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História Segunda Chance - Capítulo 12


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Notas do Autor


Boa leitura sweeties ♡

Capítulo 12 - Eleventh



Nami acordara sentindo-se mal naquela sexta-feira, faziam exatos dez dias desde que aquela loucura deu início, diferente do primeiro dia, agora almejava ficar ao lado de Luffy por um tempo indeterminado. O mais novo parecia não notar seu mal-estar, já que falava de forma animada durante todo o trajeto até a biblioteca, mas nem mesmo prestava atenção nas palavras dirigidas a si.


Organizou os livros em silêncio, torcendo para que nenhum aluno do ensino médio ou faculdade viesse lhe pedir ajuda para encontrar tal livro. As horas se passaram de forma lenta e torturante, mesmo após se despedir de Robin e pedir silêncio durante o caminho de volta era impossível para Luffy manter a língua dentro da boca. A animação do moreno estava lhe incomodando naquele dia.


Suspirou pesado ao finalmente adentrar o apartamento, trancou a porta atrás de si e caminhou até a cozinha, novamente ignorando Luffy e sua animação. Pegou um pedaço de bolo que Sabo lhe trouxera na noite passada e o devorou, deliciando-se com o sabor do chocolate em sua língua.


— Nami, você está bem? — Luffy perguntou, quebrando o silêncio que se formara assim que a mais velha se sentou sobre a cadeira. — Você me ignorou o dia todo.


— Ainda é meio-dia, como te ignorei o dia todo? — perguntou sem desviar o olhar do bolo.


— Você entendeu! Poxa, estou tão feliz por hoje fazer dez dias desde que nos conhecemos mas parece que voltamos 'pra estaca zero. — murmurou triste. — Você está brava comigo?


Nami suspirou, mas assim que abriu a boca para responder Luffy uma pontada forte atingiu sua cabeça, lhe desnorteando por alguns segundos. 


— Está com dor? Devemos ir ao hospital? — Luffy perguntou preocupado ao ver a expressão dolorida.


— Eu não sei, quando acordei estava me sentindo estranha, mas a dor veio agora. — Nami respondeu fraco. — Talvez passe se eu dormir um pouco.


Luffy acenou com a cabeça mesmo preocupado, seguiu-a até o quarto e sentou-se no chão, ao lado da cama. Nami se acomodou entre os lençóis quentinhos, talvez estivesse melhor após acordar, não é? Pelo menos era o que esperava. Não demorou muito para cair no mundo dos sonhos assim que fechou os olhos, afinal, estava cansada e o corpo que habitava parecia estar pesado.


Abriu os olhos lentamente, logo os fechando por conta da forte iluminação do local, era um sonho, forçou-se a abrir os olhos novamente, se deparando com um lugar vazio banhado em branco. Se levantou de onde estava deitada, o que julgava ser o chão, e caminhou sem rumo, apenas esperando encontrar algo ou alguém naquele mundo sem cor e sem graça.


— Olá, Nami. — uma voz lhe chamou a atenção. — É bom vê-la novamente.


— Quem é? — perguntou confusa, olhando ao redor na tentativa de encontrar o dono da voz. — Como assim me ver de novo? Já nos conhecemos?


Olhando mais a frente, um senhor de idade lhe esperava com um sorriso fraca nos lábios, acenando com a mão esquerda. Se aproximou em passos lentos e curtos, tinha a sensação de já ter o visto em algum lugar.


— Como está se sentindo? — perguntou o velho.


— Confusa, eu acho. — respondeu um tanto incerta.


— Está tão confusa que nem mesmo percebeu estar em seu próprio corpo. — comentou risonho.


Aquilo fez Nami travar, abaixou o olhar receosa e não evitou de levar as mãos até o par de seios grandes de possuía, realmente estava em seu próprio corpo, até mesmo os longos e alaranjados fios estavam ali, mas por que pareciam tão desidratados agora? Voltou seu olhar para o velho a sua frente, este que mantinha a mão esquerda erguida, em um claro pedido para que a segurasse.


— Sinto que já estive aqui antes. — disse Nami após tocar a mão do velho. 


— É por que já esteve. — disse calmo. — Venha, vou refrescar sua memória.


Ambos caminharam calmamente pelo local, conforme avançavam, mais cores aquele lugar frio e sem graça ganhava, a caminhada não fora longa, mas fora cansativa ao ver da ruiva. Pararam em frente a um baú, a aparência velha e desgastada fazia Nami se perguntar por quanto tempo aquela pequena caixa de madeira e metal estava ali.


— Reconhece isto? — o velho perguntou. 


— Eu deveria? 


— Oras! Mas é claro! É o seu baú! — respondeu. — Quando esteve aqui pela primeira vez, este pequeno baú estava trancado a sete chaves.


— E como ele destrancou? — perguntou curiosa.


O velho sorriu, a resposta parecia estar bem embaixo do seu nariz.


— Quando você passou por situações específicas, quando superou os demônios do seu passado que lhe afundavam mais e mais. — respondeu. — Quando você começou a ver o mundo com os mesmos olhos de Monkey D. Luffy. 


— Luffy? O que ele tem a ver com isso? — perguntou confusa. 


— Ainda não se lembra do nosso primeiro encontro? Naquele dia, você tinha acabado de entrar em coma, e eu lhe trouxe até aqui, estamos dentro de sua mente neste exato momento. — iniciou. — Eu lhe mostrei memórias, e disse que você ajudaria Luffy, se lembra?


— Muito remotamente, mas o que isso tem a ver?


— A verdade, Nami, é que não lhe mandei lá apenas para impedir o pequeno Monkey fosse desligado, lhe mandei lá para que você pudesse ver o mundo com outros olhos. — respondeu sorrindo. — Para que pudesse superar os demônios que lhe assombravam, e parabéns! Você conseguiu! E a cada vitória, um dos cadeados do baú quebravam.


— Eu realmente não estou entendendo. — disse envergonhada. 


— Veja, é como aquele ditado que vocês humanos usam, como era mesmo? — parou por alguns instantes. — Ah, sim! "Trancado em um baú a sete chaves", algo assim.


— Tá bom, calma. — pediu levemente irritada. — Está me dizendo que eu tranquei seja lá o que for em um baú a sete chaves? Então aquela sensação estranha que eu estava sentindo eram os cadeados se quebrando?


— Você demorou para perceber. — disse rindo soprado. — Percebe que tudo está mais colorido agora? Apenas está assim porquê você superou, superou as coisas que lhe aprisionavam, Nami.


— Eu realmente fico feliz por isso mas e agora? O que vai acontecer? 


— Não é óbvio? Aquilo que você tanto almejava, a volta para seu corpo. — respondeu sorrindo. 


— O que? Não! Você não pode me mandar de volta agora! Não posso deixar Luffy sozinho hoje! Ele estava tão feliz porquê faz dez dias que nos conhecemos! — disse desesperada, a ideia de ir embora sem nem mesmo se despedir lhe assustava.


— Sinto muito, Nami, mas não posso lhe mandar de volta para lá, sua missão já foi cumprida. 


— E o que você é? Deus? Apenas me mande de volta!


— Estou bem longe de ser Deus, Nami. — respondeu calmo. — Acredito que vá me perdoar, afinal, você não se lembrará de nada que aconteceu aqui.


— Mas e Luffy? Eu vou me lembrar dele? 


O velho apenas estendeu a mão novamente, levando-a até o rosto pálido da ruiva e o tocando suavemente, fez um leve carinho ali e logo as pálpebras de Nami pesaram. Deitou-se sobre o chão com a ajuda do velho, não queria dormir, estava com medo, mas o sono lhe obrigara a se entregar e finalmente, a respiração calma e suave tomou conta do local.


Notas Finais


Espero que não tenha ficado confuso, por favor me avisem caso não tenham entendido!

Até o próximo sábado ♡


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