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História Segunda Chance - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Um bom motivo. Corrigindo: MEU bom motivo


- Enfim a sós.- Dean dizia enquanto piscava pra Morgan.

- Pois é Dean, enfim a sós... Para o meu grande azar, não é mesmo? - deu uma piscadela e sorriu.

- Muito engraçado... Hei, você se acha engraçada não é mesmo? - acabara de abrir uma cerveja e se sentar na mesma cadeira que Sam se sentara há uma hora.

- Não Dean, não me acho engraçada mas você deve adorar o som da sua voz... - sentou-se de frente pra ele e sorriu.

- Não gosto não, mas tenho que admitir que estou começando a gostar da sua.

Eles sorriram, fitaram a janela ao mesmo tempo, começou a chover. Uma chuva fina de início, mas soberba e insistente posteriormente. Em silêncio eles assistiram a mudança da chuva... E em silêncio poderiam ter permanecido...

- Cas???- Dean foi surpreendido pela aparição de Castiel.

- Dean... E...

- Morgan. Tão difícil dizer meu nome, Cas?- sorriu meigamente.

- Não. Difícil ouvi-lo sem sentir nada. - Castiel ficou ligeiramente envergonhado.

- Você se acostuma!- piscou.

- Cas, o que faz aqui? Não disse que ia embora?- Dean perguntou enquanto olhava de forma estranha pra Morgan.

- Sim, mas... Pelo jeito não posso deixá-los..

- E porquê os deixaria Castiel? Você esteve com eles desde o início de tudo... - Morgan dizia delicadamente.

- Porque você Morgan é mais do que o suficiente para qualquer mortal.

- Por que será? Talvez porque Deus fez de mim uma marionete divina? Cas, só farei isso por um único motivo e você sabe muito bem qual é.

- Sim. E ele está aqui entre nós.

- ...

- Pode ser um pouco mais discreto Cas???- Morgan evitava fitar Dean.

- Discreto? Por que??

- Ãnnnnnnnnn... Melhor parar por aqui não acham não hein?!- disse Dean já incomodado com a conversa.

- Dean está certo. Onde está Sam e a garota loura?

- Foram encontrar o Bob e falar sobre a... Morgan. - bebeu um gole da cerveja.

- Cas... Quer me perguntar algo? - Morgan levantou e agora estava diante de Castiel olhando com certo interesse, talvez procurasse suas asas...

- Hum... Você já o viu?- perguntou receoso.

- É seu sonho não é mesmo? Sim Cas, eu já o vi. Não é nada diferente de você, do Dean... Lembra do ''á minha imagem e semelhança?''. Pois é, bem isso mesmo. - sorriu.

- Você quer dizer que Deus não tem nada de especial? Soberano? Esquisito?- Dean olhava pra ela com olhos de uma criança interessada no brinquedo novo.

- Isso mesmo. Ele é só esquecido. Ausente... Bom, pelo menos era quando me criou e isso faz... Tantos milhares de anos... - ruborizou.

Dean mexeu as sobrancelhas e lembrou quantos anos aquela linda mulher tinha apesar de não parecer... Parou de imaginar. Aquilo estava estragando suas novas fantasias.

- Ele... Deve ter mudado um pouco... - Castiel aparentava estar meio decepcionado.

- É Cas, é bem por aí. - ela colocou a mão no ombro dele como forma de confortá-lo. Dean viu a cena e pôde sentir a ligeira decepção de Castiel com o que ela acabara de contar.

- É a vida!! - bebeu o último gole da cerveja enquanto os dois o olhavam com certo desprezo.

- Dean, estará seguro com ela mas estarei sempre por perto caso precise de uma ajuda extra. - Castiel olhava fundo nos olhos de Dean que consentiu com um ligeiro aceno de cabeça. - Morgan... - e sumiu.

- Vocês... Hum hum... Sabe?... - Dean estava curioso sobre o quão íntimos Castiel e Morgan poderiam ser.

- Ha! Por favor Dean! Deixe de ser pervertido pelo menos uma vez na sua vida! Não, eu e Cas somos irmãos. Claro, sou muito mais velha do que ele... Muito MESMO. Eu o vi nascer de um sopro de Deus de onde surgiram milhares de Querubins.

- Querubins??- engasgou.

- É, achou que Anjos nasciam grandes soldados do Senhor? Não. São Querubins e custam a crescer, acredite, custam mesmo.- fez uma cara séria que assustou Dean momentaneamente.

- Difícil imaginar o Cas como Querubim... Difícil e mais parecido com um pesadelo... Arghhhhhhh!! - estremeceu após algumas caretas que fizeram Morgan sorrir de maneira diferente, era a primeira vez que Dean a via sorrir. Um sorriso espontâneo, delicioso. Apreciou cada detalhe daquele sorriso...

- Eu imagino! - sorriu.— Você bebe muito Dean, deveria maneirar.

- E você se intromete muito Morgan, deveria fechar a matraca. - andou até próximo da janela na esperança vaga de ver seu Impala chegando em meio a densa chuva.

- Você é tão imensamente gentil comigo Dean, cada vez mais sinto vontade de acabar com a minha inútil vida pra que você e toda a humanidade viva cercada por suas gentilezas. - fitou-o com desprezo.

- Então quer dizer que a Mulher Maravilha vai fazer todo o trabalho sozinha enquanto os outros super heróis ficam no banco reserva só assistindo? Desculpe moça, mas não vai dar pra ser assim não. - disse rapidamente.

- Você herdou essa teimosia do seu pai ou da sua mãe Dean?- perguntou Morgan rindo ironicamente.

- Da minha mãe, porquê? Isso te incomoda? - perguntou sorrindo.

- Não. Só me deixa interessada...- Morgan fixou os olhos nos olhos de Dean que ficou sem graça.

- Fala sério, você se apaixonou por mim né não?? Pode confessar! - Dean riu.

- Não, não... Mas você já está mais do que apaixonado por mim Dean e NÃO, não li sua mente... Vi pelas suas calças. - entrou no banheiro e trancou a porta.

 


    Sam e Bree estão em uma cidade próxima, chove muito e Sam oferece seu casaco para que Bree cubra a cabeça. Entram em um bar, olhos se voltam para os dois ''forasteiros''. Sam procura os telefones enquanto Bree pede algo para comerem.

- Bob?

- Sam?

- Sim... É...

- O que foi?

- Encontramos ''a arma''..

- Encontraram??

- Sim... Nathaniel era só um pretexto, nosso pai sabia que a arma era a filha dele, Morgan... Bob, ela é o Primeiro Anjo!

- E quem disse isso??

- Dean.

- Dean??

- É... Disse que Castiel contou a ele.

- Que história mais maluca. Vou procurar sobre o Primeiro Anjo.- desligou o telefone. Sam fez cara de espanto e dirigiu-se até a mesa onde Bree esperava por sua porção gigantesca de batatas fritas.

- O que pediu? - Sam sorria.

- Batata frita. Eles vendem porções gigantes aqui sabia? - Sam fez que não com a cabeça e sorriu.— Eu adoro batatas. Morgan e eu viajávamos bastante antes..

- E porquê, Bree? - ficou interessado.

- Por causa dos anjos, dos demônios e todo o resto. Ela disse que nos seguiriam... Na verdade eu acredito que ela tinha medo de que algo pudesse me acontecer, desde que nossos pais morreram, ela se tornou uma espécie de irmã com um instinto muito maternal. É sério, ás vezes isso enche... - fitou a janela.

- Ela só se preocupa com você.

- Não, é bem mais do que isso... Tenho quase dezenove anos Sam e nunca tive amigos, nunca tive um namorado, nunca fui á festas e nunca fiquei de porre. Sabe o que é isso? Ter sua vida protegida e bloqueada por outra pessoa? Tudo é muito irritante. Daria tudo para ter uma família normal...

Sam parecia entender o que Bree queria dizer, viveu algo parecido apesar de ter tido amigos, namorada, ter ficado de porre poucas vezes... Ok Ok... ''Algumas'' vezes...

- Finalmente! - as batatas chegaram, Sam e Bree pareciam famintos.

- Dean gosta dela né? - disse enquanto mastigava uma grande porção de batatas, isso lembrou um pouco Dean para Sam.

- Hum... Sim, eu... Acho que sim... - Sam parecia um pouco surpreso com o quanto Bree conseguia comer.

- Gostaria que eles se gostassem o suficiente pra ficarem juntos. - Sam sentiu algo estranho, talvez uma ponta de ciúme. Disfarçada, mas ainda assim, de ciúme. — Assim eu teria uma vida só minha. E consequentemente, você teria uma vida só sua! - sorriu inocentemente.

- É... - Sam estava cada vez mais surpreso e ficou extremamente quando percebeu os olhares famintos de Bree pra sua porção de batatas.

- Ela vai poder ajudar vocês?? - perguntou enquanto olhava fixamente para as batatas de Sam.

- Sim..

- Você acha que vai demorar muito??- parecia impaciente e um pouco chateada.

- Não faço ideia... Bree você ainda está com fome???

- Estou sempre com fome.- disse enquanto garfava uma batata fina que saía ligeira pelo prato de Sam.

Ficariam ali pois Bree tinha muita fome e a chuva continuaria até o amanhecer. Nada que os desabafos de uma jovem de quase dezenove anos não pudesse animar essa tão frustrante e tediosa noite...

 

 

- Não vai dormir não??- perguntou Dean quando Morgan saiu do banheiro.

- Não costumo dormir Dean. Pode dormir, eles não voltam hoje.

- Como sabe??

- Pela chuva.

- Não tô a fim de dormir. Tô com fome e sem meu carro. Isso me deixa irritado.

- ... Quer sair e comprar algo pra comer?

- Nessa chuva? Obrigada moça, mas eu sou de açúcar.

- Percebi... - disse baixinho.

- Eu vou. O hotel tem uma pequena lanchonete, caso você não saiba. Vai querer o quê?

- Ah é?... Hum hum... Então... Então vamos.

Dean e Morgan saíram do quarto, andaram um pouco e chegaram na lanchonete razoavelmente cheia. Dean começou a se sentir incomodado após ouvir umas conversinhas de dois rapazes que olhavam pra Morgan enquanto ela escolhia biscoitos.

- Ela é linda né? - perguntou Dean para os dois.

- Com certeza cara... - disse um deles.

- Linda é pouco... Delícia!- disse o outro. Dean riu ironicamente.

- Mas, ela não pro bico de vocês não hein...- Morgan foi até Dean carregando uma porção de coisas e ele a abraçou. Os dois saíram de fininho e Morgan olhou pra Dean com um olhar ligeiramente satisfeito. - Tudo pra você? - perguntou.

- Não, Bree gosta muito deles. - sorriu. Morgan olhava a mão de Dean em volta de sua cintura e se perguntava o que deveria achar disso...

- Sua prima pra você é igual o Sammy pra mim, estou certo?

- Sim. Me tornei uma espécie de irmã muito maternal...- Dean riu. - Está gostando de me abraçar Dean?

- Não faz ideia do quanto... Mas... Vamos pro caixa... Tenho muita fome.

 

Apesar de Dean se sentir um pouco ameaçado por Morgan, de alguma forma ela era algo pelo qual ele gostaria de lutar, seja lá qual fosse o motivo. E se fosse um dos bons, seria muito melhor... Muito mesmo.



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