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História Segunda Chance - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Salvo e perdido novamente


Sam e Dean estão num quarto de hotel lendo as diversas páginas marcadas no diário de seu pai. Todas citam Nathaniel Morrigan. Dean já ouvira o pai falar sobre ele. Conversas vagas. Comentários, apenas. Se perguntava como não percebera aquelas marcações antes. Em uma delas um aviso: ''Se não tiverem mais a quem recorrer, procurem imediatamente os Morrigan!''. Estava certo. Não havia mais o que fazer além de encontrar Nathaniel e obter respostas. 

 

Os irmãos Winchester estão de frente a uma casa grande, com jardim mal cuidado. Na entrada há uma placa velha com alguns símbolos celtas. Nada mais os impressiona. Já estiveram em lugares piores. Trocam  olhares e entram. Há uma espécie de loja, vidros de ervas e utensílios ''mágicos''. Muita coisa com aparência velha e empoeirada. Perguntavam-se quem frequentava aquele lugar, se é que alguém realmente frequentava. Muitas prateleiras, estantes com livros. O lugar parecia menor do lado de fora. Uma garota os observa do balcão.

Sam a vê e cutuca Dean. Ambos vão até ela.

 

- Estamos procurando Nathaniel Morrigan.- disse Sam. A garota ficou em silêncio por algum tempo e olhando para os lados respondeu:

 - Meu tio morreu há dez anos. Só restaram eu e minha prima Morgan, filha do meu tio Nathaniel.

Sam e Dean se entreolharam. 

- Vocês devem ser os irmãos Winchester. Morgan avisou que vocês viriam. Só não esperava que fosse demorar tanto. - sorriu enquanto olhava duas garrafas de um líquido viscoso.

-  Ela... o quê??- perguntou Sam.

-  Morgan disse que vocês viriam. 

-  E onde está essa sua prima?- perguntou Dean bisbilhotando algumas prateleiras.

-  Estou bem aqui Dean. Os irmãos Winchester, finalmente vocês vieram. E pelo o que vejo apesar dos anos que passou no inferno você parece estar bem inteiro, Dean.

Uma voz ecoou de dentro de uma espécie de sala escondida por uma longa cortina violeta. A voz vinha de Morgan. Uma moça tão pálida que parecia gelada, dedos finos, cabelos negros e longos, olhos tão azuis como jamais viram.  Ela sorriu de Dean a Sam. Dean, assim como o irmão, ficou surpreendido. Apesar da aparência,  Morgan era belíssima. De uma beleza celestial , quase inacreditável. 

- Então.. (tossiu)...como você sabe do inferno?  Afinal, como sabe quem somos? - perguntou Dean.

- Como disse a minha prima, eu só sei. Sei muito, aliás. Apenas um dom de família.  - disse sorrindo caminhando até a prateleira que Dean estava bisbilhotando.

Dean admirava as curvas da moça e sorria maliciosamente. Sam olhava para a prima de Morgan com expressão de desagrado enquanto ela sorria inocentemente. 

- Então você já sabe o motivo de estarmos aqui. - disse Sam.

- Claro que sei. - guiou-os até as escadas escondidas por de trás de uma porta grande de madeira branca. Sam e Dean trocavam olhares confusos.

Entraram numa sala bege com pouca mobília, a impressão é de que estavam de mudança. Havia fotos espalhadas por todos os lados, velas e plantas também. Aquele lugar definitivamente não era uma casa. Parecia com um lugar que alguém escolhe pra se esconder. Não tinha nada de casa.

-  Vou trazer algo pra vocês- Bree seguiu em direção ao corredor junto com Morgan.

Sam observava as fotos.

- Ela é linda não é?- perguntava Dean caminhando até o irmão que estava parado de frente a uma prateleira.

- É sim, parece madeira importada ou pode ser cerejeira... - Sam dizia enquanto analisava a prateleira.

- Tô falando da garota! Morgan... Que gata! Aposto com você que...

- Isso não vai acontecer.- disse Morgan carregando duas cervejas e revirando os olhos para Dean.

- Morgan, como seu pai conheceu...?

- John Winchester? Através de alguém que vocês conhecem bem, Bobby. Meu pai e ele eram vizinhos. Porém ele não falava sobre isso com a gente, digo, as caçadas, os caçadores... - deu uma cerveja a cada um —  lembro do meu pai falar sobre demônios nas noites de poker com meu tio.  Só descobri o que ele era porque bisbilhotei as coisas dele uma vez.

- E depois eu que sou bisbilhoteiro... - Dean resmungava enquanto tirou de Morgan um olhar recriminador certeiro.

- Então, só seu pai caçava? - perguntou Sam enquanto Dean enchia a boca de amendoins.

- Não, ele costumava caçar com o meu tio Julian, pai da Bree.- caminhou até a prateleira e pegou um porta retratos com a foto de dois senhores sorridentes. Entregou o porta retratos a Sam.- Essa é a última foto que tirei deles.   

- Como sua família...?

- Vampiros. Meu pai e meu tio estavam cercando um ninho há muito tempo. Mataram alguns e tiveram que pagar com suas próprias vidas. Invadiram a casa. Mataram minha mãe e minha tia. Me escondi com a Bree no porão e a protegi o máximo que pude- nesse momento a jovem Bree entrava na sala e se sentava ao lado de Sam.

- E como conseguiu se salvar? - perguntou Dean.

- Pergunte a Castiel e ele vai lhe dizer.

- Como você?????? - perguntou Dean depois de cuspir um gole de cerveja.  

 - Você conhece Castiel?? - perguntou Sam.

- Conheço todos eles Sam apesar de não gostarem muito de mim. - sorriu.

- Anda sintonizando muito a rádio dos Anjos, é? - brincou Dean.

- Ando sintonizando todo tipo de rádio, Dean. Inclusive a de quem sodomizou você no inferno. Que tempos ruins, hein? Me pergunto como você conseguiu...

Dean ainda conseguia sentir a dor dos anos vividos no inferno. Apesar de pouco se lembrar, muito ainda podia sentir. E a sensação era a pior possível.  

- Morgan, nosso pai deixou num diário dados sobre o seu pai dando a entender que só ele sabia como destruir Azazel e seus demônios. Você precisa nos dizer como!

- Azazel é o menor de seus problemas. No momento a única coisa que posso fazer pra ajudar é sairmos daqui imediatamente.

- Por que?- perguntou Dean sorrindo.

- Dúzias de demônios. Eles seguiram vocês e estão esperando que saiam daqui sozinhos. Acho que teremos que ir com vocês. 

- O QUÊ?????????????- gritou Dean. Sam deu um olhar repreensivo ao irmão.

-  Sinta-se feliz por ter ao seu lado um talismã contra demônios.- disse dando tapinhas no ombro de Dean.

 

Desceram as escadas. A ''loja'' parecia mais obscura que antes. Saíram pela mesma porta que entraram. O céu já escuro não pôde esconder a névoa escurecida que fazendo um zigue zague em volta deles se evaporou no ar quando Morgan se colocou na linha de frente.

- Mas que que foi isso?- perguntou Dean.

- Eram seus amiguinhos Dean, de escolta para dar informações ao ''mestre''. - Morgan olhava para Dean com um olhar meigo, talvez até encantado.

- Hahaha! Você é muito engraçadinha. - disse fazendo uma careta.

- Bom, então vamos. - disse Sam.- Acho melhor a Morgan ir na frente com você.

Dean olhou pra Sam com um olhar raivoso e depois fixou os olhos em Morgan e concordou.

- É, ela realmente deve ir na frente comigo.- ligou o carro. Estavam voltando para o quarto de hotel. Bree conversava com Sam, estavam entretidos enquanto Dean e Morgan discutiam sobre bandas.

Passaram-se algumas horas até chegarem ao hotel. Sam e Bree prestavam atenção na discussão sem sentido entre Dean e Morgan.

 

- Ok Ok! Não vou mais dizer que você tem cara de que curte Marilyn Manson. - zombava Dean.

- E o que você tem contra?  Você é o típico cara que só ouve Mötley Crüe por causa da SUA trilha sonora Girls Girls Girls. Você é um pervertido... - Morgan falava enquanto olhava a estrada que dava para a entrada do hotel.

- Tá, eu sou pervertido? Você viu isso onde? Sintonizou a rádio errada, moça.

- Não Dean, está escrito bem na sua cara . - e cutucou a testa de Dean com o dedo.

Ele brecou o carro.

- Dean???!! O que está fazendo??!- gritou Sam.

- Eu e você lá fora!- disse Dean apontando pra Sam, Morgan sorria levemente.

- O que deu em você? - perguntou Sam.

- Essa garota! Essa garota tá me deixando maluco! 

- Tá dizendo isso porque caiu na real que é um pervertido?

- ...

- Concordo com ela, tá bem na sua cara! - sorriu e cutucou Dean com o dedo.

- Você realmente acha que ela pode nos ajudar?

- Se não puder, atrapalhar é o que não vai. Agora para de besteira e volta pro carro.

- Eu merecia mesmo isso?

 

Demorou um pouco mas voltou ao carro bufando de raiva, respirou fundo e fechou a porta. Olhou pro banco de trás e viu Bree dormindo com a cabeça encostada no ombro de Sam. Ao seu lado, Morgan parecia entretida olhando para o teto do Impala...

 



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