História Segredo oculto - 2 Temporada - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
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Palavras 5.198
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiieeee!!! Obg por me acompanharem até aqui! Espero que gostem!
PS: tem "hot" pq vcs pediram, mas eu quero lembra-los que eu sô péssima escrevendo essas cenas, então sejam compreensivos pffv.

Capítulo 15 - Gratidão (Fim)


Junko P.O.V’s

                -Bom, no terraço do prédio... eu pulei. – Me sento em uma poltrona próxima à Sumi e JungKook, sentido os olhares me acompanharem.

                -Sim, eu sei. Eu estava lá. Eu vi você caindo. E daí?–Ela diz se ajeitando ao lado do namorado.

                -Não, Sumi, você não entendeu. Eu não caí. Eu pulei. Mara não me jogou, fui eu quem pulou. Tem diferença. –Todos os olhos se arregalaram, menos os dela, que parecia perdida e confusa.

                -Não. Ei vi a Mara segurando seu pescoço enquanto ameaçava te jogar lá de cima. Eu me lembro muito bem, cada detalhe. Eu sei o que vi! –Ela insistiu

                -Sim, ela me ameaçou, mas não foi ela quem me largou, eu me soltei sozinha. Você estava distraindo-a bem, e eu vi uma oportunidade. – Sumi se levantou bruscamente do sofá e adquiriu uma postura irritada.

                -VOCÊ FEZ O QUE?! –Ela grita.

                -Foi o único jeito que eu encontrei pra trazer você de volta e me livrar daquela situação! –Fico um pouco apreensiva pois não esperava essa reação da Sumi.

                -ÚNICO JEITO? EU PODERIA TER SALVO VOCÊ! MARA ESTAVA CAINDO NA MINHA CONVERSA, SÓ MAIS UM POUCO E ELA TE SOLTAVA!

                -As chances eram muito baixas.

                -As chances eram baixas?! –Ela olha pra mim incrédula. –VOCÊ TEM IDEIA DO QUE EU PESSEI DEPOIS DE VER A MINHA MELHOR AMIGA MORRENDO NA MINHA FRENTE SEM PODER FAZER NADA?! –Agora foi a minha vez de ficar irritada.

                -TENHO CERTEZA QUE DEVE TER SIDO BEM PARECIDO COM O QUE EU PASSEI POR DOIS ANOS ENQUANTO VOCÊ AGIA COMO UMA VADIA PSCICOPATA! – Arregalo os olhos depois de perceber o que eu havia falado, nunca briguei com a Sumi, e nunca a chamei de vadia, pelo menos não seriamente. Todos me olharam novamente com a mesma cara de espanto, menos Sumi, que agora havia se sentado novamente no sofá e tentava desviar os olhos dos meus, como se estivesse...envergonhada?

                -Ainda não entendi como você está viva. Você pulou, e aí? –Ela fala enquanto mexe nos dedos com os dedos, tentando não olhar pra mim.

                -Eu me matei. Suicídio é um pecado grave, lembra? –Falo com um sorriso orgulhoso por ter bolado um plano tão genial.

 

FLASHBACK ON

                “-Há quatro maneiras de se tornar demônio. –Disse Suga –A primeira, é vocês terem nascido com o sangue de demônio, ou seja, seus pais teriam que ser demônios. Segunda, vocês podem permitir que uma alma demoníaca possua o corpo de vocês, no entanto vocês nãos serão mais as mesmas, apenas o corpo permanece. A terceira é fazendo um pacto com o próprio chefe lá do inferno para que se tornem demônios, no entanto, assim que morrerem, suas almas pertencerão a ele, e ele pode fazer o que bem entender com elas. A quarta e última opção, é vocês tirarem suas próprias vidas, de modo que não comprometa seu corpo. Deus deu a vocês a vida, tira-la é o maior pecado que alguém poderia cometer. Suas almas vão direto para o inferno e de lá podemos invocar vocês para que voltem aos seus antigos corpos.”

FLASHBACK OFF

 

                Sumi me olhou surpresa e parecia relembrar a cena .

                -Estávamos no 12° andar. Como seu corpo pode não ter sido danificado?!

                -Eu realmente não sei. Não tinha pensado nisso na hora. Simplesmente me lembrei do que Suga havia dito na parte do “Deus deu a vocês a vida, tira-la é o maior peado que alguém pode cometer” e tals. Não sabia se meu plano iria realmente funcionar.

                -“As chances eram muito baixas.” – Sumi faz uma careta e muda seu tom de voz na tentativa de me imitar, tirando algumas risadas da parte dos meninos.

                -Tem uma coisa que ainda não ficou clara. –Diz Suga pensativo. –Como você voltou? Ninguém aqui sabia do seu plano, nós não invocamos você.

                -Joy me ajudou com isso. –Ele me olhou confuso.

                -Joy é uma demônio que conhecemos enquanto estávamos rastreando Sumi. –JungKook responde após entender a confusão do amigo.

                -Então você planejou tudo isso com ela? Até a parte de se jogar do prédio e voltar como demônio?! –Sumi parecia chateada.

                - Isso era o plano B. Eu não sabia que você estaria lá e também não planejava pular do prédio necessariamente. O plano B era tirar minha própria vida caso o plano A não desse certo... falando em Joy, vocês mantém contato com ela? Sabem onde ela está? –Pergunto olhando Sumi e JungKook. Os dois negam imediatamente.

                -Jun, precisamos falar de uma coisa mais importante agora. –Namjoon se pronunciou de um jeito estranho, como se estivesse pisando em ovos perto de mim. Fiquei desconfiada.

                -Sobre o que quer falar? Porque está assim?

                -Você esteve no inferno e... passou pelas mesmas coisas que a Sumi... e t... –Eu interrompo imediatamente.

                -Está preocupado que eu possa virar uma psicopata igual a Sumi porque eu também estive no inferno? Não se preocupe, não vai acontecer. Eu estou bem, e pra falar a verdade, eu não me lembro de muita coisa que aconteceu lá. Alguns flashes passam por minha cabeça, mas não é nada muito concreto. Acho que minha mente apagou as coisas ruins que eu passei por la.

                -Certo, mas mesmo assim vou ficar atento por um tempo. –Ele responde.

                -Por mim tudo bem. Podemos acabar logo com essa reunião? Eu quero tirar essa roupa ridícula que o Namjoon me deu e ficar um tempo sozinha com meu namorado, então se me dão licença... –Pego a mão de Namjoon e o puxo para fora da sala.

 

                                                                              ***

                -Estou tão cansada, que eu sinto que poderia dormir direto por três dias seguidos. –Digo ao entrar em meu quarto, sendo seguida pelo Namjoon.

                -Você vai mesmo descansar enquanto seu namorado está morrendo de saudades e morrendo de vontade de tê-la novamente? –Ele diz enquanto passa os braços ao redor de minha cintura e distribui beijos em meu pescoço.

                -Namjoon, eu tô cansada, depois matamos a saudade. –Obvio que eu estava me fazendo de difícil. Não tinha como negar nada à Namjoon, principalmente uma proposta dessas, e pelo jeito, ele sabia muito bem disso.

                -Vai mesmo agir assim? –Ele dita em um tom extremamente sexy, o que já me fez ficar arrepiada só de ouvir. –Posso fazer você mudar de ideia. –Ele senta em minha cama e me puxa para seu colo, colocando uma de suas mãos em minha cintura e a outra em minha nuca, puxando-me para um beijo no qual eu cedi instantaneamente.

                Logo ela larda meus lábios e se dirige novamente ao meu pescoço, dando leves mordidas ali.

                -Desde quando você é tão... selvagem? –Pergunto em meio aos arfares. Namjoon sempre foi romântico e carinho comigo, nunca tínhamos feito nada parecido.

                -Vejo em seus olhos que é esse tipo de coisa que você gosta agora. – Ele tem razão, eu estou  amando. –Você disse que não gostou dessa roupa certo? –Eu assenti. –Então eu não vejo problema nenhum se eu fizer isso. –Em seguida ele rasga a blusa que eu estava vestido, mas eu realmente não liguei. –Você não faz ideia de como me deixou só por ter essa visão. – Eu obviamente estava sem sutiã pois o tiraram de mim quando eu estava no hospital.

                -Eu posso sentir. –Sorrio ao perceber o volume que crescia por debaixo de sua calça. Ele começa a massagear meu seio esquerdo enquanto lambia o direito, e eu simplesmente não consegui evitar gemer. –Você ainda está muito vestido. –Desabotoo os botões de sua camisa social apressadamente, dando-me a visão de seu abdômen bem definido. –Você andou malhando enquanto estive fora? –Ele simplesmente sorriu em resposta e me colocou deitada na cama, tirando o resto de minhas roupas.

                Suas mãos deslizam pelo meu corpo já completamente nu e param em minhas coxas, abrando-as e me deixando completamente exposta pra ele. Assim, ele se posiciona no meio de minhas pernas e direciona sua mão direita até minha intimidade, inserindo dois dedos na mesma e iniciando movimentos circulares, fazendo-me soltar um gemido arrastado.

                -Goza pra mim. –Ele disse em meu ouvindo fazendo meu corpo estremecer. Seus dedos aceleraram os movimentos e senti minhas pernas ficarem moles e meu corpo todo relaxar, e em seguida, gozei.

                Namjoon se afasta de mim e começa a tirar o restante de suas roupas. Logo ele já se encontrava nu e completamente excitado. Lentamente ele aproxima seu membro de minha intimidade, fazendo-me grunhir em reprovação pela demora.

                -Anda logo! –Falo irritada e ele apensa sorri antes de me penetrar com força, fazendo com que nós dois gemêssemos mais alto do que deveríamos. Ele não enrolou e nem tentou ser cuidadoso, simplesmente fazia movimento rápidos e fortes impedindo-me de segurar os gemidos.

                -Você continua apertada. –Ele disse em um tom de voz baixo e rouco enquanto gemia perto do meu ouvindo. Seguro os fios de cabelo de sua nuca e gemo seu nome quando gozo novamente, e mais algumas estocadas, ele faz o mesmo, soltando seu peso em cima de mim.

                -Namjoon, eu não consigo respirar direito.

                -Oh, desculpa. –Ele sai de cima de mim e se deia ao meu lado, ainda ofegante e suado por causa do sexo.

                -Posso dormir agora? –Pergunto divertida.

                -Fica a vontade. –Ele passa seus braços ao redor de minha cintura e assim eu acabo pegando no sono.

 

Taksume P.OV’s

                -Por mim tudo bem. Podemos acabar logo com essa reunião? Eu quero tirar essa roupa ridícula que o Namjoon me deu e ficar um tempo sozinha com meu namorado, então se me dão licença... –Diz Jun antes de se retirar da sala.

                -Já que todos nós estamos nessa vibe de namorar, Sumi, vamos? –Diz JungKook com um sorriso safado em seus lábios enquanto passa seu braço em torno de meu pescoço, guiando-me para fora da sala.

                -Claro! –Retribuo o sorriso e deixo ele me guiar até a saída.

                -Ya! Ninguém aqui tá na vibe de namorar, até porque nós não temos namoradas! –Ouço Hoseok reclamar antes de sair e não pude evitar de rir. –Preciso resolver a minha vida amorosa...

 

                                                                              ***

                -Finalmente a sós. – JungKook sorri e me joga em sua cama. –Não sabe o quanto eu esperei por isso. –Ele diz já subindo em cima de mim e me beijando, enquanto suga minha língua e morde meu lábio, deixando o beijo mais excitante. –Dois anos sem sexo, você consegue perceber a sorte que você tem de namorar comigo? Nenhum outro cara esperaria dois anos para finalmente poder ter a namorada novamente, só um louco apaixonado. –Ele se levanta da cama e começa a desabotoar sua camisa lentamente sem tirar os olhos de mim, observando todas as reações que ele me causava.

                -Você está demorando muito, deixa que eu te ajudo. –Já impaciente, ajoelho-me na cama e direciono minhas mãos até os botões de sua camisa, mas ele segura meus pulsos, impedindo-me de fazer o que planejava.

                -Dois anos é muito tempo sabia? Agora que eu tenho você pra mim novamente, eu farei tudo lenta e prazerosamente. Eu pretendo aproveitar cada segundo com você novamente. –Ele diz de um jeito não romântico, e sim malicioso. Sorrio com sua provocação e o puxo para um beijo, e enquanto ele se distrai, eu o jogo na cama e subo em cima dele, o prendendo entre minhas pernas.

                -Não me provoque desse jeito. Esqueceu que sua namorada é uma vadia psicopata? –Ele sorri e me puxa para um beijo.

                -Então me mostre o quão vadia você é. - Não aguentei mais e rasquei sua camisa, fazendo ele rir. Tiro a minha roupa rapidamente e começo a rebolar em cima de seu membro, já sentindo o volume formado. JungKook coloca suas mãos em minha cintura, pressionando mais nossas intimidades e fazendo o contato nos dar mais prazer. Entre arfares, ele fecha seus olhos e joga sua cabeça pra trás, dando-me total acesso ao seu pescoço. –Eu amo esse seu lado, sabia? –Ele diz com dificuldade. – Agindo como uma vadia... isso é muito excitante.

                -Vadia... –Logo minha expressão muda e eu paro o que estava fazendo. –Mara...

                -O que? –JungKook fica confuso.

                -Mara! Tinha me esquecido completamente dela! –Saio de cima dele. –Ela não vai desistir do que planeja, nós precisamos fazer alguma coisa. –Começo a me vestir, já caminhando em direção à porta.

                -O QUE? SUMI! VOLTA AQUI! SUMI! NÃO ME DEIXE ASSIM! –JungKook parecia desesperado. –TERMMINE O QUE COMEÇOU! –Foi a última coisa que eu escutei depois de já ter saído do quarto.

 

                                                                              ***

 

                 -Se estiverem fazendo coisas inapropriadas, por favor parem. –Digo entrando no quarto da Jun, onde sei que ela estava junto com Namjoon. Minha mão estava cobrindo meus olhos, me fazendo entrar de um jeito desajeitado.

                -O que você esta fazendo aqui? –Pergunta Namjoon sério.

                -Posso abrir meus olhos? –Pergunto antes de responder sua pergunta. –Todos estão vestidos devidamente?

                -Pode abrir, Sumi. –Diz Jun amigavelmente, fazendo-me destampar meus olhos. –Eu tenho uma pergunta. Que clima é esse entre vocês dois? Vocês brigaram? –Eu e ele trocamos olhares antes de eu tomar a iniciativa de falar.

                -Ele brigou comigo e me culpou pela sua morte. –Falo tentando parecer uma criancinha emburrada.

                -VOCE O QUE, KIM NAMJOON?! –Jun gritou, fazendo ele se encolher na cama. –TA ME DIZENDO QUE VOCÊ DECIDIU JOGAR DOIS ANOS NO LIXO? –Jun parecia uma mão dando bronca no seu filho, não pude evitar rir. Óbvio que eu me culpei pela morte dela, mas Namjoon foi muito duro comigo, ele merece levar algumas broncas da namorada. –Peça desculpas. –Arregalo meus olhos surpresa com o pedido. Nunca imaginaria Namjoon me pedindo desculpas, isso me parecia um exagero.

                -Não precisa, sério! Ele tinha um pouco de razão. Não quero um pedido de desculpas, só quero fingir que nada aconteceu e voltar a ser como era antes. E tam...

                -Desculpa. –Ele me interrompe. –Eu estava me culpando por ter deixado Jun fugir, e quando você chegou, foi a chance perfeita para eu descontar a raiva que eu sentia de mim mesmo em alguém. Era mais fácil pensar que a culpa era sua do que pensar que era minha. –Fiquei chocada com a declaração dele, e simplesmente não consegui dizer mais nada.

                -Enfim, o que você veio fazer aqui? –Jun pergunta mudando de assunto. Eu limpo minha garganta antes de falar.

                -Ahn... –Eu me recomponho do choque e continuo falando. - Eu me lembrei que ainda temos uma assunto pra resolver... não decidimos nada quanto à Mara. –Jun revira os olhos.

                -Tinha me esquecido. Precisamos falar com a Joy.

                -Por quê?

                -Joy pode nos ajudar. -Ela se levanta da cama e começa a vasculhar seu quarto a procura de algo, mas para quando parece se dar conta alguma coisa. –Merda. Meu celular, eu perdi. Devem ter pego lá no hospital. E agora? –Ela olha pra mim esperando que eu a responda.

                -Mesmo se não tivessem o pego, seu celular não teria sobrevivido à queda. Podemos comprar outro pra você. E quanto a Joy... JungKook não tem o número dela?

                -Deve ter! –Ela corre até a porta mas antes que saia, eu seguro seu braço, impedindo-a de continuar andando.

                -Por favor, me diga que você tem um plano e que não está fazendo tudo sem pensar.

                -Eu tenho um plano. Assim que eu tiver a faca em mãos, eu te conto. –Ela se solta de mim e continua seu caminho

                -Aonde vocês conheceram essa tal de Joy? –Namjoon pergunta quando ficamos sozinhos.

                -Eu só a conheci depois, JungKook e Jun viraram amiguinhos dela, mas eu não sei exatamente como. –Dou de ombros.

                -Ela é confiável?

                -Eu não a conheço muito bem, só a vi algumas vezes. Nunca parei para ter uma conversa com ela, então não posso dizer se ela é confiável. Eu não confio ainda.

                -Alguma chance dela estar com a Mara nisso tudo?

                -Se ela estivesse do lado da Mara eu saberia. -Quando acho que o interrogatório acabou, ele vem com mais uma pergunta.

                -E que faca é essa que vocês estão falando?

                -Pelo que eu entendi, é uma faca que tira os poderes dos demônios. –Ele arregala os olhos parecendo surpreso. -Não sei como Jun descobriu isso, mas funciona. Ac... –Antes que eu termine, ele sai correndo do quarto, me deixando falando sozinha.

 

Junko P.O.V’s

                -JUNGKOOK! –Entro correndo em seu quarto, o vejo jogado na cama com uma cara séria. –O que foi? Que cara é essa.

                -Pergunta pra sua amiga. –Ele levanta de sua cama e vem até mim. -

                -iih, o que ela fez?

                -Decidiu que a Mara é mais importante que eu. –Ele fala fazendo um biquinho, parecendo uma criancinha emburrada.

                -O que? Como assim?

                -Esquece.

                -Jeon JungKook, não me diga que está com ciúme da Mara! –Pela cara que ele fez, parecia eu tinha acertado em cheio, e não pude evitar de rir.

                -Porque é tão engraçado? Elas ficaram grudadas por dois anos, Mara conhece a Sumi versão demônio melhor que nós, você também deveria estar com ciúmes. Parece que até matarmos a Mara, Sumi não vai pensar em outra coisa.

                -Sumi deve estar muito irritada por ter sido manipulada por dois anos, é normal que ela fique assim.

                -Você já parou pra pensar no porque a Mara insiste tanto na Sumi? Talvez ele tenha criado um sentimento a mais durante esses dois anos, mas Sumi não deve ter percebido.

                -Calma, você acha que a Mara... NÃO! SÉRIO?! –Ele balança a cabeça confirmando minha teoria. - Que bizarro. Nunca imaginei que ela poderia ter sentimentos, ainda mais por Sumi... Mas espera, você se sente inseguro por causa disso? Acha que a Sumi pode ter desenvolvido algum tipo de afeto por ela?

                -Não!...Não sei, Sumi gosta de homens, já tive muitas provas disso, mas sei lá, Mara está presente até quando não está, isso me incomoda.

                -Vamos acabar logo com ela, e você terá Sumi de volta, não se preocupe. –Ele suspira, parecendo cançado.

                -Afinal, pra que você veio aqui?

                -Você tem o número da Joy? Preciso falar com ela. –Ele se dirige até a cômoda ao lado da cama e pega seu celular, jogando-o pra mim. –Valeu.

               

                                                                              ***

                -Você voltou mesmo! Quando JungKook me disse que você tinha morrido, achei que Mara tinha te matado. –Diz Joy derramando lágrimas de felicidade e me abraçando forte.

                -Não acredito que você duvidou de mim. –Finjo estar chateada e ela sorri.

                -Vai precisar de mim para o que pretende fazer? –Ela pergunta animada.

                -Queria poder dizer que não, mais infelizmente eu vou precisar de você e de suas amigas. Mas é arriscado, se não quiser me ajudar eu vou entender.

                -Nós vamos ajudar! Não se preocupe.

                -Obrigada Joy.

 

 

                                                                              ***

Taksumi P.O.V’s

-Bom gente, meu plano é bem simples. Precisamos encontrar demônios que não gostem da Mara, e encurrala-la em algum lugar. Daí todos nós reunimos nossas forças e matamos ela. Simples. –Jun fala animadamente com todos nós como se tivesse criado o melhor dos planos.

-Como isso pode ser simples? -Questiona Suga. –Como vamos achar a Mara? Onde vamos encurrala-la? E onde vamos achar demônios que não gostem da Mara e que estejam dispostos a nos ajudar? –Jun pareceu ficar perdida em meio a tantas perguntas, mas logo ela pra mim, indicando que eu seria a solução para as perguntas.

-Não olhe pra mim, não conheço nenhum demônio que não goste da Mara. Ela sempre prejudicou os humanos, mas demônios, nunca. Se existe algum demônio que não goste da Mara, ele provavelmente tem dedo dela e não vai querer nos ajudar.

-Aish meu plano parecia tão perfeito, por que vocês tinham que estragar tudo? –Jun reclama parecendo chateada.

-Você nunca foi boa em bolar planos, ainda bem que eu sou. –Ela faz um careta zombando de mim, mas eu ignora e continuo falando. -Novo plano: vamos encontrar Mara e mata-la.

-Isso não pode nem ser chamado de plano! –Jun me interrompe.

-Me deixa terminar de falar! –Ela fica emburrada, mas me deixa terminar. –Mara não sabe que você é um demônio, ela acha que você morreu no terraço do prédio dela. Podemos fingir que você ainda é humana, e te usar como isca. Você marca um encontro com ela e diz que quer acertar as coisas de uma vez.

-Como assim? Se ela me ver, vai saber que eu virei demônio.

-Não necessariamente. Ela não tem como saber. Só diga que foi parte do plano, e que você não morreu. Ela vai achar que você é humana ainda e vai tentar ameaçar a sua vida para que eu volte com ela.

-NÃO! NEM PENSAR! VAMOS BOLAR OUTRO PLANO! –Namjoon me interrompe.

-Deixa ela terminar! – Jun briga com ele.

-Obrigada. Continuando, Mara vai se aproveitar da situação e vai usar você para que eu volte pra ela. E é aí que eu apareço. Eu vou me intrometer na conversa e implorar para que ela deixe você em paz. Enquanto ela estiver distraída, você a mata.

-Você pensou nisso tudo agora? –Jun parecia chocada.

-Não. Quando perguntei pra você se tinha um plano, não levei muita fé quando você confirmou. Pensei em criar um plano B caso o A não fosse muito bom. O meu plano só tem uma falha, você. Acha que vai conseguir mata-la? Não vamos ter outra oportunidade e s...

-Eu vou mata-la. Eu consigo, não se preocupe. Eu não vou ser a falha, prometo. – Jun fala com convicção, e eu assinto.

-Eu ainda acho que devemos pensar em outra coisa. É muito arriscado, e Jun pode morrer caso qualquer coisa der errado. –Namjoon novamente se pronuncia. –E como vamos marcar um encontro com ela?

-Eu tenho o número dela. Isso não vai ser problema. É só Jun mandar mensagem pra ela do meu celular. É óbvio que Mara vai ficar curiosa e aceitar o encontro.

-E quando vamos colocar o plano em prática? –Pergunta Jungkook.

-Agora. –Estendo meu celular pra Jun e ela começa a chamada. –Coloca no viva-voz.

“-Sumi? Quanto tempo. Estou surpresa por estar me ligando. O que você quer?”

“-Mara, não é a Sumi, é a Junko.”

“-Junko? Você não devia estar morta?”

“-Devia, mas isso não importa. Precisamos resolver as coisas de uma vez por todas. Só eu e você. Vamos nos encontrar e acabar com isso.”

“-Ok, vamos nos encontrar no Regents’s park às nove da noite.”

Logo que ela terminou de falar eu comecei a balançar a cabeça negativamente indicando para de Jun não aceitasse a proposta. Ele me olho confusa, mas entendeu.

“-Não, eu vou escolher o lugar e a hora, e mando mensagem pra você. Não ligue de volta, Sumi não pode saber que eu te liguei.”

“-Hum... ok, te vejo em breve.”

Ela encerra a chamada e eu solto o ar que não sabia que estava prendendo.

-Porque não deixou nos encontrarmos onde ela havia marcado? –Jun me pergunta entregando-me o celular.

-Porque se ela escolher o lugar, ela vai ter vantagem. Vamos escolher um lugar e mandar mensagem pra ela em cima da hora, assim ela não vai poder armar nada.

-Ás vezes eu me pergunto como você pensa em tudo isso.

-Eu planejo, você executa, é melhor assim.

                                                               ***

 

“-Vamos nos encontrar no porto de Tyne.”

Nós já tínhamos escolhido um lugar e repassamos o plano milhares de vezes, agora já está noite e Jun voltou a ligar pra Mara.

“-Quando?”

“-Agora”

Todos ali na sala estavam tensos, tudo podia dar errado, e na pior das hipóteses, Jun morre e eu volto a ser uma psicopata para salvar JungKook.

-Vocês tem certeza de que querem ir? –Jun pergunta ao meninos. Todos insistem em nos acompanha r observar de longe, mesmo eu tendo dito que seria melhor eles ficarem.

-Prometam que não vão se intrometer se julgarem necessário. Só interfiram caso eu ou Jun dermos nosso sinal sinal, ok? Jun, você também tem que esperar meu sinal pra matar Mara, tá? –Todos assentem e então saímos de casa para nos encontrarmos com Mara.

 

                                                               ***

 

-É você mesmo? Estou surpresa, como sobreviveu? –Mara pergunta se aproximando de Jun. Eu estou escondida a uma distância considerável, mas consigo enxergar e ouvir bem.

-Forjar a minha morte era parte de um plano. Joy me ajudou com isso, por isso eu não morri de verdade.

-Parte de um plano? O seu plano era me pegar desprevenida para ter alguma vantagem sobre mim? Então porque s entregou tão facilmente? Agora você não tem nenhuma vantagem.

Droga! Se Jun não pensar em alguma coisa, Mara vai perceber que ter algo errado.

-O plano não era ter vantagem sobre você, o plano era trazer a Sumi de volta, e parece que deu certo, não é? –Jun falou confiante, o que deixou Mara irritada.

-Você disse que queria me encontrar para resolver as coisas, e então? Qual seu plano? –Ela pergunta mudando de assunto. –Vai me matar? –Ela ri.

-Não. Eu vim conversar com você. Desista de ir atrás da Sumi, e eu devolvo todo o dinheiro que ela acumulou durante esses dois anos. –Mara solta uma risada exageradamente extravagante, como se tivessem contado a melhor piada do mundo pra ela.

-Querida, o dinheiro não me importa. Sabe quanto eu posso ganhar se Sumi voltar pra mim? Dois anos não são nada, imagina a eternidade! Você é muito ingênua, mas admiro sua coragem. Infelizmente ela não vai ser útil, você vai.

-O que quer dizer com isso? –Jun fingiu estar confusa, apesar de saber que era exatamente isso que nós queríamos para completar o plano.

-Você tirou a Sumi de mim, nada mais justo do que trazer ela de volta, né? –Mara puxa Jun para si e segura seu pescoço, fazendo com que Jun tussa algumas vezes.

-MARA! SOLTA ELA! –Foi a minha vez de entrar em cena.

-Parece que a cena está se repetindo, não? –Ela diz se referindo à cena do telhado. –Só fala se namoradinho aparecer, ele vem? –Ela fala fingindo procurar por alguém. –Como soube que estávamos aqui? Isso faz parte de algum plano? –Ela vira Jun de costas pra ela e coloca seu antebraço em sue pescoço.

-Não é um plano, eu ouvi a conversa da Jun e vim ver o que ela estava planejando. –Eu respondo parecendo preocupada com a Jun.

-Sua amiga é tola o suficiente pra achar que poderia me oferecer dinheiro em troca de você. Acho que eu estaria fazendo um favor à humanidade se matasse ela.

-NÃO! Por favor! Nós podemos nos mudar, sair do país! Eles nunca vão nos achar. Podemos viajar pela Europa e visitar todos os países e procurar pelos homens mais ricos. –Ela parecia estar ficando interessada no que eu estava falando, e percebi que afrouxou o aperto no pescoço da Jun. Foi á que vi uma oportunidade e dei meu sinal para Jun. Ela entendeu e logo sacou um punhal do bolso de sua calça e esfaqueou Mara na barriga, soltando-se totalmente de seus braços dando mais facadas em suas costas.

-Jun, acho que já está bom. –Ela paralisa seu braço no ar e olha pra mim.

-Desculpe, me empolguei. Meu lado demônio falou mais alto. –Ela sorriu e eu também, mas logo nos voltamos para Mara, que estava caída no chão, apoiando-se em uma mão, enquanto a outra ficava por cima do corte feito em sua barriga.

-Você não é mais humana. –Mara afirma sorrindo, enquanto o sengue suja toda sua roupa.

-Vocês estão bem? –Namjoon pergunta quando se aproxima de nós junto com os outros meninos. –Nós assentimos.

-Foi um plano bem arriscado, a probabilidade de ter dado certo era muito baixa. –Ela fala enquanto cuspe sangue no chão. –Mas eu caí direitinho. –Ela, não aguentando mais se apoiar em uma mão, se deita no chão, sem parar de nos olhar. –Aposto que foi você que pensou em tudo isso. –Ela fala pra mim. –Vejo que ainda se lembra de algumas coisas que eu te ensinei quando estávamos juntas. Estou orgulhosa.

-Vai pro inferno. –Respondo à ela.

-Foi um prazer ter te conhecido. –Ela sorri abertamente, parecendo estar realmente feliz.

-Ela está demorando pra morrer, né? –Questiona JungKook parecendo impaciente.

-Acho que ela já se foi. –Fala Jin olhando a quantidade de sangue no chão.

-O que vamos fazer com o corpo? –Namjoon pergunta olhando pra mim.

-Sei lá. Deixa aí, eu não me importo. Não vou me dar o trabalho de descartar o corpo. Aqui não tem câmeras e não deixamos provas espalhadas. Só precisamos da faca que Jun usou pra mata-la.

-Então podemos ir embora? Estou ficando enjoado só de olhar pra esse sangue todo. –Hoseok reclama fazendo careta.

-Vamos. –Todos respondem.

 

                                                               ***

-Eu preciso falar com a Joy, preciso dizer que eu não preciso mas de sua ajuda. Pode me emprestar seu celular? –Jun pede à JungKook, que logo a entrega o celular.

-Precisamos conversar sobre uma coisa, não acha? –Os meninos estavam andando à nossa frente, e Jun estava falando ao celular, então achei que era um bom momento de conversar a sós com o meu namorado.

-Sobre o que quer falar? –Ele perguntou sem dar muita importância.

-Jun me falou do seu ciúmes com a Mara. –Ele para de andar e me olha espantado. –Eu sei que ter te deixado na mão naquela hora foi vacilo, mas isso não é desculpa pra duvidar da minha sexualidade!

-Eu sei, mas vocês ficar tão próximas durante esses anos... você podia ser bi e ter descoberto com ela! Não pode dizer que não percebeu que ela gosta de você, principalmente com aquele papinho de “foi um prazer ter te conhecido”. –Ele fala em um tom debochado, fazendo-me rir.

-Acho que eu vou ter que te relembrar o tipo de fruta que eu como. –Sorrio maliciosa ele logo entende o que eu quis dizer, pois retribui o sorriso.

-Mal posso esperar. –Ele me puxa para um beijo e ainda sorrindo, alcançamos os meninos e entramos no meio da conversa.

 

                                                               ***

 

~3 MESES DEPOIS~

 

                Três meses se passaram desde a morte de Mara e parece que com ela, todos os problemas foram juntos.

                Gostaria de poder dizer que todos nós fomos felizes pra sempre, e acabar com essa história assim. Mas isso não é um conto de fadas, e ainda bem que não é. Demônios sempre serão retratados como vilões e vilões sempre se darão mal. Mas na vida real isso não funciona assim, nem sempre tem o vilão e a vítima, às vezes tem a pessoa que consegue contar a sua verdade e a pessoa que nunca vai ser ouvida. Mara é essa pessoa. Ela foi realmente um demônio ruim, mas talvez ela tenha seus motivos, e nós nunca saberemos quais são.

                Eu não estou dizendo que os motivos dela justificam seus atos, mas explicam. Eu acho que ela estava desesperada por uma companhia e por isso me usou. Também acho que no passado ela sofreu nas mãos na mão de algum homem rico, e por isso queria que eu matasse todos os que encontrávamos.

                Eu tive sorte de ser a pessoa ouvida. Eu matei, e não por legítima defesa, foi por diversão. Se outra pessoa contasse essa fase da minha vida em uma história à parte, eu certamente seria a vilã, e se não fossem meus amigos (e namorado), eu provavelmente ainda seria. Acho que eles nunca vão entender o quanto fizeram por mim e o quanto eu sou grata por não terem desistido de me ajudar. E graças a Mara, eu consegui aprender a valoriza-los.


Notas Finais


Obg por lerem até aqui, comentem o que acharam!!
Eu comecei uma fic com uma das minhas amigas, deem uma olhada:
link:https://www.spiritfanfiction.com/historia/confused-heart-imagine-jimin-e-jungkook-13765650


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