História Segunda Chance - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Jungyeon, Nayeon, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Automultilaçao, Bullying, Colegial, Drama, Fantasma, Jungkook, Kokkie, Miawoshmer, Morte, Noona, Oppa, Patinação, Romance, Segredos, Taehyung, Tragedia
Visualizações 208
Palavras 4.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia meus amores!

Hoje eu não quero nem falar muito ><

Deixa a Amy narrar um pouquinho dessa vida maluca que ela tem kkkkkkkkkk

Capítulo 21 - A primeira vez


Fanfic / Fanfiction Segunda Chance - Capítulo 21 - A primeira vez

 

 

Desde que começamos o treinamento eu tenho percebido minha evolução acontecendo lentamente, a treinadora diz que tenho potencial e Jeongyeon vive me bajulando. O treinamento tem sido intenso e às vezes me impede de ver Taehyung, agora estamos nos encontrando com menos frequência do que antes.

Com o acidente de Naty, eu ganhei a oportunidade de fazer parte da equipe e competir, eram três modalidades a individual, em dupla e em grupo. Este ano a treinadora resolveu fazer diferente dando a oportunidade de Vivian e eu nos apresentarmos individualmente junto a Jeongyeon, as outras garotas se apresentariam em grupo e Naty que voltou a pista um tempo depois começaria sua jornada com um parceiro.

Treinávamos dia e noite para que a apresentação ficasse perfeita, o nível de exigência era altíssimo, mas valia a pena. Cada grito valia muito a pena, cada tombo era seguido de risos e determinação para a próxima tentativa, se você erra uma vez tente de novo, pode dar certo na próxima vez. Foi isso que aprendi nessas ultimas semanas e é a lição que levarei pelo resto da minha vida ou até a competição chegar.

(...)

 

 

 

Minhas mãos estavam soando, e para piorar a Nanny parecia mais nervosa do que eu, estávamos indo para a competição de patinação no gelo de St.Louis a que nos classificaria para o Estadual, seriam duas etapas e eu teria que ficar entre as cinco primeiras se quisesse passar para a segunda fase.

Eu estava muito tensa, e para ser sincera não queria que Taehyung, Meisi, Nanny e Jimin tivessem vindo. Não é nada contra eles, mas olha-los me deixava mais apavorada, sei que não era proposital, porem me sentia cobrada, eles queriam o melhor, e aceitariam o resultado independente de qual fosse, mesmo assim eu estava insegura, se falhasse hoje será que continuariam acreditando em mim?

Tantos pensamentos rondavam minha mente cansada que eu estava a ponto de explodir. Porem uma pergunta não saia da minha cabeça e eu tinha uma leve impressão de que a mesma nunca seria respondida, me intrigava ter a presença de Meisi na arquibancada, não que eu estivesse desconfiando dela, longe disso, desde que ela passou a andar conosco tem se mostrado uma garota muito simpática, diria que um pouco irritante, o jeito fofo e delicado dela me irritava um pouco, não era algo forçado de sua parte, dava para ver que era normal, mas sempre que andávamos juntas eu me sentia menor, ela e Jeongyeon eram diferentes, muito, entretanto as duas possuíam um tipo de presença inversa, Jeongyeon era determinada, aquele tipo de mulher que sabe entrar e sair de situações difíceis facilmente, tem gênio forte, é segura e sexy quando quer. Ela parece estar sempre querendo.

Já Meisi era delicada até em seu jeito de falar, se vestia como menininha sempre em tons de rosa, branco, azul bebê e tons ainda mais claros, achava fofo gatinhos e coelhos, assistia filmes românticos e lia livros do mesmo gênero constantemente, parecia estar sempre sonhando com seu príncipe encantado, e era isso que me irritava! Essa confiança em encontra-lo. Não existe príncipe encantado! Esse lado dela me soava tão irreal que eu me achava tola diante dela, as pessoas pareciam amar e isso me tornava invisível, eu não sou assim, não tenho nada que supere a presença de nenhuma das duas, ambas possuem personalidades marcantes em comparação a minha reles mortalidade. 

O que me fez chegar a essa conclusão foi o modo como os encontrei. Tanto Jimin, quanto Meisi sumiram por uma tarde inteira, os dois faltaram à aula no dia seguinte e então quando apareceram, estavam com hematomas em seus rostos, os de Jimin era piores, eu fiquei preocupada, pois desconfiei de quem poderia ter feito aquilo, minha vontade foi ir tirar satisfações, mas seria pior se eu fosse, ele poderia fazer aquilo comigo. Perguntei a Jimin o que havia acontecido, mas ele não quis entrar no assunto, foi ai que percebi o machucado em Meisi e me perguntei se poderia ter algum tipo de relação entre eles, impossível! Nenhum dos dois se pronunciou enquanto a isso.

Suspirei cansada por ter tantos problemas – que nem eram meus – para pensar, que um arrependimento começou a torturar minha pobre consciência para um problema maior ainda – e esse sim era meu, e ele tinha nome, se chamava Oppa – eu deveria ter trazido ele, ele anda tão cabisbaixo ultimamente, eu o deixei sair, na verdade não estou mais o prendendo em casa, porem ele se recusa a ir sozinho, ele só quer sair se eu for junto com ele, como se fosse fazer alguma diferença visualmente. Tive que prometer que passaria Um dia inteiro com ele, e faríamos o que ele escolhesse, às vezes parece que estou lhe dando com uma criança, mas felizmente ele não é uma criança, sinceramente se ele estivesse aqui agora saberia o que me dizer em uma hora de nervosismo como essa, na verdade ele me irritaria me forçando a mostrar o meu melhor na pista, e diferente do Tae – que provavelmente faria o mesmo – ele poderia entrar na pista, ninguém o impediria, e se eu pudesse vê-lo talvez me sentisse mais segura. Aquele garoto me faz pensar cada coisa.

Ele disse que estaria torcendo por mim, assim espero, por que se eu perder a culpa vai ser dele.

 

- Amor você está pensativa, está nervosa?

- Muito. Eu estou com medo de errar a sequência ou esquece-la. – digo preocupada.

- Amor, você não vai errar, a Jeongyeon disse que você é uma ótima patinadora não foi? Então pronto.

- Você só acredita se a Jeongyeon disser é? – brinquei.

- Não!... Não é isso. – Tae mudou de expressão de repente.

- O que foi? Eu sou estava brincando.

- Eu sei... Quer colocar alguma música para se acalmar? – desconversou.

Que estranho, eu só estava brincando com ele.

- Você tem algum CD aqui ou pendrive? – resolvi mudar de assunto também, vai ver era isso que estava me deixando tensa.

- Tenho vários CDs ai.

Abro a gaveta do carro procurando por eles. Não estavam muito organizados, porem tinha de tudo um pouco, os gostos de Tae era realmente diferentes ele tinha CDs de rock e clássicos instrumentais, kpop e bossa nova.

-Você conhece Bossa Nova? – perguntei surpresa.

- Você é brasileira, certo? Quando você me disse isso eu fui procurar músicas brasileiras e achei essa coletânea, tinha um tal de funk também e sertanejo, eu baixei alguns no celular.

- Você está ouvindo funk?

- Eu não faço a mínima ideia do que estão dizendo, mas a batida parece tão legal. – disse inocente.

Eu não consegui segurar a risada, Tae estava ouvindo funk! Que tipo de funk será que ele havia baixado? Se bem que levando em consideração a tentação que ele é, se ele tiver plena consciência disso, ele não vai se importar quando ouvir a tradução ele pode ou não concordar com ela.

- Quer ouvir?

- Quero.

Ele pega o celular do bolso enquanto continua dirigindo e me dá.

- Tá bloqueado, qual a senha?

- Adivinha.

- A amor eu não sei... Sério que quer me fazer pensar? – manhosa.

- Você é muito preguiçosa amor.

- Mas você me ama mesmo assim.

Ele sorri.

- Vou dar uma dica é uma data importante para você.

- Para mim?... – pensei em uma data que fosse importante para mim e não me lembrei de nenhuma a não ser... Não, não pode ser. Ele não sabe. Foi a minha primeira tentativa. O celular desbloqueou de primeira, o olhei pasma.

- Como assim? Eu nunca te contei a data do meu aniversário!

- 27 de novembro. – diz presunçoso.

- Como descobriu? Só pode ter sido a Nanny aquela fofoqueira.

- Por que você sempre a culpa? – ele finge irritação. – Mas foi ela mesma. – ele sorri anasalado. – Já estamos quase no final de Outubro, o baile de máscaras esta chegando e seu aniversário também e junto com eles vêm um presente especial...

- É verdade.

- Esta preparada? – pergunta malicioso.

Minha ficha caiu na hora.

- Seu safado. – eu digo rindo.

- Eu nem falei nada, eu hein.

- Sei, dá tempo de desistir ainda?

- Você não quer ficar comigo?

- Quero. O que eu não quero é ir a esse baile, não sei por que estou com um mau pressentimento. Acho que aceitar ir foi a pior ideia que já tive na vida.

- Isso é só nervosismo por causa da competição. Relaxa, você tem algum pedido para o seu aniversário? Algo especial que queira fazer fora o que já temos programado?

- Na verdade não, eu não planejei nada, eu nunca planejo, o meu aniversário é só uma data normal eu não costumo pensar muito nele.

- Que chato! Poderíamos fazer alguma coisa. Sair para algum lugar, comemorar sabe?

- Não acho boa ideia. Podemos comemorar em qualquer dia.

- Não podemos não. Você só faz aniversário uma vez no ano.

- Felizmente. – digo irritada.

- Qual o problema Amy? – ele parecia intrigado.

- Não é nada Tae... Se concentre na estrada, depois vemos isso está bem? – dei o assunto por encerrado.

- Está bem. – ele se da por vencido.

Não gosto de comemorar meu aniversário ele me traz más lembranças, foi no mesmo dia em que ela me deu adeus.

 

 

 

Chegamos ao local da competição. Olhei para o ginásio tão imenso e o friozinho na barriga que eu estava sentindo antes começou a me assustar de novo.

Eu avisei o Cherry em cima da hora sobre a competição, em cima da hora eu me refiro a ter ligado para ele hoje de manhã, fiquei tão focada no treino que esqueci que trabalhava. Era sábado eu perderia um dia de serviço que provavelmente teria que ser compensado em qualquer outro dia. Cherry não dava ponto sem nó.

 

O ginásio era maior do que o nosso local de treino, e Jeongyeon me disse para não me preocupar com isso agora, o estadual seria muito pior, eu havia me saído bem nos treinos e era o que importava, era só me concentrar e fazer o que eu sabia.

- Jeongyeon depois da competição eu mato você por estar me deixando mais nervosa do que já estou!

- Mata nada! Tem que me agradecer pelo meu senso de realidade ser tão puro. – Diz convencida.

- Não sei como consigo ser sua amiga.

- Pois é querida... Espera você esta de cara limpa?

- O que? – perguntei sem entender.

- Cadê a maquiagem?

- Ué, eu não...

- Se você quer andar igual a um zumbi na escola isso é problema seu. Em uma competição você precisa estar no mínimo apresentável, aqui não é escola onde os professores conhecem sua inteligência, os jurados nunca viram você na vida.

- Eles não deveriam avaliar meu desempenho?

- Farão isso acompanhado de sua postura e de sua imagem. – ela me fez olhar para o espelho, eu havia mudado um pouco, estou até usando roupas coloridas, mas maquiagem ainda não é meu forte. – Vou ajudar você.

Jeongyeon pega seu estojo de maquiagem e me explica detalhes importantes sobre sombras, cílios, batom, pó de arroz, coisas que provavelmente eu não me lembraria quando saíssemos dali, enquanto falava eu lembrei do Oppa e um sorriso involuntário brotou em meus lábios, aquele dia foi tão hilário que acho que nunca vou esquece-lo, Esse fantasminha me inventa cada uma.

- Pronto.

Me olhei no espelho para avaliar o trabalho de Jeongyeon, se não fosse por nossas etnias eu diria que ela estava tentando me tornar uma segunda Jeongyeon.

- Estou parecendo você.

- Eu sou mais bonita.

- E convencida também.

- Faz parte. – Jeongyeon olhou bem em meus olhos – Preste bastante a atenção Amy, se você cair levante-se de novo, não é errado cair, errado é não se levantar. – diz seria se retirando do meu campo de visão logo em seguida.

 

 

 

 

 

Nanny, Jimin, Meisi e o Taehyung se sentaram um do lado do outro na arquibancada, eu podia vê-los de onde estavam e eles não hesitaram em gritar quando Jeongyeon entrou na pista, ela era uma das primeiras por ser veterana e não demorou a começar seu show. Tive certeza naquele momento do porque a respeitavam tanto como atleta, ela era incrível captava a atenção do publico com facilidade, brincava enquanto fazia movimentos complicados, saltos duplos e triplos. Parecia um pássaro alçando voo, tinha uma leveza invejável, ao mesmo tempo em que uma força extraordinária e um sorriso que permanecia estampado em seu rosto como se tivesse sido colado em sua face.

 

Logo em seguida foi à vez de Vivian que apresentou uma dança mais agressiva, uma musica clássica um tanto assustadora, senti-me meio afrontada por seus movimentos, o tempo inteiro ela queria mostrar que era melhor do que eu, isso só me deixava ainda mais nervosa, entretanto não podia fraquejar, aquela era uma oportunidade única na minha vida. O meu tudo ou nada, como disse meu Oppa “não pode enterrar seus sonhos porque gente idiota acha que pode pisar em você, não desperdice essa chance, eu estarei torcendo por você”.

- Eu espero que você esteja mesmo torcendo por mim. – me permito sorrir.

- Falar sozinha é bom às vezes. – disse a treinadora me assustando.

- É eu só estava tentando me acalmar. – digo perdida por ter sido pega no flagra.

- Respira fundo Amy, é a sua vez agora, vai dar tudo certo.

- Obrigada.

Caminhei até a pista confiante, respirei fundo para então começar, apesar de ainda estar tremendo eu tinha certeza de uma coisa, eu não estaria ali se não fosse pelo menos um pouco boa naquilo, seja qual for o resultado, estar ali já era uma vitória.

Quando a musica começou fechei os olhos e deixei que meus sonhos me guiassem, eu não precisava ser aclamada eu só precisava ser aceita, era isso que eu almejava.

A música que tocava era a do Titanic, eu a escolhi justamente por ter um significado especial para mim, e se eu estava ali por ela nada melhor do que homenageá-la, só assim ela estaria totalmente em mim e eu totalmente nela.

Fiz o que devia, dei o primeiro, segundo, terceiro salto seguido de giros e piruetas, mas infelizmente na minha quarta pirueta eu acabei caindo, me senti nervosa, porem me lembrei de conselhos importantes como o de Jeongyeon.

“Se você cair levante-se de novo, não é errado cair, errado é não se levantar”. Cair e levantar.

O da treinadora.

“É sua chance, eu posso treinar você, posso te fazer ser a melhor”. – não preciso ser a melhor, só tenho que ser especial.

O Tae

“Amor, você não vai errar”. – mesmo que eu erre hoje continue comigo, por favor.

A Nanny

“Você sempre foi minha pequena Amy, eu nunca teria criado você se eu não gostasse de você”. – Eu vou orgulhar você Nanny, vou te compensar por tudo que fez por mim.

O Oppa

“Eu não perderia isso por nada, eu iria querer ficar bem perto da pista para você poder me ouvir gritar e torcer por você”! – por que eu não trouxe você?

E o da minha mãe.

“Um dia eu vou ver você na pista filha e você vai encher a mamãe de orgulho”. – agora é a hora.

 

Me levantei do chão retomando minha postura com ainda mais força e velocidade que antes, aquele era o meu momento, eu só tinha que me divertir, “deixe a musica fluir Amarílis” disse para mim mesma. Respirei fundo para dar continuidade a sequencia, pensei em todas as coisas boas que já me aconteceram na vida e continuei com os saltos, ouvi Nanny e Taehyung gritarem na torcida. Acabei me empolgando e a plateia começou a vibrar. Eu não precisava passar, eu precisava ter a certeza de que eu sabia fazer aquilo, eu ouvi Jeongyeon gritar também, essa garota é maluca. Ela deveria estar torcendo contra mim, estamos competindo entre si.

Quando terminei virei-me para a arquibancada e Taehyung estava de pé me aplaudindo e gritando que me amava, Jimin e Meisi riam da cena porque ele gritava “aquela é minha namorada!”.

Eu fui a ultima a me apresentar então teríamos que aguardar os resultados no vestiário.

- Você foi incrível! Sabia que conseguiria. – disse Jeongyeon me abraçando.

- Eu me espelhei em você.

- Não fique puxando saco, sei que sou talentosa. – disse soberba.

- E convencida também.

Uma moça entrou com um papel e pendurou na parede, eram os resultados, Jeongyeon e eu corremos para ver.

- Amy! – ela gritou. – você ficou em quarto lugar!

Ambas começamos a gritar juntas, Jeongyeon como era de se esperar havia ficado em primeiro.

- Temos que comemorar! – ela diz.

- Mas ainda tem a segunda fase na semana que vem.

- Mas se você passou na primeira já é de se orgulhar, nós vamos comemorar! – Jeongyeon estava decidida,

- Esta bem. – digo sem jeito.

Saímos do vestiário, empolgadas, nós precisávamos contar a novidade para nossa turma.

Joguei-me nos braços de Taehyung que me abraçou apertado me beijando logo em seguida.

- Tae eu passei em quarto, daqui duas semanas você vai vir me trazer de novo? – faço um biquinho pidão.

- Não, não estou afim... Isso aqui é muito chato. – diz sério, eu quase acreditei que era verdade, mas ele sorriu em seguida e depois me apertou em seus braços. – Estou tão feliz meu amor. Claro que eu venho, não perderia por nada.

- Eu posso abraçar minha sobrinha também? – ouço uma voz fria e assombrosa atrás de mim que arrepia minha espinha.

- Nanny! – eu digo assustada e ela ri.

Ela me apertou em seus braços também.

- Estou orgulhosa de você.

Nanny estava atenta a todos os nossos movimentos, ela está assumindo o papel de Pai, não duvido nada de que se Taehyung pisasse na bola comigo, ela não corresse atrás dele com uma espingarda para mata-lo.

O momento era especial para mim, só havia amigos reunidos ali e estávamos felizes com as vitorias uns dos outros. Fomos para casa descansar, pois à noite iriamos comemorar e a Nanny voltou a ser a Nanny.

 

- Use camisinha. – diz aparecendo do nada na porta do meu quarto. 

- Nanny eu não estou indo transar, estou indo me diverti. – a repreendi.

- Faz parte.

- Você só pensa nisso?

- Você não?

Melhor não responder essa pergunta.

- Hoje não Noona.

- Eu sei que hoje não.

- Eu já entendi. – ela diz animada.

- Não é com você.

- Só estamos nós duas aqui.

- Eu quero ir com você!

- Você não vai.

- Pra onde Amy?

- Pra lugar nenhum Nanny! – digo irritada.

- Você é chata, custa me levar eu não vou atrapalhar.

- Você só sabe me atrapalhar.

- Amy assim não dá! Esta maluca? Quantas consultas eu vou ter que marcar para você?

- O psicólogo tem sido atencioso comigo, disse que eu preciso ser boa com as outras pessoas.

Ouvi o Oppa pigarrear.

- Então seja boa comigo.

- Você nem é uma pessoa.

Nanny me olhou intrigada, olha o que ele esta fazendo, agora ela vai achar que eu sou doida.

- Tá bom. – eu disse entre dentes e ele se deu por vencido.

Nanny continuou desconfiada. Preciso despista-la.

 

Taehyung estacionou o carro em frente de casa exatamente às seis horas da noite em ponto. Entrei no carro e fui seguida pelo Oppa que sentou no banco de trás, ansioso.

O trajeto foi extremamente constrangedor, Tae hora ou outra tentava passar a mão em minhas coxas e me roubar um selinho quando o sinal fechava, mas eu comecei a resistir, o Oppa estava no banco de trás me encarando pelo retrovisor com um olhar ameaçador. Eu não deveria ligar, porém ele estava me incomodando e o Tae também, mesmo que ele não soubesse.

- Amarílis o que foi? – acho que ele estava nervoso, ele nunca me chamou de Amarílis antes.

- Nada.

- Você esta tão estranha, qual o problema? Tá de TPM?

- Fala que esta ou você não vai conseguir sair dessa.

Ainda por cima é sórdido, esse garoto é um imbecil.

- Estou desculpa. – tento relaxar.

- Não tudo bem, eu sei que as garotas costumam ficar sensíveis e às vezes meio chatas nessa época. – o olhei desacreditada. – Só tenta se divertir, vai ser chato se ficar assim. – Ainda estou levando bronca. – Devia ter avisado, dai marcávamos para outro dia não tinha problema nenhum.

- Tae esta tudo bem. Sério. – digo brava, agora me irritei de verdade.

- Tá bom. – voltou seu olhar para a estrada, e eu encarei pelo retrovisor o causador da discórdia que mantinha um sorriso ladino no rosto, você me paga Oppa.

 

 

Chegamos a um pub próximo ao centro, obviamente eles só venderiam bebidas para a Jeongyeon, Taehyung e Jimin, eu ficaria só olhando. Que raiva não ter 18 anos ainda para poder encher a cara, quem sabe assim não me desligaria desse garoto.

- Eu vou dançar um pouco. – Jeongyeon pegou uma taça de Lambic e seguiu para a pista, eu e Tae continuamos sentados, Jimin estava inquieto e se ele soubesse os gestos obscenos que o Oppa estava fazendo para ele provavelmente ficaria constrangido, depois ele não quer que eu ache que ele era gay.

Tae parecia entediado.

- Amor eu vou ao banheiro. – se levanta logo em seguida.

- Tudo bem.

A culpa era minha. Ele saiu deixando Jimin e eu na mesa.

- Porque você o trouxe? – Jimin parecia irritado.

- Eu não tive escolha, você mesmo disse que eles fazem o que querem.

- Mande-o sair de perto de mim.

- Ele esta com a boca perto do seu ouvido e esta com a língua para fora e... – eu não vou narrar isso.

- Tira. – Jimin começou a tapear o ar. – Que nojo.

O Oppa ria como uma criança levada.

- Oppa para com isso. –o repreendi.

- Só estou me divertindo já que não tenho nada para fazer.

- Isso não é diversão.

- Você é muito chata Noona! – ele diz desaparecendo.

- Volta aqui, Oppa! Droga.

- Deixa ele ir, ele é fantasma.

- Ele é uma criança.

- Ele não me parece criança.

- Você tem razão, ele é um homem. – disse sem jeito.

- O que quer dizer? – me perguntou desconfiado.

- Nada.

Ficamos mais um tempo em silencio, Jimin parecia me analisar a todo instante, era constrangedor. Eu estava preocupada já fazia tempo que Taehyung havia saído e o Oppa também estava sumido.

- Eu vou procurar o Tae.

- Quer que eu vá junto?

- Não, vai que ele volte e...

- Entendi.

Aquele barulho alto estava me dando dor de cabeça, esfreguei as têmporas. E quando abri os olhos Jimin estava bem próximo do meu rosto.

- Qual seu problema? – perguntei assustada.

- Nenhum. – sorriu ladino.

- Jimin se afasta de mim agora, você esta louco? Isso que da beber demais! – tentei afasta-lo, mas ele me segurou em seus braços.

- Não seja chata comigo. – diz sério.

- Você é quem esta sendo chato e muito inconveniente.

- Esta bem, vai lá procurar o tal Oppa.

- Eu disse que ia procurar o Tae!

- Ele deve estar lá fora graças a sua chatice.

- Por que esta me dizendo isso?

- Só queria que soubesse. – ele diz e se retira.

- O que foi isso? – sai desacreditada para fora à procura de Tae, em vez dele encontrei o Oppa encostado no murinho do lado de fora.

- O que esta fazendo aqui? – pergunta irritado.

- Vim procurar o Tae.

- Como pode ver não esta aqui. – disse ranzinza.

- Percebi.

- Quero ir para casa.

- Eu também. Vou chamar o Tae para irmos.

- Não vamos sem ele.

- Eu vim com ele preciso voltar com ele.

- Mas Noona...

 

Encontrei Tae sentado com Jeongyeon aos risos.

- Onde você esteve?

- Procurando por você.

- Ah

- Eu quero ir embora.

- Tudo bem. – ele se levanta e nos despedimos de Jeongyeon que mantinha um sorriso largo no rosto típico de alguém que estava chapada.

No carro eu fui emburrada o restante da viajem, alguma coisa não estava certa, o Oppa nem fez gracinhas e o Tae estava calado. Eu não sei se devo desconfiar, mas meus sentidos me dizem que existe algo muito estranho acontecendo e eu não vou gostar nada quando descobrir o que é.

 

 


Notas Finais


Primeiro eu acho que trolei vcs com esse titulo kkkkkk

segundo não se perceberam mais dei um pequeno spoiler ao deixar em negrito uma frase lá no inicio kkkkkkkkk

E parece que alguém esta começando a desconfiar de alguma coisa!
E agora Amy o que você vai fazer???

Até mais meus amores S2
E obg pelo carinho que estão dando a essa fic já somos +60 estou tão feliz S2


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