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História Seduzentes - Capítulo 62


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Pequenas Maravilhas - A Família do Futuro

Capítulo 62 - Pequenas Maravilhas


Pequenas Maravilhas

Eles caminhavam lado a lado, a conversa fluindo, os passos lentos, sem pressa de chegarem aos portões do colégio. Jay acompanhava a princesa Audrey desde a manhã, e o fazia naturalmente, com prazer. Eles caminharam pelo colégio e, ainda com tempo, se aqueceram para seus treinos com uma corrida pela pista – sabiam que ainda passariam pelo aquecimento em grupo; ele passivo, obedecendo ao capitão Ben já que o treinador estava numa reunião com a diretora, e Audrey liderando as garotas da torcida.

Jay, sem avisar, havia esperado pela menina do lado de fora do vestiário e devorou-a com os olhos assim que saiu: aquele corpo curvilíneo naquele uniforme azul e amarelo ficava maravilhoso. Audrey ao notar a intensidade daquele olhar corara, mas, com coragem, não desviara o olhar. “Vai ser difícil prestar atenção no treino” brincou, depois de “roubar” um selinho; ele havia deixado claro que se aproximaria e ela conscientemente permitiu aquele beijinho breve, furtivo. E realmente, seu olhar se desviou para aquela menina bem mais de uma vez.

Eram poucas as aulas que compartilhavam juntos e naquela sexta-feira, tiveram apenas duas matérias em comum passando por elas juntos; Audrey sempre fazendo a gentileza de facilitar as questões para ele.

Agora, naquela caminhada lenta pelos corredores do colégio, conversavam, trocavam perguntas interessantes, pessoais, mas nem tanto:

-Qual foi... a coisa mais bacana que já te disseram? – questionou ele com um sorrisinho depois de pensar um pouco; ficou claro pela expressão da menina, por seus lábios entreabertos que a pergunta chegara a ser traiçoeira – Nem precisa me dizer quem foi – disse erguendo as duas mãos em sinal de rendição.

-“Não te julgaria” – ela recitou olhando para a frente, depois de um olhar longo de esguelha; seu sorriso pequeno fez com que o menino estremecesse.

-Isso não conta – ele sorriu lembrando da valsa dançada naquela noite fria no início da semana; internamente, seu peito estava tão aquecido com um sentimento tão bom e tão puro que se sentiu flutuar. Ter sido ele a dizer algo tão simples e que fora tão formidável para ela... não tinha preço – Está me bajulando.

-Não estou, não – riu ela. Suas mãos se esbarraram brevemente; a troca de calor os fez sorrir por ser uma energia boa aquela trocada.

Sim, eles haviam ficado algumas vezes como haviam combinado, mas eram meros amassos sem significado maior que a luxúria. Agora não. Agora sentiam que estavam começando, no mínimo, uma amizade. Algo completamente novo para os dois, de diversas formas.

-Não acredito – seu tom de voz delatava brincadeira, por isso ela não se importou com aquelas palavras que, em um outro tom de voz, a teriam destruído – Escolha outra coisa que eu não tenha falado – riu.

-Não sei... – respondeu depois de um tempo; o rosto inclinado a expressão pensativa – Não recebo muitas críticas, e as dicas são meio superficiais. Acho que só recebo elogios frios, sem sentimento, como se fosse esperado já. É como se eu tivesse que ser...

-Perfeita?

-É... Só você tem me dado conselhos descentes – seus olhos umedeceram um pouco – Só você tem parecido se importar de verdade.

-Mas seus pais? Aurora e Philip não...

-Meus pais são maravilhosos – ela suspirou – Cada segundo com eles é uma dádiva. Mas eles são pais – ergueu o ombro – É praticamente uma obrigação amar, respeitar e tratar bem seus filhos – o garoto ficou rígido com aquelas palavras, os olhos perdidos – Desculpe, Jay! Não quis dizer...

-Não – ele interrompeu-a – Não precisa se desculpar por ter pais exemplares. Não é culpa sua os meus serem uma merda – Audrey esboçou um sorrisinho triste, mais em função daquele palavreado deselegante do que por ele recusar suas desculpas – Mas você disse algo... que os segundos são importantes. Isso quer dizer que eles não estão muito presentes ou eu entendi errado?

-Você sabe que Auradon é formada por principados, não? Você sabe o que é um principado, é claro – disse a princesa em tom de dúvida, claramente com base na confusão na expressão do rapaz.

-Devo ter dormido nessa aula – respondeu bagunçando seus cabelos, constrangido por não saber algo que parecia ser básico. Como ele estava naquele lugar sem sequer saber como era dividido e dirigido o país? Aquele era um tipo de erro que podia custar sua sobrevivência; ele não podia ter deixado algo assim passar.

-Um principado é uma região governada por um príncipe, ou por uma princesa, ou por ambos quando o casal. Meus pais governam um dos principados de Auradon, Branca de Neve e Cinderela, por exemplo, governam outros. Mas eles não têm a soberania absoluta sobre a região.

-Essa cabe ao rei e a rainha de Auradon – disse seguindo o raciocínio – A fera e a bonitinha. O casal governa o todo e os demais lidam com as partes.

-Sim, alguns assuntos acabam mesmo sendo resolvidos apenas pelo rei e rainha de Auradon – Audrey conseguiu sorrir do deboche sutil dele ao nomear os seus ex-sogros – Então é isso. Meus pais estão bastante envolvidos na administração de parte do reino; eu acabo não tendo tanto a presença deles quanto gostaria, mas eles sempre fizeram valer cada instante em que estamos juntos.

-Isso é muito interessante... – os dois chegaram ao refeitório, não movimentado, mas não vazio; sexta à tarde era bem mais tranquilo em termos de pessoa – Vai tomar algo comigo enquanto espera seu pai? Não me faça essa desfeita – brincou tentando se fazer de mais refinado, conseguindo fazê-la rir.

Ela serviu-se de uma xícara de chá de hortelã, enquanto ele preferiu suco de uva. Sentaram-se no mesmo lugar que ficaram naquela mesma manhã de sexta-feira.

-Por que disse que era interessante? – perguntou Audrey – A respeito do que falei antes, quero dizer.

-Sempre achei que seus pais eram todos seus, a todo tempo – respondeu – Sempre imaginei sua infância, e de demais realezas, como algo imaculado.

-Imaculado?

-Como se você não tivesse outra obrigação que não brincar e ser feliz – Jay sentiu sua voz ir sumindo conforme Audrey ria – Quero dizer, acho que nenhum de vocês nunca trabalhou, por exemplo.

-Ao contrário, Jay. Tive muitas obrigações, obrigações demais até; acho que a maioria exigência dos meus avós, mas tive muitas, ainda tenho muitas para ser bem franca; a cada ano que passa tenho mais. Quanto a trabalhar... ajudo meus pais no governo em algumas questões, e estudo muito dos seus feitos já que no futuro essa função será minha – sua voz foi diminuindo gradativamente, devia haver muito mais sob escondido esse assunto – E quanto você, encrenca – disse bem baixinho, um sorrisinho pequeno e tristonho; o apelido já havia pegado ao que parecia: todas as meninas em algum momento o chamavam assim – Já trabalhou?

Já – revirou os olhos – Bom, não sei se vocês chamariam de trabalho, mas era para Jafar. Sempre fui encarregado de trazer novos materiais para a loja do meu pai; roubava itens, na verdade – explicou vendo-a pensativa.

-Ele colocou uma criança para fazer esse tipo de, hã, serviço? Não é algo que pede uma mão de obra mais especializada? – Jay adorou a forma como ela tentou pensar como eles, como vilões; evitando julgamentos mais fortes, camuflando sua estranheza para não feri-lo.

-Sempre tive mãos leves – disse em tom de flerte para, igualmente, mascarar algumas lembranças ruins – Sempre fui o especialista; acho que já nasci assim e ele só tirou vantagens. Desde que me lembro estou nessa vida; minhas primeiras lembranças são de roubos.

-Não duvido – disse levando a xícara aos lábios – Ainda lembro do dia em que chegou aqui – sorriu e o viu sorrir de volta – Caiu do carro lutando com Carlos por alguma coisa.

-Você viu isso?

-Estava longe... mas vi sim – sustentou aquele olhar tão escuro e tão intenso.

-E o que pensou a meu respeito? – seu sorriso já denunciava que ele esperava grande coisa da resposta: ou ela diria uma verdade debochada e gostosa, ou mentiria com classe e grosseria.

Ela apoiou o cotovelo sobre a mesa, e com delicadeza encostou a palma da mão no seu rosto suave. O árabe ficou abismado com a elegância daquela expressão firme e debochada na medida certa; seus lábios se mexeram com graça:

-“Que patético! Trouxemos trogloditas para viverem em uma sociedade tão bem recomendada”.

Jay gargalhou; chegou a jogar a cabeça para trás em entusiasmo.

-Maravilhoso! Sabia que não me desapontaria, princesa – sorriu travessamente, um sorriso travesso e safado – Sabia que pensaria isso de mim.

-Tive motivos, não? – perguntou rindo. A cena fora de mau gosto, lembrava ela, dois rapazes lutando por artigos roubados, rolando no chão como vagabundos. Se tornava pior já que, agora, conhecendo-os mais, Jay principalmente, ela sabia que eles eram muitos mais do que aquela imagem ridícula e comprometedora do primeiro dia.

-Teve – riu ele, concordando plenamente com ela; sabia que aquela cena de disputa com Carlos no primeiro dia havia sido terrível – Uma pena não termos nos encontrado pela primeira vez numa situação menos constrangedoramente imbecil – disse bem mais sério – Eu teria te tirado daqueles dois incompetentes de tiaras nem que fosse à força. Não teria deixado que nenhum deles partisse seu coração.

Audrey tinha os olhos fechados. Jay sabia que isso era para evitar mostrá-los marejados. Talvez fosse cedo para dizer aquelas palavras, mas era isso o que o rapaz sentia. Sempre fora guiado por seus instintos, e naquela semana ficara claro que Audrey, a verdadeira Audrey, aquela que começava a se deixar aparecer, era admirável, era uma das melhores garotas com quem já passara seu tempo, isso sem ter sequer tido momentos de grandes luxúrias com ela. Jay a queria. Como amiga, como protegida. Qualquer beijo, qualquer eventual amasso era luxo.

-O que vai fazer nesse fim de semana? – ela desviou o assunto. Seus olhos abertos, baixos, tristonhos. “Eu queria que você fosse comigo”, a frase dita por aqueles lábios rosados naquela manhã ecoou nas lembranças dos dois.

-Não sei, para falar a verdade. Às vezes damos uma geral nos quartos e cuidamos das roupas; Carlos e Evie sempre insistem nesses pontos. Acho que vou jogar vídeo game o dia inteiro – disse já apoiando o cotovelo sobre a mesa, o rosto no punho fechado – Costumávamos beber no jardim, mas nossos estoques estão diminuindo. Não tenho muitas opções, ao que parece – quando voltou seus olhos para ela, a viu melancólica – Acho que vou te encher de mensagens com perguntas variadas – ela sorriu.

A princesa chegou a abrir os lábios para dizer algo quando sua atenção se desviou para o seu celular logo ao lado, apitando discretamente, sinalizando uma mensagem.

-Meu pai chegou – disse com um sorriso mais feliz.

-Eu te acompanho, se quiser – sussurrou a última parte e recebeu como resposta apenas um olhar.

Caminharam num passo moderado em direção a saída, aos portões bonitos recém-abertos. O carro prateado parado logo em frente parecia ser o destino da moça. Jay só conseguia ver o contorno masculino do motorista que ele supunha ser o príncipe Philip.

-Hey, espera – disse com uma dúvida aleatória – Quanto aos principados... o colégio, ele faz parte de qual?

-De nenhum – respondeu tranquilamente – Aqui é território neutro. É de todos. Todos contribuem, embora eu acredite que seja a Fada Madrinha a responsável por esse feito e por esta localidade – disse com um sorrisinho – Bom, até segunda, encrenca.

-Até segunda, princesa. Divirta-se agora.

As vozes de ambos saíram melancólicas. Mesmo assim, a única coisa que o rapaz fez foi observar aquele caminhar certeiro da garota em direção ao automóvel, em direção a sua liberdade. A forma bonita como o vento jogava sua saia e seus cabelos...

-Jay! Que bom que te encontrei – era a voz do treinador – Precisamos conversar. Venha comigo ao refeitório.

 

 

Os três estavam no quarto das meninas. Carlos e Evie discutindo sobre como iriam começar o fim de semana: se começariam a faxina e depois teriam seus momentos de spa, ou se já começavam os momentos de spa enquanto tratavam da limpeza dos quartos e da lavagem de roupas. Evie somente estava disponível já que seu namorado saíra cedo acompanhado do mesmo duque responsável por encontrar Cinderela. Mal, confortavelmente, em sua cama, desenhava sobre uma das telas referentes ao trabalho de artes; o grafite mesmo num esboço, já mostrava um desenho incrível e cheio de detalhes...

-E você, Mal? – perguntou a menina sentada em frente a penteadeira – O que planeja fazer nesse fim de semana?

-Tenho uns quadros para terminar e outras coisas para estudar – disse sem emoções, sem entrar em detalhes, o que acabou sendo perfeito já que a porta foi agredida. Carlos teve a gentileza de ir abrir; Mal sequer se mostrou interessada no visitante até...

-Olá – ergueu os olhos vendo o príncipe-fera olhá-la intensamente de volta, então quebrar o olhar olhando para os amigos dela – Que bom que estão todos juntos. Eu e a Fada Madrinha temos um comunicado. Acompanhem-me até o refeitório, por favor.

-Jay...

-Já está lá – respondeu delicadamente a indagação de Evie – Não se preocupem, é um assunto leve, e que acredito interesse a todos vocês – falou quando eles já estavam descendo as escadas.

Benjamin os levou em direção a uma das mesas mais afastadas dos poucos alunos que desfrutavam dos serviços da cozinha; os levou em direção a diretora e a três professores. Mal sozinha tentava entender qual a relação entre os professores de artes e fotografia, com o treinador de Jay. E mais importante, o que eles poderiam falar que interessasse aos quatro?

Nenhum deles se sentou.

-Já está sabendo o que querem? – Carlos perguntou baixinho para Jay.

-No escuro, como vocês – negou o rapaz.

-Do que se trata isso, diretora? – questionou Mal observando seus amigos receosos, observando o príncipe se colocar ao lado dos adultos.

-Conversei com todos vocês nas últimas semanas, e principalmente você, Mal, expôs algo que estávamos negligenciando na estadia de vocês – explicou a mulher – Conversei com Benjamin, o responsável pelo projeto que os trouxeram aqui, e com alguns de seus professores com quem demonstraram ter mais afinidade. Concluímos todos juntos que vocês estão prontos para o nosso convite.

A mulher fez uma pausa; primeiro para que os quatro entendessem suas palavras, aquilo que ela queria transmitir; segundo, para dar a palavra ao futuro príncipe herdeiro de Auradon:

-Vocês gostariam de passar o fim de semana fora do colégio?

A pergunta veio num tom de voz amável, infinitamente gentil. Descrever a expressão do rapaz também era difícil: o rosto tão suave, um sorriso pequeno, mas tão grande ao mesmo tempo.

Os quatro estavam em choque; sem reação. Liberdade. Era a segunda vez que Benjamin oferecia liberdade a eles.

Os cinco adolescentes, cada um a seu modo, claramente sensíveis, completamente a mercê de seus sentimentos. Os adultos, igualmente emocionados, mas disfarçavam mais.

-Mas... – a voz de Evie morreu tamanho seu despreparo para aquele convite, para aquela amostra de confiança.

-Onde ficaríamos? – foi Mal quem teve que verbalizar a pergunta já que seus amigos não conseguiam dizer nada; a voz da menina falhou um pouquinho, percebido muito claramente pelo rapaz de cabelos claros.

-Conosco – informou a diretora – Nós, professores, estamos preparados para acolhê-los neste fim de semana; e gostaríamos muito de recebê-los. O que acham?

Sim, eles já haviam começado a fazer seus planos, e eram os de Mal que se prejudicariam mais ao ficar longe daquelas salas cheias de magia a se aprender... Mas como dizer não? Os amigos trocaram um olhar muito, muito breve e assentiram sem mais palavras.

-Bom – a mulher sorriu com alguma emoção no olhar – Jay, irá com o treinador Jenkins; Evie, com o professor Caleb; Mal, você irá com o professor Joseph; e Carlos, você vem comigo. Podemos levá-los aos shoppings, às praças, lanchonetes, livrarias... onde quiserem ir. Podem ir preparar suas mochilas; vamos aguardá-los aqui.

Devagar, ainda em choque, Evie foi a primeira a se mover: virou as costas e discretamente levou um dedo ao canto do olho direito, enxugando uma possível lágrima de emoção. Carlos, com um aperto estranho no coração, também deu meia volta.

Jay e Mal permaneciam parados.

-Algum problema... – a mulher não terminou a pergunta; Mal se manifestou.

-Professor Caleb – o homem se surpreendeu já que não tinham nenhum tipo de contato – Posso falar com você?

-Por favor – depois de dois segundos de espanto, o homem acenou em direção a um dos corredores, por onde seguiram juntos.

-Hã, Jay – chamou o treinador; o rapaz não deu provas de que estava ouvindo – Algum problema? Já sei, está pensando onde quer ir, o que quer conhecer. Tantas possibilidades...

-Não – o menino murmurou; seus olhos continuavam fixos no lado de fora, como se ele conseguisse ver a saída dali, desde que o convite havia sido feito – Eu sei exatamente onde eu quero ir agora.

 

 

Em vinte minutos, os quatro estavam prontos. Mochilas arrumadas, corações a mil. No corredor dos dormitórios, antes de descerem mais uma vez para o refeitório, se abraçaram e sorriram, todos dizendo sem palavras que deviam aproveitar aquelas horas tão maravilhosas dos próximos dias, pois elas seriam breves e inesquecíveis.

No estacionamento, entraram nos carros de seus professores, somente a dupla: um adulto e um adolescente; Dude, sorrateiramente, mas com o consentimento final da Fada Madrinha, acabou no colo de Carlos. Benjamin também ficou ali, atrasando sua carona para vê-los partir em direção a uma experiência que envolveria aquelas vidas em luz.

Ao fim saíram os cinco carros em direções diversas.

 

 

...Mal e Joseph sorriam e se entusiasmavam ao conversar sobre todas as “artes” que poderiam fazer juntos; o professor deixando claro que “bagunça” era muito bem-vinda...

 

 

...Carlos e Dude, tinham suas cabeças para fora da janela, sentindo o vento bater na pele, levando seus cabelos e pelos, sentindo um gosto forte de liberdade, enquanto a mulher sorria...

 

 

...Evie e Caleb cortaram o constrangimento ao cantar uma das músicas antigas de um dos CDs do homem e riam de si mesmos ao errarem a letra...

 

 

A princesa acariciava a pelagem cor de canela daquela sua grande amiga equina. Deslizava a palma da mão sobre o rosto do animal, tentando transmitir aquela criatura todo o seu amor antes de seguirem juntas para um pique pela pista.

Saiu do estábulo puxando a égua pelas rédeas, mas ainda caminhando com os pés no chão, a barra da saia, quase se arrastando pela terra...

Parou de andar assim que uma figura alta apareceu em seu caminho. Estava longe, mas mesmo assim seus olhos encheram d’água, antes mesmo que sua cabeça e seus olhos entendessem quem era aquele rapaz.

A princesa soltou as rédeas e deu passos lentos, quando deu por si estava correndo na direção dele, assim como ele corria em sua direção. Ela não notou que um funcionário segurou as rédeas, mantendo o animal no lugar, não notou outros que paravam para ver aquela cena, não percebeu que era o treinador dos rapazes quem se encontrava próximo de um dos portões. Só aqueles cabelos compridos importavam.

Ela acabou presa nos braços de Jay, enquanto ele a tirava do chão com toda a intensidade que eles mesmos provocaram ao correr; aqueles braços fortes envolvendo sua cintura num abraço forte. Audrey não disfarçou o choro, nem ele. Era um choro emocionado. Um choro de alegria.

 

 

Tão cheio de pequenas maravilhas, pequenos gestos; tão cheios de significados, tão cheios de sentimento... Aquele era um dia que eles jamais esqueceriam.



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