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História Seis maneiras de dizer eu te amo - Capítulo 5


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Notas do Autor


Sábado ensolarado (pelo menos aqui onde eu moro), clima tranquilo e mais um capítulo de Seis maneiras, yay! Admito que esse é um dos meus favoritos, porque curti demais escrever ele, mas isso é relativo, já que eu amo cada capítulo dessa história YAISFHBKASF.

Espero que gostem <3

Capítulo 5 - Quinta maneira: cuidar


Cuide.

Proteja, vele, atente-se, vigie: faça de tudo o que faria para estar de olho naquela pessoa, para antenar-se ao que acontece com ela e ao redor dela, e, quando achar que é suficiente, cuide mais, mais e mais.

Das seis maneiras de dizer eu te amo entre Hinata e Kageyama, essa era a quinta.

Quando descobri que teríamos de dormir todos em uma casa por causa de um treinamento intensivo do time, cogitei a possibilidade de tentar escapar do que imaginei que fosse ser um caos, mas me contive. Pensei que talvez valeria a pena ter essa experiência e que ela serviria para eu me sentir mais como parte do time, fortalecendo os laços de amizade que tinha criado com a maioria deles durante o tempo que passamos juntos. Acontece que, mesmo sabendo que iria ficar em um quarto separado com a Kiyoko, soube que minha noite seria sacrificada quando escutei a barulheira do quarto dos garotos.

Naquele dia, Hinata e Kageyama pareciam ainda mais agitados do que o normal e corriam de um lado para o outro, Hinata agarrado à mochila de Kageyama e este último perseguindo-o aos berros. Eu observava a cena hilária na porta do quarto, já de pijama, quando escutei passos atrás de mim.

— Yamaguchi — cumprimentei ele, que sorriu. Gostava de suas pintinhas, eram muito fofas. — Desculpa ficar parada aqui na porta, já vou ir embora.

— Tá tudo bem, Yachi! Só entro no quarto quando esses dois se acalmarem. — Indicou Kageyama e Hinata com a cabeça, sorrindo. — Ah, como têm energia! Os dois estão sempre juntos fazendo bagunça. De vez em quando, eu me pergunto como seria se Kageyama não tivesse vindo para a Karasuno.

A pergunta de Yamaguchi foi simples, na pura brincadeira, mas me fez pensar mais do que imaginava. Como será que Hinata estaria se Kageyama tivesse sido aceito em outro colégio? Pelo o que haviam me contado, os dois tinham se enfrentado no fundamental, e Shouyou não tinha boas lembranças de Tobio, então acredito que ele estaria até hoje se lembrando do levantador de um jeito meio irritado. 

Seria, de fato, muito triste.

— Acho que eles acabariam se encontrando em algum momento — disse Tsukishima, assustando a mim e a Yamaguchi, que não havíamos percebido sua presença atrás de nós. — Dizem que os opostos se atraem, mas no caso desses dois eu acredito que um idiota atrairia o outro idiota de qualquer jeito. 

— Você tem razão, Tsukki! São mesmo uma dupla imbatível de idiotas.

Eu voltei a encarar Hinata e Kageyama, escutando Tsukishima e Yamaguchi começarem a conversar sobre algum assunto nada a ver. Agora, Hinata tinha sido pego por Kageyama e encontrava-se atirado em seu futon, levando porradas de um travesseiro macio enquanto ria como se não houvesse amanhã, tanto da situação como da cara revoltada do levantador. 

Seria destino?, eu me perguntava.

— Garotos, chega de bagunça! — Daichi chegou gritando nos corredores, passando por mim e entrando no quarto batendo palmas. — Hinata, Kageyama, vão cada um para o seu futon e parem de brigar. Vamos todos dormir que amanhã temos um longo dia de treino.

Senti que aquela fosse a minha deixa e esperei todos os garotos entrarem no quarto para me despedir deles, ainda na bainha da porta. Hinata acenou animadamente para mim e Kageyama revirou os olhos com a animação de Shouyou, recebendo um biquinho ofendido. Depois daquilo, fui para meu quarto com Kiyoko, me encaminhando para dormir.

No caminho, pensei em muitas coisas, e todas elas voltavam para a dupla do baixinho ruivo e do moreno alto. Dormi pensando na relação deles e acordei no meio da noite para ir ao banheiro, bocejando e naquele estado meio dormindo, meio acordado.

Quando passei pelo quarto dos garotos, vi que havia um pequeno feixe de luz que projetava para fora da porta entreaberta. Não posso mentir, sempre fui uma curiosa de primeira, e caminhei na ponta dos pés para dar uma espiada, me surpreendendo com a cena.

A luz vinha do celular de Kageyama, que devia ter acordado naquele horário como eu para ir ao banheiro ou algo do tipo. Ele mirava a lanterna do celular na direção de Hinata, que estava dormindo no futon ao seu lado, e a cena era cômica, com Shouyou todo esparramado, destampado e de boca aberta. Eu riria, mas tinha de fazer silêncio.

Kageyama suspirou alto, e eu me escondi ainda mais, com medo de ser vista. Vi Tobio largar o celular no chão e começar a ajeitar Hinata em uma posição melhor, colocando a cabeça de Shouyou de volta no travesseiro, empurrando suas pernas de volta para a cama e tampando-o direitinho com a coberta. Ele fazia tudo de modo delicado, como se tivesse medo de poder machucar Hinata, o que foi o que mais me surpreendeu.

Depois que Shouyou já estava ajeitado na cama, fui sair de fininho para voltar ao quarto quando escutei a voz de Kageyama pronunciar-se:

— É mesmo um incompetente — disse baixinho, mas pude ouvir pelo silêncio extremo do quarto, e resolvi ficar mais um pouco. 

Talvez aquele tenha sido o meu maior erro.

Vi Kageyama agachar-se para perto de Hinata, levando sua cabeça na direção da cabeça de Shouyou. Eu não tinha como ver exatamente o que estava acontecendo por Tobio estar de costas para mim, mas, do ângulo onde eu estava, parecia que ele havia beijado os lábios de Hinata. Achei que fosse impressão minha, uma ideia maluca da minha cabeça, mas escutei aquele estranho som de beijo, som de quando duas bocas se separam.

Fiquei tão surpresa com o que aconteceu que coloquei a mão na boca e dei um passo para trás, chocada. Perdi o equilíbrio logo naquele momento, indo de encontro com o chão em um barulho que com certeza foi ouvido por Kageyama, já que a luz da lanterna foi apontada para a porta. Acredito que eu não tenha sido vista, porque me levantei assim que caí e corri para bem longe, indo até meu quarto com o coração a milhão e a respiração falha.

Existem coisas que temos certeza de que só acreditaríamos vendo... mas nem mesmo vendo eu acreditava no que tinha acontecido. Talvez fosse pela tensão do momento, ou pelo nervosismo que corria em minhas veias, mas as informações não estavam sendo processadas de modo correto.

— Hitoka, tudo bem com você?

Eu tinha aberto a porta do quarto de modo rápido e acabei por fazer barulho, sem querer acordando Kiyoko. Ela sentou-se na cama, coçando os olhos, e eu fechei a porta e me joguei no meu futon, caindo de cabeça afundada no travesseiro.

— Aconteceu algo? — perguntou Kiyoko novamente, e eu só balancei a cabeça, esfregando-a no travesseiro.

— Tá tudo bem — murmurei, minha voz saindo abafada. — Tá tudo bem.

Depois daquilo, Kiyoko voltou a dormir, e eu me ajeitei para pegar no sono, mas minha cabeça estava girando e girando em pensamentos, e quando finalmente pude entender o que tinha acontecido tive de abafar um mini grito de euforia.

Agora eu tinha a certeza de que tanto precisava.


Notas Finais


Finally, a kiss! E não foi fácil definir como seria esse beijo, já que tudo tem que ser na perspectiva da Yachi, e, bom, como que eu narraria algo desse estilo? Coloque o narrador observador como um curioso nato e pronto YAHOSFIASF. Hitoka finalmente presenciou aquilo que necessitava para sanear suas dúvidas... e, ai, o próximo capítulo é o último, e eu não estou nem um pouco preparada!

Vejo vocês no sábado que vem, com textão de despedida, viram? :))


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