História Segunda chance (Dividida 2) - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga)
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Palavras 2.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não se precipitem julgando.

Capítulo 5 - Surpresa desagradável


Jin

As coisas andavam bem entre eu e a S/N. Nossa noite havia sido perfeita eu a levei para o trabalho no outro dia. E finalmente conheci o local onde trabalhava. Na Agust. Já havia ouvido falar dessa empresa só não lembrava da onde. O nome não me era estranho, e por algum motivo fiquei angustiado de saber que ela trabalhava ali. Cheguei no trabalho, cumprimentei a Srta. Fernandes minha secretária. Sempre a tratei assim para que houvesse respeito mútuo entre nós. Ligo meu computador abrindo um página do Google e pesquisando "Agust" diversas páginas relacionadas apareceram. Encontro o site da empresa, até então nada de incomum. Clico na parte da história da empresa. A empresa foi fundada pelos dois Ceo ainda quando eram estagiários e progrediu muito desde então se tornando uma grande empresa independente. Desde a inauguração Min Yoongi e Jung Hoseok... MIN YOONGI. Porra. Eu não podia acreditar. Ela estava trabalhando na empresa daquele desgraçado. Me recordo da onde já tinha ouvido falar daquela empresa. Na faculdade, durante uma aula o professor usou a Agust como exemplo de como era possível abrir sub empresas de sucesso. Embora na época apenas fosse uma suposição desse sucesso a Agust já mostrava indícios de crescimento superior ao esperado. E quando ouvi o nome Min Yoongi pesquisei mais a respeito e descobri que ele havia tido mais sucesso que eu. Pensar que ele poderia dar uma vida melhor para S/N serviu de incentivo para que me esforçasse mais todos os dias, para dar a ela não uma vida luxuosa como a que ela teria ao lado dele (pois sabia que não chegaria tão longe), mas pelo menos confortável. Pego o celular para ligar para ela, mas desisto. Não ia me precipitar. Homens como o Suga não ficavam muito longe da matriz e pelo que eu li não ficava aqui. Talvez ela nem soubesse que a empresa era dele. Chegando em casa eu conversaria com ela e tentaria descobrir se ela já tinha cruzado com ele.

Tento me concentrar no trabalho, mas tudo que penso é se ela tinha contato ou não com Suga. Fico imaginando ela com ele no mesmo ambiente e Suga tentando se aproximar dela. Dou um soco na mesa frustrado. Eu tinha que me acalmar. Tudo era apenas suposições. A Srta. Fernandes entra na sala com uma xícara de café.

- Está tudo bem Sr Kim Seokjin?

- Está sim Srta. Fernandes. Qual a minha agenda para hoje?

- Você tem duas reuniões a tarde.

- Quanto tempo terei de almoço? - Eu não sabia o horário do almoço da S/N mas talvez pudesse ao menos passar lá dar um oi. Me sentiria mais tranquilo.

- Acho que uma hora senhor.

- Vou almoçar com a minha esposa hoje.

- Senhor hoje tem o almoço para discutir a conta da Bros.

- Cancele.

- Não será possível. Já foi adiada duas vezes e eles podem pensar...

- Tudo bem. Eu vou ao almoço com os executivos da Bros. - mesmo sem cabeça para o almoço me forcaria a ir.

Fui até o restaurante para o tal almoço, cheguei cedo. Não queria que eles pensassem que nossa empresa não era responsável por uma falta minha, mas começava a me arrepender de ter ido.

As hora passaram e nada dos executivos, peço meu almoço e como sozinho. Fico realmente furioso tanto com a desfeita como por não ter ido almoçar com a S/N. Pago a conta e retorno ao escritório. A Srta. Fernandes vem até mim.

- Sr Kim Seokjin, me perdoa eu não tinha visto o e-mail. Eles haviam cancelado ontem a tarde o almoço. Mil desculpas.

- Tudo bem. - falo entre dentes e entro no escritório.

O dia ia ser longo. A Srta. Fernandes já havia cometido outros deslizes, o que me fez ficar até mais tarde diversas vezes. Eu havia perdoado afinal de contas segundo ela sua avó estava doente o que a deixava distraída. A única vez que realmente a reprendi foi quando sem querer trocou a data de aniversário de casamento da minha agenda me fazendo perder o jantar com a S/N. Desde de então tudo estava indo bem.

Olho o relógio cansado. Faltava dez minutos para o fim do expediente. Me levanto me preparando para sair. A Srta. Fernandes estava sentada em sua mesa, ela levanta os olhos para mim. Ela era uma mulher atraente, e sempre usava roupas decotadas, eu tinha cansado de ouvir os outros comentarem sobre o que fariam com a minha secretária se fosse eu. Eu apenas ignorava esses comentários, eu a via apenas como uma colega de trabalho. Me despeço dela.

- Ah Sr Kim Seokjin? Podemos rever os contratos de amanhã? Não estou segura se está tudo em ordem.

- Tudo bem. Veremos isso amanhã cedo. Boa noite.

- Sr Kim Seokjin?

- Sim? - Eu queria ir logo para casa. E ela estava me atrasando.

- Será que o Sr poderia me dar uma carona até minha casa? Eu estou sem passagens.

- Claro.- Seria indelicado da minha parte recusar.

Ela pega seus pertences e me acompanha até o carro. Ela se senta no banco de trás. Enquanto assumo o volante. Ela me passa seu endereço dígito no GPS e sigo em frente.

- O Sr se importa que eu troque de roupa aqui? - pelo retrovisor vejo ela já se despindo sem aguardar minha resposta.

Foco minha atenção na estrada a minha frente. Seria errado da minha parte observar a cena. Achei ousada e desnecessária a atitude dela, afinal ela estava indo para casa, não é? Acelero um pouco o carro querendo chegar rápido. Finalmente chegamos à sua casa.

- Pronto. - digo sem emoção.

- O Sr não quer entrar? - ela diz com a voz melosa.

- Não obrigado. - respondo sem olhar em sua direção.

- Você deve amar mesmo sua mulher.

- Sim eu a amo.

- Tenha uma boa noite Jin e obrigada pela carona.

Respondo com um rápido aceno de cabeça e saio acelerando para casa.

Já longe respiro aliviado. Nunca dei tal liberdade para ela me chamar de Jin. Algumas vezes achei que ela se insinuava para mim, mas agora tinha certeza. Isso mais o fato de seus deslizes me fizeram crer que eu precisava urgente trocar de secretaria. E pensar em treinar outra me dava nos nervos... ou poderia contratar a S/N. Sorrio com a ideia. Assim ela trabalharia e ainda ficaria longe do Suga ou de qualquer outro. Aperto o volante com força ao pensar em Suga. Amanhã cedo veria sobre a possibilidade de contratar minha esposa.

Chego em casa e encontro um BMW prata parado em frente de casa. Era daqueles modelos novos. Nem sabia que já estavam vendendo no país. Era realmente linda. Me dirijo para casa imaginando que tipo de pessoa teria uma daquelas.

Abro a porta de casa e sinto cheiro de café. S/N já deveria ter chego. Vejo algumas sacolas na sala. Ela deveria ter feito compras novamente. Me preocupa o fato dela estar gastando tanto. Não que eu a reprimisse por isso, mas não queria que se endividasse sem necessidade.

- S/N? - a chamo.

- Aqui na cozinha. – ouço sua voz.

Me dirijo para lá, entro e me deparo com Suga sentado em uma das cadeiras da mesa. Ele me olha, me avaliando sério. Tem outro homem a mesa, mas não presto atenção. Se eu duvidava a respeito se S/N estava ou não tendo contato com ele no trabalho minha pergunta estava mais que respondida. A tensão era palpável na cozinha.

- Amor, lembra-se do Suga? - ela diz com um sorriso nervoso para mim.

Como se eu pudesse esquecer. Me recomponho da surpresa inicial.

- Claro. - digo por fim encarando-o

- E esse é Jung Hoseok. - o outro homem levanta-se sorridente me cumprimentar.

- Prazer. Pode me chamar de JHope. - aceito sua mão.

- Você quer tomar café com a gente? - ela me pergunta ainda nervosa.

- Sim meu amor. - Eu a puxo e a beijo, mostrando a Suga a quem ela pertencia.

O vejo cerrar os punhos. Sorrio com essa reação. Me sento em uma das pontas da mesa, ignorando o fato de Suga estar sentado na ponta oposta.

- Então Suga você vai ficar muito tempo na cidade? - Eu pergunto calmamente.

- Provavelmente eu vá me mudar definitivamente para cá. A Agust tem sido minha principal aposta então não vejo motivos para deixa-la.

- Mas enquanto as outras empresas da sua família? Não seria melhor administra-las da sede na Coréia? - melhor dizendo não era melhor você se mandar?

- Meu pai tem tudo sobre controle. E mesmo a distância com os avanços tecnológicos não preciso estar presente para me envolver diretamente nos negócios da Min Inc. - ia ser difícil me livrar dele. Resolvo deixar para lá.

Comemos em silêncio. Eu e Suga nos encaramos de vez em quando ainda nos avaliando enquanto S/N comia evitando nos olhar, ao contrário do tal do JHope que olhava para todos perdido.

- Seus pés estão melhor? - JHope pergunta a S/N quebrando o silêncio.

- Que?... hã... sim obrigada.

- O que houve com os seus pés? - pergunto preocupado.

- Nada de mais Jin. Sapatos novos.

- Isso não teria acontecido se você não fosse obrigada a usar saltos altos durante o trabalho. - digo aborrecido olhando acusador para Suga.

- Eu não a obriguei a nada. Aliás não me importaria dela trabalhar descalça.

- É compreensível um homem ocupado como você não se importar se uma funcionária está ou não confortável.

- É claro que me importo que minha secretária esteja bem. Até a trouxe para casa para que não tivesse que vim andando de ônibus com os pés machucado enquanto seu marido desfila por ai de carro. - cacete. Ela não só trabalhava para ele como era a sua secretaria.

Cerro os punhos, e fecho a cara.

- Eu a teria buscado se ela me pedisse. - digo entre dentes. Vejo um sorriso vitorioso se formando em seu rosto.

- Não se preocupe. Não me importo de traze-la para casa todos os dias se preciso.

Sinto a raiva tencionar meus músculos.

- Hey eu estou aqui lembram. Eu não preciso que ninguém me carregue por ai. Não me importo de andar de ônibus desde que eu não dependa de ninguém. - S/N diz frustrada.

- Gente olha a hora. A conversa está boa mas não queremos abusar da hospitalidade de vocês. - JHope diz se levantando. - Não é mesmo Suga?

Suga desvia o olhar de mim e se levanta. S/N Se apressa a acompanha-los até a porta. Fico sentado fitando o vazio. Aguardando seu retorno. Ela volta para cozinha e começa a tirar a mesa, evitando me olhar então começa a lavar a louça. Eu odiava quando ela ficava em silêncio. Porquê significava que estava aborrecida e que acabaríamos discutindo. Eu não podia evitar, precisava resolver aquilo.

- Quer me dizer algo? - pergunto por fim sem me mexer.

- O que você quer que eu diga Jin? - ela para de lavar a louça se apoiando na pia.

- Não sei. Que tal "desculpe Jin por não ter dito que trabalhava para meu ex namorado"?

- Não acho que seja errado trabalhar para ele. E eu pretendia te contar.

- Quando?

- Quando tivesse certeza que você não fosse surtar com isso.

Eu rio sem humor.

- Não é errado trabalhar para seu ex namorado? Não sabe o que dizem de relação chefe-secretária? - ela se vira para mim. Me encarando séria.

- Não Jin. Me diz você o que dizem.

Fico sem palavras, me coloquei em uma armadilha. O que diria a ela sem que isso significasse que também tinha problemas com a minha secretária? Coloco minha cabeça entre as mãos. E respiro fundo.

- S/N eu não quero brigar. Só não gosto dessa situação. Você ele. Vocês tiveram uma história. Isso não conta?

- O que tive com ele ficou no passado. Eu sou capaz de separar as coisas. Se você realmente me conhecesse saberia disso.

- Não disse que você não era capaz. Mas ele é?

Ela fica em silêncio. Olho para ela, vejo a dúvida passar pelo seu rosto. Aproveito a deixa.

- S/N. É melhor sair daquele lugar. Isso não vai nos fazer bem. - ela me olha.

- Não Jin. Ficar em casa não me faz bem. - ela diz isso saindo da cozinha, me deixando sozinho.

Droga. Repasso nossa conversa mentalmente. Onde eu tinha errado? A sigo para o quarto ela estava jogada na cama de costa para porta. Me aproximo observando pelo primeira vez seus pés. Havia vários band-Aid colado e um curativo grande em seu pé, com um pouco de sangue atravessado a atadura.

- Seus pés...

- Eu estou bem. - ela diz se encolhendo.

Penso em me aproximar dela, mas sabia que ela precisava de espaço. Retorno a sala ligando a TV. A ouço indo para cozinha. Me levanto indo até lá. A encontro começando a preparar o jantar.

- Não precisa preparar o jantar hoje. Podemos jantar fora. - Eu queria acertar as coisas entre nós.

- Não estou com fome. Obrigada. - ela diz sem me olhar.

- Então deixa que eu me viro. Não quero que você fique aqui de pé assim machucada.

Ela larga as coisas ali e se retira. Respiro fundo. O que a aborrecia tanto? Eu deveria estar aborrecido, afinal ela não tinha me contado que estava trabalhando para ele. Acho que teria que perguntar.

- Eu não entendo por que você está assim? Eu não fiz nada. - digo me sentando ao seu lado no sofá.

- Jin. Você insinua que eu estou tendo um caso com o meu chefe só porque ele é meu ex namorado e espera que eu fique bem? - a então era isso.

- Desculpa. Mas você viu o jeito que ele te olha?

- Não. Porque estou o ocupada demais trabalhando ou me concentrando em outra coisa.

Eu deveria confiar nela. Mas o problema era ele. Eu ia concordar por hora. Afinal não era inteligente brigar agora. Amanhã conversaria com ela sobre trabalhar comigo.

- Desculpa... eu vou tentar me controlar.

Ela me olha me estudando. Então abre um sorriso.

 - Quero comida chinesa hoje.


Notas Finais


;)


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