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História Segunda geração - Kakegurui - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Laboratório


Fanfic / Fanfiction Segunda geração - Kakegurui - Capítulo 5 - Laboratório

- Certo, então agora é a hora de me falarem sobre esse laboratório que tanto falam - digo.

Estamos em um dos refeitórios da escola, esse refeitório é usado poucas vezes. A maioria das pessoas vem para cá para falarem sobre como vão colar nas provas, como vão derrubar uma pessoa, o que vão fazer com os bichos...

- O laboratório por um tempo foi a nossa "casa", digamos assim - Troy começa. - Nós nascemos e fomos direto para lá. Ficamos numa área especializada para nós, no caso quando éramos bebês, ficamos em uma sala grande, espaçosa, colorida com uns carpetes macios no chão... como um jardim de infância. Mas nós fomos crescendo e passamos a viver ou morar em uma outra sala, uma sala toda branca. Camas, mesas, lençóis, paredes, tudo era branco - ele diz, percebo que está imaginando ou pensando no lugar. Ele para de falar um pouco e olha para o seu colo e aperta sua calça. Matsu Honebami continua.

- Só nos mudamos de sala uma vez, e essa vez foi do jardim de infância para os nossos quartos. Os quartos são divididos entre sexos, ou seja há um para os meninos e outro para as meninas, mas eles são iguais - Matsu complementa. - Mas, durante esse tempo, nós desde bebês fomos submetidos a experimentos. No jardim de infância, eu me lembro de fazermos uma fila indiana e ir em direção a uma outra sala para experimentos. E sempre quando saíamos, nós saíamos acompanhados. Sempre havia um fiscal perto de nós, nos acompanhando e observando os nossos passos... isso se seguiu no jardim de infância, e agora que crescemos.

Foram submetidos a experimentos desde bebês pelo próprio clã? Pela própria família? Que estranho...

- Creio que deve estar se perguntando o que nós estamos fazendo aqui, visto que claramente não estamos no laboratório, não é Mary Saotome? - Ciel me pergunta. A voz metalizada que sai de sua máscara me da calafrios.

- Sim, me pergunto isso sim - falo.

- É bem simples: nós fugimos. Durante todo o tempo que ficamos lá, durante nossos treze, quatorze anos, havia uma pessoa que sabia de tudo, da história ali do local. Um dia, essa pessoa nos fez ver o que de fato acontecia ali e nós quando descobrimos, nós decidimos sair. Levou um tempo, mas no fim conseguimos. Nós aqui estamos em seis pessoas, mas existe ainda outras crianças da segunda geração, há crianças com seus três anos de idade e bebês ainda. Elas atualmente estão sendo mantidas no laboratório, estão sendo realizado experimentos com elas. Pretendemos voltar o mais rápido que pudermos, agora quando voltaremos e as salvaremos, será decidido no fim dessa eleição presidencial - Ciel me explica.

- Ok acho que entendi a história com vocês. Suas famílias só podem ter um ou no máximo dois filhos, e se tiverem mais, esses filhos são mandados ao laboratório, onde são submetidos a experimentos. Vocês ficaram lá e agora fugiram... eles estão atrás de vocês agora? Digo essas pessoas desse laboratório? - pergunto. Eles se entreolham e falam coletivamente:

- Claro.

- É claro que estão atrás de nós, mesmo eles não admitindo, somos peças valiosas - Ryo diz.

- Ok ok, agora esse laboratório faz experimentos com outras pessoas? - pergunto. Eu já sei a resposta, mas quero saber mais.

- Sim, eles fazem sim. Uma prova disso é a sua amiga - Troy diz. - Aqui no Japão existe ainda aldeias e vilas, então geralmente eles invadem uma vila, matam aqueles que resistem e roubam mulheres, e as crianças principalmente. Eles preferem fazer experimentos com homens, visto que são mais fortes, mas fazem experimentos com qualquer tipo de pessoa. 

- Eu me lembro uma vez - Ciel diz - me lembro de ouvir um grito... um grito de dor. Estava voltando para o meu quarto, quando passei em frente a uma sala e vi uma mulher deitada numa maca. Ela estava se contorcendo... um médico do lado dela estava com uma seringa e o líquido dentro, brilhava. Eu pude ver que ele já tinha injetado um pouco do líquido nela, mas ele queria colocar tudo o que estava na seringa. Ele ordenou que os seguranças a segurasse e injetou tudo. O braço da mulher começou a inchar e ficar grande, depois as veias ficaram brilhosas da cor do líquido. Depois disso... depois ela - ele começa a ofegar, e olhando para mim, diz - o braço dela explodiu. 

Que horror. Inacreditável. Como o braço de uma pessoa pode ter explodido? Eu só estou imaginado os gritos dela... gritos de dor... não, na verdade isso é uma coisa inimaginável.

- Depois um fiscal me puxou pela gola da blusa e me levou as pressas para o meu quarto. A sirene do laboratório começou a apitar, indicando que algo havia saído mal e que uma das salas precisava de apoio... - Ciel termina de falar. - As vezes, é simplesmente horrível aquele lugar. Nas maioria das vezes, é aterrorizante.

(...)

Depois de um tempo pensando, chego a uma conclusão. Preciso achar aquelas crianças e perguntar o que posso estar fazendo mais. Estou sim preocupada com a Tsuzura, estou muito, mas é aquilo algo me diz que tenho algo a ver com essas crianças, eu sei qua já as vi em algum momento. 

Estou junto da Yumeko, Ririka e Susui, todos falam o quão estão ansiosos para a última semana das eleições que se aproxima. Mal acredito que um mês já está se passando, que já estamos chegando no fim... quem será o novo ou nova presidente? 

(...)

- Ei você - falo. Estou nos corredores da área do ensino fundamental. Os alunos ali me olham como se eu fosse adulta, incrível, só porque estou no ensino médio. Minhas roupas são vermelhas e as deles azuis.

- Ah, olá Mary - Ciel fala. Ele foi o único que avistei, procurei e procurei os outros, mas não encontrei nenhum.

- Me responda com sinceridade, por que sinto que já os conheço? Por que sinto que estou envolvida nisso e tenho que ajudá-los? - pergunto.

Ciel me olha atentamente e não me responde por um tempo. Chego a pensar que não ouviu ou prestou atenção. Ele depois de um tempo me encarando, coloca a mão do rosto e retira a máscara.

- Por que você é a zero dois, a garota que Carla e Sarah confiaram a cuidar da gente e acabar com as leis falsas criadas pelo clã, você é a que tem as coordenadas para a restauração de tudo. Dentre muitos, você foi a escolhida.



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