História Segunda Temporada -The Rainy Days. - Capítulo 6


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Categorias Panic! At The Disco
Personagens Brendon Urie, Brent Wilson, Dallon Weekes, Ian Crawford, Jon Walker, Personagens Originais, Ryan Ross, Spencer Smith
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Palavras 2.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEHEHEH <3

Aqui estamos hdaushda :3

Loucura loucura, e boa leitura pessoal <3

Capítulo 6 - Seis


(Brendon)

Acordar no próximo dia foi meio que estranho. Eu estava me sentindo melhor do que eu me senti em muito tempo, digamos, fisicamente, mas os pensamentos intrusos ainda não paravam de me perturbar, e agora, eles estavam em maior quantidade ainda.

Não me entenda mal. Eu sei que o que aconteceu, foi algo normal. Digo, pessoas transam todo segundo. A questão é que eu não estava esperando por isso, ou mesmo, com isso em mente. Também não me entenda mal aqui, não é como se eu não desejasse o Ryan. Eu acho que você deseja quem você deseja, e pode passar mil anos, e você ainda vai desejar essa pessoa como desejou algum dia qualquer no passado.

A questão é que tudo o que ele me disse, fez sentido. Ele me ajudou um pouco a organizar meus pensamentos, ainda mais com aquele negócio de que às vezes a gente tem que se jogar, para achar um substituto para aquilo que a gente amava mais perdeu.

A minha questão agora, e o que/quem era.

Não é que Ryan não fosse alguém sexual ou coisa do tipo, mas nunca tínhamos transado como transamos dessa vez.

Eu nunca tinha me sentido tão desejado sexualmente por ele, e olha que desde antes eu já me sentia.

Só precisava saber o que isso era para ele. Se isso significava algo.

Na verdade depois de algum tempo eu cheguei a conclusão de que ainda estava muito cedo. Provavelmente, eu ainda estava pensando sobre o que ele tinha me dito, mas logo, isso ia clarear mais na minha cabeça como fazia a cada minuto, então desisti um pouco de pensar ou tentar entender.

A questão daí em diante foi mais o que eu ia falar quando Ryan acordasse. Eu estava um pouco preocupado com isso por que não é como se eu tivesse dormido, mas também, não fiquei acordado.

Isso já era mais do que eu já tive nas últimas semanas, mas não queria que ele ficasse mal de certa forma, por que se eu tinha tido um pouco de sono tranquilo ou qualquer coisa relacionada a isso, era por causa dele.

Queria que ele sentisse o mérito merecido por isso.

E por algum motivo, eu estava curioso. Queria saber, tentar entender melhor daonde é que surgiu tudo aquilo que aconteceu ontem a noite.

Ele não demora tanto para acordar apesar, o que me faz sentir um pouco desprevenido.

Eu sou surpreendido por ficar pensando naquilo, lembrando das coisas, de antigamente, de coisas que eu nem sequer imaginava que ainda podiam estar guardadas na minha mente.

Acho que faz sentido. A questão é que isso foi diferente para mim. Quase como se fosse aquele negócio de uma chance de uma em um milhão, e eu consegui esse um mais uma vez.

-Meu Deus, como eu tô cansado. - Ryan diz acordando.

- Eu te acordei? -achava que não tinha feito barulho algum, mas, só não sabia mais o que dizer.

- Não… como você tá ?

- Bem.

- Seco demais para ser verdade.

- Não é sério. Tô bem Ryan. Obrigado por tudo.

- Tá bom… de nada Bren…

- Acho que ainda é cedo. Você pode voltar a dormir.

- Me acorda se ficar muito tarde?

- Acordo sim.

- Aliás, você dormiu bem?

- Dormi, dormi sim. Melhor do que em muito tempo. Obrigada.

- Fico feliz por você Bren… - ele sorri.

Eu gostava de ver ele dormir, e o bom, é que me deu um pouco mais de tempo para me preparar.

Pensar livre de toda minha merda. Na verdade, sair de casa por uma noite tinha sido muito bom.

Ryan acordou de novo uns 40 minutos depois, todo animado.

Não era algo que eu estava acostumado mais. Mas ele estava lá, todo agitado e enérgico falando que queria fazer o café da manhã.

Ele falava tão rápido para mim agora que acho que de 10 palavras que ele dizia, eu entendia 4.

-[...] Você gosta?

- hm.. que?

- Brendon, você tá vivo aí?

- Tô mas, meu deus… como você consegue estar tão animado assim…

- Ah… sabe… né… anh…  esqueceu que… sei lá, a gente teve uma noite boa…

- Foi… Foi demais.

- Isso me agita. Deve ser.

- Posso te perguntar algo?

- Claro… - ele responde. - o que quiser.

- O que exatamente aquilo significou para gente?

- Ah, eu acho que… sei lá, foi normal né? Sexo…

- É… e foi muito bom.

- Pois é… Tá aí. Isso que importa. Eu vou sempre estar aqui para você, você vai sempre estar aqui para mim… - ele me puxa para ele e me abraça, e eu não consigo retribuir ou reagir, por que não estava esperando por isso. - não temos nada que se preocupar além disso…

“Eu amo quando você me abraça…” eu penso e até ia dizer, mas às palavras não saem. Apenas fico ali, corpo encostado em corpo, eu e o Ryan, e faço que sim com a cabeça.

-Agora a gente precisa fazer alguma coisa para comer - ele me solta. - panquecas? Waffles? O que acha?

Eu nem lembro o que respondi, só sei que segui Ryan, ainda próximo dele, e fui até cozinha.


 

***


 

Tudo até que estava indo bem até. E ia ficar assim por um bom tempo, pelo menos era o que eu esperava.

Ryan às vezes ainda queria falar sobre mim, e eu não sei, podia ser paranóia minha mas parecia que ele estava tentando me entender, e eu não era muito fã disso.

Definitivamente não era.

Não precisava dele para me lembrar dos meus problemas quando tudo que eu queria fazer era fingir que era outro alguém.

Depois de algumas outras tentativas acho que ele percebeu que não ia dar em nada. Foi bom para mim no momento, mas não.sei se ia durar muito por que pensei que talvez pudesse ter inventado uma desculpa ou coisa assim, mesmo não sendo muito justo, para “tirar ele da minha cola”.

Não me entenda mal, eu amo o Ryan. Não queria deixar ele preocupado e muito menos fazer ele pensar que deveria alguma coisa para mim.

Éramos amigos e isso só foi possível em nome dos velhos tempos, então eu entendia isso como sendo pelo velhos tempos.

Se ele simplesmente quisesse tacar o foda-se para mim, eu não ia julga-lo ou culpa-lo ou muito menos acho que pensar que queria que ele fosse diferente.

Mesmo ele sendo a única pessoa que se aproximava mais de mim, eu sentia essas coisas quase como de um jeito instintivo.

Curtimos um pouco a toa depois, levando a Dottie para passear, e quando a gente voltou, Dan estava lá.

Gostava dele. E eu ele tínhamos começado a nos dar bem mesmo antes, quando eu namorava a Sarah, por que ele eram irmãos.

E eu sabia que ele e o Ryan tinham um lance.

Apesar de nenhum de nós termos demonstrado algo diferente, não queria ficar ali muito mais. Era meu tempo sabe, foi aquilo que eu disse.

Aqui era a onde os velhos tempos terminavam a amizade.

Eu chamei um Uber para voltar para casa, mesmo Ryan e Dan falando que podiam me levar.

Sei lá, só me senti melhor com o fato. Até parecia um dia normal como se todo mundo para mim sabe?

Cheguei em casa mais ou menos 1h depois


 

***


 

(Ryan)

 

-Ah Dan, qual é. Qual é o motivo da cara de merda agora? Já conversamos sobre isso, eu te disse que eu e o Brendon tínhamos decidido vir para cá.

-É, eu sei Ryan. Eu sei. Mas você tinha que ter dormindo com ele?!

-Que?

-Eu não sou besta, eu sei o que é um chupão quando vejo um. Meu, eu não quero nem imaginar… mas seu pescoço e seu ombro não deixam você mentir.

-Tá, a gente dormiu junto. Mas e aí Dan? Quer dizer, não significou nada além disso! Passou, já foi, morreu…!

-Por que é assim com tudo para você não é Ryan?! Acabou, já foi..! Tudo só importa na hora, quando você quer. Depois que você consegue, você nem tá mais nem aí com nada!

-Você sabe que não é assim! Caralho Dan, o que mais você quer?! Eu faço tudo com você, para você, eu tô sempre procurando fazer aquilo que vai te deixar feliz ou que vai deixar nos dois felizes! Não vou dizer que você importa mais que o Brendon, por que eu já disse um bilhão de vezes, isso não é uma competição! Ninguém tem que ser mais que ninguém!

-Talvez esse seja o problema. Por que você importa mais para mim Ryan. Você importa mais para mim, do que qualquer pessoa que você possa pensar no nome agora. Mas para você, você não vê diferença nas pessoas, no sentimento. Você é sempre igual para todo mundo

Eu podia sentir que ele estava magoado, triste, quase de coração partido, só pela voz dele.

Queria ser fofo, abraçar ele, conversar direito e civilizadamente. Mas o Danny não era assim. Não era o jeito dele. Ele se magoava e ficava triste muito fácil, e se eu fizesse isso, ele só ia me disse mais.

-Eu ia falar para você confiar em mim - eu começo - mas acho que isso é difícil de fazer no seu caso, e eu entendo isso Danny. Mas então não confie em mim. Confie no que você sente.

“Você sabe, eu passo muito mais tempo com você do que com qualquer um. Talvez fora a Z e minha família. Você sabe disso. Então confia no que você sente quando nós estamos juntos. Quando a gente tá lá, dormindo junto de noite, dando risada a toa jogando no seu Playstation…”

-Eu sei que o que eu sinto mas… eu já não tenho tanta certeza…

E é claro, claro que ele diria isso. Era o que ele sempre dizia. Dan simplesmente tinha essa mania de implicar com tudo que era relacionado ao Brendon.

-Eu sei que - ele continua - a gente não namora oficialmente, mas você sabe que é por que você não quer Ryan. Por que não daria certo para gente agora justamente por causa disso. Você sabe, sabe que eu amo você, sabe que você também me ama, que se fosse por mim a gente já estava completamente diferente, que eu queria poder fazer tudo mudar, eu trabalhar menos, ter menos coisa para fazer e você também, que a gente brigasse menos… você sabe disso… então por que você faz isso? Por que você faz tanta coisa para me machucar?

-Dan, você sabe. Amor, você sabe muito bem que eu não faço nada para te magoar…

-Pode não fazer de propósito, mas faz Ryan - ele tinha uma voz chorosa, é isso me deixou péssimo como sempre, de verdade. - e eu até posso estar errado, ser exagerado, mas me sinto tão traído... eu cada vez tenho mais certeza que nunca vou ganhar isso, e vai se foder essa sua mania de dizer que não é uma competição. É sim, e você sabe. Não tenta amenizar às coisas!

-Me desculpe ok? Me desculpa…

-É sempre isso. Sempre desculpa toda hora…

-Você está bravo, então não vou levar isso pro lado ruim…

-É, você tá certo Ryan. Eu tô bravo. E triste. E magoado. Obrigado pela sua compreensão. Obrigado mesmo. - claro que ele estava sendo sarcástico.

E eu achei que ele ia embora, mas acho que ele estava um pouco carente e por isso veio para cá.

Acho que ele estava esperando carinho, diversão. Provavelmente estava estressado demais com alguma coisa.

Então ele não foi embora. Ele só foi pro quarto de visitas e fechou a porta.

Por que ele sabia que uma hora um de nós dois ia ceder. Era sempre assim. Um de nós sempre saia e ia atrás do outro.

Eu fiquei mal por ele. Realmente fiquei.

Odiava quando a gente brigava assim, por isso, por que eu sentia como se fosse um câncer na vida dele. Como se eu só deixasse ele pior ao invés de fazer ele melhor como era para fazer ou pelo menos, como fazia antes.

Era estranho sentir assim por que ao mesmo tempo, estava bem pelo Brendon. Estava feliz, enérgico. Pelo menos isso tinha saído certo.

Eu sempre esperava o Dan porque como eu falei, às vezes ir atrás dele só piorava às coisas.

Dan era um amor, um doce. A pessoa mais fofa que eu já tinha conhecido. Mas ele também era a mais estúpida, ignorante, estressada…

Eu já vi mais de três pessoas chamarem ele de monstro. E ele era só um cara de 23 anos ressentido com a família e procurando um lugar na vida que não fosse preso a nada que envolvesse o pai dele, que era por quem ele era mais ressentido.

Então às vezes ir atrás dele significa pedir para querer brigar mais por que ele ia acabar sendo idiota. Nesse caso ia.

Então eu esperei. Esperei em pé perto da porta pensando se batia ou não

Mas eu sempre desistia no final.

Então eu voltava para sala, triste, pensando em tudo isso.

Até que uma hora ele veio.

Ele só disse “ah gente precisa conversar”.

E eu não senti que era coisa boa.

 


Notas Finais


E aaaaai

Gostaram? Comentem ai ashduahsud espero que tenha sido legal.

Beijos meus lindos


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