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História And Then I Met You - Jikook - Capítulo 7


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Notas do Autor


Hello, voltei!

Good leitura.

Capítulo 7 - Seu olhar


Fanfic / Fanfiction And Then I Met You - Jikook - Capítulo 7 - Seu olhar

Certas coisas na vida deveriam vir com uma etiqueta e nela estar escrito o nível do quanto você pode suportar, nossas escolhas também e principalmente qual lado devemos seguir, pois ver Su-Lee sendo levada de sua casa, de seus braços era o ápice do desespero.

Quatorze dias haviam se passado e seria impossível o luto ter ido nesses dias, não programamos quando ficaremos bem. E não programamos até quando ficaremos de luto. Mas se é por alguém que você ama definitivamente seria para sempre.

Dizem sempre que a dor passa e realmente deve passar, mas esquecer seria impossível. As maiores lembranças sempre foram as boas, e como ele poderia esquecer da pessoa com a qual o mostrou que ele deveria ser amado? Ele era amado, e ele amou. A saudade apertava tanto o seu peito que o sufocava.

Mas a dor está piorando pois a única pessoa que ainda tinha para amar estava sendo levada.

A garotinha chorou e encarava seu pai de dentro da van preta em que a moça de terno e os dois rapazes saíram.

Os enfermeiros colocavam a senhora Park dentro da ambulância e seu irmão Jihyun foi junto. Sua maior preocupação agora era sua filha que estava assustada.

Se lembrou do dia da adoção em que Taehyung chegou alegre em casa com os papéis assinados por terem conseguido finalmente adotar uma criança e no dia que foram conhecer sua filha os dois ficaram encantados com a garotinha que segurava um bichinho de pelúcia. Seus olhos eram redondinho apesar de ser coreana. As bochechas muito fartas e muito bem educada.

A primeira palavra que os dois ouviram da garotinha foi Appa e ambos choraram. Pois agora tinham ainda mais que um ao outro tinham seu pequeno ser que mesmo não gerado pelos dois já era muito amada.

Su-lee batia na janela da van chamando a atenção de seu pai e assim que Jimin deu um passo para ir até sua garotinha foi impedido por um rapaz alto e forte.

— Você não pode ir. Vocês não tem a onde morar e ela terá que voltar a morar no orfanato.

Jimin não disse nada, estava sem forças até para brigar por sua filha, estava cansado de toda a batalha que estava enfrentando. E sabia que a guerra ainda estava por vir.

-x-

Sem saber para onde ir passou a primeira noite em uma casa que abrigava sem tetos. Teve sua primeira refeição durante todo o dia e após o jantar foi para o quarto com quem teve que dividir com mais três rapazes.

Não pregou o olho a noite inteira, só sabia chorar e cada lágrima caída seu coração rachava ainda mais. Queria saber como estava sua filha, se havia comido, se estava quentinha e aconchegada no edredom como ela sempre fazia.

Virou de lado e observou a parede branca com alguns risquinhos ou palavras de Deus. Frases e provérbios.

Leu um que estava meio apagado dizia " Chorar é diminuir a profundidade da dor ". Refletiu sobre a frase escrita na parede, e no momento seu desabafo era o choro. 

Refletiu também que o seu choro sempre foi sua companhia em todas as horas de dor. 

Seu choro era silencioso mas em seus pensamentos ele gritava. Não. Berrava, pedia Socorro, paz e tranquilidade. Estava farto de suas derrotas da vida.

Conseguiu adormecer as 4 da manhã e as 6:30 já estava sendo acordado por uma das moças que trabalha no local.

Tomou seu café e com a única mala em mãos saiu para as ruas de Busan, encontrar, talvez, um pouco de tranquilidade.

–x-

Dormir na rua não foi ruim, na realidade foi bem péssimo. A todo momento ouviasse passos, pessoas bêbadas, pessoas gritando, chorando e cantando. Jovens, adultos, crianças e cachorros passeavam sempre por ali. E não importava o lugar era tudo igual.

No segundo dia ficou em uma praça, já estava se sentindo imundo e conseguiu tomar "banho" atrás de um estabelecimento de gasolina.

Durante o dia foi em lojas conseguir algum trabalho e nada. Dormiu na praça naquela noite e ao amanhecer foi para outro canto da cidade para ver se conseguia algum emprego.

Foi em lojas de roupas e recebeu olhares feios, foi em restaurante e recebeu palavras feias foi em tudo em que podia e nada.

Estava cansado de andar e com fome, estendeu um edredom no chão e ficou ao lado de uma farmácia. Escutava a voz fina de um rapaz com um cartaz a suas costa vendendo ouro.

Estava sentado quando decidiu se espreguiçar e descansar um pouco e então ao olhar para o outro lado viu um rapaz encarando-o. Seus cabelos estavam arrepiados e seu terno muito bem passado. Suas bochechas estavam vermelhas, uma de suas sobrancelhas estava arqueada, o jovem rapaz muito bonito e elegante ainda o encarava. Jimin sentia seu coração palpitar, sentia que já tinha o visto em algum lugar. Seu olhar era intenso e mesmo querendo desviar o olhar se sentia preso naqueles olhos castanhos, como se fosse uma presa e o predador soubesse quando fosse atacar.

Saíram do transe quando o celular do rapaz começou a tocar, o jovem levou o celular até a orelha, falava ao telefone sem tirar os olhos de si. Então o rapaz começou a andar como se fosse em sua direção, mas o mesmo seguiu reto. Jimin se sentiu nervoso, e em seu estômago estava revirado, mas possivelmente era de fome.

Certamente havia achado até que o conhecia, sua expressão séria, seus olhos tensos e até um pouco amigáveis era um pouco familiar para si. Tentou tirar de sua mente o rapaz que possivelmente não o veria mais ou nem tão cedo. Tratousse de se levantar para poder conseguir algum trabalho. Lembrava a todo momento de sua filha e como sentia falta de seu abraço e seu cheirinho de baunilha.

Andou livremente pelas ruas, seu coração apertava sempre que tinha um não. E já estava começando a ficar pessimista em relação a trabalho ou ao desejo de consegui sua filha de volta.

Já estava chegando na área da classe alta, e avistou uma senhora com um carrinho de mão cheio de papelão.

Ela tentava subir a rua com o carrinho, mas estava nítido que ela já estava sem forças para levar o carrinho consigo. Jimin caminhou até a senhora e ajudou a subir a rua com o carrinho.

Ela sorria e bebia um pouco da água que carregava em sua bolsa. Ela parou e olhou para os lados como se estivesse procurando alguma coisa, pôs a mão no peito e respirou fundo.

— Aguarde um momento, por favor. — A senhora pediu. — Vou olhar nessas lixeiras para ver se tem papelão.

— Eu ajudo. — Jimin se prontificou.

— Está com uma mala, você vai viajar ou está voltando? — Perguntou inocente sem saber o que realmente passava.

— Nenhum dos dois. — Jimin lhe deu um sorriso constrangido deixou o carrinho em um canto e foi em algumas lixeiras ajudar a senhora.

Do lado esquerdo a casa pintada de cinza e trepadeiras em uma parte estava com duas lixeiras na frente. Viu caixas de todo o tipo, e pegou e ajeitou para por dentro do carrinho.

— A senhora vende os papelões?

Ela voltou com os papéis em mãos e colocando no carrinho também. Parou em frente ao Jimin e com uma mão na cintura o respondeu:

— Sim, meu jovem. Nessa minha idade, não conseguimos mais nada! E você? Por que está por aqui? Você mora nessas casas grandes? — Perguntou tudo de uma vez.

— Trabalho está realmente difícil. — Murmurou. — Eu fui despejado, Ajhuma! Um dia quem sabe! Estarei morando em uma casa grande dessas.

A Senhora sorriu com os olhos e lhe deu um tapinha nos ombros.

— Vamos? O que eu conseguir hoje dividirei com você!

— Não precisa, ajhuma. Está tudo bem.

— Não recuse tão rápido, menino. Estou fazendo de coração, vamos?

Os dois caminharam juntos, atrás de mais papéis e só pararam ao ver um carro se aproximando.

O carro era um aud r8 v10 preto, um rapaz novo que ao parecia ser um chofer pois usava um chapéu engraçado, pois a cabeça para fora.

— Saiam da frente! — O rapaz gritou e os olhou feio.

— O senhor não tem educação? Não podia pedir com carinho? Se eu fosse sua mãe eu te aducaria do jeito certo meu rapaz. — A senhora falou.

— Mas o que? A senhora está doida? Deixe-me passar... — Ordenou com a voz irritada. — Se não saírem passarei por cima.

— Mas você é um abusado mesmo né. — A senhora pegou um guarda chuva que estava pendurado no carrinho e foi para cima do rapaz.

Antes que pudesse a chegar a bater outro saia da porta de trás.

— O que estão fazendo? — O rapaz perguntou com a voz firme e baixa.

— Esse seu funcionário aqui! — Se queixou. — Já íamos sair da porta do senhor, viu meu filho? Mas ele nos tratou mal. — Falou birrenta parecendo uma criancinha.

— Ajhuma, é melhor seguirmos em frente. — Jimin falou tocando o ombro da senhora, e ao levanta a cabeça pôde ver quem era o rapaz que acabara de sair do carro e era o mesmo que a uns dias o estava encarando.

Ambos se olharam de novo, e o nervosismo apareceu sorrateira. Jimin abaixou o olhar e com a mão puxou a senhora. Ele puxou o carrinho da frente da porta da garagem e esperou o rapaz entrar.

Não ouviu passos, muito menos som de carro se mover. Olhou para o rapaz que continuava a observa-lo.

— Obrigado. — O rapaz respondeu.

Jimin não conseguia dizer nada, só assentiu e olhou seus sapatos que estavam meios sujos, sentiu suas bochechas arderem.

— Você está bem? Está com febre? — A senhora perguntou.

— N-não.

— Então, por que está vermelho?

Ele olhou o rapaz que continuava a olha-lo, não tirava os olhos de Jimin e o mesmo se sentia um pouco incomodado.

— N-nada. Vamos, ajhuma?

— O senhor não vai entrar? — O chofer chamou a atenção de todos.

— Vou.

— Me desculpe. — Jimin falou sem olha-lo, se curvou em forma de respeito e segurou no carrinho para prosseguir com a senhora que estava com a cara de quem não entendia nada.


Notas Finais


Até mais

*--*


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