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História See You Again - Capítulo 3


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Notas do Autor


Ócus Pócus meus queridos leitores zumbis, pois é voltei mais cedo do que imaginava e meu Deus alguém me segura.
Esse capitulo está um pouco mais delicado, logo vocês vão entender o motivo rsrsrs, não me matem por favor.
Eu estou amando os comentários e é por isso que estou tão animada postado vários de horas em horas, agradeço logo aos que estão comentando e me dando essa forcinha. Obrigadinhoooo!

Agora sem mais enrolações, tem musiquinha de novo para os que gostam de ler escutando uma song deliciosinha, porém está é brasileira, do meu querido Rubel, me faz chorar bastante e ahhh, vai ser controverso para alguns porém aqui está minha dica para se aprofundarem nos sentimentos do nosso menino Tweek. O link estará nas notas finais!

Sem mais delongas, vamos láaa!

Capítulo 3 - Capítulo II - Chamas Reacesas


Fanfic / Fanfiction See You Again - Capítulo 3 - Capítulo II - Chamas Reacesas

"Te ver partir aquele dia após uma briga foi oque me fez acreditar
que o amor era uma piada mas, agora entendi que
não preciso estar ao seu lado para saber oque é o amor,
apenas preciso saber que está bem, que sua vida está dando certo.
Por que as vezes, simplesmente não ficamos
com o amor de nossas vidas." 

- Sentimentos de Tweek Tweak — Mind Nigth

 

Tweek Tweak

Foram 9 anos, foram 9 longos anos tentando esquecer uma chama do passado, um relacionamento que me deixou sementes... Sementes boas, de amor próprio, de confiança e calmaria... Mesmo eu não conseguindo demonstrar isso aquele dia, e de repente, tudo acabou. Ele havia me deixado as sementes para as melhores flores, para os melhores plantios de café, e eu infelizmente não pude dizer isso a ele a 9 anos atrás. Eu estava com medo de perde-lo, tive tanto medo de ficar sozinho nessa cidade, de que a minha alma ficasse vazia com sua partida para a faculdade. Tive medo por que sabia que Craig era a melhor pessoa do mundo, e que pessoas ótimas conhecem outras pessoas ótimas, tive medo que ele acabasse conhecendo outro alguém, e que me deixa-se, na verdade no fim de tudo ele me deixou, e eu jamais vou ser capaz de culpa-lo por isso, por que se eu estivesse em seu lugar, também me deixaria!

Na verdade eu estava quebrado, quando ele partiu eu demorei um longo tempo, talvez 2 anos pra me curar devidamente, claro que Clyde participou disso, naquela época foi ótimo e eu talvez estivesse totalmente errado em me apoiar nele pra tentar me reerguer, entretanto, foi a pior decisão que tomei na minha vida. Quando Craig foi embora, cerca de dois meses depois, Clyde me disse que sempre fora apaixonado por mim, e que só nunca havia se aproximado totalmente por que sabia da minha relação com seu antigo melhor amigo. Mas, que agora estaria disposto a me fazer feliz.

E por Deus, ele era tão parecido com Craig, me lembrava o Tucker em tantas coisas e eu aceitei aquilo, o deixei entrar passando por cima das minhas feridas, ignorando a dor que aquilo me causava. Eu o deixei entrar então a culpa de estar vivendo isso atualmente, é completamente e apenas minha. E com o tempo, eu me apeguei a ele, ele me dava o céu e confortava a minha dor com tudo que podia, era bem ciumento mas ele me ajudou tanto, ele me apoiou a montar o meu próprio negócio, e quando eu abri a galeria, foi tudo tão magico. Eu havia entendido que Craig jamais iria voltar e que eu não era mais um adolescente para ficar esperando seu retorno, não estamos em um filme clichê, ou em um livro romântico, isso é a realidade.

Quando Clyde me propôs em casamento eu fiquei muito assustado, já namorávamos a um tempo mas não o suficiente para casarmos, estávamos juntos a 1 ano, mas eu devia tanto a ele, devia tanto que não pude recusar sua proposta de morarmos juntos, então nos mudamos e foi contra a vontade da minha mãe, mas meu pai gostou da ideia de estar junto com o Donovan, Clyde era uma ótima pessoa. E então, nos mudamos e foi tudo muito divertido, ele estava cicatrizando as minhas feridas, deixaria uma cicatriz de lembranças boas que tive com Craig independente de qualquer coisa, mas eu jamais imaginei que ele fosse me curar e usar a navalha mais afiada para me rasgar tanto o suficiente pra querer jamais ter nascido. E aconteceu, Clyde me mostrou o paraíso e ateou fogo em tudo bem diante dos meus olhos. Tudo começou com a minha galeria, não era muito grande, mas me ajudava tanto financeiramente e a esquecer os problemas, eu sempre amei a arte, quando tinha tiques antes, eu conseguia me acalmar pintando quando Craig não estava por perto...

Ele não gostava de um dos funcionários, Will era tão gentil, sempre cuidava de toda a equipe, mas Clyde dizia que ele dava em cima de mim, então tive que o demitir, e logo em seguida a mesma coisa com minhas duas outras antigas funcionárias, no fim eu acabei ficando sozinho na galeria e Clyde começou a me ajudar pela tarde, com as telas, com as artes expostas, com os eventos e reuniões, e ele se irritava de mais, logo clientes iam percebendo e não voltavam mais, no fim... Fechei o meu lugar favorito em toda South Park. Acabei voltando a trabalhar na cafeteria dos meus pais, onde Clyde dizia que eu estava seguro.

E então tivemos a primeira briga após um cliente elogiar minha aparência, ele era gentil e estava comendo com o filho pequeno, Clyde surtou quando chegamos em casa, e doeu tanto, foi uma briga corporal onde eu estava totalmente em desvantagem, nunca fui bom em brigas, quando me metia em uma era... Craig quem me salvava ou entrava nelas por mim. Mais tarde naquela noite, ele me pediu desculpa com as mais lindas flores que South Park poderia imaginar ver um dia, eu o perdoei e então tudo voltou a ser como era no inicio do relacionamento, um lindo mar de petúnias, estávamos mais próximos e conversávamos mais, ele estava se controlando.

Porém, 1 mês depois, tivemos outra briga, Clyde surtou ao achar fotos antigas minhas com Craig, e aquela briga me rendeu a um braço deslocado, e um olho inchado, eu jamais achei que um dia nossas brigas fossem chegar naquele nível. Nesse dia ele não pediu desculpas e agiu como se nada tivesse acontecido, foi a primeira vez que ele arrumou uma desculpa para os meus machucados e eu, não iria contra apenas por ver o seu olhar, e ele já havia me ajudado tanto, já havia me salvado tanto, eu jamais iria ser capaz de incrimina-lo.

Dês de então, eu não reclamo mais, e ele não surta, eu não ganho mais machucados e ele faz oque quiser de sua vida. Foram 8 anos juntos, foram exatamente 8 anos assim, as vezes me pergunto oque teria acontecido caso eu tivesse dito não quando este me pediu em namoro, acho que eu teria apodrecido na casa dos meus pais, Clyde pode ser ruim, mas... Ele... Ele me ajudou muito, me ergueu quando eu precisava e tenta melhorar todos os dias... Merda, quem eu quero enganar, eu o odeio, odeio todas as sequelas que ele deixou em mim, odeio todas as cicatrizes que ele fez na minha alma, odeio seu cheiro e como sempre me toca procurando algo sexual, eu odeio oque ele fez comigo e faria qualquer coisa para que ele me expulsasse de uma vez dessa casa, que me dissesse que não me quer mais. Eu adoraria saber que ele achou outro alguém, por mais que saiba que ele jamais vai parar, por mais que eu saiba que vai haver outra vítima, eu apenas quero morrer, quero sumir.

Mas, em 8 anos eu não quis morrer quando o vi atravessar aquela porta de vidro embaçado pelo frio. Eu não quis morrer quando vi que seus olhos estavam em mim, quando reconheci aquele perfume que não sentia a anos, quando eu soube que Craig Tucker estava na cidade, meu coração pareceu um motor que não era ligado a anos, ele bateu com tanta força que eu jamais imaginei que sentiria aquela pressão no peito um dia. E ele estava ali, diante de mim, parecia tão surpreso quanto eu... Estava me doendo tanto vê-lo ali tão próximo de mim, ele havia mudado tanto, estava mais alto e seus ombros pareciam mais largos, não usava mais a touca azul escura, ele usava um sobretudo preto e um cachecol azul escuro, seu rosto parecia tão mais maduro e ele continuava tão... Bonito, tão bonito que precisei me segurar de forma firme para não errar o paço.

Sua voz parecia mais rouca, mais grossa, até seus movimentos pareciam ter mudado, antes ele se movia como um adolescente revoltado e agora parecia se mover como um homem executivo de alta classe, oque fizeram com o Craig que eu conheci? Ah... É... Ele havia crescido. Mas, não foi apenas vê-lo que me desestabilizou, eu quis tanto chutar Clyde quando este me beijou na frente dos outros, não o correspondi... eu não o correspondia a tanto tempo... Tentei me concentrar nas prateleiras enquanto escutava a nova conversa, sabia que Butters iria tentar arrancar informações de mim, no fim Butters foi o único amigo que me restou depois dos surtos de Clyde.

Quando Craig direcionou aquelas palavras a Clyde o dizendo que ainda éramos amigos próximos eu tive de segurar a madeira da prateleira e firmar as coisas na bandeja em minha mão. E quando ele saiu do café, eu pude sentir seus olhos uma outra vez em mim e eu torci para que não fosse a última, aquele olhar... Eu conhecia aquele olhar, foi o mesmo que ganhei quando a anos atrás eu briguei feio com meu pai, aquele olhar de proteção e de... Jamais esquecerei você, meus olhos lacrimejaram tanto, e eu tive que engolir em seco, pois Clyde não havia gostado nada do que aconteceu. E naquele segundo, eu temi por Craig... Por que Clyde havia mudado e eu sabia oque ele era capaz de fazer com pessoas que tentam se aproximar de mim.

- VOCÊ ESTÁ ESCUTANDO OQUE ESTOU FALANDO? — Senti minha espinha gelar com aquele berro dado ao meu lado no banco do carro, Clyde estava indo para casa, ele estava espumando de ódio, tanto que fechei a cafeteria mais cedo hoje.

- Sim desculpe. Estou cansado. — Disse mantendo meu rosto virado para a frente, meu semblante estava cansado, e meu corpo realmente pedia cama, mas queria tanto evitar qualquer coisa que pudesse acontecer.

- SE AQUELE MERDA SE APROXIMAR DE VOCÊ, EU VOU ACABAR COM VOCÊ, TA ME ESCUTANDO? Eu sei que vocês estavam se olhando mais cedo, se me trair Tweek, diga Adeus aos seus pais, por que você vai morrer, vocês não são amigos, aquele bosta te deixou todo fodido anos atrás, e ainda diz que são amigos, se chegar perto dele eu vou acabar com você. — Senti sua mão segurar meu rosto de forma bruta e gemi sentindo dor no maxilar, estava doendo tanto. — Estou te avisando por que eu te amo, fui eu quem te colocou de pé quando você estava todo ferrado, se me trair você vai pagar. Está me escutando não está?

- E-eu sei, eu não quero saber do Craig, eu não o quero..., mas por favor, me solta está me machucando. — Disse sentindo sua respiração batendo no meu rosto, aquele aperto no queixo vai deixar marcas, não apenas na pele, mas na alma também.

- Sai do carro, eu volto mais tarde. Escuta oque estou te falando Tweek, não quero ter que machucar você, eu odeio fazer isso, mas eu não gosto daquele Tucker, ele é um babaca que te machucou, espero que se lembre disso antes de fazer qualquer coisa. — Acenei com a cabeça o escutando ainda e travei as lagrimas na garganta... Não fazia ideia de como as tinha ainda, após chorar tantos dias seguidos.

E eu fiz oque ele mandou, não hesitei em sair do carro rapidamente e caminhar até a frente da casa, eu nem esperei para ver o carro sair, agradecia ao universo por ele ter saído, ele sempre bebia esse horário com alguns amigos do trabalho dele, e eu ficava muito satisfeito por isso, na grande parte do tempo ele bebia tanto que faltava cair quando entrava em casa. E era nesse momento que eu corria para a cozinha e me escondia a noite toda daquele monstro que chamo de namorado.

Ele estava com ciúmes de Craig, ele estava bem mais que incomodado, e talvez colasse em Craig para saber oque anda fazendo, espero que Kenny esteja por perto sempre, para evitar que Craig se machuque. Tudo por ciúmes doentios... Ciúmes... Eu perdi o significado dessa palavra a tanto tempo... A ultima vez que me senti amado por saber que sentiam ciúmes de mim foi quando Craig estava bravo por que eu havia me dado bem com o aluno novo que também tinha ticks de ansiedade.

 

Flash Back – 10 anos antes.

- Não, eu não quero saber. Eu não vou com a cara dele, ele vai dar em cima de você, e a minha mão vai dar bem na cara dele se isso acontecer. — O bico que se formava nos lábios do moreno era o mais bonito que poderia ver algum dia.

Era tão divertido ver ele irritado por algo tão bobo, sabia que se Max, o garoto novo tentasse algo comigo, Craig não o pouparia de umas boas agressões verbais. O temperamento de um Tucker não é feito para qualquer um lidar, eles são bem explosivos quando querem. Laura Tucker, minha sogra era a prova viva disso, já que Craig puxou a ela, o senhor Thomas Tucker é mais tranquilo, porém já o vi surtar e foi como ver 3 leões rugindo para sua presa.

- Q-que idiotice Craig, Max não vai dar em cima de mim, ele não é gay até onde eu saiba e se der, e-eu não irei aceitar. — Falei a ele que cruzou os braços erguendo o olhar para mim, ele sempre tinha aquela cara fechada, até ficarmos sozinhos.

- Se ele tentar algo com você, tem que me dizer, aquele mexicano de merda, está testando a minha paciência, parece que quer ficar competindo comigo pela sua atenção. — Ele por fim se deu por vencido e senti seu braço enlaçar meu corpo puxando junto ao seu para que deitássemos no gramado verde claro ali. A touca azul que era encontrada diariamente em sua cabeça estava largada pelo gramado, gostava dos seus cabelos.

- Tudo bem, co-confia em mim, ele é uma ótima pessoa, só está se adaptando a nova escola, ele não conhece ninguém, po-por que não apresenta ele a Token? Eles s-são muito parecidos em alguns aspectos. — Pedi controlando meus ticks mantendo minha cabeça apoiada em seu braço, e pude acompanhar seu rosto se virar para mim, e lá estava um sorriso ladino hospedado no canto dos seus lábios.

- Essa é a porra da ideia mais brilhante que escutei hoje. Vou jogar ele pra cima de Token e não preciso me preocupar com um filho da puta tentando conquistar você bem debaixo do meu nariz. — Dei risada com seu argumento plausível para fazer Max ter novos amigos.

E era sempre assim, ele independente de quem ou do que, me apoiava em qualquer coisa que eu fizesse, ele reclamava, ficava até bravo comigo, mas nunca deixava de me ajudar ou de ajudar alguém que seja minimamente importante pra mim. Certo que ele vai se beneficiar com essa ajuda, mas vai perceber que Max é legal logo.

Seus olhos se mantiveram nos meus e eu pude subir minha mão do seu abdômen para seu peito em forma de caricia, Craig podia ser a pior pessoa do mundo na visão das outras pessoas, visto que este é briguento e adora a diretoria da escola, mas eu o defenderia com todo meu ser, apenas por saber quem ele é de verdade.

E não demorou para que seus lábios viessem na direção dos meus, e eles se encaixavam tão bem, se conheciam tão bem, adorava o arranhado do machucado no lábio que Craig tinha, adorava o calor das palmas de sua mão subindo pelo meu pescoço indo até a minha nuca, adorava o toque do seu nariz roçando minha pele quando mudávamos a posição do beijo, ou da sua respiração quentinha em minha bochecha, quando no fim do ato, sua língua se enroscava a minha apenas para me provocar, ou quando ele separava nossos lábios por segundos apenas pra me olhar, sorrir e voltar a me beijar como se eu fosse a ultima pessoa do mundo. Como se eu fosse o único com quem ele se importava. Craig me amava tanto que eu conseguia me amar, ele me tocava com tanto amor que eu sentia meu coração vibrando em sua presença.

E era sempre assim, depois de uma briga boba, acabávamos nos beijando no gramado do lago de South Park ou... Nos amando, sentindo nossas peles se envolvendo, sentindo nossos corpos unidos e suando no sofá que estava no porão da casa dos Tucker, independente do que ocorresse, nós sempre terminávamos nos amando de alguma forma que só ele conseguia fazer, que só nós dois juntos conseguimos produzir. De uma forma que nenhuma outra pessoa jamais vai conseguir fazer.

Fim de flash Back — De volta ao presente

 

Sentia a água morna descendo pelo meu corpo à medida que lembranças surgiam, saber que jamais poderia voltar para esse tempo, me faz querer ter aproveitado tanto mais quando eu ainda sabia o que significava a palavra amor. Minha nova realidade não abrangia esse sentimento, mas depois de tanto tempo, eu acho que poderia acreditar que o amor não se baseia em ficar com a pessoa que você ama, e sim ter de conviver com ela todos os dias e zelar pelo seu cuidado.

Acabei terminando meu banho longo e morno, a marca roxa em meu braço havia clareado bastante então poderia tirar a faixa, e foi isso oque eu fiz, os dedos de Clyde estavam marcados no meu pescoço, porém isso sumiria logo pela manhã, assim como espero que Clyde também suma. Me troquei de forma rápida e ignorei a fome, eu não estava a fim de comer, precisava desligar minha cabeça, tanta coisa aconteceu hoje, tantas surpresas. Craig, esteja onde estiver agora e com quem estiver, obrigado por ter me amado um dia, e me desculpe por não ter te dito isso quando você estava indo embora, naquele tempo eu não podia fazer mais por nós, mas eu sei que estava errado, e você não tem que me perdoar, só não se esqueça de mim.

 

Leopold Butters Stotch

- E você está apaixonado por ele ainda, e só descobriu isso agora por que o viu de novo na delegacia te defendendo. — A Testaburguer estava tão animada dizendo aquilo, chegava a ser irritante.

- Aaaah! Eu não sei se estou apaixonado, eu cresci Wendy, não sou mais um adolescente. Acho que foi só uma lembrança do passado. Não tem como, até ontem eu estava afim do Jimmy Valmer, ele é uma ótima pessoa, é legista na policia e é muito engraçado. — Disse enquanto caminhava na calçada ainda de braços cruzados pelo frio. Hoje eu e Wendy teríamos nossa animada noite de filmes.

- Jimmy, que droga de Jimmy, você não gosta dele, só estava ocioso por que ele é visivelmente hétero e não da tanta bola pra você, é mal dos gays isso? Gostar de hétero? — Quis a socar no braço quando a escutei falar isso, mas sua risada saiu solta enquanto esta deu uma leve corridinha para o mercado que estávamos seguindo, a noite estava tão gelada e vazia, quase não haviam carros nas ruas, e muito menos iluminação, é muito perigoso esse lado da cidade, mas é exatamente aqui que vendem os melhores comes e bebes de todos.

- Está bem, você venceu. Eu não sei oque eu sinto, mas é o mesmo sentimento de quando eu era adolescente, acho que eu nunca o esqueci de verdade, e a ilusão de que um dia ele poderia voltar e corresponder meus sentimentos ainda me atormenta, já que ele nunca respondeu minha confissão anos atrás. — Falei suspirando fundo entrando no estabelecimento com ela e a seguindo até a parte de salgadinhos. — Mas de qualquer maneira, eu já tenho a minha resposta, Kenny não gosta de mim, não voltou por mim, ele veio a trabalho.

- Aí amigo, sinto muito por isso. Homem da muito trabalho, por isso gosto de mulheres, elas são ótimas. — Dei risada com sua resposta e cocei a nuca a vendo pegar o pior pacote de câncer industrializado. Neguei com a cabeça de imediato, eu não vou comer isso.

- Wendy não, sabe que não como essas coisas, podemos pegar outras. — Retirei o pacote avermelhado da cesta da mesma e coloquei de volta na prateleira.

- Oque? Butters, achei que iriamos sair da dieta hoje, ganhar uns quilinhos, vamos não faz mal, você não vai engordar tanto se comer isso algumas vezes por semana. — Neguei com a cabeça rapidamente indo até o refrigerador e podendo ver meu reflexo, eu não queria sair do peso, não quero nenhuma marca ou sinal indesejado nas minhas pernas, não quero nada disso, eu sou estilista e eu preciso ser magro.

- Não, não mesmo, não quero e não vou, se me fizer comer isso sabe oque no fim vai acabar acontecendo não sabe? Você me pediu pra parar e eu parei, não quero fazer aquilo de novo, então me ajuda Wendy. — Falei de forma clara para a mesma que suspirou me olhando com pesar, eu odiava quando ela me olhava assim, por que me lembrava do meu passado.

Eu me machuquei muito para entrar na faculdade que estou fazendo agora, e lá eles são especialistas em moda, todos tem o mesmo tipo corporal, e eu não quero engordar, não que eu tenha problemas com pessoas gordas eu só... Não quero ganhar peso, eu tive que emagrecer bastante pra entrar naquela academia na cidade vizinha, aquele campus é lindo, é fino e meio estúpido as vezes, mas é oque pode alavancar a carreira de qualquer um.

Eu tive anorexia tempos atrás, eu perdi a conta de quantas vezes pratiquei bulimia, de quantas vezes Wendy me socorreu ou de quantas vezes Tweek largou a cafeteria pra me levar até o hospital. É um processo falho e ruim, ele te dá tantos gatilhos, sei que a faculdade é difícil, é difícil ver todo aquele padrão enaltecido todos os dias, mas eu quero ser um dos melhores, eu quero aparecer, eu não quero mais ser tímido como no passado, ser inocente, ser pisado pelas outras pessoas, eu quero mais... Quero que saibam que eu lutei pra isso.

- Tudo bem, vou pegar algumas frutas e vamos embora tudo bem? Não quero que aquilo volte acontecer. — A escutei falar sorrindo de forma compreensiva e sorri por ter sua ajuda, era importante pra mim, por que com o tempo descobri que sou fraco.

Me importo muito com a minha aparência agora, me importo tanto com oque os outros falam, me importo com tudo... E isso não me torna melhor do que antes, me faz ser mais fraco que fui durante uma grande parte da minha infância e adolescência.

Precisei caminhar um pouco pelo estabelecimento até a janela de vidro que havia naquele mercado, a vitrine estava bem decorada, adorava o cheiro dos doces, mas procurava me manter longe deles. Porém, algo mais a frente me chamou atenção. Era um carro, um carro escuro que eu conhecia muito bem, Clyde Donovan era o dono daquele carro parado na esquina, e havia uma mulher entrando no carro, Bebe Stevens, ela era melhor amiga de Wendy na escola, a garota de cachos loiros, que merda ela fazia com Clyde, ela sempre pareceu odiar ele quando falava com Wendy. A cena me fez arregalar os olhos, o merda do Clyde estava traindo Tweek com a Bebe, meu santo hambúrguer.

- Wendy, rápido. Corre aqui, pega o celular rápido! — Falei vendo a morena passando as compras no caixa e me olhar com curiosidade logo largando a cesta com velocidade correndo de forma atrapalhada até mim enquanto pegava o celular.

- Butters que merda, oque foi? — Apontei para o carro na vitrine e sua reação foi a mesma que a minha, era visivelmente Clyde no carro aos beijos com a Stevens.

E Wendy não demorou muito para fotografar o carro, os dois nos amassos enquanto olhava a cena de boca arreganhada pela cena inacreditável, Clyde não era gay? Clyde namorava Tweek a quase 8 anos. Certo que oque ele faz com Tweek é horrível, mas oque adianta sabermos de algo que Tweek não conversa mais conosco, ele sempre foge e... Céus eu tenho tanta pena de Tweek, tenho tanta raiva de Clyde. Talvez essas fotos façam Tweek acreditar em nós e deixar esse filho da puta de uma vez.

O casal vinte não demorou muito ali, eles pararam o beijo de uma forma tão rápida que achei que tivessem nos visto, mas não era isso, Clyde pareceu ter percebido alguma coisa e me escondi atrás de um pilar na parede com Wendy rapidamente, ele parecia ter notado alguém e foi bizarro, já que ele arrancou com o carro dali, e eu senti meu corpo arrepiar pois a rua estava escura. Eu e Wendy voltamos a passar as compras e dividimos as sacolas, o carro não estava muito longe do mercado mas assim que sentimos a brisa fria tocar nossas epidermes, nos entreolhamos e nossos passos foram rápidos até o carro, agora entendi o que Clyde sentiu, parecia que havia alguém nos escuro nos observando, e aquilo era terrível, meu Deus.

Entramos de forma tão rápida no carro que eu me assustei com a velocidade, estávamos sendo observados, não foi apenas eu quem sentiu isso, Wendy pareceu tão assustada quanto eu, e arrancamos com o carro dali tão rápido quanto Clyde, não conversamos mais durante todo o percurso, não até chegarmos em uma área movimentada e segura, onde eu e Wendy nos olhamos aliviados. Aquela sensação... Jamais quero sentir outra vez, isso me dói o peito, e a alma...

- South Park... Mudou muito, não é? — Disse saindo do carro para Wendy que fazia o mesmo que eu.

- South Park não é mais segura Butters... Eu tenho medo... Parece que estamos vivendo em uma terra de ninguém. — Ela disse enquanto seguíamos para a frente de sua casa. E eu apertei meus olhos, ela tinha razão... Tinha total razão, aquilo não foi comum, jamais sentimos aquilo saindo daquele mercado, havia algo acontecendo, por isso Kenny havia voltado, ele era perito criminal, trabalhava na CIA agora, por que ele simplesmente viria a cidade em trabalho por nada? Kenny seja lá oque estiver fazendo tome cuidado, não confie em ninguém... South Park não é mais a mesma... E você vai descobrir isso, como acabamos de descobrir. 


Notas Finais


Eai? Oque acharam? SOCORROOO!
O pau ta começando a comer gente, vai ser divertido ter um pouco de ação aqui.
Me digam suas opiniões eu adoro leeeer e sim vou mendingar comentário sim por que eu amo e não é pouco!

Link da musica:
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=WkLpoUiasZ8
Spotify: https://open.spotify.com/album/1pbjhsgtyc5hOVNaaz6tpN?highlight=spotify:track:1PQRwFvNM7xV65bIkHmDtx

Até breveeeeee!


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