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História Segredos ao mar - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Sol da meia noite


Fanfic / Fanfiction Segredos ao mar - Capítulo 8 - Sol da meia noite

O barulho da tempestade se intensificou enquanto observava o corpo alvo e delicado dormindo em meus lençóis. Liz estava serena deitada de lado, os cabelos loiros bagunçados em meus lençóis, deixando seu maravilhoso cheiro gravado neles e em mim, as costas longas e sem manchas se estendiam adornadas pela cintura fina e culminavam nas lindas nádegas aveludadas. Era como se não fossemos nós, sem as barreiras sociais tão discrepantes que nos separavam, sem a moral, sem os princípios cristãos…

Quanto a isso… Senti meu amago se contorcer quando olhei novamente para a pequena mancha de sangue. O vermelho profundo era a marca do meu maior pecado, havia possuído uma moça pura, tirado-lhe a virgindade, um crime terrível não importando o que outros homens podiam dizer, mas ainda assim… Sentia-me orgulhoso, de alguma forma, um orgulho desmoderado se entendia por meu peito e ecoava em minha mente, “Ela é minha” e o sangue era prova disso, como se estivéssemos casados agora, ela havia me concedido aquela dadiva, uma menina tão jovem, tão bela, se entregou prontamente para um homem como eu…

Eu, carcomido pelo tempo, pelo remorso, pela dor da perda… Desliguei-me da igreja, desobedeci suas ordens, amaldiçoei tudo e todos, culpei a Deus, como uma criatura tão moribunda poderia merecer?

Lembranças daqueles dias, da morte do meu filho e da minha esposa se dissiparam tão logo surgiram. Pude me sentir como na adolescência, o primeiro amor.

Admirei maravilhado a pequena flor rosada, suas pétalas de abrindo suavemente, por entre suas pernas cruzadas, meu pênis pulsou uma vez mais enrijecendo por inteiro, queria possui-la novamente, amá-la antes que o amanhã viesse. No entanto era preciso considerar que a pequena devia estar dolorida, fora a primeira vez afinal, temi pelo meu tamanho, ela estava receptiva e molhada de desejo, mas seu rosto se contorceu de dor, era tão apertada que tive de me contentar em não colocar inteiro.

Fiquei ainda mais duro imaginando que depois da terceira vez que fizéssemos muito provavelmente ela já estaria mais acostumada e poderia me colocar por inteiro dentro de sua macies.

Sem poder evitar estiquei a mão e comecei a traçar pequenos círculos na pele de Liz, arrepios se estenderam e olhei deliciado quando os bicos rosados dos seios virginais foram ficando cada vez mais entumecidos. Minha boca salivou.

Deslizei pelos lençóis me colocando aos calcanhares da pequena lavadeira, fui delicado ao levantar suas pernas até que o lindo sexo estivesse totalmente exposto para mim. Me inclinei sentindo o cheiro delicioso de sua feminilidade e com o polegar fui abrindo lentamente suas pétalas, a cada toque o mel escorria de seu centro. Molhei os lábios e ouvi quando minha pequena gemeu e fez um muxoxo tentando entender o que a acordara. Mergulhei a língua quente e úmida naquela intimidade encharcada e o corpo dela estremeceu, chupei todo suco que escoria de suas pernas e ela gritou meu nome em meio a tempestade.

- Iwan! – A voz rouca e profunda dela proferiu desfalecendo. – Não faça isso…

- Por que não? – Brinquei enquanto chupava e lábia aquela carne ainda mais a levando a loucura.

Pude ouvir com satisfação quando ela voltou a gemer loucamente meu nome. Senti um arrepio de excitação quando seus dedos gelados se apossaram de meus cabelos, acariciando-os, enrolando entre os dedos e puxando levemente meu rosto para mais perto de seu ponto de prazer. Liz havia finalmente se entregado ao prazer que dedicava a ela e ficou ainda mais molhada sob meu toque.

- Ah! Iwan! Ah! Ah! Mais! Mais!

Ela urrou pelo quarto e seu corpo se contorceu tremendo. Finalmente seus dedos afrouxaram o aperto e a ouvi arfando. Liz havia chegado ao orgasmo e tratei de sugar todo suco que escoria de sua flor.

- Iwan? – Sua voz cansada me chamou suavemente. Inclinei em sua direção e me deitei ao seu lado, abraçando-a, unindo a superfície lisa de suas costas ao meu peito suado.

Nossos cheiros se misturavam e tratei de inalar o perfume daqueles cabelos o máximo que pude. Estava feliz com a expressão de estase na face ruborizada e lábios vermelhos da minha… Mulher? Futura esposa? E me convenci que a deixaria dormir agora e trataria de me satisfazer sozinho mais tarde.

Ficamos assim por um longo momento e sua respiração se tornou regular, relaxando em meu abraço. Fechei meus olhos e senti o cansaço pelos eventos me embalar para o sono.

- Iwan? – A voz serena chamou-me novamente. Não tinha certeza se se tratava do sonho ou se Liz realmente me chamava. – Iwan? – Permaneci quieto consciente que se tratava do sonho. – Acorde Iwan! Eu também quero dar prazer a você… - Me senti quente e relaxado, respirei fundo e o perfume havia sumido do meu lado.

Quase saltei quando atordoado quando algo quente e molhado deslizou pela cabeça do meu pau. Gemi deliberadamente, conforme a sensação se amplificava.

- Liz? – Chamei desamparado e fui contemplado pela mais bela das cenas.

Liz estava de quatro na imensa cama, sua linda bunda empinada para o ar, seus seios quentes tocando minha cocha, os cabelos jogados para um dos lados me possibilitando a sublime visão de sua boca rosada e carnuda sugando suavemente a cabeça inchada do meu pênis.

- Isso é bom pra você? – Ela perguntou num sussurro que fez cocegas a parte molhada onde ela havia lambido.

Sorri sem conseguir me conter e ela pareceu assustada com minha reação. Ela começou a se afastar de vagar envergonhada. Me sentei na cama diminuindo a distância entre nós e acariciei gentilmente a linha de sua mandíbula.

- Venha. – Chamei calmamente – Vou te ensinar a como me dar prazer.

Sentei-me mais próximo ao encosto da cama e a trouxe comigo. A puxei para um beijo longo e sem pensar muito bem a coloquei sobre meu colo explorando cada pedaço daquele corpo, sugando-lhe os seios e deixando marcas que dificilmente sairiam daquela região, não importava quem visse, ela seria minha quando a manhã chegasse. As caricias se tornaram cada vez mais intensas e só queria entrar nela naquela pose em que estava, seria tão fácil…

- Liz. Ainda dói? – Perguntei enquanto passava os dedos suavemente por sua intimidade molhada. O rosto inocente dela ardia em desejo sem ser capaz de esconder.

- Eu quero você dentro de mim. – Murmurou minha menina enterrando o rosto na curva de meus ombros e trilhando beijos até chegar ao pescoço.

Prontamente comecei a desce-la devagar e ela abriu os lábios para mim enquanto entrava pouco a pouco dentro daquela macies apertada. Fiquei assim pelo que pareceu uma eternidade, sem colocar até o fim e sem me mexer. Achei que ia enlouquecer e tive medo de viola-la violentamente, pois no fundo do meu ser era o que eu queria. Tentava controlar minha respiração quando a senti forçar-se mais para baixo, entrando cada vez mais fundo.

Encarei seu rosto e vi a dor em seus olhos, mas também o prazer.

- Iwan. – Ela chamou docemente. – Parece que está com dor. – Sua voz era genuinamente preocupada.

- Estou usando todo o esforço do meu ser para não ser violento com você meu amor. – As últimas palavras saíram de seus lábios antes que refletisse e pareceram perturba-la.

- Eu não sou tão delicada. Já não sinto mais aquela dor da primeira vez, pode se soltar se quiser.

Olhei no fundo de seus olhos e arfei me colocando com força dentro dela. Liz gritou meu nome, mas estava tão molhada que me retirei totalmente de dentro e recomecei. Seus gemidos agora pareciam de fato conter mais prazer do que dor. Suas mãos puseram-se a explorar meus ombros, enrolavam-se aos pelos do meu peito e tive que me segurar quando ela começou a descer o caminho de pelos escuros de minha barriga.

Mudamos de posição, me deixando levar pelo momento agora estava em cima dela, socando toda minha extensão até o final, meus testículos batendo ruidosamente contra aquela bunda. Me sentia culpado por estar agindo como um animal, mas sempre que tentava diminuir o ritmo, as delicadas mãos da minha amante me pressionavam a entrar mais. Éramos um, ela estava tão entregue…

Quando finalmente me despejei dentro dela achei que não iria mais parar de gozar. Imaginar todo aquele prazer culminando em uma criança me deu ainda mais estimulo e roguei secretamente por isso. Acabei por fim me aninhando junto aos seios dela para uma noite sem sonhos.

 

Um pânico repentino se espalhou por cada parte do meu ser quando abri os olhos. O sol ainda não nascera, mas eu podia dizer exatamente onde estava até mesmo naquele breu. Meu corpo protestou quando tentei me levantar, estava tão relaxada, quente e dolorida que tive de usar toda minha força de vontade para não me aninhar ainda mais naquelas cobertas e naquele corpo.

O peso da noite passada me esmagava, minhas pálpebras ardiam com as imagens obscenas. O que eu havia feito? Oh Deus! Mulheres já haviam desgraçado suas vidas com muito menos do que fora feito naqueles lençóis.

Eu mal conhecia aquele homem e me entregara a ele na noite passada, as típicas especulações maldosas sobre o relacionamento improprio de um amo com sua serva haviam se tornado fatos e, na manhã seguinte, quando alguém rompesse pela enorme porta de carvalho e a visse ali. Iwan… Quer dizer Lord Brandon poderia simplesmente fingir que eu o havia “forçado” a fazer aquilo com minhas insinuações. Sua honra continuaria intacta, diriam apenas “Ele é homem” como se esta fosse explicação suficiente para tudo, quanto a mim, meu estomago revirou em desespero, seria descartada como uma folha ao vento.

Tinha de sair dali! Uma voz gritava em minha mente ensurdecedora enquanto meus ouvidos zuniam. Me desvencilhei do abraço daquele homem e sai para o ar frio da madrugada, forcei meus olhos ao máximo para encontrar minhas roupas pelo chão. O tarô que viera procurar na noite passada jazia em um dos criados mudos, corri para porta e não pude evitar olhar uma última vez para meu patrão embalado em sono profundo. Aquela havia sido a noite mais incrível e maravilhosa da minha vida, me senti equiparada a ele naqueles momentos, iguais, sem distinção de classes ou nascimento. Imaginei que aquela devia ser a perfeita união entre duas almas. Mas ele não veria da mesma forma. Assim que o sol raiasse eu seria apenas mais uma em sua cama.



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