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História See you again (Catradora AU-PT) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá a todxs, esta é a minha primeira fic de Catradora. Ela se passa num universo alternativo em que elas eram melhores amigas de infância até Adora se mudar. Agora, reencontram-se no secundário (ensino médio) e veremos onde isso as leva.
Espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Visões


Adora não podia ver claramente, mas uma coisa era certa, Catra, a sua ex melhor amiga, o seu primeiro amor, e agora memória estava ali. Ela sempre pensava que podia fugir das lembranças do passado mas onde quer que ela fosse: nas suas batalhas internas, nos seus pensamentos e até mesmo nos seus sonhos ela encontrava Catra.
Também não era como Catra fosse mais uma moça, apesar de tudo, Catra foi a única pessoa com que ela pode contar durante muitos anos, a pessoa com que ela cresceu brincando no quintal da sua antiga mansão de mármore quando a vida ainda lhes sorria. Adora sentiu-se sorrir ao olhar para a figura de Catra ao se lembrar das vezes em que elas gargalhavam enquanto se divertiam no baloiço de madeira e de quando dormiam juntas na cama cor de pêssego, a qual Adora jurava ser a mais confortável do mundo. Até mesmo mais confortável que a sua.


O problema surgiu naquele dia de inverno, uma semana antes do Natal de 2012, quando houve um Crash na bolsa levando os investimentos que a família da Adora tinha feito a gerar prejuízos incomparáveis. Na verdade, passado uns meses os pais dela precisaram vender a Mansão e se mudar para uma cidade com um custo de vida mais baixo  . Adora nunca teve coragem de dizer a Catra que se ia mudar, partindo sem deixar uma única nota ou carta.


Catra sentiu-se abandonada, no seu coração morava raiva, desprezo, incompreensão e, no mínimo, saudade. Ainda que já tivessem passado 8 anos, ela não conseguia compreender o porque da sua melhor amiga ter partido sem deixar recado algum e sem se preocupar o suficiente para sequer um abraço de despedida.


Adora olhou para cima e os seus olhos finalmente encontraram, pela primeira vez em oito anos, aqueles olhos estranhos e raros que tanto eram alvo de espanto como de inveja e desprezo, deixando as pernas da Adora fraca e fazendo a cair no chão atrás dela. Não fazia sentido Catra estar ali, era inteiramente impossível ela ter entrado na sua casa a meio da noite. 

Os flashbacks voltaram e ela se lembrou de todas as vezes que tentou contactar Catra após se ter arrependido de partir sem dizer algo, mas Catra nunca atendeu. Mesmo quando ela tentava contactar a família da amiga sempre ouvia os beeps a informar que tinha chegado à caixa de correio.

 Agora, estando em frente à sua antiga melhor amiga, não havia escolha senão confrontar os seus demônios que tanto tentou esconder estes últimos anos.

- C..Catra como entraste aqui?

-Hey Adora, está tudo na tua cabeça Princesa, achas mesmo que eu voltaria a falar para ti depois do que me fizeste? Esquece, achas que depois de me teres deixado sozinha eu te perdoaria assim? Tu nem te preocupaste em olhar para trás.

- Catra eu tentei te contactar por anos! Desculpa se te deixei, eu não queria te magoar, não queria aceitar que ia ter que deixar de te ver todos os dias, doía muito, eu tentei convencer os meus pais a voltar... Mas eu nunca consegui..

- Caralho Adora, para com essa merda, só me estavas a usar esse tempo inteiro, é isso que tu fazes, tu usas e deixas as pessoas quando elas deixam de ter valor para ti... É esse o tipo de pessoa que tu és, prometeste me estar sempre ao meu lado mas falhaste essa promessa.. nem me surpreende, as tuas palavras não têm qualquer valor.

Adora sentiu as lágrimas a cair ao olhar para a raiva que a cara da menina deixava transparecer, mais uma vez, sentiu o seu corpo a cair bruscamente apenas para descobrir que tinha estado a sonhar o tempo inteiro, adora abriu os olhos e levantou se suspirando, limpando as lágrimas, essas reais, de sua cara.
"Eu devia voltar a dormir" pensou, amanhã era um grande dia e ela teria que começar o seu primeiro dia no secundário (ensino médio) numa escola completamente nova.

Os seus pais conseguiram recuperar algum do dinheiro e pretendiam abrir um café na cidade da infância da Adora. Ela não conseguiu deixar de pensar se Catra estaria nessa mesma escola em que ela ia começar amanhã, era como se a sua intuição lhe dissesse que sim embora a parte racional a tranquilizasse dizendo que existiam imensas escolas na cidade grande, a probabilidade da Catra ser colega dela  era ínfima.

Na realidade, Adora não conseguiu voltar a adormecer, levantou se e dirigiu o seu olhar para o velho armário de madeira, apesar de os pais conseguirem algum dinheiro de volta, foi com muito esforço árduo de 8 anos de trabalho então tudo o que ela tinha era relativamente barato e simples visto que eles dirigiam o seu dinheiro para a tentativa da saída da miséria.

A menina inspirou e abriu o armário, tirando uma camisola preta com uns desenhos onde se lia "adventure time", a serie preferida da velha amiga, Adora olhou tristemente para a camisola e cheirou a mesma não se contendo, apesar de terem passado tantos anos, a camisola ainda conservava o perfume doce da amiga. A loira perguntou-se se a amiga ainda gostava de cartoons, se ainda tinha a cama cor de pêssego que ela tanto gostava, se o quarto ainda estava decorado em tons de cor de rosa clarinho, se o estilo feminino dela se vestir teria mudado, Adora olhou se no espelho de corpo inteiro ao lado do armário e sorriu com o pensamento e as memórias da antiga amiga.

Embora o quarto da loira fosse simples, estava repleto de todas as suas conquistas, aquelas que os pais adoravam gabar, na verdade, Adora era a melhor jogadora de baseball da sua escola antiga e os seus pais faziam questão de mostrar o quão orgulhosos eles estavam dela a filha "perfeita". No entanto, ela não era fã desse tipo de atenção, embora cuidadosos, os pais dela tinham expectativas inatingíveis para ela e queriam que ela namorasse com o filho do antigo sócio do Pai, o único que ele havia mantido contacto após o Crash da bolsa no fundo com a espetativa de usar a filha para voltar à antiga vida de luxo.

Sem demoras, Adora vestiu uma camisola vermelha simples e umas calças bege, embora soubesse que a mãe, que sempre quis uma filha feminina, não iria achar apropriado para o primeiro dia de aulas, ignorando esses pensamentos, ela saiu do quarto e desceu as escadas para se dirigir à cozinha, onde com medo de chegar atrasada, pegou na sandes que a mãe lhe deixou preparada e num iogurte liquido para comer no caminho para a nova escola.
"Hoje vai ser um bom dia" pensou, ela não podia estar mais enganada.



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