História Segure minha mão - Capítulo 15


Escrita por: e bulletproof-

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jinnam, Menção!vhope, Menção!yoonkook, Namjin, Namseok
Visualizações 19
Palavras 4.469
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oláaaa
estamos de volta!
como já foi dito, esse é o último capítulo de Segure minha mão e tentamos ao máximo deixa-lo digno e com tamanho suficiente de um capítulo final
leiam as notas finais, sim?

até lá embaixo, boa leitura!

Capítulo 15 - Por favor, não


Seokjin

 

 Correr, encontrar, desvendar, desmentir, admitir, compreender, se permitir, pedir perdão.

 Esses verbos ecoavam pela minha mente mais do que qualquer coisa, confesso que não estava pensando muito em quase nada que não fosse não deixar o homem que eu amava ir embora. Sei que tudo aquilo, aquele sofrimento tanto meu quanto de LyAh era fruto do meu medo, do meu egoísmo e da minha falta de consideração por mim mesmo. Já que eu estava tão preso ao paradigma de que precisava ser aquilo que não era, que apenas me esqueci de que estava machucando as pessoas que eu amava no processo.

Digo isso porque por mais que eu quisesse em todos esses anos, não daria para esconder completamente. Eu amava e amo Kim NamJoon, bem mais do que a mim mesmo, bem mais do que a dor que estou sentindo, bem mais do que qualquer coisa.

 A ideia da sua partida está martelando em mim, me corroendo aos poucos e me trazendo mais do que uma inquietação, está esmagando o meu ser, comprimindo os meus sentidos, deixando a minha mente completamente nublada. Não sei por que deixei que tudo chegasse até onde está. Não sei por que meu coração não foi mais forte do que qualquer coisa, não sei por que eu fui tão tolo.

 E hoje, somente hoje, eu grito internamente, grito para quem quiser ouvir, que eu amo e que eu preciso que ele saiba disso antes que seja tarde demais. Tenho que correr, preciso correr. O amor não espera. E ele me suportou por tempo demais. Sofreu demais e agora eu já não posso mais me privar de ser feliz, de fazê-lo feliz.

 Espero que não seja tarde. Espero que eu consiga ter ele de volta, que ele me perdoe. Que ele consiga ao menos me dar uma chance. Que ele não me faça perder mais de mim. 

 Entrei no carro em completo desespero, logo liguei o rádio para poder tentar me acalmar. Mesmo que soubesse que me concentrar no volante seria algo difícil, ao menos eu tentaria chegar o mais rápido que eu pudesse, mesmo que pra isso eu tenha que acelerar como se não houvesse qualquer amanhã. 

 

Naranhi anjeun jadongcha sogeseon

(Nós sentamos perto um do outro no carro) 

Eumakdo heureuji anha

(Mas não há música) 

Neul japgo itdeon ni oensoneuro neo

(Eu sempre segurava sua mão esquerda) 

Ipsulman tteutgo isseo

(Mas agora você está mordendo os lábios) 

 

 Lembro-me de nós dois como se fosse ontem, de como a nossa adolescência era regada desse sentimento, que por mais que eu quisesse e me permitisse negar a mim mesmo, eu estava completamente apaixonado por ele. Por mais que eu quisesse mentir pra mim mesmo, era ele a minha única verdade.

 Sinto minha cabeça pesar, meu sangue ferver de raiva de mim mesmo. Senti meu coração martelar contra o peito e aquele nó se formar por minha garganta. Se ele não me quisesse? Se fosse tarde demais? Se nós não pudéssemos ficar juntos? O que eu faria?

 LyAh fez o favor de abandonar esse casamento por nós, penso nela sim. Muito. Já que a mesma fez de tudo para que nós dois pudéssemos ficar juntos, sacrificando sua reputação, sei que a essa hora ela deve estar sustentando a mentira absurda de que me traiu e de que ama outra pessoa. Sendo que eu sei de seu amor, sei bem quem realmente ela ama. Sei que ela me ama. Mas infelizmente, por mais que eu houvesse tentado por todos esses anos, por mais que eu houvesse feito das tripas coração, eu não conseguia.

 Eu a traia todos os dias, quando beijava sua boca, sentindo o gosto de outros lábios, quando tocava a sua pele, sentindo o calor dele. Quando escutava a sua voz, ansiando por ouvir o tom daquele platinado. Eu não conseguia simplesmente ter ou fazer com ela nada do que eu queria fazer com ele.

 Estava sendo hipócrita, um completo sem noção e sem rumo. Estava sendo tudo, menos eu mesmo. E de que tudo isso adiantaria? De que tudo isso teria seu fim? Estávamos deixando corações pelo caminho quando o nosso era o mais quebrado.

 

Niga hal mal ara geu malmaneun mara

(Eu sei o que você vai dizer, por favor, não diga isso) 

Don't know why don't know why

(Não sei porquê, não sei porquê) 

Ilbun ilcho deo kkeulgo sipeunde

(Eu quero esticar cada momento, cada segundo) 

Teong bin gil nareul jaechokhae

(Mas a estrada vazia me apressa) 

 

 Corri o máximo que pude, alcançando aquele local onde tantas idas e vindas aconteciam, confesso que não sabia o que dizer, nem ao menos quais palavras eu deveria formular. Não penso muito em coisas que eu possa encaixar junto com os meus sentimentos, penso no que poderia convencê-lo a não ir.

 Estou completamente perdido agora. O que eu vou dizer a ele? Como eu vou colocar pra fora todos os meus sentimentos assim?

 Sinto-me tão falho, tão pequeno, tão impróprio. Tão vazio. Sem ele eu sempre fui tudo isso, mas apenas não percebia. 

 Lembrei-me da informação de meu irmão e do meu cunhado. Tentei fazer algo meio sem lógica, liguei para NamJoon, esperando inutilmente que ele atendesse. Contanto eu estava certo, o número chamou cinco vezes e foi parar na caixa postal.

 Eu me engasgaria com a minha angústia e não conseguiria dizer nada por ali, não era correto. Precisava dizer pessoalmente. Pra ele ouvir, para ele entender que eu não conseguia mais viver daquela forma. E que Jimin não era o homem certo pra ele. Eu quem era. Eu quem sou. Que estou disposto a enfrentar meus pais e meu medo, que estou aqui de peito aberto por ele e pra ele. Que posso ser agora, o que eu queria ser antes. Queria que ele soubesse o quanto eu o amo.

 Assim eu corri, estacionei de qualquer jeito naquele local e adentrei aquele enorme antro de intensidade. Tinha de conseguir, tinha de encontrar. Tinha de chegar a tempo. Muito mais do que uma pessoa que ia. Meu coração partia junto.

 

NamJoon 

 

 Jimin puxava gentilmente a minha mão. Chegamos enfim a estação de trem, ele apenas sorria como se isso pudesse acalmar o meu ser que estava caindo aos poucos.

 Eu sempre soube que não podia tê-lo pra mim, que aquilo era algo mais do que impossível e que meus sentimentos não poderiam alcança-lo, me pergunto o quanto fui tolo. Como pude pensar que ele poder-me-ia querer assim como eu o queria? O quão meus pensamentos sempre estavam nele e em quanto eu não conseguia me controlar.

 Lágrimas queriam escorrer pelo meu rosto e eu sentia que não estava indo pelo caminho errado. Mas o que eu podia fazer? Meu coração estava se deteriorando dentro do meu peito, saber que ele a uma hora dessas deve estar com uma aliança enfeitando seu dedo me deixava completamente desesperado.

 Como esquecer, como tentar tirar de mim a sensação de não ter quem eu mais amo por perto? Me senti completamente inútil. Preciso achar dentro de mim qualquer resquício de forças, ainda mais quando senti os lábios cheinhos do mais novo nos meus, querendo me passar coragem.

 

Bingbing doraon neoui jip api na

(Após andar em círculos, eu chego à sua casa).

Iksukhae nunmuri nawa

(Que é tão familiar e as lágrimas caem) 

Haruga meolge chajaon yeogiseo

(Após gastar um longo dia tentando achar esse lugar)

Gireul naega irheun geot gata

(Eu me sinto perdido) 

 

 Respirei fundo e coloquei as malas ao nosso lado, íamos fazer os últimos procedimentos e nos aprontar para a viagem.

 Jimin estava animado, me falando sobre coisas que eu praticamente não ouvia. Queria sorrir pra ele e dizer que estava tão feliz quanto, mas não conseguia fazer isso. Meu pensamento estava em uma pessoa de cabelos cor de vinho que não estava aqui, não estava onde deveria estar, ao meu lado.

 Senti um peso enorme sobre as minhas costas e confesso que de instantes em instantes eu olhava em volta. Procurando por ele. Pedindo internamente que ele se arrependesse e viesse atrás de mim. Como eu sou tolo, ri soprado da minha idiotice natural e me concentrei em deixar que o ar saísse dos meus pulmões devagar. Querendo sustentar essa ilusão dentro de mim eu me permiti pedir algo ao meu namorado. Estranho ter o Park como meu namorado.

 - Preciso comprar algo pra comer antes de irmos, queria daqueles salgadinhos que vendem aqui. - sorri simplista e esperei que ele engolisse essa. E assim aconteceu. 

 - Claro amor. Compra pra mim um energético, eu estou com um pouco de sono ainda. - o menor sorriu, selando nossas bocas e me deixou ainda mais com uma sensação de culpa.

 Eu só queria adiar o que aconteceria a seguir, estava me controlando para não sair daquele local e invadir aquele casamento, estúpido. Isso é o que eu era, um completo e total estúpido. E me segurei um pouco para não cometer esse erro, não queria estragar o casamento. Ele tinha sido bem claro quanto aos seus sentimentos em relação a mim. Não podia forçar meus sentimentos nele. Não posso ser tolo assim. 

 

Ireojima jebal tteonajima jebal

(Por favor, não. Por favor, não vá) 

Don't know why don't know why

(Não sei porquê, não sei porquê) 

Bido an oneun yurichang neomeo

(Não está nem chovendo, mas do lado de fora da janela) 

Ppuyeoke meoreojineun neo

(Você se torna branco e se afasta) 

 

 Assim, me despedi do Park e caminhei até a lojinha que continha o que eu queria, uma fuga por um momento da realidade que me cercava. Era isso, eu ainda estava me enganando. 

 Caminhei a passos lentos até o local, quando senti uma mão em meu ombro. Não precisei me virar para saber quem era. Meu corpo foi tomado por uma corrente elétrica enorme.

 Eu me senti tenso e ao mesmo tempo relaxado, permiti que a vontade de chorar me atingisse, no exato momento em que eu tomei coragem e me virei. Encarando o homem da minha vida. 

 - Jin! 

 - Apenas me escuta. - ele pediu ofegante, estava cansado e lindo, trajado com a roupa do casamento.

 Eu tentei entender o que estava acontecendo, mas era difícil, ele parecia mergulhado em algo e nem ao menos me deixou formular pensamentos.

 Sem mais nem menos ele me abraçou. Minha mente não estava registrando bem, o seu cheiro estava impregnado em mim e eu não conseguia abrir meus olhos. Aquilo era um sonho, eu tinha certeza que era um sonho.

 Permiti-me ficar daquela maneira. Não queria acordar e ver que ele tinha ido embora. Não poderia suportar se aquilo tudo fosse uma miragem. Não, nunca. Eu estava tão apaixonado por ele, estava mais do que o amando. Não queria e nem podia permitir que tudo aquilo fosse um sonho.

 Não, por favor. Não seja. Não vá. 

 

Malcheoreom swipjin anheun neol bonaeya handaneun il

(Deixar você não é tão fácil quanto parece) 

Doraseoseo nal beorigo ganeun

(Eu me viro, não conseguindo) 

Neol boji motago tteolgugo maneun

(Ver você me deixando) 

Nunmuldo ijen dakkayagetji jumeoni sok

(Lágrimas eventualmente caem e eu preciso limpá-las) 

Niga jwotdeon sonsugeoneul sseoya hal ji ijen beoryeoya halji

(Eu não sei se devo usar o lenço que você me deu ou jogar fora) 

Wae tteollimi meomchujil anchi

(Por que esse temor não vai embora?) 

 

 - Eu não sou uma pessoa perfeita - ele começou a dizer, enquanto me apertava forte.

 - Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito. Mas eu continuo aprendendo. - meu coração estava querendo saltar do meu peito.

 - Eu nunca quis fazer aquelas coisas com você. E então eu tenho que dizer antes de ir. Que eu apenas quero que você saiba. - eu prendi totalmente o meu ar.

 - Eu encontrei uma razão para mim. Para mudar quem eu costumava ser. Uma razão para começar de novo. E a razão é você, NamJoon. Somente você. Eu não posso deixar que isso continue aqui no meu peito, sem que você saiba. Eu sinto muito ter te magoado.

 - É algo com que devo conviver todos os dias. E toda a dor que eu te fiz passar. Eu gostaria de poder retirá-la completamente. E ser aquele que apanha todas as suas lágrimas. É por isso que eu preciso que você escute: NamJoon, eu te amo. Te amo, te amo, te amo muito. 

Eu não sabia o que dizer, apenas o abracei mais forte ainda e vencia a distância de nossos lábios. O beijando apaixonadamente no meio de todo aquele mar de pessoas. 

 

... 

... 

... 

 

 Olhei para Jimin sem saber o que dizer, seus olhos expressivos e seu meio sorriso quebravam todas as minhas defesas e tiravam de mim toda a coragem que eu pudesse ter ou sustentar dentro de mim.

 Confesso que não poderia estar mais nervoso e não saber quais palavras usar naquele momento. Por mais que eu quisesse negar eu estava sorrindo feito idiota, tudo isso por ter o meu ruivo ao meu lado, dizendo com todas as letras possíveis que me amava e que me queria ali com ele. Isso estava me deixando completamente absorvido em felicidade. Tamanha alegria essa que me fazia esquecer de que havia mais uma pessoa ali a quem eu tinha de quebrar o coração.

 Senti-me fraco e sem forças, mas os dedos de Jin entrelaçados aos meus me deram um ânimo maior. E a quem eu queria enganar? Pra quem eu queria mentir? Tinha de ser sincero com ele pelo menos agora, pelo menos uma vez na vida. 

 - Jimin, eu... - tentei dizer, mas ele fez menção de que parasse ali mesmo. 

 - Tudo bem, Nam. Eu sempre soube que não era eu. Sempre soube disso, mas eu quis me iludir no final das contas, ter um pouco daquilo que eu tinha consciência de nunca seria meu. - ele riu fraco e aquilo ia aos poucos quebrando o meu coração em vários pedaços. Eu não queria que fosse assim, mas o que eu poderia fazer? Mentir pra ele por mais tempo?

- Eu quero agradecer e... - de novo ele me interrompeu. 

 - Por favor, não fala mais nada, tudo bem? Eu preciso ir embora agora. Espero que sejam felizes e que possam parar de mentir um pro outro e assumir esse sentimento. Da maneira como ele realmente deve ser feito, sim? – e com algumas lágrimas nos olhos sem mais nem menos o Park sumiu na multidão que se seguia. Deixando-me sem saber o que fazer, somente fiquei o vendo indo aos poucos.

 

Michincheokhago neol jaba boryeo haedo

(Eu finjo ser louco e me prendo a você, mas) 

Nae momi nae mareul jal deutjireul anha

(Meu corpo não me escuta) 

Cha ane nameun ni hyanggie chwihae

(Intoxicado com seu perfume no carro) 

Yeongyeong kkaego sipji anheungeol

(Eu não quero acordar para sempre) 

 

 Estávamos em silêncio naquele carro, mas estranhamente a falta de palavras não incomodava. Sorríamos. Eu tinha tanto mais tanto para perguntar. Queria saber de tanta mais tanta coisa, mas nem ao menos tinha forças para isso, eu só queria sorrir e poder observar o homem lindo que estava ao meu lado.

 Temia em fechar os olhos e não ter mais ele ali. Mas era real, bem real. Ainda mais quando ele pediu que eu encostasse em um beco quase deserto. Não entendi, juro que não.

 O sol já havia se posto e a lua nos presenteava com sua beleza. As estrelas pareciam bem mais bonitas e ele brilhava bem mais do que elas. 

 - Só falta eu fazer algo que sempre quis fazer. - ele começou dizendo me confundindo inteiro. 

 - O que seria, meu amor? - ah, o quanto sonhei em poder dizer isso. O chamar de meu amor. Que era tudo isso que ele era pra mim. 

 - Te ter pra mim por inteiro. - ele disse com um sorriso ladino, me fazendo compreender suas intenções e nesse momento me senti um tanto inocente demais e até um pouco bobo.

 Se ele me queria, eu seria sim, completamente e somente dele.

 

Ireojima jebal (jebal) tteonajima jebal(jebal)

(Por favor, não (por favor) Por favor, não vá (por favor)) 

Dorawa (dorawa) dorawa (dorawa)

(Volte (volte) Volte (volte)) 

Niga tteonagan binjari wien

(No topo do assento vazio que você deixou) 

Chagaun hyanggiman nama

(Apenas seu perfume frio permanece) 

 

SeokJin

 

 Finalmente ter lhe dito aquelas palavras e deixar claro meu desejo e minhas intenções naquele momento, era como se um enorme peso saísse de cima de meu ser, de modo que o único presente ali, seria o corpo proporcional de NamJoon sentado em meu colo.

 Passei meus dedos por suas bochechas, acarinhando-as. Meu olhar direcionado a si era intenso e com certeza era capaz de passar tudo o que estava preso, entalado em minha garganta e que não conseguiria colocar para fora em forma de palavras e mais palavras.

 Encostei meus lábios aos seus semelhantes. A descrição de tê-lo junto aos meus era impossível de ser feita.

 O seu toque fazia com que minha mente viajasse para outro mundo, me desligando completamente daquele em que estávamos. Seus braços entrelaçados em meu pescoço mostrava que aquele era o lugar certo de se estar, preso nele, com ele.

Um arrepio completo passou por minha espinha, no exato instante em que a ponta de sua língua gélida passou por minha boca, deixando uma lambida em meu lábio inferior. 

 Logo, permiti que seu músculo adentrasse e descobrisse cada canto de minha cavidade bucal, fazendo com que nossas línguas dançassem a melodia de nossos suspiros e murmúrios roucos que escapavam da garganta.

 Separei-me do beijo, ofegante. Já me causando a falta de seu gosto sendo misturado ao meu.

 Deixei que suas mãos fizesse o trabalho de retirar meu terno, logo o jogando para o banco de trás sendo seguido por minha camisa social branca e lisa. Senti sua boca ir de encontro a minha clavícula, depositando beijos e chupões tão vermelhos quanto a cor que pintava meus fios de cabelo.

 Seus dentes foram cravados em volta de meu mamilo esquerdo, me arrancando um gemido baixo pela dor e surpresa de seu ato. Aquilo era gostoso, era como se fogo queimasse por cada caminho que sua saliva traçava em minha derme.

 Puxei sua cintura contra a minha, de maneira que, a cada sugada em meu peitoral, um roçar em nossas ereções era feito. Apertei seu pênis por cima da calça jeans, vendo-o se afastar de minha pele e gemer de olhos fechados.

 Eu já estava ficando louco por todos os barulhos que lhe escapavam a boca. Ter NamJoon ali tão entregue a mim era de absorver toda a sanidade que me apossava.

 Com sua ajuda, tratei logo de arrancar – meio sem jeito, por conta do espaço apertado e do volante – as peças de roupa que nos separava de um melhor contato. Sua palma logo desfivelou o cinto que rondava minha cintura, de forma que facilitasse com que o pano da calça social deslizasse por minhas coxas e fosse jogado juntamente com as demais roupas.

 Procurei sua boca urgentemente, querendo sentir mais de seu sabor, querendo ter mais de si, querendo principalmente que o homem que estava ali sobre mim, entregando-se de corpo e alma, fosse meu.

 Nossas bocas foram descoladas e pude ver o mesmo ir novamente até o banco do passageiro ficando de joelhos sobre o estofado e descer a destra até minha cueca escura, abaixando a sem delongas até o meio de minhas pernas.

 Senti meu rosto esquentar por estar exposto daquela forma e sinceramente não sabia dizer o motivo de ter aquele constrangimento em minha face, já que desde pequenos tínhamos tanto costume de nos trocarmos um à frente do outro.

 - Jinnie, seu corpo é lindo. – deixou um beijinho estalado na parte interna de minha coxa, causando arrepios. – Não fique com vergonha de mim.

 Logo, o mesmo se inclinou em direção a minha genitália e um sopro frio foi deixado em minha glande. Meu corpo inteiro petrificou, minha respiração falhou e um grunhido sôfrego se fez presente no momento que toda a extensão de meu membro foi colocada dentro de sua boca quente e molhada.

 Sua cabeça começou a subir e descer em meu falo, lambendo, sugando e até mesmo deixando selares na fenda que expelia meu pré-gozo. Uma de suas mãos segurava a base e a outra massageava meus testículos, fazendo vez ou outra o mesmo alternar a boca entre os dois.

A cada ir e vir fazia com que chegasse ao passo de meu limite ser atingido, não queria que acabasse por ali, queria o sentir, queria o ter, queria o para mim.

 - Nammie – chamei com a voz arrastada, recebendo uma resposta incoerente de sua parte. – Se prepara pra mim, hm?

 - Oi? – perguntou com uma feição surpresa, largando meu pênis de sua boca com um barulho erótico de se ouvir.

 - Seja bonzinho e se masturbe pro seu hyung.

 Vi o mesmo sentar corretamente no banco de olhos fechado e já fazer o que tinha lhe pedido, levando sua palma até a boxer vermelha retirando seu membro grande e duro do tecido e subir e descer a palma pelo mesmo.

 Os sons que escapava de sua boca fazia meu pênis latejar mais ainda. Já não aguentava mais esperar para estar dentro do mesmo e só de ter sua voz grave pronunciando meu nome de forma manhosa, me deixava ao ponto de explodir em milhares de pedacinhos.

 Peguei sua mão livre, colocando três de seus dedos na boca, os chupando e passando a língua por entre os mesmos, da melhor forma que conseguia. O platinado logo em seguida entendeu o porquê daquilo e os levou até sua entrada rosada, inserindo-os de uma vez só, sem pensar. Assim como eu, ele também estava desesperado por aquele momento.

 Vi o movimento de seus dedos aumentarem mais e mais e seu membro já estar com todas as veias saltadas, com certeza Kim gozaria a qualquer momento.

 Puxei os fios claros de sua nuca, de forma que o dono dos mesmos voltasse a se sentar sobre minhas pernas, chocando nossas regiões íntimas.

 NamJoon pegou em suas mãos a base a guiando para seu ânus e de uma vez só, sentou-se completamente, o esmagando com seu interior. Colou mais ainda seu corpo ao meu, iniciando um beijo afoito e completamente necessitado pela parte de ambos. 

 Aos poucos, o loiro começou com movimentos lentos tendo minhas mãos segurando sua cintura fortemente para que o ajudasse a subir e descer com mais velocidade.

 - Jinnie, eu te amo tanto, tanto, tanto, tanto...

 A cada palavra que dizia, seu corpo descia com mais força de encontro com meu pau, fazendo meu corpo entrar em um estado de pré-ebulição e que ferveria a qualquer minuto.

 A atmosfera daquele carro era fervente, sua pele bronzeada brilhava pelo suor que lhe banhava, minhas mordidas em seu pescoço formava a mais bela obra de arte e os sons de nós dois se misturavam de modo que as notas que os gemidos alcançavam poderiam servir para Mozart como uma perfeita composição sinfônica.

 Meu corpo já apresentava espasmos, meus músculos pediam por descanso mas a vontade de me enterrar mais fundo, atingir seu prazer e lhe arrancar pedidos e mais pedidos para que o fodesse, vencia qualquer comando que meu sistema ordenava para que parasse.

 O corpo alto me prendeu em seus braços em um aperto forte mostrando que seu ápice não tardaria a chegar. Mais algumas estocadas e senti seu líquido viscoso e quente derramar-se entre nossas barrigas coladas e um grito agudo carregado por meu nome preencher o ar do automóvel.

NamJoon caiu sobre mim, exausto e ofegante deixando claro os sinais do orgasmo que circulava por todo seu corpo, espremendo meu pau dentro de si.

 Puxei-o para um beijo, sentindo meus jatos brancos pincelar seu interior e minha porra escorrer por suas pernas, fazendo com que meu corpo tremesse e o ar faltasse em meus pulmões necessitados de oxigênio.

 Fechei os olhos aproveitando melhor a sensação que se apossava de cada tecido e absorvendo o que tinha acabado de acontecer entre nós.

 O fato de ter o loiro em meus braços, sentindo as batidas de seu coração rápidas contra meu peito, seus beijos tímidos em meu pescoço e saber que nossos sentimentos poderiam crescer e ser cultivados sem medos e obstáculos, me arrancava o maior dos sorrisos.

- Por que está rindo, hyung? – NamJoon me fitou, com as sobrancelhas franzidas.

 - Só estou feliz por estar aqui com você e saber que vamos poder ficar juntos assim. – acarinhei seus cabelos molhados pela suor.

 - Não se arrepende? – seus olhos castanhos possuía um misto de medo e receio de saber a resposta àquela pergunta.

 - Claro que não, Kim! Eu estou aqui pra você, não duvide dos meus sentimentos, sei que errei em muitos aspectos mas quero que saiba que tudo o que aconteceu agora foi a prova de que estamos mais do que nunca ligados um ao outro.

 Vi lágrimas se acumularem em seus olhinhos e tratei de enxuga-las imediatamente. Sabia o quão feliz ele devia estar por ouvir aquelas coisas serem direcionadas a si. NamJoon já tinha se machucado tanto, sofrido tanto, esperado tanto por mim e por minha causa que por um momento pensei não ser merecedor daquele amor tão bonito e forte.

 Estar em sua presença me fazia um bem surreal, me deixava completo de todas as formas possíveis, me trazia a paz, me trazia forças para continuar, me causava as melhores sensações de estar amando.

 Se eu soubesse que Kim NamJoon era o Sol que trazia luz e calor à minha Lua apagada e acinzentada, teria feito com que o dia e a noite se encontrassem, independente da razão de sua órbita e quebrando todas as leis que os separavam.

- Você não sabe o quanto eu sonhei por te ter dizendo isso, Jinnie. – rodeou seus braços em volta de meu pescoço, selando várias vezes nossos lábios.

 - Agora você precisa acordar e ver que é tudo verdade. – brinquei com o que tinha dito lhe arrancando uma risada baixa.

Entrelacei seus dedos com os meus, o puxando para um abraço apertado e carregado de carinho e proteção. Não podia deixar com que ele fosse embora novamente, não permitiria que mais lágrimas escorressem por suas bochechas, não ousaria em fazer mais marcas em seu coração e com todo o esforço e amor trataria de cicatrizar todos os machucados que havia lhe causado.

 - Nammie, eu amo muito você. – vi um sorriso grande dançar por seu rosto ao ponto de deixar a vista suas covinhas fundas. – E prometo a ti que tentarei ao máximo ser uma pessoa que mereça e seja digna de todo o amor que você tem guardado aí dentro. Só preciso que você – beijei a ponta de seu nariz, descendo para seu queixo. – Enfrente o mundo comigo, e segure minha mão.

 

 

 

 

Pra sempre.


Notas Finais


* A música do capítulo é " Please don't " do K.will, a música e MV usados para as ideias da história.

o que vocês acharam meus amores?
era o que vocês esperavam? o que vocês queriam? nos contem tudo o que vocês sentiram lendo esse capítulo, ok?
queria falar que nós duas dividimos novamente esse capítulo, de modo que, a Sazi escreveu o começo e eu (bulletproof-) escrevi do lemon em diante, e sinceramente, eu estou nervosa por ter terminado ele e com medo de ter estragado algo nesse final

nós duas gostaríamos de agradecer imensamente por terem nos dado a chance de compartilhar com vocês nossas palavras, ideias e emoções no decorrer dessa fanfic. nossa "parceria" surgiu meio que sem querer aqui no site, quando eu propus que escrevêssemos algo juntas, e deu nisso ahsuhaushaus.
foram quase três meses aqui com vocês - nem parece, né? - porém nenhum tempo vai ser capaz de medir o amor, carinho, apoio e comentários lindos que recebemos com a história, sério é impressionante o quão amáveis todos foram conosco. É a primeira vez que termino uma long e meio que não sei o que dizer, então relevem se eu deixar alguma coisa escapar ahsuahsuh. enfim, agradecemos muuuuito por isso e esperamos que vocês possam nos dar amor em nossas possíveis fanfics futuras juntas ou até mesmo em nossos perfis pessoais.
obrigada por tudo até agora, beijinhos!

** obs.: não sei se muitos sabem, mas Segure minha mão já tinha sido postada anteriormente, porém, fora excluída pelo site :( então agradecemos mais ainda por terem nos acompanhado novamente nessa aventura e terem dado total apoio para esse recomeço **


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