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História Segunda Chance - SAIDA - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


• Oi pessoal, queria agradecer por todos os votos de melhoras do capítulo anterior, vcs são simplesmente maravilhosos🤍
• Fotinha dos bebês
• Leiam as notas finais
• Me perdoem por quaisquer erros, não tive tempo de revisar, então algumas palavras podem parecer sem nexo(corretor que o diga)
•°Boa leitura!°•

Capítulo 7 - Infantil


Fanfic / Fanfiction Segunda Chance - SAIDA - Capítulo 7 - Infantil

»Kim Dahyun«

– JEON JUNGKOOK! – Berrei, tentando alcançá-lo, mas o peçonhento foi mais rápido e conseguiu desviar, pulando por cima da minha cama. – Eu vou quebrar a sua cara! 

– Tente me pegar primeiro, pirralha! – O mais velho berrou de volta, em altas gargalhadas. 

Parecíamos duas crianças brincando de pique-pega, a diferença é que se eu o pegasse, realmente quebraria sua cara. 

Por que ele é tão rápido? 

O fato do meu quarto ser grande também não me favorecia, já que ele tinha bastante espaço para se esgueirar e fugir de mim, como também tinha vários objetos que podia pegar para se defender. A que ponto cheguei?! Estou reclamando do meu quarto ser grande porque não consigo pegar um adolescente! 

A porta do quarto se abriu de repente e Sana entrou, ela parecia assustada com os barulhos que estávamos fazendo, e com razão. Se alguém escutasse aquilo sem um contexto, com certeza pensaria que Jungkook e eu estávamos nos matando no andar superior. Se bem que era quase isso mesmo. 

– O que está acontecendo aqui?! – Indagou a mais velha, nos encarando com reprovação. – Achei que vocês iriam perfurar o chão com essa correria. 

– Calma, calma – Disse, me deitando de bruços na cama. – As botas do Jungkook podem ser estranhas, mas nunca destruíram nada. 

Pude jurar que vi a sombra de um sorriso brincar em seus lábios, mas a necessidade de agir como a mais velha naquele momento falou mais alto, e o olhar de reprovação retornou.

– Vocês não deveria estar no colégio ainda?

– Na verdade, no último horário teve apenas avaliação, e como o professor não tinha mais nenhuma matéria para torturar a gente, ele nos liberou mais cedo. E o Jungkook só procrastinou hoje boa parte do dia, porque a avaliação dele foi após o intervalo, então ele já estava livre. 

– Mas eu fiquei lá te esperando, como o bom amigo que sou – O mais velho me interrompeu, cheio de si.

Ergui o meu dedo do meio para ele e ouvi Sana abafar uma risada.

– Certo, certo. Mas para que toda essa correria aqui em cima? 

Eu já ia responder, quando senti algo pesado sob minhas costas, e um travesseiro prendeu meu rosto no colchão. 

– Dahyun está irritadinha porque eu a chamei de cadela no cio. 

Comecei a me debater embaixo do idiota para que ele me soltasse. Jungkook tirou o travesseiro da minha cabeça e eu pude respirar novamente, mas ele permaneceu em cima de mim, para que eu não pudesse sair dali. 

– Você disse que iria fazer o que mesmo? – o Jeon começou a ironizar. – Quebrar a minha cara? 

– Jeon Jungkook, saia de cima de mim agora! 

– Por que ela seria uma… Isso que você disse? – Sana perguntou, e eu senti que estava perdendo a coloração que ainda restava no meu rosto. 

– Waar! Jungkook, saia! – Me agitei mais um pouco, e mesmo assim permaneci presa. 

Catarrento desgraçado, tomara que seja mordido por seis cachorros raivosos ao sair daqui.

– Ah, você não sabe?

– Não se atreva

– Ultimamente…

– Jungkook, eu vou te matar. 

– A Dahyun anda de muito papinho...

– Jeon Jungkook, eu juro que arranco todo os fios de cabelo seus.

– Com uma garota chamada Momo, da mesma idade que você. Parece uma cadelinha no cio enquanto conversa. 

Vi a boca de Sana abrir levemente e depois se fechar, sem saber o que responder.

Parei de me mexer, dando-me por vencida e deixei minha cabeça pender, metendo a testa no colchão. 

– Eu te odeio – Murmurei para Jungkook, mas não sei se ele escutou, já que minha voz foi abafada pelo colchão. 

– Bem, não a chame assim – Sana enfim pareceu ter pensado em algo para dizer. – Eu já estou indo, preciso chegar cedo no trabalho, já que Jimin não vem hoje. 

– Por que não? – O Jeon indagou, e senti o peso em minhas costas desaparecer. 

O pirralho enfim tinha saído de cima de mim.

– Não sei, ele não me disse – Ergui o rosto a tempo de ver Sana dando de ombros. – Mas ele está desde semana passada aguardando esses dias de folga. – Alguns instante de silêncio se passaram antes que ela voltasse a falar. – Wah, esqueci que já tenho de ir. Até mais, pessoal.

Ela então pôs a bolsa no ombro e saiu rapidamente do quarto. Me apressei em levantar da cama e ir atrás dela.

– Sana! – A alcancei quando a japonesa ainda estava no pé da escada. Ela parou e olhou para mim, se apoiando no corrimão. – Ahn, sobre o que o Jungkook disse… Ér, eu só queria dizer que não é verdade. 

Ela me olhou por um momento sem entender, ou estava ponderando sobre. Sua expressão era indecifrável. 

E então, ela apenas assentiu e deu um sorriso discreto. 

– Tudo bem.

Virou-se e foi embora como se eu nem tivesse dito nada. 

Voltei para o quarto rangendo os dentes de frustração. Jungkook estava deitado na minha cama, com a barriga para cima, indiferente ao que acabara de fazer.

– O que foi aquilo, Jeon Jungkook? – Indaguei, batendo o pé.

– “Jeon Jungkook”? Por que ainda está irritada? Quer que eu peça desculpas por ter te chamado de cadela no cio? – Ele disse a última parte com um sorriso radiante, e me segurei para não tirar aquele sorriso do seu rosto com alguns socos. 

– Por que você disse aquilo para Sana? 

– Por que isso importa?

– Como assim?! Agora ela acha que estou de papinho com outra pessoa. Não foi você quem me incentivou a saber o que sinto por ela? E se foi tudo por água abaixo?

– Dahyun, você está de papinho com outra pessoa, eu não menti. 

– A-ah – Perdi a fala por um mísero segundo. Já estava esperando Jungkook armar um sorriso novamente e dizer “gaguejou, perdeu o argumento”. – Mas não porque eu gosto da Momo, você sabe disso. 

– Tsk! – Jungkook se levantou, sentando-se na beirada da cama, e eu permaneci em pé, com os braços cruzados. – Você deveria estar me agradecendo, viu a cara de ciúme que ela fez?

– Eu acho que aquilo foi desconforto, não ciúme. 

O Jeon comprimiu os lábios e desviou o olhar, analisando o que eu disse. Mas, no final, apenas deu de ombros.

– Você já disse para ela que é mentira mesmo, então por que a irritação? 

Revirei os olhos e me sentei ao seu lado. Não adiantava discutir com aquele pirralho. 

– Vai fazer o que hoje? – O mais velho perguntou à mim. 

– Não sei, não estou afim de fazer nada – Me deitei de costas na cama e me espreguicei. 

– Se dependesse da sua vontade, você nunca saía.

Sorri. 

– Não é para isso que tenho você como amigo?

– Não, é para te irritar e dizer que você parece uma cadela no cio quando você parecer uma cadela no cio.

O chutei para fora da cama e ele caiu no chão com um banque alto, me levantei e sorri vitoriosa. 

– Você tem sorte de eu não ter quebrado seu rostinho bonito – Arqueei uma sobrancelha e apoiei as mãos na cintura. 

– Ainda bem, esse rostinho é o meu ganha pão.

– Seus clientes devem ser uns desesperados então.

– Em um momento diz que meu rosto é lindo, depois me ofende! E que história é essa de clientes?!

Soltei uma longa gargalhada enquanto Jungkook se erguia do chão. 

– Que droga, eu não consigo ficar irritada com você por mais de um minuto! – Reclamei, mas ainda rindo.

– Disponha – o Jeon me deu uma leve cotovelada e foi caminhando até a cama novamente. – Só eu te faço rir assim.

– Sana também faz – Me virei para ele mais uma vez, sorrindo largo.

– Ah, vai começar a inventar mentiras agora, só para tirar a minha credibilidade? 

Soltei uma risada nasal e revirei os olhos.

– Nem tudo é sobre você, Jungkook – Cruzei os braços, em sinal de desconforto e desviei o olhar. Um sorriso fraco brincou em meus lábios. – Ela realmente tem me deixado bem feliz ultimamente… – Abaixei o tom de voz. – Gosto de tê-la por perto. 

Encarei o chão, pensando nas minhas próprias palavras. Assumir aquilo em voz alta era mais estranho do que dizer em pensamento, mas não deixava de ser a verdade. Hoje eu preciso conversar com meus pais sobre a estadia dela… Quero poder tê-la por perto o quanto der. 

Ergui o rosto ao perceber que Jungkook não dissera mais nada desde que eu havia falado. 

– O que foi? – Perguntei, desconfiada. 

Ele me olhava de maneira estranha, e eu não conseguia dizer o que se passava por trás daqueles olhos negros. Jungkook nunca foi alguém fácil de ser “lido”, mas eu conseguia fazer isso por causa de todos os anos de convivência, geralmente sabíamos exatamente o que o outro sentia, exceto em momentos assim. Não sei dizer se era por eu estar um tanto absorta demais em meus próprios pensamentos para entender o significado daquele olhar, ou se ele realmente estava me encarando de uma maneira diferente. 

– É que eu nunca pensei que te veria apaixonadinha assim por alguém – Seu tom soou tão dócil que por um momento não acreditei que realmente fosse ele falando. 

Comprimi os lábios e, mais uma vez, desviei o olhar. 

– Eu não estou apaixonadinha.

– Continue dizendo isso, talvez um dia você acredite, mas não acho que isso vai te ajudar a conquistar Sana. 

Ameacei chutar sua perna mais uma vez, mas ele foi mais rápido e percebeu minha ação antes mesmo de eu fazê-la, então levantou as pernas e se moveu um pouco para trás em cima da cama, se afastando com um sorriso no rosto. 

– Ah, pare de brincadeiras e levante-se logo daí! – Balancei a cabeça em negação, para me livrar dos pensamentos anteriores. – Você pode me levar à um lugar?

– Claro, princesa – O Jeon disse, erguendo-se e fazendo uma reverência exagerada. – Estou ao seu dispor. Apenas me diga o destino.

Fingi não ter escutado ele me chamar de “princesa” apenas porque ele aceitou meu pedido sem relutância. 

– Quero ir à empresa onde meus pais trabalham. Eles sempre chegam cansados e sem vontade de conversar, iriam dizer “nós vemos isso outro dia” e só ficaríamos adiando e adiando, até que Sana tivesse de ir embora. Por isso prefiro ir lá agora. 

– Fico feliz que você esteja decidida a fazer isso – Jungkook disse, passando a mão pelos cabelos que estavam ficando cada vez mais longos. Eu adorava isso e esperava que ele não cortasse, adoraria vê-lo com aqueles cabelos presos em um rabo de cavalo, ou mesmo um coque frouxo, eu poderia implicar com ele, o chamando de “s/n”. Ri nasal com este pensamento. – Mas a empresa dos seus pais não fica a uma hora de distância, mais ou menos?

– Sim, e daí? – Disse, com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso zombeteiro. – Você não disse que estava ao meu dispor? Poxa, eu esperava um príncipe mais galantiador. 

– Você está ficando cada dia melhor nas respostas, Kim Dahyun – O mais velho secou uma falsa lágrima. – Estou tão orgulhoso. 

Revirei os olhos mais uma vez, mas admito ter abafado uma risada..

– Então, vai me ajudar? 

– Claro, ou eu poderia emprestar meu carro para você, e isso está fora de cogitação. 

– Ei! Você acha que eu poderia fazer o que com seu carro?

– Bater? Cair em um valão? Arranhar ele tentando passar outro carro? Ser apreendida pela polícia? Estacionar em vaga de deficiente e ter o carro guinchado?

– Jungkook, chega, eu já entendi! 

– Errar de estrada, se perder, acabar parando no deserto e tendo que sobreviver apenas com o aquecimento fraco dos bancos e sua própria urina até encontrar um cacto, e depois descobrir que era apenas uma miragem?

– Jung… O que? 

– Acabar entrando em uma rua sem saída, que na verdade era o disfarce de um portal para Nárnia, perder o carro por lá enquanto luta contra raças estranhas para salvar um leão? – Tenho quase certeza de que o filme não é assim.

– Okay, chega! – Berrei mais uma vez.

– Estou só brincando com você – O mais velho soltou uma gargalhada. – Eu te emprestaria o carro numa boa, mas eu realmente quero ir. Nunca vi o lugar onde seus pais trabalham. Mas podemos comprar algo para comer antes? Quer dizer, uma hora de viagem é um longo caminho para se percorrer com fome. 

Revirei os olhos, com um sorriso no rosto.

– Você ainda pergunta?

∆•°•∆

Assim que desci do carro, estiquei as pernas, elas estavam dormentes já que eu havia ficado sentada por praticamente duas horas. Ida e volta. 

– Por que você não poderia simplesmente esperar ela em casa? – Jungkook perguntou, saindo do carro. 

Ele deveria estar cansado de dirigir por tanto tempo, mas não me senti culpada. É assim que nossa amizade funciona, eu teria feito o mesmo por ele. Se meu pai me emprestasse a porcaria carro

– Eu não conseguiria aguentar! – Respondi, entusiasmada. – Whaar, eu estou tão feliz! 

Não conseguia parar de sorrir, e talvez meu entusiasmo tenha sido o suficiente para contagiar Jungkook também, porque ele deu um amplo sorriso ao ver tanta alegria estampada em meu rosto. 

– Vamos logo então, pirralha. 

Meu sorriso se alargou e eu comecei a puxá-lo pelo braço, em direção ao estabelecimento do outro lado da rua, a cafeteria na qual Sana estava trabalhando de atendente.

– Pode estacionar carros aqui na frente? – O Jeon indicou um carro branco parado na entrada do café quando alcançamos a calçada do outro lado da rua. – Oh, é o carro de um estrangeiro. 

– Eh? Como você sabe? 

Parei de andar e ele apontou para a placa do carro, e este tinha uns símbolos diferentes dos quais sou acostumada, demorei para perceber que era japonês. 

– Ah – Respondi apenas. – Esquece isso, vamos logo! 

Meu entusiasmo retornou e o sorriso novamente voltou a crescer em meu rosto. Para falar a verdade, era estranho para mim mesma eu estar tão animada com aquela notícia, ainda mais levando em conta que há umas semanas atrás eu nem pensava em ter a companhia de alguém em casa, para mim poder ver Jungkook depois das aulas já era o suficiente, mas agora, poder ter Sana comigo até o início do próximo ano letivo me parecia a coisa mais empolgante que me acontecera em meses. 

“E depois diz que não está apaixonadinha”, Jungkook havia dito quando saímos do prédio empresarial no qual meus pais trabalham, eu com certeza estava mais radiante do que nunca quando saímos de lá, e eu obviamente soquei seu braço para que ele parasse de dizer coisas estranhas. Eu não estou apaixonada, disse à mim mesma. É apenas… Um sentimento novo

Entramos no estabelecimento e eu enfim soltei o braço de Jungkook, ele já devia estar cansado de eu o carregar para lá e para cá como se fosse um cachorro encoleirado. 

Franzi o cenho ao ver que não era Sana a atendente da vez. 

– Oi, Jimin – Disse, sorrindo de canto. Mas meus olhos varriam o interior da cafeteria, à procura da japonesa. – Sana está?

– Ela acabou de sair – O Park respondeu, indicando a porta atrás dele. – Ela veio mais cedo hoje e ficou um pouco no meu horário para mim e agora estou retribuindo o favor – Deu de ombros. – Ela saiu com uma garota, hmm, não lembro o nome dela, mas é muito simpática, mesmo que eu não tenha entendido bulhufas do que a garota estava dizendo. 

De todas as coisas que ele disse, uma em específico me chamou atenção: “ela saiu com uma garota”

– Quem era? – Indaguei, e depois, ao perceber que meu tom de voz tinha saído um pouco esganiçada, limpei a garganta e tornei a falar. – Quem era a garota? Alguma conhecida?

– Na verdade não, eu nunca a vi por aqui – Isso já me aliviou um pouco, porque tive certeza de que não era Tzuyu. – Era japonesa também, assim como ela. Deve ser alguma amiga da cidade natal dela que veio a visitar. 

Arqueei as sobrancelhas, aquilo me pegou desprevenida e eu não soube o que dizer. Por que ela não me avisou?

– Obrigada. 

Jimin sorriu docemente para mim e, ao fazer isso, seus olhos se fecharam quase que por completo. Era um lindo eye smile

– Jimin-ssi – Outra voz nos interrompeu. Virei-me para encarar Jungkook, ele não tinha entrado comigo, ficara na porta, onde eu o deixara. – Como você está? 

Park Jimin ficou um tanto carrancudo de repente e desviou o olhar, fingindo mexer em algo atrás do balcão. 

– Oi Jungkook – Respondeu, em um tom amistoso, embora seu semblante mostrasse outra coisa. – Vai querer alguma coisa?

– Não me trate assim, hyung – o Jeon pediu, parecendo desconfortável. – O que você quer? Que eu peça desculpas? Desculpa, okay? Não era minha intenção.

– Hm. Não estou te tratando de maneira diferente, deve ser impressão sua. 

– Por que vocês estão sempre brigando quando eu os vejo? – Indaguei, com o cenho franzido. – Parecem irmãos briguentos. 

– É tipo isso mesmo – Jimin respondeu, sem olhar para os nossos rostos, ainda mexia em algo atrás do balcão. – Vocês vão querer algo? 

– Então você me considera apenas como seu irmãozinho? 

Jimin enfim ergueu o olhar e largou seja lá o que ele estivesse segurando para nos dar atenção. 

– Não comece com isso, Jeon Jungkook. 

Céus, eu nunca entendo o que esses dois estão falando, as vezes parece até outra língua! 

Mas eu não estava me importando muito, queria ir logo para casa e ligar para Sana, já que eu havia deixado meu celular carregando por lá. 

– Começar com o que? Me responda, Jimin-ssi. 

O Park revirou os olhos. 

– Não posso conversar, você vai acabar fazendo eu receber bronca. Apenas diga logo o que vai querer. 

Jungkook ergueu os braços, exasperado e saiu andando dali, sem dizer mais nada. Olhei para Jimin, com as sobrancelhas arqueadas e o Park apenas deu de ombros, com uma expressão de tédio. Corri atrás do Jeon e o encontrei já do outro lado da rua, entrando no carro. 

Suspirei.

Ao atravessar a rua, percebi que o carro branco não estava mais estacionado à frente da cafeteria, e então a ficha começou a cair. 

Arregalei os olhos, parando no meio da rua. 

“Era japonesa também, assim como ela.” “Oh, é o carro de um estrangeiro”. Olhei para o espaço em que o carro se encontrava há uns minutos atrás. 

– Droga! – Murmurei. 

Aquele provavelmente era o carro da amiga da Sana, elas haviam saído pelos fundos do estabelecimento, por isso não as vimos.

Quando entrei no carro, encontrei um Jungkook pensativo e irritadiço, ele estava se apoiando no volante e olhava fixamente para o painel do carro, mas seus olhos estavam desfocados, indicando que seus pensamentos estavam longe dali. 

Pensei em pedir para que ele dirigisse para casa logo, mas abandonei esses pensamentos, precisava conversar com ele. Diferente de mim, sua raiva era enraizada em um motivo, a minha era apenas fruto de pensamentos egoístas.

– Jenggukie.. – Chamei sua atenção, tocando levemente seu braço para que ele olhasse para mim. – Você está bem? 

– Eu não sei – Respondeu com sinceridade, desviando o olhar rapidamente. – Você tem razão, eu nunca tinha percebido como Jimin e eu sempre brigamos quando nos encontramos – O mais velho soltou um longo suspiro e eu não disse nada, esperando que ele continuasse. – E isso provavelmente é culpa minha. 

– Por que você acha isso?

– Ele sempre me ajudou nos momentos difíceis, e em retribuição eu só disse coisas ofensivas, não é atoa que ele esteja irritado. 

– Se você sabe que tem uma parcela de culpa, porque não se desculpa por tudo isso? 

– Porque eu sou orgulhoso – A honestidade que ele estava usando para conversar comigo era realmente impressionante, eu nunca diria isso, mesmo que possivelmente fosse a verdade. – Não tenho coragem.

– Bem, se você quiser eu posso te ajudar, vou lá com você – Era o máximo que eu pensei em fazer. Nunca fui muito boa em aconselhar as pessoas. Até porque minha vida já era um desastre quando eu tomava as decisões sozinha. 

– Não, acho que eu preciso fazer isso sozinho. Mas obrigado. 

– Certo. Mas, olha, não fique se culpando por isso, vc agiu por impulso e provavelmente estava irritado no momento, se você se arrepende e sabe que fez mal, apenas tente não voltar a fazer. Quando você esclarecer tudo à ele, as coisas vão voltar ao normal. 

O Jeon suspirou e eu continuei a fitá-lo, esperando sua resposta. 

– Você tem razão – Respondeu e pegou o celular que havia deixado em um compartimento abaixo do rádio. – Vou ver se ele pode sair hoje, não tenho coragem o suficiente para entrar lá e falar pessoalmente. 

Revirei os olhos, com um sorriso no rosto. 

– Você é quem sabe. Mas anda logo com isso, campeão, eu quero ir para casa surtar com alguém no telefone. 

•°•°•°

Suspirei ao tirar os sapatos e os chutar para baixo da cama. 

Meu celular estava em cima da cômoda, ligado ao carregador mas já com a bateria cheia, com certeza ficara ali mais tempo do que precisava. 

Peguei o celular e, primeiramente, verifiquei se ela não havia mandado nenhuma mensagem, e o fato de ela não ter mandado me deixou um tanto chateada. O motivo da minha “birra sem fundamento” era justamente não ter sido avisada. 

Levei o aparelho à orelha assim que cliquei no ícone com seu rosto. Não demorou muito para que ela atendesse. 

– Sana?

– Dahy? Oi! – A japonesa respondeu do outro lado da linha, parecendo animada. – Eu estava mesmo querendo falar com você. 

Arfei, sem saber o que responder. Ela usou o meu silêncio para dizer o que queria. 

– Aquela garota da qual vocês estavam falando… É Hirai Momo? 

Franzi o cenho. 

– Sim, como sabe? 

– Oh, Dahy… Eu sugiro que você tome cuidado com ela, okay? Eu sei quem é, faz parte do que eu diria ser o “grupinho mal caráter do Taehyung”, o qual antes eu gostava bastante… Mas isso não vem ao caso. Eu não a conheço devidamente, então não posso julgá-la, mas pelo menos tome cuidado. 

Meu semblante se fechou. Eu havia permitido que ela fugisse totalmente do assunto que eu queria tratar.

– Eu sei me cuidar sozinha, Sana, não precisava disso. 

Houve um instante de silêncio do outro lado da linha, e concluí que ela devia ter ficado surpresa com meu tom de voz. 

– Eu só estava te alertando, sei que você é bem independente. 

– Onde você está? – Não quis mais prolongar aquele assunto.

– … Por que? Aconteceu algo? Você está estranha. 

– Oh, não pode responder? – Sim, eu fui um tanto cínica, mas eu estava irritada, então podemos relevar isso... Não é? – Deve estar bastante ocupada então. 

– Dahy, está tudo bem? 

– Está tudo ótimo – Céus, como meu tom de voz pode parecer tão irritado! Ela nem fez nada de errado. Mesmo sabendo que eu estava sendo infantil, não estava afim de parar. – Tem se divertido com sua amiga? 

Mais um curto período de tempo em que a linha ficou silenciosa. 

– Okay, se você quer mesmo saber, estou no shopping com Mina, uma amiga da minha cidade natal que veio fazer uma visita. Feliz? Agora me diga o porquê de estar irritada comigo. 

– Por que você saiu sem me avisar! – Quando percebi que tinha me exaltado um pouco e dito aquilo em um tom alto, limpei a garganta para disfarçar. 

– Por que eu deveria avisar? – Agora era Sana que parecia irritada. – Eu saí após terminar meu turno, e já sou adulta, acho que posso tomar decisões como sair com uma amiga minha. 

O tom sarcástico na voz dela era meio que um gatilho para que eu continuasse a ser infantil. 

– Acho que, se você está morando na minha casa, o mínimo que poderia fazer é me avisar esse tipo de coisa, eu fui até a cafeteria achando que você estaria lá. 

– Okay, você está irritada por isso? Me desculpe. Se sente melhor? Pois bem, eu preciso desligar. 

Foi minha vez de me manter em silêncio. 

– Até depois, Dahyun. 

O fato de ela ter me chamado de “Dahyun” ao invés de “Dahy”, como já era de costume, me fez perceber o quão idiota eu fora, mas não dava mais para voltar atrás. Acho que Jungkook estava errado, afinal, pensei, comprimindo os lábios. Se eu gostasse mesmo dela, não teria tido esse mini surto, não é? A não ser que…

O celular vibrou, ainda na minha mão, anunciando a chegada de uma mensagem. 

Abri a caixa de entrada rapidamente para ver se era Sana quem enviara, mas dei de cada com uma mensagem de Momo. 


Momo🍑: oi anjinho

tá livre hj?


inflei as bochechas, pensando sobre. Sim, eu estava livre, mas estava mesmo no clima para sair? Com um suspiro, concluí que não, mas precisava relaxar de alguma forma, e nada melhor do que receber os toque de alguém… 


tô sim :Me

algo em mente? 

Momo🍑: hmm

oq vc acha de vir aqui em casa? 


um sorriso um tanto malicioso brilhou em meus lábios. 

eu adoraria :Me


»Narradora«

Jungkook avistou Jimin de longe e logo acenou para o Park, para que o mesmo pudesse encontrá-lo com facilidade. 

– Oi, Jimin-ssi – O Jeon se apressou em dizer, quando o amigo sentou-se à sua frente, na pequena mesa redonda. 

– Yey – Jimin acenou discretamente com a cabeça. – Já pediu algo? 

– Não, eu estava esperando você. – Jungkook desviou os olhos do Park, tomando coragem. – Eu te chamei aqui porque…queria me desculpar. Sinto muito pelas coisas que eu disse e venho dizendo sempre que você se dispõe a me ajudar. Olha, você é meu melhor amigo, eu não poderia suportar perder você também…

Jimin cerrou momentaneamente os olhos ao escutar a última frase. Não sabia o que o incomodara mais, o fato do Jeon ter se referindo a ele apenas como melhor amigo ou dizer que não conseguiria perdê-lo também. Jungkook realmente havia perdido muitas pessoas e coisas que eram importantes para ele. Jimin não queria sentir responsável por ser mais uma perda em sua vida. 

– Eu nunca cogitei abandonar você, seu idiota desprezível – o Park sorriu de lado. – Só estava dando um tempo, você anda bem temperamental ultimamente. 

– É, me desculpe – Jungkook riu nasal, feliz por Jimin tê-lo desculpado tão facilmente. – Vou fazer o que você quiser como recompensa. 

Jimin arqueou a sobrancelha para o seu dongsaeng e o viu engolir em seco. 

– Quero que me deixe ajudar.

– Jimin…

– Jungkook, você sabe que eu posso facilitar as coisas para você. 

O Jeon comprimiu os lábios, ele sabia que era verdade, mas não queria ficar devendo a Jimin mais um favor, mesmo que o Park não fizesse questão de pedir de volta depois. 

– Certo. 

– Yeah! – Jimin ergueu os punhos, vitorioso. 

– Acho que isso não é algo que se deva comemorar – Jungkook disse, sorrindo largo. 

– Por que não? Minha paixão enfim deixou de ser um bundão e me permitiu ajudá-lo.

Jungkook desviou o olhar, visivelmente constrangido, mas Jimin apenas riu. 

– Eu estava brincando! 

– Não faça isso, whar! 

O Park rompeu em gargalhadas e logo Jungkook o acompanhou. Voltaram a ter um relacionamento casual tão repentinamente como da maneira que tinham “terminado” essa amizade. 


»Kim Dahyun«

– Péssimo – Repeti. 

– Como ousa?! – Momo enfatizou, fingindo estar ofendida com minha opinião sobre o filme que acabáramos de assistir. – Esse filme é incrível! 

– Hm, talvez seja – Dei de ombros dramaticamente, inclinando a cabeça para trás. – Mas o protagonista me irritou, aquele senhor perfeitinho. 

– Kim Dahyun, você está zombando da personificação da perfeição! Ele é praticamente um deus grego! 

– Olha, a personalidade dos deuses gregos eram meio duvidosas – Impliquei, com um sorriso de canto para irritá-la ainda mais. 

Ao invés disso, a japonesa começou uma onda de gargalhadas. 

– Uau, você gosta de mitologia grega?

– Eu gosto no geral, mas mitologia grega com certeza tem um espaço maior no meu coração do que mitologia egípcia. 

– Wow, olha ela bancando a intelectual só para dizer que não gostou de um filme.

Foi minha vez de rir histericamente. Sim, eu havia feito exatamente isso, mas também sentia uma certa afeição por quaisquer história que parecessem não passar de ficção. Por isso o conto de Ji e Iseul havia chamado tanto a minha atenção, mesmo que eu acreditasse cegamente naquilo. 

– Céus, onde está o respeito?

– Eu enterrei no momento em que você ousou falar mal do filme.

– Oh, você ainda defende aquela coisa? 

– Argh, eu juro que vou te bater! 

– Quero ver você tentar. 

Momo ameaçou se jogar em cima de mim, para me assustar, mas ao invés disso ela acabou realmente caindo em cima do meu corpo. 

Comecei a rir da sua ameaça mal feita e ela me acompanhou até certo ponto. 

– Pare de rir! – Mandou, embora ela mesma estivesse rindo. 

A japonesa se ergueu, mas seu corpo continuou acima do meu e suas mãos agarraram fortemente meus pulsos, estávamos muito próximas. Parei de rir ao me dar conta disso.

Apenas ficamos em silêncio por um momento, eu a encarava timidamente, embora nutrisse os mesmos desejos que ela. Ou pelo menos pensasse que nutria. 

– Você tem um cheiro muito bom… – A mais velha murmurou. 

– E você está amassando meus pulsos – Sorri ladino. – Sabe, não é assim que vai conseguir me conquistar. 

Momo sorriu, franzindo a ponte do nariz e se inclinou para a frente, selando nossos lábios. 

Era a primeira vez que nos beijávamos, mesmo com todas as vezes em que tínhamos saído juntas. 

Eu permiti que sua língua pudesse explorar cada canto da minha boca, da maneira que ela quisesse. Sua mão soltou meu pulso e deslizou até meu rosto.

Nos distanciamos só quando estávamos no ápice da falta de ar e nos encaramos por um momento, sorri minimamente para ela e a mesma retribuiu, avançando para o meu pescoço. Soltei um gemido fraco ao sentir a mais velha dar um chupão no meu pescoço, e foi muito satisfatório sentir sua língua na mesma área após. 

Sorri largo, com os olhos cerrados, eu estava esperando aquilo por bastante tempo. Ergui a mão e a levei até sua nuca, onde puxei alguns fios do seu cabelo ruivo...

Cabelo ruivo?! 

Abri os olhos repentinamente, me afastando de Momo. Por que eu estava pensando em Sana?!

– Eu fiz alguma coisa errada? – A japonesa indagou, parecendo confusa. 

– Não, é que… – Eu estava pensando em outra pessoa. Eu não poderia dizer aquilo. Tenho que dar o fora. – Desculpe, eu realmente preciso ir para casa. 

Me levantei antes que ela pudesse responder, calcei apressadamente meus sapatos, consciente de que seus olhos estavam em mim. Pendurei a bolsa no ombro e olhei para trás.

– Hum… A gente se vê outro dia? – Perguntei, um pouco descrente sobre isso. 

– Claro – Momo respondeu, casualmente. 

Ela se levantou e segurou meus ombros para que pudesse beijar minha testa. 

– Mande mensagem quando chegar em casa. 

Sorri largo, feliz por ela não ter se irritado com minha ação tão repentina, porque eu teria. 

– Claro. 

Sorri mais uma vez para ela e andei rapidamente até a porta. 

•°•°•°

Agradeci ao motorista do Uber e corri para o outro lado da rua, já tirando a chave do bolso. Estava bastante frio do lado de fora. 

Assim que entrei, corri escada acima, me sentia sonolenta e apenas queria dormir logo, por isso peguei rapidamente uma muda de roupas e rumei para o banheiro. 

O banho foi relativamente rápido, geralmente eu teria ficado bem mais tempo lá dentro, apenas sentindo a água quente em contato com a minha pele, mas enquanto eu estava lá dentro, um pensamento insistente me incomodava. Eu não tinha visto Sana quando chegara em casa, ela não estava no quarto e não dera nenhum sinal de estar em outro cômodo.

Após pôr a roupa e escovar os dentes, entrei no meu quarto mais uma vez e vasculhei cada canto com os olhos, à procura da japonesa e novamente não a encontrei. Com o cenho franzido, comecei a me perguntar se ela não estava com Mina ainda. Será que resolveu dormir na casa dela? Mas então me de lembrei que Mina não era dali, por isso não possuía uma residência, provavelmente estava em um hotel naquele instante. 

Engoli em seco e desci as escadas com um pouco de urgência. A luz da cozinha estava apagada, mas mesmo assim adentrei o cômodo para me certificar de que ela não estava lá mexendo no notebook ou coisa assim.  

Quando estava voltando à sala, enfim a vi, um suspiro de alívio me escapou. 

Ela estava dormindo deitada no sofá, por isso não havia dado algum sinal de que estava em casa. Sana provavelmente não ouviu quando eu cheguei porque tentei não fazer barulho ao abrir a porta, com receio de ser repreendida por meus pais, caso eles estivessem ali.

– Ei, Sana… – A chamei, em um tom baixo, enquanto sentava-me ao seu lado. A chacoalhei fraco, o suficiente para que seus olhos se abrissem minimamente.

– Oi… – Sana murmurou de volta, passando a mão no rosto para despertar. 

– Por que você estava dormindo no sofá?

– Hm, 'tava esperando você chegar – Bocejou. 

Sorri levemente. 

– Venha. 

Comecei a puxá-la pelo braço, percebendo que ela continuava bastante sonolenta, achei melhor não soltá-la.

– Você está irritada comigo? – Perguntei, enquanto subíamos as escadas. 

– Por que eu estaria? 

– Eu fui rude com você. Aliás, me desculpe, agi com infantilidade. 

Ouvi Sana soltar uma risada nasal, e esperava que aquilo fosse algo bom. 

Chegamos ao quarto.

– Tudo bem, não tem importância, eu realmente não me irritei. 

Sorri largo, sem mostrar os dentes. Puxa, eu gosto muito dessa garota. 

– Dorme comigo hoje? – Perguntei, por impulso. 

– Eu estou dormindo com você todos os dias – A mais velha soltou uma risada curta. 

– Não é isso… – Ainda segurando seus braços, a puxei junto à mim, me sentando em minha própria cama. – Dorme aqui comigo, por favor, eu não me sinto bem hoje…

A japonesa arqueeou as sobrancelhas, surpresa por um pedido não inusitado como aquele. Por um momento achei que ela não fosse aceitar, mas então a mais velha tirou suas sandálias e se sentou ao meu lado. 

Evitei sorrir, não queria que ela viesse o quão empolgada que eu ficara por poder dormir ao seu lado. E se ela começasse a me achar estranha por isso e desistisse da ideia? 

Me deitei à beira da cama e ela se deitou de frente para mim, para poder ver meu rosto. 

– Você disse que não está se sentindo bem… – Começou a dizer, mas eu a cortei. 

A luz do quarto já estava apagada desde que entramos ali, tínhamos nos guiado pela luz que adentrava pela janela, então eu não precisaria levantar para apagar. Mesmo assim a pouca iluminação era o suficiente para eu ver seu semblante preocupado. 

– Não pense nisso – Sorri fraco. – Amanhã eu vou estar melhor, só queria companhia…

– Certo… – Vi a sombra de um sorriso brincar em seus lábios. 

Ergui a mão e toquei sua orelha, fazendo o mesmo carinho que havia feito há uns dias atrás, ela fechou os olhos instintivamente, parecendo gostar do toque. 

– Isso é tão bom… – Murmurou, sua voz saindo como um fiapo em meio aquela noite silenciosa.

Sorri. 

– Você parece uma criança. 

– Ah, todo dia isso – Reclamou, sorrindo. 

Apenas ri nasal, tentando não fazer barulho. Suas feições foram se suavizando à medida em que eu acarciava aquela área, tocando levemente os dedos na lateral do seu pescoço, e logo ela parecia ter embarcado em um bom sonho. 

Me pergunto quando esse sentimento estranho vai passar…


»...«

Suspirei, sentindo-me extremamente cansado. 

Eu estava à beira do rio, com as pernas dentro da água gelada, ponderando sobre o que faria a seguir. 

Queria ir atrás de Ji e Iseul para ver como estavam, o que estavam fazendo, mas ao mesmo tempo, essa ideia me desagradava. Desde que eu começara a fazer isso, observá-las estava tomando grande parte dos meus dias, da minha vida, para dizer a verdade. Eu estava me tornando dependente, era como uma droga viciante, mas também era a única coisa que eu podia fazer para me sentir mais próximo do sentimento que eu nunca poderia desfrutar: amor.

Respirei fundo, tentando dissipar a raiva que tentava me consumir. A culpa não é minha… Ninguém escolhe por quem se apaixona

Agarrei várias pedrinhas que estavam fincadas na terra – ao meu lado – e as lancei no rio, com a maior força que consegui reunir. Elas foram longe, algumas quase conseguiram atravessar totalmente o fino rio. 

Mas queria que pudéssemos

Escondi o rosto nas palmas da mão, soltando mais um suspiro. No que estou transformando minha vida? 


Notas Finais


• Yey pessoal, acho que vcs tem o direito de saber que eu me sinto muito melhor considerando o estado em que me encontrava antes hehe😁só estou com alguns poucos sintomas e eles não são tão aparentes assim, mas fiz o teste pra saber se tô com um covid e o resultado provavelmente sai amanhã :v Novamente, espero que seja apenas uma gripe, mas, caso não seja, prometo que vou me cuidar bem para continuar atualizando a história pra vcs, obg pela preocupação, vcs são incríveis🤍
• Comentem, gosto de ler teorias e surtos de vcs
• Obg por acompanharem💜


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