História Sei Mein Schmerz - Capítulo 1


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Categorias Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Tom Kaulitz
Tags Bullying, Colegial, Doença, Drama, Escolar, Universo Alternativo
Visualizações 30
Palavras 1.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii. Então pessoas, essa ideia me veio a partir de um anime em que eu fiquei viciada. Não é minha primeira fanfic, eu só migrei para outro perfil skskks.
Enfim, eu espero que gostem e é isso aí.

Capítulo 1 - Prólogo


No momento em que entrei naquele avião, os únicos pensamentos fixos na minha cabeça eram sobre como isso iria ser bom pra mim e sobre como poder recomeçar do zero vai me fazer bem. Mas assim que avisaram que havíamos chegado e que o avião iria pousar, minha mente ficou em branco e uma insegurança tomou conta de mim.

Olhei para a minha mãe enquanto ela arrumava o cinto e segurava na minha mão, ela odiava aviões.  

Assim que botei meus pés no chão depois de longas horas de viagem,  coloquei meus fones ouvindo algum rock melodramático e só prestei atenção no mundo ao meu redor quando entrei no táxi, observando melhor a paisagem.

Era isso, eu estava de volta à minha cidade natal depois de 8 anos, de volta à Leipzig. Eu só consigo pensar no quanto isso vai ser cansativo, recomeçar me parece uma idéia assustadora agora. 

- Filho. - pude ouvir minha mãe chamar, retirei um dos fones e a encarei, prestando atenção em suas palavras. - Eu sei que está sendo difícil pra você,  mas assim que chegarmos,  tente fazer as pazes com seu primo Eliot, sua avó vivia dizendo que gostaria que seus dois netos preferidos voltassem a ser o que eram antes. - 

Esse era o assunto que eu mais temia, o que eu queria evitar. Concordei com a cabeça enquanto voltava a dar atenção a paisagem lá fora, pensando que talvez deveria ter insistido a minha mãe pra continuarmos morando na Califórnia. 

Assim que o carro parou em frente a grande casa amarela que me lembrava a minha infância, meu estômago se revirou por completo. Enquanto descia do carro, pude ver minha vó saindo de casa e vindo em nossa direção,  com um enorme sorriso no rosto. 

- Simone, querida. - era óbvio que ela havia envelhecido bastante depois de todo esse tempo, os cabelos que antes eram loiros claros agora estavam completamente brancos, as rugas estavam mais aparentes em seu rosto e ao vê-la usar aquela bengala e andar  com dificuldade só me fez perceber o quanto eu senti falta dela. Ela deu um grande abraço na minha mãe,  olhei para a casa enorme e vi quem eu mais temia saindo pela a porta. 

Eliot começou a andar em minha direção e em seguida parou e me encarou durante muito tempo, talvez porque faz 8 anos que não o vejo. O cabelo ruivo ainda era o mesmo, as sardas ainda se destacavam no rosto pálido, o que mudou foi apenas seu porte físico. Ele sempre foi bem magrinho e baixinho, mas agora ele era até mesmo mais forte e alto que eu, que tem 1,92 de altura e pesa 49 kg com apenas 17 anos. 

- Bill, meu deus. Você se tornou um menino tão lindo, olha só como esta alto. Nem parece aquele menino baixinho que corria pelos os cantos pegando formigas e colocando em potes. - ela me deu um abraço forte, e eu retribui sentindo meus ossos serem esmagados por aqueles bracinhos finos. Vovó sempre fora muito forte. 

- Eu senti sua falta vó. - falei, assim que nos separamos. 

- Eu também querido, eu também. - 

Olhei para Eliot e vi ele ser abraçado pela a minha mãe, enquanto a mesma falava sobre o quanto ele havia crescido e se tornado um homem forte. Assim que se soltararam, eu pensei sobre o que minha mãe havia falado no carro, e decidi que iria tentar. 

- Oi Eliot. - falei, enquanto via o mesmo se virar e me encarar surpreso.

- Oi Bill. Quanto tempo. - 

- É. - ficamos em silêncio pelos oa próximos segundos, até vovó dizer para entrarmos. 

Tudo estava exatamente como antes, o sofá marrom e a televisão antiga. Os quadros e porta retratos, inclusive o meu da formatura do ensino fundamental que eu eu nem sabia que vovó ainda tinha. As paredes eram num tom de azul bem claro, quase branco, e a grande janela tinha uma cortina vermelha de croché. A decoração era típica de uma casa de uma senhora de 90 anos, brega mas muito aconchegante. 

- Bill, seu quarto fica do lado do banheiro. Simone, o seu fica do lado do meu. Podem se acomodar e descansar, a viagem deve ter sido cansativa. 

Subi as escadas sem nem responder,  eu realmente precisava de uma cama agora. Entrei no quarto que vovó havia indicado e ele era simples, havia uma cama de solteiro com um edredom branco que parecia ser bem macio, as paredes eram num tom de creme bem claro e havia uma grande janela com cortinas pretas.

Retirei meus tênis e minha jaqueta, enquanto tirava meu cachecol. Mesmo no verão, Alemanha continua fria, ainda mais pra alguém como eu que era acostumado com o calor da Califórnia. 

Quando me aproximei da cama, meu dedinho do pé bateu na quina da comoda marrom que ficava ao lado da cama. Se fosse alguém normal, teria xingado ou reclamado da dor. Mas eu não sentia dor, nunca senti. 

Era isso, meu maior segredo. Meu maior pesadelo.  Eu tinha Síndrome de Riley Day, na verdade toda a minha família por parte de pai tem, mas como meu pai me abandonou nunca cheguei a conhece-los. 

Desde pequeno eu nunca reclamava quando caia e ralava o joelho, ou quando apanhava dos outros alunos por causa do meu estilo feminino. Porque eu simplesmente não sentia dor, eu vivia me machucando por causa disso, porque eu não tinha medo.

Apesar de tudo, isso me incomoda  muito. Sempre que olho pro meu corpo, tem algum machucado novo.  Parece que quando você não sente dor, seu corpo automaticamente para de se importar com o que irá acontecer com você,  você acaba se machucando sem nem ver. E é um saco.

Quando eu tinha 9 anos, me mudei pros EUA junto com a minha mãe, deoois de uma série de desastres que aconteceu comigo. E desde entao eu venho mantendo segredo sobre minha condição rara, somente minha mãe sabe. 

Ter que fingir que sente dor quando se machuca na frente de alguém é algo que eu já estou acostumado. 

Mas sinceramente, eu sempre quis saber como é sentir dor. Esse era um luxo do ser humano, ao qual eu não seria capaz de ter, nunca.



Notas Finais


Foi um pouco curto porque foi o prólogo, mas o próximo vai ser maior.
Caso não saibam, síndrome de riley day é uma doença hereditária rara que afeta o sistema nervoso, indivíduos com essa doença possuem insensibilidade a dor, e na maioria das vezes não sentem pressão e nem temperatura de estímulos do exterior. Mas aqui no caso do Bill, ele só sente insensibilidade a dor mesmo. Caso queiram saber mais, é só pesquisarem. Até a próxima.


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