco mais de confiança. – Vamos poder mudar apenas após o casamento, eles estão terminando a fase de decoração e... Não chora, Babe. Vamos ter um cantinho com espaço o suficiente para criar HaeWon e nosso bebês de quatro patas.

– Eu aqui duvidando de você, enquanto estava ocupado decidindo o nosso futuro. – Ele secou todas as lágrimas com pequenos beijos. – Obrigado por ter paciência, por não desistir de mim ainda que esteja afundado em mil e uma inseguranças.

– Essas insegurança que o tornam especial, Jimin. Sem elas eu não aprenderia a ser paciente, nem saberia como cuidar de você. – Ele respondeu me puxando para seu colo. – Quando apareceu em minha vida, meu mundo era como está enxergando ao lado de fora. Pode parecer clichê, mas você surgiu como essa lâmpada que está sobre nossas cabeças. Eu tive tanto medo, meu bem. Sabe o que é temer algo bom? Estava cego pela dor e pelas decepções, você me tirou de lá.

– Você acaba comigo falando dessa maneira. – Encostei a cabeça em seu ombro, tudo para esconder o quão borrada minha maquiagem deve estar. – Eu te amo tanto, Jungkook.

– Você é minha luz, Babe. – Ele disse erguendo meu rosto para observá-lo. – Prometo amar você até o fim dos meus dias.

– Que assim seja. – Respondi finalmente unindo nossos lábios.

Foi como um imã atraindo o ferro. Foi como combustível cobrindo uma fogueira. Bastou uma conversa simples para espantar todos os medos e inseguranças, seus beijos foram o bastante para me acalmar, e seus toques com a potência o suficiente para aquecer meu corpo. Já não importa o mundo lá fora, em seus braços volto a ser simplesmente o Jiminnie. Aquele ômega que quer ter a segurança, tem seus momentos de independência, mas ainda se sente mais seguro tendo o amor de seu alfa.

O destino pode até nos surpreender em momentos indevidos, mas acredite, nunca é em vão.


Notas Finais


[1] é um prato coreano feito de arroz cozido e outros ingredientes que são enrolados em gim (algas comestíveis), na maioria das vezes tendo legumes, ovo e algum tipo de carne, são servidos em fatias do tamanho da mordida;

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Beijos e até o próximo capítulo! <3


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