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História Segunda Chance - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá! Desculpe a demora para atualizar, minhas aulas voltaram e estou cheinho de lição atrasada (online, no caso). Desculpe se houver algum erro! Boa leitura. 💏

Capítulo 2 - Uma segunda chance é concebida.


Meus olhos se abriram e eu me sentei. Tudo estava um breu, era estranho e totalmente desconhecido. Me levanto finalmente, meus pés tocando o chão.


— M-mãe? — Foi a primeira coisa que eu pensei em chamar. Minha voz fez eco. — Isso só pode ser um sonho, não é? E-eu não entendo.


Andei, tentando achar uma saída, algo que me tirasse dali e nada. Era como se eu andasse em círculos e voltasse sempre para o mesmo lugar. Suspirei cansado, batendo o pé no chão, irritado.


— Mas…? — Ofego surpreso ao perceber um ponto de luz no meio do escuro. E me assustei ainda mais por aquilo estar crescendo e se tornando uma luz tão forte, ao ponto de ser insuportável e me fazer fechar os olhos, com tanta claridade.


O local, antes sem luz ou alguém tipo de claridade, agora era branco e ainda mais bizarro. Eu já ia xingar qualquer divindade existente de todo nome e palavrão que eu conhecia, mas ouvi uma coisa.


Uma voz. A voz era melodiosa, não era irritante ou algo do tipo, era reconfortante. Perdi a conta de quantas vezes me assustei nesse dia, porque mesmo que fosse gostosinha de se ouvir, ainda era desconhecida.


No entanto, esse ser, apenas me disse:


— Min Yoongi, então a sua hora chegou.


Juro que meu cérebro deu tela azul. Como assim chegou a minha hora? E como esse ser sabia meu nome?


— Eu morri?! — Finalmente a ficha caiu e eu gritei, totalmente desacreditado. Meus olhos estavam arregalados; eu estava em choque e completamente boquiaberto.


O "ser" estranho apenas caminhou calmamente, como se tivesse todo tempo do mundo, parando em minha frente e me observando. Ele me olhou de cima a baixo, como se estivesse me analisando. 


— Você não se lembra, não é?


— Me lembro vagamente de algumas coisas. Mas por que eu estou aqui?


— Cometeu muitos pecados. — Continuou falando, ignorando minha pergunta. — Como consequências de seus atos, a Divindade decidiu busca-lo. — Para de andar de um lado pro outro, pelo amor. — Respondendo sua pergunta, você está aqui pois morreu em um acidente de carro. Tenho apenas uma pergunta: você se arrepende?


Sua pergunta me fez refletir. Talvez eu me arrependa de muitas coisas, como por exemplo o jeito que eu culpava minha mãe. O jeito que eu sempre descontava minha raiva em brigas, em bebidas ou em transas com garotas desconhecidas. Não que eu me orgulhe desses fatos, aliás, quem se orgulharia dessas coisas?


— Sim, eu me arrependo. De tudo mesmo.


Maltratei pessoas que não tinham culpa e mesmo que tivessem, não era o certo. Minha consciência pesa, como se tivesse uma bigorna em cima dela. Eu sou uma porcaria de ser humano.


— Mas antes, eu quero pedir algo. — Acrescento, ganhando um aceno positivo, pedindo para que eu continuasse a falar. — Eu quero uma segunda chance.


— Segunda chance? 


— Sim. — Balanço a cabeça positivamente. — Quero tentar consertar tudo, entende? 


— Entendo. Mas isso não depende de mim, Yoongi. Espere um momento. — E sumiu dali, indo pra sei lá onde.


O que será que ele foi fazer? Falar com a Divindade? 


Solto um suspiro longo, esperando ele. Não sei quantos minutos se passaram, porque brincar com os meus dedos me deixou ocupado, mas logo ele estava ali, com um pequeno sorriso.


— Certo, a Divindade concedeu seu pedido e isso é raro, sinta-se sortudo, Min. — Dou um sorriso aliviado. — Recomeços são difíceis, apagar o passado é ainda mais, então eu te desejo muita sorte. Não vou simplesmente apagar seu passado, você vai ter que aprender a lidar com ele, ok? — Assenti. — Não faça a Divindade se arrepender disso, você vai errar muitas vezes, o ser humano não é perfeito, seres humanos são falhos, mas não perca seu foco.


Ele toca meu ombro gentilmente.


— Cuide de quem você gosta e seja gentil com quem você fez mal, como o Jungkook, por exemplo. Se aproxime dele, é a única condição. Você aceita?


— Claro! — Concordo sem pensar duas vezes e ele estala os dedos.


Sinto uma dor de cabeça de cabeça forte e resmungo, abrindo os olhos lentamente. Respiro e sinto um pouco de agonia ao fazer isso. Meus olhos passam pelo local de cor branca, algo faz um "bipi" sonoro.


Então percebo que estou no hospital e não debaixo da terra. 


Percorro meu olhar pela sala novamente, vendo alguém dormindo no sofá do quarto, de maneira totalmente desconfortável. É a minha mãe. Seu rosto parece cansado, como se estivesse aqui a bastante tempo, seus cabelos estão com alguns fios para cima, um tanto bagunçado.


— Mãe…? — Eu a chamo e a minha voz sai baixinha, no entanto, isso a acorda.


Ela se espreguiça, soltando um "hmmm", enquanto coça os olhos. Assim que ela me olha, ela se levanta rapidamente, indo até a minha cama.


— Yoongi? Meu deus, graças a Divindade você está bem! Quer dizer… me disseram que você estava bem, mas mesmo assim… — Sua mão vem em minha direção, como se quisesse me tocar, mas ela exita. — Eu posso?


— Claro que sim. — Me sento na cama com cuidado e logo sinto seus braços rodiarem a minha cintura. Seu abraço não é tão forte, mas também não é tão solto, é confortável. Entrelaço meus braços no pescoço de minha mãe, deitando minha cabeça em seu ombro, sentindo o cheiro do perfume já tão conhecido por mim.


Ela se afasta depois de um tempo, deixando um beijinho demorado na minha bochecha.


— Tenho que chamar a enfermeira pra dar uma olhada em você, já volto. 


Observo ela sair do quarto e fico olhando pro teto. Minha própria mãe exitou me tocar. Eu me afastei tanto assim? Tipo, me afastei tanto ao ponto dela me pedir permissão para tocar seu próprio filho? 


Minha mãe volta com uma enfermeira de cabelos vermelhos, que se aproxima de mim. Ela analisa meus olhos com um tipo de lanterninha, logo me pedindo para abrir a boca o máximo que eu conseguir e olha minha boca.


— Eu vou trocar o seu curativo, ok? — Pergunta e eu apenas murmuro um "sim". Leio o nome bordado em seu uniforme e descubro que seu nome é Park Sooyoung. — A batida foi bem forte, você bateu a cabeça com força, o que causou alguns ferimentos e um corte bem feio, cuidamos disso e você teve que levar alguns pontos. — Sooyoung me diz com calma, enquanto tira a faixa com uma delicadeza sem igual. Depois ela pega uma faixa nova e vai passando pela minha cabeça. — Você teve alguns arranhões na pele, irá sumir com o uso de pomada cicatrizante. 


— Ele pode ir pra casa? — Minha mãe perguntou, observando-a.


— Vamos fazer alguns exames pra confirmar que realmente está tudo bem e esse garotão vai poder ir pra casa. Como você está, querido?


— Estou bem, só um pouquinho cansado.


— Descanse um pouco. — A enfermeira sai do quarto e eu me permito fechar os olhos e descansar um pouco.


[…]


Depois do meu descanso, Sooyoung voltou para o quarto e com a ajuda dela, fui fazer alguns exames, enquanto minha mãe esperava na sala de espera. Estava tudo bem comigo, então mais tarde eu fui liberado do hospital.


Troquei de roupa, pois minha mãe levou roupas limpas para mim. Min Hyerin era uma mulher bem preparada. Vesti aquele conjunto moletom com a maior calma do mundo, porque mesmo que eu tenha dormido, eu estava morrendo de cansaço e irritado com o cheiro hospitalar.


Nunca gostei de ficar em hospitais.


Quando coloquei meus pés para fora daquele lugar, eu fiquei surpreso ao ver o carro do meu pai. Ele não era bem o tipo de pai presente na minha vida, era um "oi, tudo bem?" a cada dois anos e olhe lá. E eu não estou exagerando.


Meu pai me abraçou e eu apenas dei um sorriso forçado. O caminho até a nossa casa foi bem estranho, o silêncio era totalmente desconfortável. Meus pais nem se olhavam por dois segundos e eu lá, no banco de trás do carro, olhando para minhas próprias mãos.


O que me salvaria disso, seria o meu celular, mas por causa do acidente, ele quebrou completamente, não dava nem pra salvar o coitado.


O mais velho nós levou até em casa e a única palavra que a minha mãe dirigiu a ele foi um "obrigado" com a voz ríspida. Mesmo que eu não tivesse qualquer tipo de boa relação com o meu pai, eu lhe dei um beijo na bochecha, agradecendo também.


— Você é o meu filho. — Ele disse, sorrindo para mim. O sorriso gengival igualzinho ao meu. — É o mínimo que eu poderia fazer. Melhoras, garotão.


Ele entrou no carro e deu partida e eu fiquei vendo o automóvel sumindo na estrada. Entrei em casa e relaxei os ombros, me sentando no sofá e bocejando.


— Vá tomar um banho que eu vou fazer algo pra gente comer. Comida de hospital é horrível.


— Realmente, sem sal. — Fiz careta e ela riu baixinho, se dirigindo pra cozinha.


Me levantei e fui pro meu quarto, tirando as minhas peças de roupa, colocando no cesto de roupas sujas. Entrei debaixo do chuveiro e abri o registro, me ensaboando e depois tirando o excesso. Fiquei ali debaixo, deixando a água caindo, quentinha, como se levasse todas as minhas preocupações.


Saí com a toalha enrolada na cintura e fui até meu quarto, pegando meu pijama verde. Seco meu corpo e visto uma cueca limpa, logo colocando meu pijama e me sentindo mil vezes melhor.


Min Hyerin logo entrou no quarto, me ajudando com a faixa que havia molhado e me ajudando a passar a pomada cicatrizante nos meus machucados. Por fim, tomei sopa no quarto mesmo, assistindo algum filme do Adam Sandler, porque era um dos atores que eu mais gostava.


Acabei caindo no sono, com a televisão ligada e com o prato em cima da cômoda perto da cama. Era bom estar em casa, enrolado nos lençóis com cheirinho de amaciante.


Amanhã era um novo dia. Dia de pensar em qual ação, eu começaria a fazer.


Notas Finais


me segue aí, neném. @JKGOTHICS.


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