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História Segredos - Capítulo 1


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Capítulo 1 - - Amizade nova -


Dia 2 de fevereiro - Terça-feira -

Bertholdt como sempre, acordou sonolento e sem muita vontade de se levantar, mas por causa do horario marcando em seu relogio, suas opções eram limitadas naquele momento. Então ele se levantou e caminhou para o pequeno banheiro que ficava no corredor de seu apartamento. Bert vivia no prédio a exatamente 6 meses, depois que seus país o expulsaram de casa por se assumir gay. O grandão ficou muito abalado com sua situação, mas graças ao seu tio, que também era gay, ele consegiu um emprego que o sustentase e que conseguise pagar as comidas e o pagamente de cada mês e ainda sobrava um pouco para sair com Marco.

Depois de um banho rápido, o moreno coloca o úniforme mais rápido que conseguia e correu para a cozinha, pegando um pequeno saco de biscositos e sua mochila que estava jogada em cima do sofá, e saiu trancando a porta do apartamento desajeitadamente quase deixando a chave cair diversas vezes de suas mãos.

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Dentro do uber, bertholdt mandava diversas mensagens para seu amigo que não o respondia, achou aquilo muito estranho, porque geralmente quem mandava mensagens de manhã era Marco, mas por que hoje estava sendo diferente? Pensou o moreno bloqueando a tela do celular. Ele então olhou para a janela e comecou a observar as casas e prédios por onde passava mas sem parar de pensar no porque de Marco não ter lhe enviado uma mensagem naquela manhã.

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Chegando em frente a escola, Bert saiu do uber quase batendo sua cabeça no carro por causa da sua altura, ficando um pouco envorganhado, pois o motorista deu uma leve risada. Antes que ele esqueçesse, o moreno colocou a mão no bolso de sua calça e entregou o dinheiro para o motorista que o agradeçeu e foi embora.

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Bertholdt estava sentado em seu lugar dentro da sala, esperando seu amigo surgir do além, mas Bert estava quase ciente que aquilo não iria acontecer, então ele apenas bufou e tirou de dentro da sua mochila seu caderno de desenho e começou a pintar um esboço que avia começado naquela semana. Era uma praia no por-do-sol, com o céu entre as cores laranjas e vermelhas, com pequenas nuvens e passaros, o sol estava iluminado o mar que agora estava com as cores do céu e com o reflex das nuvens em suas águas cristalinas, a areia parecia macia diante da visão de Bert, os grandes coquieros pareciam balançar com o ritmo das águas. 

Bertholdt podia sentir a brisa daquela praia em seu rosto só de olhar para seu desenho. Ele nunca sentiu a areia em seus pés ou a água salgada em seu corpo, para ele, seria um sonho estar diante de uma praia, onde só estaria ele e o mundo, sem mais niguém, a não ser seu amigo de rosto sardento.

Ele estava tão destraido em seus pensamente que quase não percebeu as pessoas entrando na sala após o sinal bater. Rapidamente o grandão guarda seu caderno dentro da mochila e retira de lá seu caderno de matemática, que seria a primeira aula do dia. Bertholdt não era muito fã da matéria, mas tentava ao máximo não avacalhar nela.

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Depois de três aulas, sendo elas a de matemática, história e artes, o sinal do intervalo finalmente avia batido e todos os alunos rápidamente se retiraram da sala ficando apenas o moreno e a professora de artes.

- Bertholdt, adorei o seu desenho hoje - Ela disse sorridente para o menino que apenas sorriu timidamente, ele não gosta muito de receber elogios, por sempre acabar ficar envergonhado, mas nunca deixou de receber um de vez em quando.

- Obrigado - Ele respondeu sem graça. Bertholdt estava saindo da sala quando a professora o chama.

- Espere, onde está seu amigo de sardas? Eu nunca vi ele faltar.

- Ah, eu também não sei, ele não me disse nada.

- Uhm, que pena, ele desenha bem também - Ela falou se levantando e pegando sua bolça, indo em direção ao moreno que estava parado na porta - Vamos? Não quero que você perca seu intervalo - Bertholdt apenas balançou a cabeça positivamente. A moça pediu para que o mesmo a acompanhasse até as salas dos professores, ele sabendo que se recusasse iria passar mais tempo sozinho no intervalo, decidiu apenas aceitar a proposta da jovem.

Os dois foram jogando conversar fora no meio do caminho, a escola era um pouco grande então se perder ali não era tão dificil.

Quando eles chegaram na frente da sala o moreno educadamente se despediu da professora que também se despediu educadamente do mesmo.

- Eu espero que sua mulher melhore senhora Sulivan - Ele disse sorrindo.

- Eu também Bert e por favor me chame apenas de Suli, me chamar assim me faz me sentir velha - Ela falou brincando com o grandão vendo que ele ficou sem jeito.

- Desculpe senho... quero dizer Suli - Ele tentou se corrigir rapidamente, fazendo ele se travar nas palavras, ficando vermelho de vergonha.

- Tudo bem, agora vá, antes que você não coma.

- Está bem Senho... merda... Suli - A mulher riu do desespero do menino quando ele tentou se corrigir novamente.

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Bertholdt estava um pouco feliz por ter conseguido pegar um lugar meio isolado das pessoas, não que ele não gostasse de pessoas, é que ele apenas não conseguia se comunicar direito com as elas, estão para evitar constrangimento, ele tentava não se socializar.

Como toda paz é pouca, para Bert não seria diferente. Ele observava um certo grupo da escola, que eram conhecidos por serem os mais populares, para as pessoas, mas para Bert não passavam de idiotas irracionais e imaturos. Eles estavam se aproximando da mesa onde o moreno estava e ele resava todas as linguas possiveis para que não seja aqui que eles estavam vindo, mas nem os Deuses estavam com ele hoje.

- Ora ora, se não temos uma girafa fora do zoologíco hoje - Um dos idotas falou quando se aproximou da mesa de Bert, ele apenas continou comendo enquanto ignorava as risadas do grupo.

- Eu acho que tá mais pra um braquiossauro - Um outro garoto disse, isso fez causar mais risadas entre o grupo.

-  Então o aberração fora do circo, o que aconteceu com a sua cadelinha de estimação? - O garoto estava se referindo a Marco e isso fez o sangue do moreno ferver. Eles poderiam muito bem zoar ele por sua altura, mas jamais aceitaria que zoassem seu melhor amigo, assim como ele, Marco também não aceita quando uma pessoa zoa sua altura. Ele sem pensar muito nas consequências, responde inconscientemente ao comentario.

- Tá se referindo a sua mãe? Pois é, ela disse que você é uma descepição, alias ontem mesmo ela me disse isso quando eu estava na casa dela ontem de noite - O garoto fechou a cara tão rapidamente que sem pensar duas vezes pegou na argola do úniforme de Bert e preparou seu punho para socar a cara do mesmo e como reflexo o moreno colocou seus braços na frente de seu rosto como proteção e esperou pela pancada, mas, nada de sentir o soco, então devagar ele abriu seus olhos e observou que o braço do garoto avia cido segurado por outro alguém. Era um garoto um pouco maior que o menino, de cabelos loiros curtos, olhos castanhos claros e aparentemente um físico bem definido.

- É melhor você não fazer isso - O loiro disse olhando sério para o garoto que soltou o uniforme de Bert e se virou para o outro menino.

- Ou se não o que? Vai me bater?

- Vou, e ainda faço questão de arrebentar todos os seus dentes, palhaço - O loiro disse com um tom de voz mais sério e Bert viu seus punhos serrarem, fazendo suas aveias saltarem.

- A sorte sua é que eu estou no nivel de levar uma suspensão, então se eu fosse você, eu ficava esperto na rua, porque se eu encontrar você, eu vou te arrebentar, e você também, aberração de zoologico - O grupo logo se retirou e o menino loiro apenas ficou vendo eles se afastarem. Quando eles estavam distantes o menino olhou para Bert, o moreno não estava olhando para ele, estava tão destraido que nem sentiu o menino se sentar ao seu lado.

- Você está bem? - O menino cutucou Bertholdt de leve e isso o assustou um pouco, fazendo o loiro soltar um risinho.

- Eu estou sim... obrigado por me defender - Bert soltou um sorriso fraco e voltou a encarar sua comida, que agora estava fria, isso fez o grandão perder o apetite, então apenas ficou beliscando ela com o garfo.

- Não foi nada - O loiro respondeu. Eles ficaram em silêncio por alguns segundos até o loiro voltar a falar - eles te encomodam sempre?

- Não... na verdade é só de vez em quanto, as vezes eles só provocam eu e o meu amigo pelos corredores... chamando a gente de coisas desnecessarias - Bertholdt era tão sensivel que as vezes ele não conseguia esconder os seus sentimentos, e naquele momento o menino percebeu que o moreno estava ficando triste com aquilo.

- Eu não vou dizer que entendo você, mas eu posso te ajudar com isso... se você quiser é claro - O loiro foi colocar a mão no ombro de Bertholdt, mas desistiu assim que percebeu seu ato automatico.

- Tá tudo bem, eu tenho o Marco, que infelizmente não está aqui hoje.

- Vocês parecem ser bem próximos.

- Sim, somos amigos desde pequenos, mas a gente nunca passou disso... somos praticamente irmãos.

- Que legal... Ah, desculpa minha falta de educação, me chamo Reiner Braun e você é? - Reiner estendeu a mão para Bert que logo aperta.

- Eu sou Bertholdt hoover.

- Nome bonito Bertholdt.

- Obrigado - Bert sorriu - Mas me chame apenas de Bert, fica mais facíl de lembrar.

- Claro e você pode me chamar do que você quiser. 

- Está bem.

~~~

Bertholdt chegou em seu apartamento um pouco exausto, então ele decidiu tomar um banho rápido e se deitar em sua cama, mas antes ele foi mandar um mensagem para Marco.

Bertholdt - Posso saber porque você não foi a escola hoje?

Best❤- Bertholdt do céu, mil perdões, eu estava ajudando meus tios na mudança e não consegui mandar mensagem para te avisar, por favor, me perdoe.

Bertholdt - Tudo bem, só fiquei um pouco preocupado.

Best❤ - Ufa! Mas me desculpa mesmo, eu até tentei te mandar mensagem, mas eu estava sem bateria. 

Bertholdt - Tudo bem Marco, tudo bem.

Best❤ - Skskks... me conta como foi seu dia.

Bertholdt - Nossa, eu tenho muita coisa para te contar! Mas antes eu vou tomar banho.

Best❤ - Está bem, vou esperar. 









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