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História Segredo - Imagine BTS (reescrevendo) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem☺️

— CAPÍTULO NÃO BETADO —

Capítulo 4 - Cenas e situações


[Capítulo 4]

O relógio no celular já mostrava três e vinte da manhã. De um lado para o outro, Saeron ficava rolando pela cama tentando achar alguma posição confortável para dormir porém meus pensamentos não permitiam e, para "ajudar", o vento soprava forte no lado e fora da casa o que não favoreciam nada as tentativas falhas de dormir da garota.

As imagens do que tinha acontecido mais cedo naquele dia ainda a perturbavam por mais que agora soubesse que as visões não eram reais de modo algum. Mesmo assim, temia que piores "testes" fossem aplicados à ela, e era justamente isso que tirava o seu sono, medo.

Se dando por vencida, levantou da cama e saiu do quarto tentando não fazer muito barulho para não incomodar os outros meninos. Sabia que demoraria a dormir se não fizesse nada, talvez nem dormiria aquela noite.

Em passos mansos andou pelo corredor vendo as várias e várias portas fechadas que davam diretamente para o quarto dos garotos. Não tinha a mínima ideia de quais poderiam ser os quartos de Jungkook ou Taehyung então resolveu bater em qualquer uma delas, talvez tivesse a sorte de acertar.

Alguns instantes ela aguardou e nenhum som veio de lá de dentro, resolveu então bater uma segunda vez e finalmente a porta foi aberta.

— O que foi? — pelo tom rude ela reconheceu, Jimin. Sentiu o corpo gelar e os batimentos cardíacos falharem, era a última pessoa que queria incomodar naquela casa. — Você está bem? — ajeitou a gola de sua camisa e se escorou no baquete da porta tentando ver o rosto dela em meio ao escuro quase total do corredor.

— Sim, desculpa te acordar. Não sabia que era seu quarto — virou as costas já decidida a sair dali e bater em qualquer uma das outras portas mas parou quando voltou a escutar a voz do ruivo, dessa vez foi de modo mais suave.

— Espera. Não tem problema, precisa de alguma coisa? — a garota o olhou pensando se deveria realmente pedir um favor a ele, não tinha nada a perder mas dispensava o grande tapa na cara que podia levar por conta das palavras dele.

— Se eu disser que sim, vai me ajudar?

— Já estou acordado de qualquer forma — deu de ombros. — O que precisa? — se deu por satisfeita com a resposta e prosseguiu.

— Você tem algum sonífero? Eu estou com dificuldade para dormir — o ruivo assentiu e adentrou o quarto deixando a porta aberta.

Pode o acompanhar com seu olhar por alguns passos mas logo a penumbra ocupou o campo de vista. Jimin não demorou a retornar mas nada disse quando se aproximou de Saeron, apenas segurou o pulso dela e num piscar de olhos não se encontravam mais no corredor. As luzes precisaram ser acesas para a garota reconhecer a cozinha.

— Quer que eu prepare um chá? Já me ajudaram bastante com crises de insônia — andou até um dos armário sendo ainda seguido pelo olhar agora curioso da garota que havia se surpreendido por nem ter saído do lugar e se encontrar num cômodo diferente. — Saeron? — chamou quando a olhou.

— O q-que foi? — percebeu que o encarava e no mesmo instante desviou o olhar.

— Chá. Quer? — ela negou e se escorou na bancada esperando que Jimin a entregasse o comprimido. — Pode voltar para o quarto eu sei servir um copo de água e não vou morrer engasgada com esse remédio.

— Tenho certeza disso mas pode fazer muitas coisas com um sonífero, inclusive dar a um de nós — entregou um copo cheio de água para ela e o comprimido. — Vou te ver tomar.

Um riso fez o ar sair das narinas de Saeron, ela foi tola de pensar que estava começando a ganhar a confiança de Jimin e pensava que deveria ter percebido isso antes de se submeter a tal situação, ficar só com ele no meio da madrugada.

Tomou o comprimido e sorriu desgostosa com aquilo.

— Posso ir agora, papai? — perguntou sarcástica e sentiu seu pulso ser segurado sem muita força.

— Temos 15 minutos até começar a fazer efeito — checou o relógio eletrônico numa das paredes do cômodo. — Vou esperar com você — a soltou.

A garota bufou e cruzou os braços. Queria apenas voltar ao quarto e se deitar, a deixava enfurecida saber que Jimin não confiava nela. Tinha dado algum motivo para isso? Jungkook já havia confirmado a todos que ela era a mais inofensiva dali, por que era tão difícil fazer com que se sentissem à vontade na presença dela?

— Por que me odeia? — lançou me modo direto e num tom sério que nunca imaginou ter que usar.

— Não odeio, apenas não confio. Odiar alguém requer muito esforço — lavou a louça de vidro e a guardou. — Por que acha que te odeio? — Saeron da de ombros.

Não queria admitir que estava incomodada por não ter um bom relacionamento com o ruivo, queria ser próxima dele assim como os outros meninos permitiam que ela fosse deles mas, além disso, Jimin a intrigava, ela também tinha curiosidade.

— Eu não sei, é uma sensação. Você não me conhece e nem se esforça pra isso, é frustrante imaginar a quantidade de merdas que você pensa sobre mim apenas por não me conhecer.

Jimin riu soprado. Não era como se ele quisesse ser próximo dela, não queria. Sabia que um dia ela iria embora e não queria sofrer com a partida de alguém novamente, ele temia se apegar.

— Não me esforço pois não me importo. Tenho minhas impressões de você e para mim isso basta. Eu literalmente apenas te aturo dia após dia, não é de meu interesse ter uma proximidade com você — Saeron desviou o olhar.

— E mesmo assim está aqui comigo esperando que a droga que ingeri faça efeito — desencostou da bancada e saiu da cozinha em passos mansos.

O piso de madeira fazia barulhos ecoarem pela casa e isso ela podia evitar se tomasse cuidado com cada passo que dava, em compensação, Jimin nem se importava com isso, andou em passos rápidos atrás dela e voltou a segurar o pulso dela, agora com mais força, mas o contato logo foi quebrado pelo movimento brusco da garota na tentativa de conseguir se afastar.

— Não toca em mim! — exclamou dando alguns passos na direção da escada.

Assim ela subiu e se foi em meio à escuridão da cabana.

[...]

A manhã havia chegado mas Saeron não tinha notado. Aquele sonífero realmente tinha causado efeito nela e lá no fundo agradeceu por isso quando despertou, ao menos tinha descansado.

Com o humor melhor do que o da noite passada, ela saiu do quarto e foi para a cozinha encontrando com quatro dos sete garotos.

Seokjin e Hoseok conversavam enquanto sentados à mesa; Namjoon lavava as louças que já haviam sido usadas e Jimin ao lado dele bebendo uma xícara de café enquanto observava o trabalho manual do hyung.

Aos olhos da garota era um clima agradável, uma situação tão normal que até mesmo aqueles garotos pareciam ser normais, ela apenas não podia se deixar esquecer de que não eram.

— Bom dia — disse Hoseok. — Dormiu bem?

A garota assentiu pegando um dos cookies dispostos na mesa. Serviu uma xícara com leite e se sentou acompanhando os rapazes na refeição.

Alguma vezes o olhar curioso de Saeron se voltava a Jimin. Tentava descobrir apenas por deduções o que se passava na cabeça dele.

O ruivo devia lembrar da noite passada com certeza e talvez estivesse incomodado pelo último contato que tiveram antes de Saeron ir ao quarto mas essas também eram deduções da garota.

— Obrigada por ter me ajuda de ontem à noite, Jimin — mentalmente riu pela expressão surpresa do ruivo e dos outros garotos.

Um instante de silêncio seguiu a frase que surpreendeu a todos ali e então veio uma resposta.

— Não é como se eu tivesse escolha, não é? — disparou rápido como uma bala mas não olhou para ninguém, manteve os olhos no fundo da xícara.

— Jimin, para... — pediu Namjoon tentando impedir que a situação fugisse do controle, mas vontades nem sempre se realizam.

— Por quê?! Me digam se vocês não ficariam putos comigo se eu não a ajudasse? Se dissesse para ela ir acordar algum de vocês! — finalmente a olhou.

Saeron teve a ligeira impressão de que os cabelos dele estavam tomando uma tonalidade avermelhada e isso tirou sua atenção da situação desagradável por alguns instantes antes de o encarar.

Seus olhos ardiam em fogo de fúria.

— Chega! — gritou Seokjin ao se levantar e bater a destra sobre a mesa. — Sai daqui, Jimin! — recebeu um riso debochado de Jimin como resposta, o mais novo não podia acreditar na audácia de seu hyung.

— Ou o quê?! Vai me colocar de castigo, mamãe? — deu um passo a frente na direção de Seokjin mas Namjoon segurou seu pulso antes de dar o segundo passo.

A coloração avermelhada em seu cabelo não era mais uma impressão, era a pura realidade. Os fios do ruivo mudavam de tonalidade quando sentia raiva, fúria extrema.

— Tente se acalmar e vá agora ver o Yoongi — pediu em tom baixo mas sério, muito sério, encarando os olhos ardentes.

Num movimento brusco, Jimin se livrou do aperto no membro direito e sumiu deixando para trás apenas a xícara que acabou quebrando quando tocou o chão.

Todos os meninos se entre olharam e suspiraram.

Faziam meses que Jimin tinha controle de suas emoções mas a repentina regressão que teve ainda era algo com que os garotos precisavam reaprender a lidar. Imaginavam que ao menos esse problema estava resolvido mas se enganaram.

— Desculpe — disse Seokjin ao sair de seu lugar e começar a recolher os pedaços de cerâmica (que poucos instantes atrás fora uma xícara) espalhados pelo chão. — Jimin sofre de bipolaridade. Aparentemente as medicações não estão mais fazendo efeito.

Namjoon deixou que Jin resolvesse aquela situação e saiu às pressas do cômodo, queria ir até Yoongi e checar se Jimin lá estava, precisavam com urgência que algo fosse feito pois situações como aquelas eram horrivelmente desconfortáveis para todos e o que menos queria era que acabassem tendo que lidar com isso todos os dias.

Não apenas os garotos sofriam em ver o amigo-irmão daquela forma, mas Jimin também sofria com a montanha-russa de emoções que sentia, cada vez mais frequentes.

— Yoongi vai conseguir elaborar uma nova medicação e então vai tudo voltar ao normal — disse Hoseok querendo tranquilizar tanto a garota como seu hyung que estava um pouco abalado pela recente situação.

— Imaginamos que não fosse presenciar uma cena dessas tão cedo, por isso não dissemos nada mas, em nome de todos, agora que sabe, peço que tenha um pouco e paciência com ele. Não é culpa de- Aí! — resmungou pelo ferimento que acabou causando em seu dedo devido ao manuseio dos cacos cortantes.

Hoseok pegou um guardanapo e entregou ao hyung para que pudesse estancar o pequeno sangramento.

— Vá cuidar disso, eu termino de limpar — disse dongsaeng e o hyung concordou.

Saeron olhou curiosa. Se Seokjin tinha dom curandeiro por que simplesmente não curava a si próprio?

A resposta veio após essa pergunta ser vocalizada pela garota. Um riso soprado Hoseok deu enquanto ainda limpava o chão de madeira escura.

— Ele não consegue. Cura a todos menos a si próprio, acho realmente uma ironia do universo – riu outra vez.

— Não vejo graça Hobi, queria poder curar a mim mesmo como faço com outros. Eu não precisaria ser protegido por vocês.

Se não estivesse tão curiosa sobre a limitação do dom de Seokjin, teria perguntado do que o mais velho precisava ser protegido mas não era esse o foco de sua curiosidade.

— Se eu fizesse o que você faz não precisaria ser protegido, teria dois de nós — um pequeno sorriso brotou no rosto daquele que cuidava do ferimento em sua mão.

— Gostaria de descobrir se faz o mesmo?

Dúvidas invadiram a mente de Saeron. Sua última experiência — e única até agora — com o teste para descobrir seu dom não tinha sido nada agradável. Ela se recordava muito bem das palavras de Namjoon quando a explicou de forma rápida como seria o processo de descoberta mas era capaz de admitir que não imaginava que seria algo como a alucinação que Jungkook criou para ela ou o que Seokjin planejava, o que ela até o momento desconhecia.

— Como vai ser?

— A surpresa torna tudo mais interessante — se escorou no balcão e observou Hoseok terminar o que estava fazendo, suspirou sentindo um leve aperto no peito.

Mesmo incerta, Saeron aceitou e acompanhou Seokjin com seu olhar.

Rapidamente ele pegou umas fracas dispostas no faqueiro próximo e foi na direção de Hoseok que mal pode perceber a aproximação do amigo.

O objeto cortante e afiado foi enfiado direto na barriga dele, perto das costelas. Não houve uma reação imediata pela parte de nenhum dos presentes ali; Seokjin não se deixou abalar e os outros dois entraram em completo choque, tanto que Hoseok nem teve chance de reclamar da ardência insuportável do contato do metal em sua carne rasgada.

Sem prolongar muito mais, o mais velho retirou a faca e as mãos do mais novo foram direto para o ferimento, apesar disso, o sangramento não foi contido. O líquido vermelho não tardou a pingar no chão, a camisa já se encontrava encharcada de sangue naquela área em específico assim como as palmas do ferido.

— Salve-o — Seokjin disse ao deixar a faca de lado e se sentar para ter uma boa visão da desgraça e desespero que causara.

[...]


Notas Finais




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