História Segredos - Clexa. - Capítulo 15


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Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Costia, Lexa, Lincoln, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Amor, Clarke, Clexa, Gangster, Lexa, Romance
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Palavras 3.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente e se eu disser que o capítulo final já ta pronto?
Farei vocês chorarem, mas juro que vai ser lindo.

Capítulo 15 - Radioactive


- Isso nunca aconteceu, entendeu? - Declarou Lexa girando a chave e desligando o carro. - O que aconteceu, aconteceu e acabou. O passado está no passado.

- Diga isso para você mesma. - Retrucou a ruiva.

- Eu amo Clarke…

- Continue dizendo isso pra você mesma, talvez acredite.

- Eu amo Clarke e o que eu fiz, eu fiz por ela. Então, antes de entrarmos quero dizer umas coisas. - A morena respirou um pouco buscando as palavras exatas para falar. - Não tente colocar Clarke contra mim, nem tente se fazer de boa moça, eu já entendi o que você quer e eu não vou deixar acontecer. Estou me certificando que Anya fique com você, afinal ela te ama e sei que ama ela também, nós somos uma família e isso nunca vai mudar. Então acostume-se, não entre no meu caminho e respeite Clarke fazendo parte dessa familia. Eu estou precisando de sua ajuda agora Cos, porque somos iguais, mas isso não vai durar pra sempre.

- Claro que respeito ela. Eu amo Clarke também. - Disse em tom debochado.

- Costia…

- Claro que não vai durar para sempre, eu sei e não vou desrespeitar ela, estou aprendendo a conviver com ela porque estamos do mesmo lado Lexa. - Costia abriu a porta e deu um sorriso malicioso. - E antes que eu me esqueça, você já foi melhor.

- Não comece…

- Eu sei, é o nosso segredinho. - Costia sorriu e desceu do carro. - O uísque as vezes fala por si. Tenho certeza que o álcool as vezes nos deixa instáveis e frágeis.

- Costia… - Repreendeu Alexandra mais uma vez.

- Não está mais aqui quem falou.

- O importante é que conseguimos falar com Ada e tudo vai melhorar. Preciso falar com Tommy e Capone agora e vender tudo para eles por um preço muito baixo, só importa que Clarke continue viva.

- Vai contar a Clarke a excessão? - Costia viu o rosto de Lexa mudar de um jeito que ela jamais havia visto antes, talvez não fosse a hora certa para brincadeiras, a morena estava triste e cansada. - Não se preocupe, pensará em algo até lá.

- A casa…

- O que? - Perguntou a ruiva confusa.

- Costia a casa!

Alexandra Woods foi a primeira a correr para a mansão Griffin e se deparar com a casa estava completamente revirada. Os móveis jogados, os vasos quebrados, o corpo do garotos dos estábulos no chão debruçado em uma poça de sangue e marcas de tiro por todo lugar. Lexa tentou imaginar o que teria acontecido ali, mas estava com medo do que sua mente lhe responderia. A morena abriu a porta da cozinha devagar temendo encontrar mais corpos ali, e para sua surpresa haviam dois. A mesa estava revirada, os pratos quebrados e mais dois corpos de homens que Lexa jamais viu. Seu coração ficou aliviado por não ser Anya ou Clarke, mas ao mesmo tempo preocupado por não encontrar nem Clarke nem Anya.

- Clarke, querida? - Perguntou Lexa na esperança de que alguém a escutasse.- Você está aqui? Está bem?

Ninguém respondeu a não ser o vento do lado de fora da casa. Todo o lugar estava destruído e quanto mais as duas adentravam na casa mais viam o quanto estava destruída e suja. Lexa voltou para a sala de estar e ouviu um barulho do segundo andar e sacou a arma apontando para a escada. Clarke estava ofegante olhando para ela com a cara de espanto, jamais havia visto ela daquela forma.

- Lexa. - Clarke correu para os braços de sua esposa e a abraçou forte cedendo ao choro. - Achei que nunca mais veria você. Foi horrível.

Costia Blossom olhou o casal de relance, as duas abraçadas sequer imaginavam que ela estava ali. Clarke parecia sentir-se protegida nos braços da morena e Lexa parecia enfim tranquila por saber que a loira estava bem. Nem mesmo na guerra Lexa agiu com tamanha preocupação e era ridículo pensar nisso. Alexandra Woods amando alguém e se entregando enquanto Costia Blossom assistia de camarote uma cena romântica da qual não gostava nenhum pouco. Ela tinha sentimentos por Lexa, dos quais ainda não tinha se livrado e vê-la com Clarke ainda era estranho, mas precisava aceitar Clarke. Não por ela, mas por Lexa.

- Que bom que está bem. - Disse a ruiva quebrando o silêncio e retirando suas luvas. - Mas onde está Anya?

-Costia, Lexa… - Clarke se afastou por um momento de Lexa. Estava triste e sua cara de preocupação piora a situação. -Três homens entraram aqui atirando e querendo matar todos e Anya levou um tiro, mas antes de cair ela derrubou os três.

- Que filha da mãe. - Sussurrou Costia orgulhosa.

- Onde ela esta? - Quis saber Lexa e mudou totalmente sua postura. - Onde está Anya, Clarke?

- Ela foi levada ao hospital, esta tudo bem agora.

- Não está tudo bem. - Costia parou por um momento e levantou a mão pedindo silêncio a Lexa. - Lexa escute, os cavalos.

Lexa ouviu os animais relincharem ao longe e correu o mais rápido que pôde na esperança de que algum maldito estivesse vivo entre os animais. Ela correu e pulou a cerca como jamais havia feito antes deixando as duas para trás e quando chegou, a porta do estábulo estava aberta e os animais relinchando. Dois dos puro-sangue de Lexa estavam caídos no chão e sua Perigosa estava ainda pior, a égua estava com a pata quebrada.

- O que fizeram com você menina? - Perguntou Lexa invadindo a coxia e se sentando no chão junto com o animal. - Minha linda perigosa.

Lexa Woods usou seus dons e examinou o animal cuidadosamente embora soubesse desde o princípio o que era tudo aquilo. A morena cobriu o corpo da égua e sentiu as lágrimas rolarem em seu rosto. Woods pegou a arma, ela sabia o que fazer.

- Lexa? - Clarke chegou e congelou ao ver a cena. - Lexa não faça isso. Podemos dar um jeito.

- Ela nunca mais vai correr. - Sussurrou Woods entre suas lágrimas. - Preciso fazer isso.

- Lexa …

- Desculpa Clarke, mas a vida de um puro sangue é correr e se ela nunca mais puder fazer isso sera infeliz.

- Não faça isso por favor, ela é minha.

- Segura ela Costia. - Ordenou Lexa sem olhar para trás.

- Lexa, por favor. - A loira começou a chorar e tentar se livrar inutilmente dos braços de Costia. - Não faça isso.

- Sinto muito. - Alexandra Woods apontou o revólver e disparou a arma contra a égua. - Sinto muito garota.

Woods foi olhar os outros animais e se sentiu aliviada por não precisar disparar qualquer outro tiro com seus cavalos. Ela cuidou deles devagar e conseguiu levanta-los novamente e enquanto Clarke ainda chorava debruçada por perigosa, tudo o que Lexa pensava era em quem havia feito aquilo.

- Vamos Clarke, precisamos ir ao hospital. - A morena puxou sua esposa pelo braço. - Ela esta morta Clarke, vamos você está em choque.

- Ela era minha, era especial.

- Ela era e agora não é mais, ela morreu. - Disse Lexa rígida puxando sua esposa para longe do animal morto. - Você é mais importante e você está viva, e eu não vou deixar você aqui pra morrer como ela ou como aqueles homens na casa, entendeu?

- Si… Sim, entendi.

- Costia, ligue pra Judith e se livre dos corpos. Queime-os, não quero polícia. - Ordenou Lexa. - E mande os Sons of Queen para o hospital, eu não quero crianças quero soldados que já estiveram na guerra, e nada de italianos. Já estou cercada demais por esses malditos bastardos.

- E o que você vai fazer?

- Vou saber o que aconteceu aqui. - A morena abraçou Clarke ainda em choque e a protegeu. - Vou me vingar por isso.

~~~~****~~~~

Anya perdeu muito sangue e a cirurgia foi extremamente difícil devido o alojamento da bala em seu rins. Mas graças aos médicos e a Raven, tudo se saiu bem e logo depois Talbot estava no quarto do hospital, sendo cuidada por Raven e pela equipe de enfermeiras.

Assim que chegou no hospital, Alexandra Woods ficou ao lado de sua amiga e não saiu por um só instante sequer. A noite estava agoniante, mas ela queria ser a primeira pessoa a ver Anya acordar e saber que realmente estava tudo bem, principalmente depois de ouvir dos médicos que Anya só tinha 60% de chances de sobreviver. Clarke por outro lado foi examinada e medicada, ela estava em choque pelo que aconteceu e o tiro de Lexa em sua égua a fez piorar bastante, num nível que sequer conseguia controlar seu choro, então lhe deram remédios e ela dormiu o restante da noite inteira.

- Sra Woods, sua esposa esta lá fora. - Disse a enfermeira. - Ela espera vê-la agora.

- Eu não quero ver ninguém. - A morena permaneceu de cabeça baixa e segurando a mão de Anya. - Só sairei daqui quando Anya acordar, entendeu?

- Ela precisa de você. - A enfermeira insistiu com medo.

- Deixe ela entrar então. - Ordenou Lexa, respirou fundo e se jogou para trás.

Clarke Griffin entrou no quarto com os olhos inchados de tanto chorar, estava mais calma embora o choque tivesse sido grande. Encarar a morte não era fácil e Lexa sabia, já havia passado por tudo aquilo e sabia que era difícil suportar.

- Ela está bem? - Clarke se aproximou com um certo receio, a última vez que viu Anya ela estava caída no chão perdendo sangue.

- Sim, disseram que ela tem 60% de chances de sobreviver. - Woods levantou e abraçou sua esposa antes mesmo dela tentar dizer qualquer coisa. - Sei o que está pensando, mas não é sua culpa. Eu sei que Anya vai melhorar, todos vamos melhorar.

- Quem eram eles Lexa? O que queriam?

- Italianos, e eles sabiam que você estava sozinha caso contrário jamais teriam vindo. - Lexa se afastou de Clarke por um instante e pensou sozinha. - Faz alguma ideia de quem sabia que você estava sozinha com Anya e Raven?

- Eu não sei, talvez o Gus, ele estava lá até pouco depois de você e Costia saírem. A sra Judith também ficou bastante tempo. - Clarke forçou sua mente para se lembrar do ocorrido. - Talvez Antônio… Não me lembro bem.

- Vou investigar isso a fundo.

- Você precisa dormir, vamos para casa. - Clarke abraçou sua esposa e ouviu o coração de Lexa bater normal. Como ela conseguia manter a calma mesmo assim? Perguntou a si mesma. - Fique comigo um pouco, preciso de você.

- Eu preciso que vá para um hotel, compre roupas novas e leve Raven com você. - A morena não ousou olhar sua esposa e permaneceu de cabeça baixa. - Por favor vá e me deixe fazer isso.

- Lexa…

- Clarke, eu preciso fazer isso, mas não vou conseguir se souber que você não está protegida. Quase perdi você e Anya de uma vez, não quero correr o risco de perder de novo. Por favor, vá.

- Tudo bem, eu vou. Mas venha me ver assim que possível, Ok?

- Eu vou. - A morena deu as costas a Clarke e sentou-se novamente junto a sua amiga.

Lexa continou sozinha pensando e analisando, ela queria descobrir o que aconteceu e acima de tudo queria se vingar. Anya era pra ela tudo, era sua irmã, sua parceira e preferiria morrer ao deixar algo acontecer com ela. Lexa se sentia responsável por Anya, mesmo que na maioria das vezes era a loira quem cuidava dela.

- Estou com medo Anya. Eu fiz uma coisa ruim e eu sinto muito por isso, eu queria que estivesse aqui pra me dizer o quão ridículo é ou me bater por isso. - Confessou Lexa sem esperar resposta. - Você não pode morrer, não pode me deixar, não agora. O que farei se você me deixar sozinha com Costia? Ela precisa de você assim como eu preciso. Por favor volte.

- Sra Woods?

- JÁ DISSE QUE QUERO FICAR SOZINHA… - Lexa paralisou por um instante. Três homens estavam na sua porta, homens altos e fortes. A morena respirou fundo e ficou seria. - Quem são vocês? Costia os mandou?

- Sim senhora. - O maior deles deu um passo a frente e estendeu a mão. - Sou Lincoln Smith. E esses é August e o irmão dele John Johnson.

- John Johnson? Algum dia será uma estrela com esse nome. - A morena deu um sorriso, Anya teria gostado disso. - Se importa se eu ver a identidade de vocês?

- Não queremos ser estrelas, somos luladores. - John era o mais baixo de todos, tinha a cabeça raspada e a barba grande, seu terno era bem alinhado ao corpo ou ele era musculoso demais. Ele tirou a carteira e entregou a Lexa. - Somos americanos, do queens.

- Ótimo, estou cansada de italianos perto de mim. - Lexa verificou a identidade dos três e ficou contente por estarem falando a verdade. - Lincoln você é o protegido de Judith certo?

- Sim senhora. - Respondeu Lincoln.

- E é um lutador?

- Sim senhora.

- Veremos em breve então. - A morena deu um tapa no seu braço. - Vamos conversar lá fora.

- Odiamos italianos também. - Disse August segurando seu chapéu com força.

- Isso é bom. - Lexa olhou seus dois novos seguranças com uma certa admiração. - Continuem alimentando o ódio por eles e protejam Anya. Sem bebidas e vocês podem revezar os turnos assim não ficam cansados. Ninguém entra nesse quarto a não ser as duas enfermeiras dela, o médico, eu, Costia e Clarke. Entenderam?

- Sim sargento. - Os dois se puseram em posição fechando a porta.

-Sargento? - Woods levantou a sobrancelha.

- É como resolvemos chama-la Sra Woods. - Respondeu Lincoln mantendo sua seriedade. - Você esteve na guerra e é a mais experiente de nós.

- Tudo bem obrigada pela confiança. Se me derem licença… Soldados. - Lexa bateu continência aos seus novos soldados e eles retribuiram. - Vamos lá Lincoln.

Os dois caminharam pelo corredor sem dizer uma única palavra, as pessoas começaram a abrir passagem quando os viam pelos corredores e alguns até desviavam o olhar. Lexa sabia que eles faziam isso por ela ser casada com Clarke e a loira representar uma ameaça a todos ali, mas depois de romper com seu pai, Clarke Griffin não era tão assustadora assim.

Os dois saíram do hospital e foram para um beco ao lado onde haviam vários homens esperando por ela. Todos se levantaram quando viram Alexandra Woods ali entre eles.

- Sra Woods? - Lincoln quebrou o silêncio e a tensão entre eles. A morena podia ser uma, mas dava medo em qualquer um. - Esses são os Sons of Queens, todos são americanos e estão dispostos a lutar por você.

- Judith nos disse que anda tendo problemas com italianos. É verdade?

- Sim, são uma pedra no meu sapato. - Respondeu a morena olhando diretamente para cada um deles. - Estou cansada deles.

- Então estaremos felizes em ajudar a se livrar dessa praga. - O americano deu a mão a Lexa feliz por estar junto a ela. - Nossos países lutaram juntos na guerra, podemos lutar de novo.

- Com certeza podemos. E eu sou americana como vocês.

- Muito melhor, é nosso sangue. - Sorriu o gângster.- Quais as ordens Sargento?

- Quero que se dividam, quero dois de vocês para fazer a segurança da minha esposa pra onde quer que ela vá. Dois para cuidar da segurança de Costia. Quero que vigiem as fazendas e os meus negócios. Vamos acabar com esses malditos de uma vez por todas.

- Enquanto a senhora? - Perguntou Lincoln.

- Lincoln você me acompanha até Anya melhorar. - A morena procurou cigarros nos seus bolsos e não encontrou, se sentiu frustada. - Isso é tudo senhores, tenham um bom dia.

- Cigarros? - O americano ofereceu o maço a Lexa com um enorme sorriso.

- Desculpe, aparentemente eu parei de fumar.

- Ouviram ela. - Lincoln notou o descontentamento de Lexa consigo mesma e se afastou. - Mexam suas bundas para longe daqui, ao trabalho. Vão, vão…

Lexa deixou todos para trás e seguiu de volta ao hospital, estava triste e com medo, não só por Anya, mas também por Clarke. Era seu dever protegê-la e ela não fez isso. Ela não estava ali, estava com outra pessoa, cuidando de assuntos menos importantes que a vida de sua esposa. Lexa se odiava por isso, sentia seu corpo tremer de raiva de si mesmo, Clarke era a resposta para tudo e se continuasse a ver só seus negócios a perderia para sempre, mas precisava mantê-la viva assim doeria menos.

- O que eu fiz? - Sussurrou pra si mesma se sentindo culpada por tudo. - Ela é minha responsabilidade.

- O que disse Sra Woods?

- Nada… Vamos Lincoln. - Lexa baixou sua cabeça e seguiu andando. - Preciso comprar um presente para minha esposa, de preferência um anel de noivado. Vou pedi-lá em casamento.

- Achei que já fosse casada.

- Não, não somos e é por isso que preciso de um presente. Cometo um erro e preciso repará-lo.

~~~~****~~~~

O dia estava frio quando Costia Blossom finalmente conseguiu limpar toda a casa e se livrar dos corpos na cozinha e na sala de jantar. Ela mesma fez questão de demitir todos os empregados e orientar os novos empregados ao novo funcionamento da casa. Lexa foi clara sobre não querer mais italianos a sua volta e Costia foi firme em manter seus desejos.

- Acho que já esta bem quente agora. - Costia tragou o cigarro mais uma vez olhando fixamente a fogueira. - Jogue os corpos na fogueira James.

- Sim Srta Blossom.

Blossom deu as costas a enorme fogueira e mais uma vez jogou a sujeira para debaixo dos panos sem pensar duas vezes ou olhar para trás. A verdade é que Costia fazia tudo pela família e mesmo assim ela se sentia a parte menos importante dessa família, o que a magoava e fazia pensar sobre seu papel na vida de Anya e Lexa.

- No que está pensando? - Judith quebrou o silêncio ao ver sua sobrinha vir até ela triste. - Algum problema?

- Quem fez isso sabia que Lexa não estava. - Costia parecia inquieta, suas mãos trêmulas e o olhar vago, algo não se incaixava para ela. - Que fez isso queria pegar Clarke e Anya.

- Você acha que alguém entregou as duas? - Judith acendeu o cigarro e olhou de relance a ruiva.

- Tenho certeza disso. Só estive pensando no que aconteceu, se alguém queria matar as duas é porque sabiam que elas são importantes para Lexa. - A ruiva soltou a fumaça de seus pulmões. - Eu não estava aqui tia. Agora Anya pode ter morrido a essa altura e eu não sei, ou pode está acordada e eu não estou lá.

- Por que se importa tanto Costia? - Judith colocou as mãos nos bolsos para se aquecer do frio. - Antes você só as tinha e não tinha medo.

- Antes eu não tinha por que me preocupar, agora eu penso que vou perder as duas e eu amo elas, são minha família.

- Costia, eu não gosto quando você fala assim. Eu sou sua família. Eu estive do seu lado esse tempo todo e eu protegi você e é por minha causa que você não foi descartada do testamento dos Blossom. - Judith Blossom olhou com pena para Costia, se todos de sua família a ruivinha era a única diferente. - Anya e Lexa te levaram para a destruição esse tempo todo e você aceita muito cativa. Veja onde esta agora, limpando a sujeira de Anya.

- Elas estavam lá quando você ou qualquer um da minha família não estavam. Você nunca esteve do meu lado. - Disse a ruiva deixando sua tia para trás. - Elas cuidaram de mim quanto me tiraram o Beni e eu fiquei sozinha.

- O garoto fruto do estupro? - Perguntou a tia com desdém. Costia parou e ficou escutando. - Aquele garoto seria sua desgraça Costia, você iria olhar para ele e ver aquele homem. Seu pai fez certo em tirar você dele.

- Meu pai fez isso? Meu pai tirou meu filho de mim? - As lágrimas rolaram em seu rosto e seu coração começou a bater mais forte. - E você sabia de tudo isso e não me contou?

- De quem você acha que foi a ideia?

- Foi você? - A ruiva tremia de raiva. - Você fez isso comigo?

- Sim… Foi o melhor a se fazer.

- VOCÊ FEZ ISSO COMIGO? - Costia sacou sua arma e apontou para Judith.

- Costia abaixe isso.

- NÃO, VOU MATAR VOCÊ. - Suas mãos tremiam, ela não queria matar ninguém.

- Abaixe isso ou você vai acabar com meu acordo com Lexa. Sem mim Lexa nunca terá tudo o que deseja, você sabe.

- Lexa vai saber disso tia. - Blossom secou suas lágrimas e fechou o casaco escondedo-se do frio agoniante. - Espero que ela tenha piedade de você.

- Você coloca Lexa em um pedestal e ainda assim ela te deixa de lado por uma mulher que ela mal conhece. Você passou a vida inteira do lado dela e Lexa nunca te reconheceu, você sempre foi uma prostituta para ela.

- Você está errada tia, você foi uma prostituta para Lexa, você é a única que não entendeu isso. - Costia aproximou-se para sua tia deixando-a paralisada. - Ou você acha que eu não sabia do seu caso com ela? Lexa me contou tudo. Ela foi sincera comigo, sempre foi. Já você e minha família sempre me trataram como um lixo. Sabia que ela matou o cara que me estuprou tia? Sabia que ela me vingou? E que todos esses anos ela esteve comigo e cuidou de mim?

- Lexa é um anjo agora? - Retrucou Judith.

- Não tia, nós duas sabemos que Lexa é o próprio diabo e é melhor está com ela do que contra ela. Você mesma olhou dentro dos olhos dela e tremeu de medo e raiva. O que me faz pensar que você pode ter algo haver com esse atentado.

- Só um idiota faria isso Costia. - Judith Blossom tentou escapar de Costia, mas ela lhe segurou. - Eu não ganharia nada com isso, estou tentando fazer negócios com Lexa.

- Mas também odeia Clarke e sabe o quanto Lexa a ama.

- Se eu quisesse matar a loirinha eu já teria matado.

- A menos que ninguém suspeitasse de você por que já tem pessoas demais tentando matar Clarke. - Costia olhou fundos nos olhos de Judith e viu suas pupilas dilatarem. - Se eu souber que você tentou matar Anya, eu juro que eu mato você tia. Podemos ter o mesmo sangue, mas você não é minha família.

- Deveria escolher alguém que te ame e…

- Não tente, não faça isso. Não dite a quem eu devo ser fiel ou não. - Costia puxou Judith para junto de si. - E pelo afeto que eu tenho por você, ainda te dou um conselho. Acabe com esse ódio contra Clarke. Lexa já tem suspeitas contra você e se eu contar o que me disse hoje, pode ter certeza que ela coloca uma bala na sua cabeça.

- Isso é uma ameaça?

- Isso é um aviso tia, entre você e Clarke eu prefiro Clarke, então não me faça escolher. - Costia empurrou sua tia para longe de si. - Obra seu olho Judith. Você sabe o que aconteceu com a última pessoa que esteve contra mim.


Notas Finais


Lexa putassa, Costia putassa e eu nois como?
Comentem ai oq acharam.
Oq rolou com Lexa e Costia?
Vcs escutam as músicas nos títulos do capítulo?


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