História Seishin - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Orihime Inoue, Ulquiorra Schiffer
Tags Orihime Inoue, Ulquihime, Ulquiorra Schiffer
Visualizações 48
Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Canibalismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Antes de começar, alguns esclarecimentos:
Seishin significa espírito. (Em japonês)
Me basearei em diversos contos indígenas norte americanos pra fazer o plot geral. Contudo, não seguirá a risca dos contos verdadeiros.
Essa história não vai ser super leve. Se você for sensível a horror, tome cuidado. Terá romance, sim, porém trabalharei outros gêneros nessa fanfic também.
Se você gosta dessas coisas, bem vindo! ♥ EU TAMBÉM, YAY.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Primeiro dia de férias;


Fanfic / Fanfiction Seishin - Capítulo 1 - Primeiro dia de férias;


O vento balançava as longas árvores de pinheiro e cedro. As estrelas subiam ao céu lentamente enquanto o cheiro de fumaça de uma fogueira passava em suas narinas. Era possível ouvir alguns animais fazerem seus característicos barulhos e pularem pelas árvores, na tentativa de voltar para seus abrigos e tocas. O céu estava com algumas nuvens e a chuva caía lentamente, como se fosse um aviso de que não deveriam estar ali. Apagando a fogueira e lhes dizendo para que fossem embora. Ou talvez fosse muito azar e nada mais, mas um calafrio percorria a espinha de Orihime toda santa vez que ela se virava para a floresta.


Seus amigos praguejavam enquanto tentavam salvar os pacotes de marshmallows e carnes que pretendiam assar. Olhou para o lado quando ouviu sua amiga pequena e de olhos violetas reclamar alguma coisa como: "Eu avisei que ia chover" "Eu disse" "Maldito Ichigo." Rukia realmente não queria ter vindo e odiava acampamentos. Orihime se sentia culpada por concordar com ela, vendo como Kurosaki Ichigo estava feliz mesmo com a chuva atrapalhando os planos da primeira noite do acampamento.


Se é que aquilo poderia ser chamado de acampamento. Ishida, Renji e Byakuya eram corajosos o suficiente para trazerem suas barracas e ficarem ao lado de fora, dormindo sob o céu estrelado. Já ela, Rukia, Rangiku e Tatsuki optaram por utilizar a velha cabana de madeira. A chuva aumentava com o passar do tempo e todos acabaram entrando no local que tinha cheiro de mofo e parecia não ser aberto a tempos.


As paredes de madeira não eram exatamente reconfortantes e por alguns minutos Orihime Inoue sentiu falta de sua casa e do lugar limpinho e sem barulhos em que ela morava. A pequena cozinha ficava junto da sala, que era a maior parte da cabana. Naquela sala, se encontrava um sofá velho e costurado com tecidos estampados — que Orihime achava muito feio — e uma estante com nada a não ser um livro antigo que nenhum deles parecia dar muita atenção. Talvez tivesse até algumas teias de aranha dentro, pela aparência. Não tinha televisão ou telefone, e o sinal da torre de celular naquela montanha era horrível. Orihime bufou enquanto encarava o seu aparelho telefônico que mostrava "sem sinal" e lhe deixava impossibilitada de se atualizar com o mundo fora das montanhas.


Honestamente, por que aceitou ir para uma viagem daquelas?


Gostaria de estar em casa.


Sentou-se no sofá ao lado de Tatsuki que estava quieta e ficou observando Rukia arrastar Ichigo pela camisa para dentro da cabana. O homem de cabelos ruivos reclamava dizendo que ele queria apreciar a chuva, mas a pequena mulher não o permitia lhe chamando de idiota e falando que ele provavelmente ficaria doente. Enquanto a maioria parecia arrastar seus sacos de dormir e espalhá-los na sala, já que era o único lugar onde tinha espaço para tanta gente naquela chuva, Orihime permanecia parada, estática, observando a escura noite que era o único atrativo daquele lugar.


Um cheiro doce lhe tirou de seus pensamentos e a ruiva piscou seus olhos acinzentados, deparando-se com um homem de cabelos cinzas e um sorriso estranho lhe estender um dos pacotes de marshmallow. Ele balançou o pacote em sua frente, esperando que ela pegasse.


— GIN! É pra guardar isso para a fogueira! - Uma voz feminina e repreensiva foi escutada, e Orihime fitou Rangiku que dava uns leves tapas na cabeça do namorado. — Se você continuar nesse ritmo não teremos mais nenhum marshmallow pra assar! - Ela disse e tomou o pacote das mãos do homem que fingia um sorriso triste.


— Se eu soubesse que a chuva estragaria nossa primeira noite de acampamento, nem teria vindo. - Dessa vez era Ishida quem reclamava, sentando-se no chão de madeira próximo ao sofá e arrumando seus óculos. Rukia observava a floresta da janela, enquanto todos se reuniam em volta do sofá. Gin apagou as luzes da cabana, o que fez Orihime ter outro calafrio. Ela não gostava de escuro. Tinha muita gente ali, isso era verdade. Mas continuava não gostando. O homem de sorriso zombeteiro pegou uma lanterna e ligou na sua cara, enquanto tomava sua posição na roda de amigos. Os únicos que não estavam junto a eles eram Byakuya e Renji, que estavam preocupados demais em apostar quem conseguiria pescar mais peixes. Mesmo naquela chuva. Rukia havia reclamado da postura de seu irmão, mas ele já não era mais criança.


O velho relógio de parede anunciava que eram vinte e três horas daquele dia cansativo, no qual foi o dia em que chegaram nas montanhas e arrumaram o acampamento todo. Nove pessoas em um acampamento com apenas um banheiro e um quarto minúsculo. Não havia como melhorar a situação. Pelo menos, não na percepção de Orihime.


Ichimaru Gin balançava a lanterna na sua cara e mirava no rosto de outras pessoas, como uma criança. Quando ele conseguiu a atenção de todos, começou a falar:


— Era pra ser feito lá fora, mas como não é possível, vamos começar.. - Ele fez suspense, enquanto os amigos se olhavam, desconfiados. — Com as histórias de TERROR! - Gin ergueu as mãos tentando fazer algum gesto impactante quando falou de terror, mas todos cairam na gargalhada. Aquilo tinha sido ruim demais.


Orihime deu um pequeno riso, mas se sentia aborrecida. A sensação de que algo não estava certo permanecia. Enrolou seus dedos nos seus longos fios de cabelo tentando diminuir seu estresse e prestar atenção na história de Gin, mas não conseguia focar. Tudo o que ouviu era que umas crianças de perderam na floresta e... sua atenção foi captada por outra coisa. Um barulho.


Era um barulho? Não sabia dizer.


O chiado ficava intenso em seus ouvidos, e a ruiva teve que colocar as mãos neles na tentativa de contê-lo. Tatsuki notou aquilo e colocou sua mão no braço da amiga, preocupada. Orihime a fitou e se levantou, enquanto os outros amigos pareciam focados demais nas crianças perdidas da lenda de Gin. Ichigo que o diga. Seus olhos castanhos brilhavam em êxtase com a lenda do outro homem. Ela andou até uma das janelas da sala, procurando a origem do barulho. Chovia e ela tinha medo de sair da cabana naquela escuridão.


No exato momento em que chegou nas janelas, um raio caiu iluminando o local. Suas orbes cinzas expandiram-se em choque quando ela tinha quase certeza de que viu um homem ali. Era um homem? Certamente não. Olhos amarelos a fitavam intensamente, e Orihime notou que, o que quer que fosse aquilo, não era humano. Mas parecia um. Dois chifres brancos saiam de seus cabelos negros e o rosto com fisionomia humana era tingido por dois traços pretos que pareciam lágrimas. Um em cada olho. A pele daquela coisa era branca, muito branca. Talvez Inoue estivesse vendo um fantasma. Ele tinha um buraco no centro de seu peito.


A ruiva não sabia se ficava impressionada com aquilo ou se gritava por ajuda. Onde foi parar sua sanidade? Ela estava ficando louca? Vendo coisas? O barulho havia cessado enquanto encarava aquela criatura que era tão intrigante para seus olhos.


Piscou e aquilo que parecia um humano se aproximou da janela. Tinha andado alguns metros para frente. Inoue sabia daquilo mesmo com a noite escura porque conseguia enxergar o tronco do pinheiro onde a criatura estava antes. Deu alguns passos para trás enquanto sentia que aquilo lhe devorava com o olhar. E então, fez o inevitável. Gritou.


— Viu só? Falei que minhas histórias eram boas, Ran. - Gin comentou rindo e cutucando a namorada. Com aquele berro, todos os presentes na sala tinham se levantado. Tatsuki tocou no ombro da amiga, que se virou assustada.


— Hime? - Questionou.


— O que foi, Orihime? - Ichigo se aproximou dela também, preocupado, enquanto a ruiva apontava para a janela. Ele chegou próximo ao vidro e cerrou seus olhos na tentativa de pressioná-los a focar na floresta. — Não tem nada aqui. O que houve?


— Como assim não tem nada aí? - Inoue questionou e se aproximou da janela novamente, seus olhos cinzas procuravam incansavelmente a criatura de olhar triste que havia lhe encarado minutos atrás.


Realmente não tinha. Nada. Nem sinal. Nem pegadas, nem cheiro, nem rastros. Só a chuva. A chuva e as árvores da montanha. O barulho havia se extinguido também.


Talvez Orihime estivesse ficando louca.


Ou ela queria se convencer daquilo, enquanto seus olhos captavam duas orbes amarelas no meio dos arbustos. Seus amigos já estavam ocupados em outras conversas, e novamente, ela estava encarando aquela criatura sozinha.


"Orihime Inoue."


Ouviu uma voz desconhecida e humana chamar por seu nome, e sentiu suas pernas virarem geléia. Estava assustada. O que era aquilo? Uma pegadinha de Renji? Se fosse, não tinha a menor graça. Fitou seus amigos que pareciam não ter ouvido nada. O desespero e a lucidez brigavam em sua mente na tentativa de saber qual era a resposta para aquilo tudo.


Encarou a criatura novamente, erguendo suas mãos e tocando no vidro. A criatura ergueu seus braços também. Braços quase humanos, ela diria. No entanto, suas mãos eram negras e com unhas longas. Ela não enxergava muito bem no escuro, mas aquilo ela conseguia dizer. A água molhava a pele pálida dele e por alguns segundos Orihime conseguiu até sentir pena.


Não sabia dizer se era por causa de suas marcas que pareciam lágrimas, ou talvez dos olhares tristes, ou da chuva torrencial que caía sobre ele. Sentia pena porque ele era quase humano? Não tinha uma resposta para se dar.


Depois de seu grito a criatura parecia um pouco assustada para se aproximar da cabana. A ruiva perdeu a noção do tempo em que ficou parada ali, observando. Outro raio forte atingiu alguma região por perto e quando tudo ficou esbranquiçado devido a sua luz, a criatura sumiu novamente.


Aquilo era humano? Era um fantasma? O que era?


Orihime Inoue já não sabia mais dizer em que lugar deixou a sua racionalidade. Talvez tivesse a deixado embaixo de suas cobertas, na sua cama quentinha.

 

 

 


Notas Finais


O que acharam? Vejo vocês no próximo! (Se alguém estiver interessado nesse plot talvez eu escreva mais rápido. Se ninguém gostar, talvez demore um pouco porque eu tenho outras fanfics pra trabalhar.)
Espero que tenham gostado! ♥


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