História Seguindo em frente - Swanqueen G!P - Capítulo 34


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Categorias Once Upon a Time, Once Upon a Time in Wonderland
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lilith "Lily" Page, Malévola, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 941
Palavras 3.477
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estão prontas crianças? Vocês têm que estar preparadas, depois não digam que eu não avisei. Bora lá, boa leitura babys.

Capítulo 34 - Capítulo 33


Sexta-feira. Termina mais uma semana de trabalho, e é um mês que se passa após a tentativa de homicídio. Túlio escapou por pouco e tornou-se o braço direito de Luís na equipe de segurança. Devido à morte dos assassinos, a polícia não conseguiu prova, ou pista alguma, que a levasse até o mandante do atentado. No mais, um esquema de proteção tornou-se parte da minha rotina, além das visitas constantes de Lisa, das ligações de Henry e conversas com Archie através de e-mails.

Minha barriga deu um pulo. O cansaço se transformou em minha sombra e, como não poderia ser diferente após um expediente atribulado, sinto-me exausta. Arrumo apressadamente a minha mesa. August sai de sua sala e me olha com curiosidade.

- E então, você e Graham topam um happy hour? – Ele nos pergunta.

Eu e Graham nos fitamos e rimos. Ele, com certeza, está com a mesma ansiedade que eu em relação a passar o final de semana na companhia de quem ama.

- Não. – Respondemos em uníssono.

- É horrível ter colegas tão compromissados. – August revira os olhos. – Cuida bem de meu sobrinho, Gina!

- Pode deixar. – Sorrio. Ele sai da sala.

- Diz para Zel que eu ligo para ela assim que chegarmos na casa. – Peço a Graham quando estou prestes a ir embora. Emma me levará novamente para sua casa na praia, vamos passar o final de semana lá e comemorar nossos quatro meses de relação.

- Tudo bem, Gina, bom final de semana. – Ele diz.

- Para você também. – Saio da sala e aceno para Ivany. Caminho entre as estações de trabalho sob os olhares curiosos de alguns colegas, que não me veem mais como a novata Regina, e apenas me rotulam como a noiva grávida da chefe. Bufo internamente. Apresso os passos em direção ao elevador que se abre. Aperto o número do último andar. Aguardo ansiosa a parada do elevador. Encontro Belle atenta a seu computador na enorme recepção.

- Gina! Você está linda com essa barriga. – Me cumprimenta animada.

- Obrigada, Belle. A senhorita Swan está sozinha na sala?

- Sim. É só bater e esperar ela autorizar a entrada.

Concordo e caminho até a porta do escritório, dou duas batidas. Sem resposta. Abro um pouco a porta e coloco minha cabeça para dentro. Ela está sentada, conversa ao telefone, e sinaliza para eu entrar.

- Ele me passou alguns relatórios hoje pela tarde. – Soa tranquila, mas com autoridade. – Os números estão bem altos. – Ela pausa e escuta atentamente ao outro lado da linha.

Aproximo-me da mesa e encosto nela, cruzando os braços. Atento-me a expressão concentrada de Emma, a seu dedo indicador roçando seu lábio inferior, aos seus belos olhos perdidos na tela do computador.

- Espero que cuide disso para mim. – Pausa. – Só ficarei de olho no meu celular esse final de semana. – Me fita com um brilho de expectativa e sorri.

– Sim, sem dúvida alguma.

Seu sorriso é encantador. Faz meu coração disparar. Deus, como eu poderia não estar atraída e apaixonada por uma mulher dessas?

- Não, vou ter uma reunião daqui a meia hora.

Como assim? Reunião? Franzo as sobrancelhas. Ela me dá um olhar suplicando por desculpas. Eu me distancio da mesa e caminho para a enorme janela atrás dela. Estou louca pela sua companhia e ela terá uma reunião, e só soube disso agora. Será que ela também desistiu da viagem?

- Entro em contato com você para lhe dar um retorno. Ok. – Desliga o telefone. Pelo reflexo do vidro da janela, a vejo virar a cadeira em minha direção, me estuda por um tempo e se destina a mim. Abraça-me por trás e pousa as mãos sobre minha avantajada barriga.

- A reunião foi de última hora. – Se explica.

- Certo. – Digo num tom seco. Ela afasta alguns fios do meu pescoço e planta beijos nele, quase me fazendo esquecer o meu recente incômodo.

- Qual o problema?

- Nenhum.

- É claro que tem. – Fico calada. – Gina... – Ela insiste e me vira para si.

- Você desistiu da viagem? Desistiu do nosso final de semana?

- Não, é claro que não. Essa reunião será rápida. Estou ansiosa para comemorar nossos cinco meses juntas, sozinhas.

- Quatro meses de relação, na verdade. – A corrijo.

- Não, cinco meses. – sorri largo. – Você já era minha desde a primeira vez que pisou nessa empresa, só não estava querendo aceitar isso.

- Você não deixa de ser pretensiosa. – Não deixo de sorrir.

Ela me beija carinhosa, acaricia meu rosto com a ponta de seus dedos.

- Consegui marcar para quarta-feira nossa união no civil. Não tem noção do quanto estou ansiosa para tê-la completamente minha.

- Como se eu já não fosse.

Seus olhos se iluminam e ela me lança um sorriso deslumbrante.

- Como vai nosso bebê? – Desce as mãos até minha barriga.

- Bem. Sem protesto algum.

- Hum. Pesquisei algumas coisas na internet. Quero te colocar apenas para meio expediente. – Conta e eu fecho a cara.

- Nem comece com isso. A resposta é não. Já basta ser tratada diferente só por me envolver com você. – Ela comprime os lábios. – Sabe que segunda- feira eu farei a ultrassom, não é?

- Até que fim decidiu fazer.

- Emm, você sabe o motivo de eu ter evitado. – Minhas cicatrizes. Esse inferno em meu corpo!

- Sim, moça, eu sei. – Olha para minha barriga e depois para mim com um sorriso lascivo. – Acha que nosso herdeiro se incomodará se as mães se divertirem um pouco? – Nego. Ela sorri e tira o seu blazer.

- Vem comigo. – Me conduz até o sofá de seu escritório e se dirige à porta, trancando-a. Ajoelha-se no chão à minha frente e beija-me cheio de desejo. – Não ia conseguir esperar por mais tempo. – Sussurra entre meus lábios,enquanto desabotoa meu vestido. Ela observa com luxúria meus seios inchados e prende seus olhos cheios de promessas aos meus...

***

Saio do banheiro da suíte do apartamento de Emma, após ter tomado um bom banho, e me troco. Coloco um vestido de alças grossas, verde, justo no busto e solto em seu comprimento. Olho para meu relógio de pulso. Faz duas horas, desde que saí da empresa, e Emma ainda não chegou. Ligo para o celular dela, mas cai direto na caixa de mensagens. Resolvo ligar para a secretária.

- Grupo Swan's, Belle, boa noite.

- Oi, sou eu, a Regina. – Sinto-me constrangida por estar sendo chata.

- Oi, Regina. Senhorita Swan ainda está em reunião, me dá um instante que irei chamá-la.

- Não, não precisa. Eu...

- Ela pediu que a interrompesse caso fosse sua ligação.

- Certo. – Aceito relutante.

Escuto o barulho dos passos do salto dela e outro de uma porta se abrindo.

Há alguns segundos de silêncio. Não demora muito para ouvi-la na linha.

- Amor?

- Oi.

- Ocorreu alguma coisa? – Pergunta preocupada. E sinto-me culpada por estar a interrompendo só por um sentimento bobo meu.

- Não, – Escuto seu suspiro de alívio. – Eu só...

- O quê? – Parece mais tranquila.

- Estou sentindo sua falta. – Confesso. E assumir uma coisa do tipo tornou- se estranhamente bom.

- Isso é bom. – Soa alegre.

- Não, não é. Vai demorar a sair daí?

- Um pouco.

- Posso usar o Macbook do seu escritório para acessar?

- Claro. Regina.

- Oi.

- Não, – Ela ri. – a senha é Regina.

- Isso é sério? – Indago muito, muito surpresa. Isso é tão fofo. Meu nome, sua senha. Sorrio como uma boba.

- Sim. Até mais, querida.

- Até. – Desligo e saio do quarto rumo à cozinha, para preparar algum lanche. Encontro Mirian guardando alguns produtos alimentícios nos armários.

- Quer alguma coisa, senhorita Mills?

- Ah sim, Mirian, na verdade eu ia preparar. – Assumo sem jeito.

- É só me pedir.

- Tudo bem. Só quero sanduíche e leite.

- É para já. Como anda o bebê?

- Acho que bem. Mas segunda-feira eu terei certeza. – Respondo com um largo sorriso, alisando meu abdômen sob o vestido.

- Será uma alegria para essa casa. A senhorita Swan é louca pelos sobrinhos dela, imagine como não será com o filho...

- Deixará a criança louca pelo excesso de atenção. – Nós sorrimos.

- Que tal preparar uma vitamina, ou algo mais reforçado para vocês?

- Está bem. Obrigada. Ah, Mirian?

- Sim?

- Pode me chamar quando estiver pronto? Eu estarei no escritório da Emma.

- Eu levo lá.

- Certo, – Lhe dou um beijo no rosto, o que a deixa surpresa. – obrigada.

Entro no escritório. Esse espaço aqui não é tão diferente de sua sala na empresa, exceto pela falta da imensa janela e pela presença de uma estante cheia de livros. Sento em sua cadeira de couro e ligo o Macbook. Coloco a Senha e fico surpresa ao ver uma foto minha, que Zel tirou nas férias que passamos no litoral, como seu papel de parede. O Macbook dá alerta de uma nova mensagem de e-mail para Emma. Fico tentada em vê-la. Será que é muito errado? E se fosse para mim, ela hesitaria em olhar? Não, com certeza não. Não a Emma ciumenta, desconfiada e possessiva.

Assusto-me com a vibração do celular em meu bolso, olho no visor:

Emma. Estranho sua ligação e franzo as sobrancelhas.

- Sim?

- Oi, Gina. – Soa cautelosa.

- O que foi?

- Você está bem?

- Sim. O que há? Inventando desculpa para falar comigo, senhorita Swan?Não é bom trocar casas decimais por uma simples mulher.

- Oh sim, senhorita Mills, sendo essa mulher você, qualquer troca vale a pena. Estou ansiosa para estar com você.

- Eu também, Emma.

- Seja paciente, amor, serei sua por todo esse final de semana.

- Não duvide disso. – Digo risonha.

- Não me atreveria, futura senhora Swan Mills. – Amplio meu sorriso ao ouvir isso. – Até mais.

- Até, Emma. – Desligo o celular e o coloco em cima da mesa.

Olho para a tela do Macbook e fito intrigada o alerta de mensagem. Por que essa preocupação inesperada da Emma? Será que ocorreu algo que ela não quer me contar? Ai, não! Será que ela está me traindo e acha que eu desconfio de algo? Será que Ela me ligou por essa mensagem? Talvez por pensar que eu a abri, e se pensou isso é porque há algo de ruim nela. Aperto o ícone do alerta, e, imediatamente, a página de e-mail aparece na tela.

De: R.R.J.

Para: Emma Swan

Assunto: Gold Franco

Senhorira,

Conforme pedido, segue em anexo informações atualizadas sobre o referido assunto.

Jazer, R.R.

Leio o nome de meu pai, meu coração acelera suas palpitações bruscamente, e o pânico imediatamente me invade. Instantaneamente minhas vistas ficam turvas. Baixo os anexos. Fico trêmula ao ver fotos escaneadas de Gold no pátio da prisão, tomando banho de sol. Ele está mais velho, seus longos cabelos com alguns fios brancos e a barba mal feita.

- Não! – brado em desespero.

Eu olho a caixa de entrada do e-mail e procuro por mais mensagens.

Encontro outra informando sobre o comportamento de Gold na prisão, de uma tentativa de assassinato contra o mesmo lá dentro. Outras duas, com fotos e localização da minha mãe. Eu me pareço tanto com ela, e não a tenho mais. Soluço mais um pouco antes de tomar coragem e prosseguir.

Numa quinta mensagem de e-mail, há fotos minhas do dia em que corri na praia. Então era ela quem me espionava? Não pode ser! Vejo outra, informando o contato da minha avó paterna. E um último e-mail, onde identifico informações sobre mim, na data da entrevista, com dados sobre o dia do meu nascimento, endereço de minha antiga moradia, dados pessoais dos meus pais e avôs, informações dos lugares onde estudei e da faculdade, dados sobre minha carteira de motorista, cópia do relatório médico do hospital em que estive internada após a tentativa de assassinato que sofri,cópia do BO e do processo de Gold.

Emma sabe de tudo, sempre soube de tudo! Sempre fui uma boneca de controle nas mãos dela. Ela com sua intromissão obsessiva, desencavou todo meu passado, sem se importar com o que isso poderia me causar. Ela mentiu para mim! Tapo minha boca tentando abafar o som dos soluços. Mirian entra no escritório e assusta-se com meu estado. Não aguento mais me segurar e o som do meu sofrimento ecoa no ambiente.

- Regina. – Ela se compadece, coloca a bandeja na pequena mesa em frente ao sofá, e preocupada, corre até mim. – O que houve, querida?

Não consigo dizer nada. Meu estômago embrulha, levanto da cadeira, mas me apoio na mesa sentindo-me fraca demais. Um gosto ruim sobe na minha garganta e vomito no chão, ao lado da mesa.

- Irei chamar ajuda. – Mirian sai da sala. Eu faço um esforço tentando controlar minha respiração, pego meu celular e ligo para Zel.

- Oi, Borboleta. – Ela atende animada.

- Zel, – Minha voz sai baixa, chorosa.

- Sis, o que houve? – Soa preocupada. Eu volto a desabar.

- Oh não, Regina!. Onde você está? – Fico calada. – Na casa dela?

Afirmo com a cabeça, mesmo sabendo que ela não pode me ver.

- Já estou indo para aí. – Diz antes de desligar.

Vou para o quarto dela e pego minha bolsa de viagem sobre a poltrona.

Abro-a em cima da cama, pego meus pertences das gavetas do closet e do banheiro, e, rapidamente, jogo tudo dentro dela. Não quero me bater com

Emma, nunca mais. Irei me demitir da empresa, me afastar da cidade, e me livrar de tudo que lembre ela, exceto meu bebê. Nosso bebê. Toco em meu ventre e lastimo. Decidida, mesmo que com dificuldade, carrego a bolsa no ombro e tento abrir a porta do quarto, mas ela está trancada.

- Não! – Grito e bato na porta, jogando a bolsa no chão.

- Desculpe-me, senhorita. – Ouço Mirian falar do outro lado.

- Abra essa porta, Mirian! – Ordeno e continuo a golpear a porta com meus punhos. – Abra!

- Não posso, senhorita, foram ordens.

A raiva me consome. Foi a Emma quem mandou. Dou diversos chutes na porta, mas nada adianta.

- Abra, Mirian! – Imploro. – Abre, por favor! Deus, por que isso está acontecendo comigo? Não mereço isso. Não mereço! – Me sentindo desgastada, prostro-me no chão.

Não tem jeito. Terei que enfrentá-la agora. Não acredito que ela fez isso comigo. Vivi numa mentira. Lembro-me das palavras de Kill, que diziam que tudo que uma mulher como a Emma queria era uma mulher sempre disponível, a mercê de suas vontades, a quem ela pudesse agradar e comandar, e isso me faz concluir que ela nunca me amou, fui apenas isso:alguém controlável em suas mãos e fácil de manipular.

Debruço-me na minha lástima até cansar, e fico na mesma posição por muito tempo, até que escuto vozes de fora do quarto.

- Abra essa porra, Emma! Se você não tirá-la daí, chamarei a polícia!

É a Zel? Sim, é a voz da Zelena. Levanto e corro até a porta, batendo nela.

- Zel, – Clamo esperançosa. – Tire-me daqui!

- Me solte! Me solte! – Sua voz soa mais distante. – Eu vou acabar com você, Emma! – Ela a ameaça.

A maçaneta é girada. Recuo alguns passos me afastando da entrada. Emma abre a porta e fica parada por alguns segundos, olhando-me com cautela.

Desvio meu olhar do dela. Não suporto fitá-la.

- Gina, eu... – Vem em minha direção, retrocedo outro passo.

- O que fez com a Zel? – A interrompo.

- A gente precisa conversar, Regina. – Está assustada.

- Conversar? Conversar o caralho! Eu te fiz uma pergunta. Que porra você fez com a Zelena? – Indago com brutalidade. Ela me olha perplexa.

- Luís a levou para a cozinha.

Caminho até minha bolsa, a pego e sigo para a porta. Ela me impede

segurando meu braço. Eu me desvencilho, mas ela me puxa novamente, retira a bolsa da minha mão, e me prende com mais firmeza.

- Não vai embora até a gente conversar. – Soa angustiada.

- Não tenho nada para conversar com você. – Elevo a voz.

- É claro que tem! – Me atrai novamente, lhe dou um tapa no ombro, mas ela mantém-me presa por suas mãos.

- O quê? – Empurro seu ombro. – O que você tem pra dizer? Que me fez de idiota durante todo esse tempo sabendo da vida miserável que eu tive, e mesmo assim se fazia de inocente, insistia para que eu lhe contasse algo que me fazia mal? – Me olha culpada. – Você é uma mentirosa, Emma! –

Dou um soco em seu peito, que a faz recuar. – Você me manipulou! Você... Você... Deus, a tentativa de assassinato do Gold na prisão foi você, não foi?

Ela fica calada.

- Fala!

- Infelizmente não, mas se eu pudesse não hesitaria. – Responde friamente.

Nos encaramos por arrastados segundos. Balanço a cabeça.

- Por que fez isso, Emma? Por quê? Você estragou tudo. – Exprimo triste.

- Me perdoe por isso, Gina, eu só queria proteger você. – Tenta se explicar exasperada, passa as mãos no cabelo. – Queria ser como seu porto seguro, com sua vida confiada em minhas mãos.

- Para quê? – Me exalto. – Para me manter sob domínio? Não sou um projeto seu, Emma! Acha que saber sobre a bosta do meu passado implica em confiar ou não minha vida a você? – Lhe esmurro outra vez. – Deus! Deixei você me tocar, transei com você, deixei ver minhas cicatrizes, algo que mais abomino, me dediquei a essa relação, espero um filho seu, e você queria testar minha confiança? Ter minha vida em suas mãos? – A estapeio novamente, mas dessa vez ela se mantém firme, só seu olhar parece angustiada e sua mandíbula tensa. – Isso soa doentio, Emma!- Passei sete anos da minha vida tentando esquecer tudo o que sofri nas mãos do Gold, e você trouxe tudo à tona em poucos minutos por conta de um querer seu? Ter meus passos controlados, minha vida toda em uma espécie de relatório é sufocante, aterrorizante. – Digo indignada.

- Para com isso, amor, eu já te pedi perdão. – Fala com sua voz falsamente doce, segurando meu rosto.

- Não me chame de amor! – Rechaço suas mãos. – Você é uma mentirosa, aproveitadora. Você nunca me amou! – Dou-lhe as costas e escondo meu rosto nas mãos, envergonhada, humilhada. – Tudo foi uma mentira. – Assumo isso com uma forte pressão no peito. Que tola eu fui ao acreditar que uma mulher como ela se apaixonaria de verdade por mim.- Devia saber que ninguém é capaz de me amar de verdade. Aposto que tudo o que fez por mim foi por pena, só para recompensar a vida maldita que eu tive.

- Isso não é verdade! – Aproxima-se devagar e me envolve por trás com seus braços.

- Não toque em mim! – Esbravejo e a distancio. Ela insiste e segura em meus ombros.

- Não, – Bato em seu ombro. – Eu odeio você!

- Não, Regina. – Pede angustiada.

- Me solta, Emma, – Esbofeteio seus braços, mas isso não parece abalá-la, o que me deixa mais irritada. – me solta! – A golpeio de todas as formas para ser liberada, mas ela é persistente. – Não quero mais saber de você. Não quero mais nada com você!

- Não faz isso, Gina. – Prende meus braços e me envolve de modo resoluto.

- Não, – Desisto, sentindo-me impotente. – Eu te odeio!

- Não, não odeia.

- Deixe-me ir, – Me desespero para sair de perto dela e não ceder diante da decisão de ir embora. – Por favor. Eu quero ir embora! – Imploro mais alto e volto a soluçar nos braços dela, apoiando minha testa em seu peito. – Eu quero ir embora. Eu não posso continuar desse jeito. Você destruiu tudo. – Murmuro as frases em meio a um imenso desgaste emocional. – Destruiu tudo.

Permanecemos assim até eu me acalmar. Ela ergue meu rosto, com uma de suas mãos, e me olha assustada, perdida, confusa.

- Deixe-me ir embora, Emma. – Suplico novamente num tom mais baixo, sentindo-me cansada, exausta. – Por favor, se for verdade que me ama, deixe- me ir embora.

Ela cerra sua mandíbula e engole seco, vejo lágrimas em seus olhos, ou são as dos meus olhos embaçados que me dão essa impressão, eu não sei. Estou destruída emocionalmente para me atentar a esses detalhes.

- Por favor. Por favor.

Relutante, ela afrouxa o aperto de seu braço ao redor de meu corpo, e me abandona. Evito seu olhar e me distancio. Apresso meus passos após atravessar a porta, sem nem me preocupar em carregar a bolsa, apenas sustentando a mão sobre minha barriga.

- Zel? – Entro na cozinha. Zelena está sentada numa cadeira, mantém um copo com água entre as mãos. Ela levanta ao me notar, e chego mais perto dela, abraçando-a.

- Desculpe-me, senhorita Mills. – Evito olhar Mirian.

- Tire-me daqui, Zel. – Peço.

- Tudo bem. – Ela coloca o braço sobre meu ombro e atravessa a sala comigo. Vejo Emma sentada no pé da escada, me olha com uma expressão ferida, angustiada, cortante, que dá um nó em meu coração. Zel a ignora, e desvio meu olhar do dela, quando vejo uma única e nítida lágrima escorrendo por seu rosto. Acabou. Tudo acabou da pior maneira. Perdi para sempre a única mulher que amo.

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Notas Finais


E fim... Brincadeira, ai meu deus, não vou mentir, eu chorei 😭 e vocês? Até breve babys.


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