História Segunda Chance - Jikook (ABO) - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook
Visualizações 133
Palavras 4.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Parabéns ao worldwide handsome!!!

💜💜💜💜💜💜💜💜💜
que sua felicidade seja multiplicada todos os dias!

Boa leitura 💛

Capítulo 12 - O Acordo


Fanfic / Fanfiction Segunda Chance - Jikook (ABO) - Capítulo 12 - O Acordo

Os olhos de Jungkook comprimiram, observando com ira o corpo do alfa a sua frente. Eles desceram até a mão ainda umedecida com o esperma do ômega. Ele respirou fundo e chegou mais perto do outro.

— Eu não... — O guarda tentou explicar a situação, mas foi recebido com um soco em sua face direita.

Ele tombou para o lado em desequilíbrio, apenas não caiu porque apoiou-se na parede.

— Eu ouvi o espetáculo. — Informou. — Mas você poderia ter evitado.

Acertou um soco no abdômen e mais um no rosto. Desta vez o alfa caiu no chão. Taehyung não se defendeu, pois sabia que de certo modo estava errado.

— Eu deveria... — O rei estava coberto de raiva e ciúme. — O que eu faço com você, huh ?

— Ele não pertence a você. — Arriscou-se em falar. Jungkook ficou parada diante de si.

De fato, o casamento não valia de nada, era apenas um acordo firmado no papel. Mas embora que o loirinho não quisesse mais nada com Jungkook, o rei alfa ainda dispunha de sentimentos por ele.

— Eu trouxe chá de gengibre pra ajudar com o... — Seokjin interrompeu sua fala ao ver Taehyung no chão e o rei com os olhos bem abertos e pensativo. — Tudo bem por aqui ?

O Jeon olhou para o mordomo e assentiu. Em seguida, abaixou-se próximo ao alfa caído no chão e sussurrou:

— Se tocar nele novamente eu juro por deus que corto suas mãos fora. — Levantou-se. Mas antes se sair, chutou o alfa na altura das costelas.

— Meu deus, o que você fez Taehyung ? — Seokjin deixou a bandeja equilibrada em cima de um pequeno pilar.

— Deixei-me ser influenciado pelo lobo ômega do Jimin. — Disse, mostrando a mão.

— Francamente, Taehyung! — O mordomo negou com a cabeça. — Se o Sr. Park estivesse aqui...

— Eu sei.

— Vai pro meu quarto, eu vou fazer alguns curativos em você. — O guarda assentiu.

Quando Seokjin entrou no quarto do ômega, ele estava deitado com as mãos entre as pernas cruzadas. Gemia baixinho, pelas cólicas que as vezes vinham com mais intensidade na dor. Seus olhos estavam fechados por causa da dor de cabeça, e sua entrada levemente inchada e molhada pela lubrificação natural.

— Eu trouxe chá pra ajudar a amenizar os sintomas. — Informou, colocando a bandeja no criado mudo.

Ofegante, o ômega pegou a xícara e tomou o líquido ardente fazendo careta. Não gostava daquele chá, mas sabia que aliviava suas dores e diminuía o tesão durante seus cios.

— Você queria ter relações com o Taehyung ? Ficou louco, menino ?

— As mãos dele são tão grandes... — Tomou mais um gole da bebida. —... Mas o que eu queria mesmo, era...

— O Jungkook. — Respondeu pelo outro, e ele assentiu. — Quer que eu o chame ?

— Não! Eu não preciso daquele tirano! — Jogou seu corpo na cama e lamentou. — Mas ele é tão hmm... —  Fechou os olhos mordendo o lábio, com uma das mãos massageando o próprio membro.

— Hmhm... — O mais velho pigarreou. — Eu vou cuidar dos meus serviços.

E saiu deixando o pequeno rei para trás, satisfazendo-se sozinho.

Seokjin pegou alguns materiais para primeiros socorros e levou até seu quarto, onde o guarda o esperava.

— Desculpe a demora. 

— Como ele está ?

— Eu levei um chazinho pra ele, pra ver se acalma aquele fogo. — Respondeu sorrindo enquanto limpava o sangue no rosto do alfa.

— Eu não devia ter deixado, Jin. — Fez uma careta quando o mais velho passou um pano embebido em aloe vera, no lugar onde foi golpeado no rosto.

— Não se martirize assim, você é amigo dele, sabe que não agiu de má fé. —  Agora finalizava o curativo . — Você fala como se tivesse violado ele.

— De certa forma...

— Não. Esqueçamos isso. Você não fez por mal e Jungkook não foi tão cruel quanto Siwon, ao mandar cegar aquele guarda que ousou espiar o Jimin banhar-se.

— Tem razão. Mas você acha que eu devo voltar lá ?

— Você é o guarda pessoal dele, né ? Então, sim. Mas não entre no quarto dele dessa vez. — Aconselhou saindo do quarto com o alfa. — Esses feromônios são uma loucura.

No momento em que saíram do quarto do ômega, Namjoon passava acompanhado de mais dois sentinelas. Eles trocaram olhares, e quando o alfa acenou com a cabeça, Seokjin mexeu em seu cabelo, sorrindo para ele.

— Vai lá, sim... — Disse sem olhar pra Taehyung. — Eu tenho que ver uma coisa lá fora...

O alfa mais jovem viu seu amigo se afastar e seguir o mesmo caminho que os três guardas fizeram.

Ele colocou a mão no rosto, sentindo que graças aos cuidados de Seokjin, o inchaço e a dor já não estavam incomodando tanto.

Seguia o sua rota até o quarto de Jimin, mas parou no meio do caminho quando algo chamou a sua atenção. Havia uma porta entreaberta e um jovem ômega de cabelo castanho sentado com as pernas cruzadas.

Ele mantinha a concentração em suas mãos enquanto amolava uma adaga, em seu colo haviam mais duas. Taehyung se aproximou até ficar rente a porta, seus olhos não saiam das mãos do ômega.

Repentinamente, Yoongi parou de amolar as lâminas. Já seu olhar, estava afiado em sua direção.

— O que está olhando ? — Yoongi perguntou desconfiado.

— Nada, só passando.

— Oh, você é o libertino que gosta de se aproveitar de ômegas no cio... — Comentou, se levantando e caminhando na direção do mais alto.

Taehyung perdeu-se na escuridão de suas orbes negras. Seus olhos vaguearam pela derme alva do menor, exposta pela camisa aberta por três botões, e desceram até chegar em sua mão, onde ele brincava com sua adaga recém afiada entre os dedos finos e longos.

— Eu não me aproveitei de ninguém. — Respondeu inexpressivo. Seus olhos subiram novamente e ele notou uma cicatriz no meio do peito do ômega. — O que foi isso ?

— Uma espada. — Respondeu simplista. No mesmo instante o alfa subiu os olhos até os de Yoongi, que não deixava de encará-lo nem por um segundo.

— Nossa. Como alguém pode atacar alguém não indefeso ? — O ômega arqueou uma sobrancelha. — Se por acaso eu o visse, mataria o miserável.

— Não é necessário, ele já está morto. Eu o acertei com as minhas adagas...  — Em questão de milésimos de segundos, o menor sacou sua outra adaga e ergueu as duas mãos munidas da arma, encostando o metal cortante na altura de suas artérias carótida e jugular. — Bem aqui.

— Yoonie ?! — Hoseok apareceu, pasmado com a cena. — O que você está fazendo ?

O baixinho acabou se distraindo com a voz do namorado. Taehyung aproveitou a pequena distração para agarrar os pulsos do ômega e girar seu corpo, prensando-o na parede e prendendo as suas mãos as costas.

— Não acha que é perigoso você ficar manuseando essas armas assim ? — Questionou próximo ao ouvido do menor.

Antes que Hoseok pudesse intervir, Yoongi lançou sua cabeça para trás, acertando a boca e nariz do alfa, que acabou lhe soltando de imediato, devido ao impacto. O ômega então empurrou o mais novo com seu antebraço até fazê-lo encostar na parede. As as lâminas apontadas para o alfa novamente.

— Acho que é perigoso sim... Pra você!

— Hey, calma amor. — Hoseok pediu segurando o braço do menor. — Calma.

Lentamente, Yoongi foi descendo suas mãos.

— Ainda me acha indefeso ? — Indagou, mas o guarda não respondeu. — Se chegar perto de mim, eu corto a sua garganta! — Depois de pronunciar, entrou no próprio quarto e bateu a porta.

Taehyung olhou para o alfa ao seu lado, esperando por mais uma briga, mas o outro se manteve calmo. Com ambas as mãos nos quadris, apenas expirou todo o ar de uma vez.

— Ele é um pouco tenso. — Explicou para Taehyung. — Não se preocupe, não é pessoal.

— Não estou preocupado.

— Oh, isso é bom. — Sorriu assentindo. O guarda franziu o cenho achando estranho o comportamento daqueles dois. Um era ômega e explosivo, o outro alfa e dócil. — Jung Hoseok. — Informou, esticando a mão para um cumprimento.

— Kim Taehyung. — Retribuiu.

— Então, é um prazer conhecê-lo — Afirmou sorrindo. — Agora preciso ver se meu namorado não está quebrado nada dentro do quarto.

— Boa sorte. — O mais novo desejou, erguendo ambas as sobrancelhas.

[...]

No dia seguinte, Jimin acordou com uma vasta vontade de urinar, devido a grande quantidade de chá, que tomou para aliviar as manifestações do seu cio.

Sentiu-se envergonhado quando se viu sozinho com Taehyung, mas este se comportou como se nada tivesse acontecido, para a felicidade do rei ômega, contudo, ele ficou zangado com a reação de Jungkook, afinal eles não eram nada um do outro.

— Com que direito você agrediu o Taehyung ?! — Indagou ao entrar no gabinete real de supetão.

Estava pisando fundo e seus punhos estavam cerrados. Abriu as portas com tanta violência que assustou todos que estavam sala. O rei Jeon não estava sozinho, encontrava-se em reunião com o Arquiduque de Sufokia  e Hoseok. Na sala também estavam Yoongi e dois servos do Sr. Manoban.

— Oh... Eu... — Perdeu a voz quando viu os três alfas olhando para si.

— Sim ? — Jungkook perguntou. O ômega permaneceu com a boca aberta mas estava tão envergonhado que nada conseguiu articular. — Só um minuto. — O moreno se levantou e acompanhou o menor para fora. — O que você quer ?

— Como assim o que eu quero e... O que o Arquiduque está fazendo aqui ?

— Ele quer expandir a quantidade de exportações.

— Eu quero participar dessa reunião. — Proferiu tentando entrar na sala novamente mas foi impedido pelo alfa.

— Você não vai participar. Procure o seu guarda pessoal, ele vai saber te distrair como você gosta. — E fechou a porta, desta vez, trancando-a por dentro.

Jimin abriu a boca e os olhos estupefato. Ele também era rei, ora! Embora fosse um ômega, Jungkook sempre deixou claro que isso não deveria ser um empecilho para fazer algo que queira. Todavia, o alfa estava com raiva por causa da interação dele com o guarda.

Ele saiu a procura de Seokjin para conversar, mas ele estava ocupado supervisionando e corrigindo a tarefa dos demais servos.

Suspirou entediado e resolveu seguir para o jardim. A vida de rei para o ômega conseguia ser mais entediante do que a de um príncipe.

Enquanto se aproximava do jardim, ouviu vozes femininas conversando animadamente. Reconheceu uma delas e correu animado na mesma direção.

— Lisa ?! — Abriu um sorriso enorme e quase ficou sem enxergar a alfa indo em sua direção e abraçá-lo.

— Como você está ? — Perguntou separando abraço. — Eu fiquei tão preocupada desde o dia do seu casamento. Queria falar com você mas não deixaram.

Jimin abaixou o olhar sentindo-se triste. Ele olhou para o lado e foi quando só então percebeu a presença de uma serva beta do palácio.

— M-majestade, e-eu... Perdoe-me, já vou voltar aos meus afazeres. Com licença.

— Espere, não precisa. Pode ficar. — Jimin a tranquilizou.

— Preciso mesmo ir, se o Sr. Seokjin me ver aqui a toa estarei perdida.

— Mas você não estava a toa. — Lisa a lembrou. — Estava comigo.

A beta sorriu tímida e em seguida, voltou para o palácio olhando para os lados a procura do mordomo.

— Eu estou perdido, Lisa. — Afirmou entristecido. — Meu pai está prestes a ser executado e eu não sei o que fazer.

— Eu sinto muito. Você já tentou conversar com o Jeon ?

— Todas as vezes que conversamos nunca dá nada bem. Ele só pensa nessa vingança absurda dele. Pensa que matando o meu pai vai fazer com que desapareça essa angústia que ele sente.

— Eu tenho que ir. — Afirmou ao ver o pai descendo as escadas na companhia de Jungkook. — Mas olha, não desista, Jimin. Eu sei que vai encontar um jeito de reverter essa situação. Vai dar tudo certo!

— Obrigado! — Abraçou a alfa mais uma vez, grato por seu apoio. — Me escreva.

— Sim, eu farei. — Beijou a bochecha do mais novo. — Fale pra Jennie que estou indo, mas que também vou escrever para ela.

Jimin assentiu sem entender ao certo de quem a alfa estava falando. Mas logo supôs que se tratava da serva que conversava com ela.

Ele viu de longe a amiga subir em uma carruagem juntamente com seu pai, e partir rumo a baía de Sufokia, onde residem. Ele também viu Jungkook montado em um cavalo seguir em direção contrária. Estranhou o fato dele estar com uma espada em sua bainha, visto que a sua arma específica era o arco e flecha.

Rumou para o palácio na intenção de descobrir qualquer informação sobre aonde aquele alfa estava indo.

— Hoseok, você sabe pra onde o Jungkook foi ?

— Pra onde não te interessa. — Yoongi respondeu no lugar do namorado. Mas foi ignorado pelo menor.

— Ele foi até as masmorras resolver algum assunto com um dos prisioneiros.

Jimin franziu as sobrancelhas e em seguida saiu correndo pro seu quarto, se trancou e se jogou na cama, chorando.

— Você e sua boca grande. — Yoongi revirou os olhos.

— Como assim ? Eu só... — O alfa havia se esquecido de que Siwon era o pai de Jimin. — Oh...

Yoongi negou com a cabeça e saiu atrás do outro ômega. Ele bateu na porta chamando pelo loirinho, mas foi ignorado. Estava ouvindo o seu choro copioso e sentiu pena.

Pensou em dizer algumas palavras mas não sabia ao certo o que dizer. Não o conhecia bem e seu relacionamento com o novo rei não era dos melhores.

Sabia a quem recorrer, mas o mordomo estava muito ocupado naquele dia. Sua segunda opção não o deixava a vontade, mas sentia-se comovido pela situação do loiro.

A dor de perder alguém, isso Yoongi não desejava para ninguém.

Taehyung estava sentado de costas quando sentiu um aroma peculiar de chocolate ser traduzido pelo vento. Não precisou se virar para saber de quem se tratava.

— Mandou-me ficar longe de você, contudo... — Fez uma pausa esperando o ômega contorná-lo e ficar de frente para si. — Está vindo atrás de mim. — Concluiu sorrindo.

— Não tenho nada a tratar contigo. Mas o Jimin está chorando no quarto. — A última frase fez com que Taehyung perdesse o sorriso. — Vim te chamar porque talvez você possa falar com ele, e ajudar. São amigos, não são ?

— O que aconteceu ?

— O Jeon foi ter com pai do Jimin.

— Para matá-lo ?

— Eu não sei. Mas depois do que ouviu do Arquiduque Manoban, é muito provável que sim.

O alfa assentiu e seguiu apressadamente para o cômodo onde Jimin estava. Bateu na porta algumas vezes e fôra recebido pelo loirinho de olhos inchados e rosto molhado.

[...]

Jungkook chegava neste exato momento no calabouço onde estava trancafiado o antigo regente de de Hórus.

O sentinela que tomava conta dos portões, abriu-lhe passagem após uma reverência respeitosa.

— Quer que eu o leve, Majestade ?

— Eu conheço o caminho. — Respondeu curto seguindo para mais a fundo daquele presídio.

O lugar para o qual Siwon fôra levado, foi exatamente a cela que o mais jovem ficou preso. Quando ele chegou no cárcere, viu o alfa sentado no chão terminando de comer um pedaço de pão seco.

— Ora, se não é o novo reizinho. — pronunciou com uma risada irônica. — A quê devo a honra da vossa visita, Majestade.

— Você, seu verme mesquinho — Acusou abrindo a cela. —, mandou que cortassem todo o suprimento enviado para as colônias!

— Como você acha que um reino prospera ? Alimentando um bando de vagabundos acomodados ? — Se levantou de chão, limpando suas vestes e tentando parecer tão imponente quanto o moreno.

— Como você pôde ? Condenou ômegas, idosos e crianças a viverem na miséria! E ainda se julga um bom rei ?!

— Os cofres estavam vazios, era necessário um corte de verba, para estabilizar a situação...

— Claro, cortar dos pobres e manter a sua vida luxuosa. Ótima escolha.

— Você é muito jovem ainda, garoto. Não entende nada sobre os deveres reais...

—  O que eu sei é que um bom rei deve ser generoso e se auto sacrificar pelo bem do povo. Ser íntegro e moralmente bondoso. Qualidades que você não tem. Já o meu pai, tinha de sobra...

— Hyuk foi um bom homem, sem dúvida. Mas ele não tinha o necessário para ser um grande rei.

— Como ousa tocar no nome do meu pai! — Rosnou puxando a espada da bainha.

— Ele não era tão bom quanto você pensa, Jungkook. — Explicou. E conforme o mais novo se aproximava, Siwon de afastava. — Ele era um egoísta! Só pensava em si mesmo e na própria família. Mas tudo o que eu fiz foi pensando no bem de Hórus.

— Tudo o que você fez foi destruir a minha vida! Você matou o meu pai! Aquele a quem chamava de amigo!

— Não! Eu quis conversar com ele, expor minhas ideias. Mas Hyuk era um burro mergulhado em ignorância! Eu tentei convencê-lo de que o caminho que ele queria seguir não era o melhor, mas ele insistia em nos levar para o fundo do poço. Eu não tive escolha...

— De joelhos! — Ordenou entre dentes.

Um medo intragável se apoderou de Siwon e no mesmo instante ele se pôs de joelhos na frente do mais novo, mesmo sendo um alfa também. Ao levantar a cabeça, ele viu os seus olhos vermelhos, transbordando supremacia e ódio.

Jungkook havia despertado, naquele momento, o seu alfa lúpus que adormecia em seu interior, sem que o mesmo soubesse. Siwon tremia perante a sua presença intimidadora, era possível notar uma leve aura negra fluindo do mais novo.

— Perdão... — Implorou ao mais novo. Mas Jungkook o olhava de um jeito, como se não fosse ele que estivesse ali.

— Quais suas últimas palavras ? — Perguntou levando a ponta da lâmina até a altura do coração de Siwon.

— Não machuque o Jimin. — Seu tom de voz era baixo e suplicante. — Não o faça sofrer. Eu imploro.

Falar no nome do ômega, fez Jungkook lembrar de seu rosto e as lembranças vieram com uma enxurrada de emoções fortes. Sentiu seu coração doer com uma sensação estranha, como se estivesse revivendo o dia em que vira seu pai morto na floresta.

Mas no lugar do seu pai, era pensar em Jimin que estava causando aquela sensação.

“Perdas não acontecem apenas quando alguém morre.”

As palavras de Yoongi ressoaram em seus ouvidos como um alerta. Ele afundou um pouco mais a espada, transpassando a roupa de Siwon, o no mesmo instante que uma linha fina de sangue descia por seu peito, uma lágrima percorreu o mesmo caminho em sua face.

[...]

Assim que o rei alfa chegou em casa, tinha a sua espada ainda banhada de sangue até o cabo. Entregou-a para um servo e mandou que a limpasse.

— E então ? — Hoseok perguntou quando o viu entregando a arma.

— Meu cavalo foi atacado por uma cobra, tive de sacrificá-lo. Ele não iria sobreviver. — O outro alfa assentiu. — Preciso tomar banho, depois conversamos. — Informou mostrando sua roupa com respingos de sangue.

Quando o rei se virou, viu o ômega olhá-lo de baixo à cima. Sua expressão foi ficando colérica e ele se aproximou respirando pesadamente, com uma mão escondida atrás das costas.

— O que você fez com o meu pai ?! — Indagou com a testa franzida.

— Eu fiz o que tinha que ser feito. — Respondeu com um suspiro cansado.

— Desgraçado! — Avançou contra o moreno, revelando uma adaga que escondia atrás de si.

Com agilidade, o alfa conseguiu escapar do ataque, segurando-o contra a parede de frente para si. Os olhos de Jimin estavam chispando faíscas de fúria enquanto ele grunhia contra Jungkook.

— Calma, Jimin! Solta essa...

— Seu patife! — O ômega rosnava tentando avançar. — Eu vou te matar!

— Solta! — Rosnou ainda mais alto.

Contra a própria vontade, o ômega o obedeceu abrindo os dedos. O punhal caiu no chão, e quando Jungkook acompanhou o objeto com os olhos, chutou-o para longe do menor. E antes mesmo de se dar conta, recebeu um joelhada no meio de suas pernas.

Jungkook grunhiu de dor, soltando o loirinho e caindo para trás. Jimin adiantou-se, pretendendo atacá-lo outra vez, se abaixando para pegar a arma jogada no chão. Mas Hoseok antecipou seus movimentos e o segurou por trás, puxando-o para longe da lâmina.

O ômega ergueu a perna, e pisou usando toda a sua força, acertando com o pequeno salto de sua bota, o pé de Hoseok, e sendo liberto de imediato.

Ele tentou mais uma vez, avançar contra Jungkook, mas o moreno o segurou novamente. O menor tentava mordê-lo mas teve o corpo afastado de si.

— Dois contra um... Isso é sério ? — Yoongi apareceu com as sobrancelha franzidas. — Impulsiona o corpo pra cima, Jimin.

Instintivamente o loiro obedeceu. Ele encolheu o corpo e logo o propulsou para cima. Ficando na ponta dos pés, ele acertou o topo da sua cabeça no queixo do alfa.

Quando se viu livre, Jimin correu seguindo a primeira direção que viu, que dava para fora do palácio.

Jungkook se recuperou da rápida tontura e correu logo atrás, seguindo-o. O outro alfa também faria o mesmo, mas foi impedido pelo ômega.

Do lado de fora, Jimin corria até ser surpreendido pelos braços do alfa abraçando-lhe por trás. Ele tentou fazer o mesmo que Yoongi lhe aconselhou, mas Jungkook apertou o enlace erguendo-o do chão.

— EU VOU TE MATAR! — O ômega berrava esperneando-se.

— É, eu sei. Você já disse isso. — Ignorou a ameaça jogando-o de barriga para baixo em cima de um cavalo, subindo no equino logo depois.

Em seguida, Jungkook balançou as rédeas do animal, fazendo-o correr em disparada. O ômega parecia um saco de batatas com braços e pernas. O seu corpo era chacoalhado a medida que o cavalo galopava em alta velocidade.

Jungkook dividia sua atenção entre segurar as rédeas, guiar o cavalo e segurar o ômega, que se esperneava sem parar, para que ele não caísse do equídeo.

— Jimin, para! — Jeon tentava fazer o loirinho parar de se debater. — Você vai cair!

Quase escorregando, Jimin segurou-se na crina do cavalo, mas estava por um fio de cair. O alfa então soltou as rédeas, curvando o corpo para frente, agarrou o menor pela cintura e o puxou em um abraço. Ele tentou recuperar o controle mas o bicho ergueu as pantas dianteiras, jogando o casal para trás.

Jungkook caiu com as costas no chão, amortecendo a queda do ômega, que estava colado a si.

O cavalo continuou em disparada, desaparecendo no manto da noite, estrada a fora.

Como já estavam perto do calabouço-o, Jungkook se levantou do chão com o ômega, ainda sem soltá-lo, e o levou praticamente arrastado para as masmorras.

— O que está fazendo ?! — Jimin questionou no instante em que percebeu para onde estava sendo levado. — Socorro! Alguém me aju... — Tentou gritar quando viu um guarda mais a frente, mas o alfa tampou sua boca.

O sentinela franziu o cenho quando viu o rei alfa se aproximar, trazendo o rei ômega consigo, se debatendo em seus braços.

— Abra! — Jeon ordenou com um olhar feroz.

O guarda olhou para Jimin, seus olhos cheios de lágrimas suplicavam em linguagem muda para que ele não abrisse as grades. Ele hesitou por um segundo, pensando em lhe ajudar, mas desistiu ao ouvir o rosnado do lúpus.

— Não me faça repetir! — Irresoluto, o sentinela optou por obedecê-lo.

Assim que abriu os portões, viu o alfa deslizar para dentro, levando o loirinho consigo. Eles passaram pelos corredores escuros e subterrâneos, adentrando cada vez mais. Jimin imaginava que seria trancafiado alí dentro, tendo em vista que em seu entendimento, o alfa havia concluído sua vingança e não precisava mais de um rei ômega para atrapalhar a sua vida.

Subitamente se viu livre, quando o alfa o empurrou para frente. Ele sentiu suas mãos irem de encontro as grades de uma cela, e quando olhou para frente, viu o seu pai sentado no chão, olhando-o de volta.

— Jimin! — O alfa mais velho se levantou do chão e seguiu ao seu encontro, tocando suas mãos e o abraçando através das grades. — Meu filho!

— Perdoe-me, papai! A culpa é toda minha... — Pedia aos soluços. — Eu deveria ter ouvido o senhor!

— Seja breve. — Jungkook afirmou, e antes de sair, lançou um olhar para Siwon.

— Você está bem ? Ele te machucou ? — Perguntou enquanto examinava o menor, depois que o lúpus se retirou. — Está se alimentando bem ?

— Sim, pai estou bem. Não se preocupe. Eu recebi o recado que mandou pelo Tae. — Respondeu para alívio do pai. — Como o senhor está ? Eles estão lhe alimentando direito ?

— Sim, sim. Filho, escute, não temos muito tempo. Já já você precisará ir embora, preciso te contar a verdade.

— Que verdade, pai ?

— Sobre tudo. — Jimin suspirou assentindo. Ele ouviu calado o mais velho contar-lhe toda a história. — ...Ele não queria mais ouvir-me. Eu o segui, chamei seu nome, mas ele me ignorou. Foi um momento de raiva. Eu peguei uma pedra e lhe acertei a cabeça... — Jimin se afastou das grades, com a mão na boca. Estava incrédulo. —... Eu vi seu corpo cair no chão, sem vida. E foi quando o Jungkook chegou... — Siwon terminou de contar a história, até a parte em que viu Jungkook cair do precipício.

— C-como pôde fazer isso ? — O ômega questionou-o chorando. — Por que fez isso, papai ? Só porque uma pessoa estava contra suas vontades ?

— Foi na hora da raiva — Siwon explicava-se, como se aquilo justificasse o seu ato bárbaro e impiedoso. —, eu não queria fazer aquilo. Hyuk era o meu amigo!

— Por que está me contando isso tudo ?

— Porque eu firmei um acordo com Jungkook. Ele pouparia a minha vida, se eu lhe contasse a verdade.

O ômega olhou para o lado e viu o outro rei encostado na parede, com os braços cruzados, olhando para si.

— Perdoe-me, meu filho. — Siwon implorou através das grades.

— Não é a mim que o senhor deve pedir perdão! — Sentenciou, saindo do local enfurecido com seu pai.

Continua...




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