História Seize The Day (Releitura) - Capítulo 7


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Categorias Avenged Sevenfold, Rammstein
Personagens Christian "Flake" Lorenz, Christoph "Doom" Schneider, Johnny Christ, M. Shadows, Oliver "Ollie" Riedel, Paul Landers, Personagens Originais, Richard Z. Kruspe, Synyster Gates, The Rev, Till Lindemann, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Christian Lorenz, Christoph Schneider, Jimmy Sullivan, Johnny Christ, M Shadows, Oliver Riedel, Paul Landers, Rammstein, Richard Kruspe, Synyster Gates, The Rev, Till Lindemann, Zacky Vengeance
Visualizações 6
Palavras 4.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei.

Eu queria declarar já antes de vocês lerem, que eu quis adicionar algumas coisas em alemão, por conta do Rammstein e tudo mais. Mas eu não tenho muita noção, então usei o Google tradutor kkkk ignorem se tiver erros kkk

Espero que gostem do capítulo de hoje, um beijo e até mais.

Capítulo 7 - News


Fanfic / Fanfiction Seize The Day (Releitura) - Capítulo 7 - News

Melissa

2 MESES DEPOIS


Nesses dois meses eu me afastei de Brian completamente. Mas consegui lidar com meus problemas de forma que não afetasse minha vida social e me reaproximei dos outros. Matt, como chamo o Matthew agora, tinha virado meu protetor e desde que tudo aquilo com o Brian aconteceu, ele tem sido tão carinhoso comigo que não tem como não suspirar. Mas eu estava focada nas minhas aulas de guitarra, depois do "incidente" com o Shane, eles trocaram de professor e retornei às minhas aulas.


Eu havia mudado e muito, não só fisicamente. Mas minha mente havia amadurecido e isso me rendeu muitos elogios com duplo sentido (risos). Eu já não pensava mais em alguém na minha vida, terminei com o Patrick duas semanas depois daquela noite triste e desde então me sinto livre e liberta de tudo que me pressionava e aprisionava. Não tenho vontade alguma de ter alguém ao meu lado, exceto por pura amizade. Estou focando na minha carreira como artista na área musical - chamo assim porque amo tocar e cantar, então não tenho nada decidido ainda -, recebi algumas propostas e estava avaliando bem cada uma delas.


Soube por Val e Mich que o Brian estava namorando com a Kalie. Os dois começaram a sair e não tentavam nenhum pouco esconder que estavam juntos. 


O dia depois do ocorrido, foi o pior de todos.



Acordei com olheiras gigantes e bem marcadas devido a noite mal dormida. Ou melhor, nem dormida.


Depois de tudo pronto, desci com a mochila em mãos e meu pai estava na mesa, tomando café da manhã. Eu não sabia que ele estava em casa, muito menos que horas havia chegado.


- Bom dia filha… - ele diz todo sorridente e quando vê meu rosto, desfaz o sorriso na hora e se levanta, vindo até mim com certa pressa - O que aconteceu, minha princesa?


- Nada demais, papai. Eu vou indo. - apontei com a cabeça pra porta - Vou pedir pro Charles me levar hoje.


- Charles está de folga hoje, meu bem. Eu posso te levar, tudo bem? - assinto levemente, minha cabeça estava doendo demais pra fazer algum movimento rápido - Mas no caminho você me conta o que aconteceu, pode ser?


- Pai, não, por favor…


- Sem essa. Somos parceiros, não somos? - ele fecha a mão e a suspende esperando que eu toque.


- Somos. - sorrio fraco e fecho a mão, tocando a sua, fazendo nosso toque.


Ao chegar no colégio, percebi que Brian já estava lá. Seu carro estava no estacionamento.


- Eu vou ficar bem, papai. Prometo.


- Não force nada, querida. Apenas tente. Será o melhor, eu tenho certeza. - ele sorri singelamente e o abraço apertado antes de ir.


Eu havia contado tudo pra ele no caminho até aqui, como prometido. Ele não disse nada além de que isso deveria ser esquecido e que o melhor a se fazer era focar em mim mesma. E era exatamente o que eu vim decidida a fazer.


- Olha só… se não é a filhinha do papai… - Kalie disse enquanto eu estava passando e senti minha parede emocional se rachar quando vi que ela e Brian estavam juntos.


Mais precisamente, Brian estava encostado em uma parede e ela estava do seu lado, com os dedos entrelaçados aos dele, apoiando seu corpo no dele.


Deus! Como aquilo me feriu.


Ela se soltou de Brian e veio em passos lentos até mim, fazendo seu salto ecoar a cada passo.


- Sai da minha frente, Kalie. - disse entredentes ainda com o capuz.


Eu estava de cabeça levemente abaixada, fazendo sombra em meu rosto com o capuz da jaqueta. Por mais que tivesse tentado disfarçar, as olheiras eram plenamente visíveis.


- Ou o que? - ela dá um passo mais perto e percebo ela sorrindo debochada. Provavelmente se achando a dona da porra toda. - Eu te disse, não disse? O Brian seria meu e você não o teria nem como seu melhor amigo. - seu sorriso era diabólico e em sua voz ecoava a risada maligna que me atormentou durante a noite toda - O que vai fazer agora, hein? - ela se abaixa e encara meus olhos - Me diz, anjo. - ela sussurra a última palavra lentamente, a soprando em meu rosto e de novo aquele sorriso surge em seu rosto - Gostaria de compartilhar com minha prima querida que foi ótimo ouvir ele gemer meu nome noite passada e depois me chamar de anjo enquanto eu cavalgava…


Sem pensar duas vezes, pulei em seu pescoço e fui a empurrando até escorar na parede. A batida foi tão forte que ela caiu no chão na mesma hora, arcando as costas. Claro que machucou. Como se já não bastasse, a ergui puxando seu cabelo e fiz ela olhar em meus olhos novamente. A essa altura meu capuz tinha caído e todos se assustaram com minha imagem desastrosa. Ninguém jamais tinha me visto assim, nem mesmo triste, eu sempre estava feliz e alegre por todo canto, isso era novidade pra todos e notei isso pela expressão de surpresa estampada no rosto de cada um ali presente. Inclusive ele.


- Eu quero que olhe bem pra mim agora. - ela tenta tirar minhas mãos de seus cabelos e os aperto ainda mais.


Ora travo o maxilar, ora ranjo os dentes. Eu estava furiosa, tinha estourado e ela não perdia por esperar.


- Você fez um estrago nele e isso vai te sair caro. - a ergo um pouco mais e ouço uma voz gritando meu nome enquanto braços me cercam. Era Brian, reconheci a maneira de me segurar. - Eu te odeio! Odeio vocês dois! Me solta! - eu gritava e me debatia em seus braços da maneira que podia até ver meu pai se aproximando - Você acabou comigo, acabou com a minha vida, isso já não é suficiente? - eu já estava chorando desesperada e me sentia sem chão, enquanto ele me olhava vendo o estrago que havia feito - Eu dei tudo a você, fui seu porto seguro, quem te levantou do chão e te fez enxergar motivos pra viver e sorrir. Fui eu quem te tirou da escuridão e te trouxe de volta a vida, mas por que tirou a minha? - ele me abraçou e me debati novamente até ele me afastar - Eu não quero seu abraço, não quero sentir o calor dele, não quero sentir como se me amasse, porque ficou bem claro pra mim que não.


- Anjo, por favor. - com a raiva ao ouvir essa palavra, ganhei muito mais força e com os dois punhos cerrados, bati em seu peito o fazendo tombar pra trás com tamanha força.


- Eu te odeio! - gritei apontando pra ele e então meu pai me segurou - E nunca mais me chame assim, e você… - me soltei dele e cheguei a frente de Kalie, apontando o dedo em sua direção, ela levou um susto e me encarava aterrorizada - Você nunca mais ouse me enfrentar de novo, ou eu mato você. - dei ênfase na palavra "mato" e sua expressão era de puro terror e espanto.


Sim, eu deveria parecer outra pessoa e era isso que eu estava tentando evitar. Mas realmente hoje eles passaram dos limites.


- Filha, por favor. Já chega. - meu pai puxou meu braço e saí dali abraçada a ele.


Eu iria me arrepender muito por ter estourado assim na frente de todos, não iria ter coragem de olhar no rosto de cada um depois da maneira selvagem que agi. Mas e o que eu iria fazer? Se eu explodo eu fico totalmente fora do controle e totalmente impulsiva, dominada pela raiva. E hoje todos viram isso. Eu só espero que isso jamais torne a acontecer.



Segundo Val, depois da tragédia do meu descontrole, Kalie ficou uma semana inteira sem ir pra escola devido aos machucados, estava fazendo fisioterapia, e ela e Brian não foram mais vistos juntos durante um mês. Até que eles assumiram um relacionamento. Meu pai me mudou de escola no mesmo dia, porém, só comecei no dia seguinte. Foi lá que conheci Jonathan Lewis Seward, ou melhor, Johnny.


Nos tornamos amigos logo de cara e ele me lembrava muito o Zacky, com seu jeitinho fofo e engraçado.



Hoje eu voltaria para o Huntington Beach High School. Foi uma transferência temporária até que eu deixasse toda essa balela de lado… não, mentira. Eu fui expulsa de lá porque agredi um cara que mexeu comigo duas vezes. Na primeira ele quebrou o nariz e eu levei uma bela advertência seguida de uma suspensão. Na segunda, ele só ganhou uns 3 ou 4 hematomas, mas por já ter acontecido antes, fui expulsa.


Meu pai nem ligou muito e decidiu me colocar no colégio antigo. E aqui estou eu. Ninguém além de Jimmy sabia que eu estava voltando. Queria fazer "surpresa".


- Eu levo você.


- Sério? - ele assentiu - Ótimo. - meu sorriso era de rasgar o rosto - Espera, você vai com o look do Bizarre Festival do mês passado?


- Irgendein Problem? - (Algum problema? segundo o google tradutor).


- Nein. - (Não) dou de ombros - Será uma chegada triunfal.


- Com estilo. - ele coloca o braço em volta do meu pescoço e beija o topo da minha cabeça.


- Esse é meu pai fodão. - o abraço e pego minha mochila no sofá da sala.


- Amélia, estamos saindo! - ele grita pra empregada que logo aparece correndo na sala - Vou levar a Melissa na escola, já volto. - ela sorri assentindo e corro até ela pra lhe abraçar.


Amélia é muito querida e se tornou minha mãe em casa. Ela quem conversa comigo por horas sobre como foi meu dia, sabe todos os meus gostos, cozinha minhas comidas favoritas, me dá conselhos, me apoia e me ama como uma filha. E eu também a amo como uma mãe.


Chegamos no colégio com 15 minutos de antecedência e a cara da Kalie foi impagável. Alguns paparazzis apareceram, mas logo foram mandados embora porque ali era uma instituição pública e blá blá blá.


Desci do carro e meu pai desceu junto comigo, caminhando ao meu lado até a sala do diretor. Resolvemos tudo que ainda faltava e voltei com ele até o carro. No caminho, um garoto veio correndo, estava ofegante e mal conseguia falar, queria um autógrafo do meu pai.


- Nossa, cara… eu sou… - ele falava duas palavras e respirava fundo. Ele correu tanto assim? - um mega fã seu. - mais uma respirada.


- É ótimo saber que a juventude tem bom gosto. - meu pai sorri assinando a tal camiseta que ele entregou - Qual sua música favorita?


- Du Hast. Gosto bastante da pegada dela e ao vivo fica melhor ainda.


- Minha favorita é Engel. Gosto bastante da letra profunda e expressa exatamente o que sinto. Sabia que…


- Legal, loirinha. Mas eu estou falando com ele, groupie. - o cara me olha de cima a baixo dando um sorrisinho malicioso e quando abro a boca pra falar algo, meu pai faz sinal pra que eu deixe isso com ele.


Ele se abaixa ficando a altura do rapaz que o encara assustado. Meu pai é do tamanho de um armário, realmente sua pose era intimidadora.


- Meu rapaz, esta bela jovem é minha filha. - ele percebe a merda que fez e meu pai aproxima mais seu rosto do dele, olhando pra mim enquanto fala - Se você a desrespeitar mais uma vez - ele direciona seu olhar ao moleque - eu arranco suas entranhas e mando servir no almoço destes adolescentes. - um sorrisinho psicopata e o cara engole em seco - Você me entendeu? - ele assente freneticamente e meu pai entrega a tal camiseta com o autógrafo - Tenham todos um bom dia. - ele diz em voz alta olhando pra todos e abaixa seu óculos de sol - Tchau Mein Herz (meu coração), eu venho te buscar no final da aula. Até depois. - papai beija o topo da minha cabeça e sorrio meigamente.


- Tchau, Papi. Até mais.


Virei para entrar no colégio e dei de cara com um bando de malucos correndo até mim.


- Eu não acredito que não me contou que voltaria! - Mich como sempre veio berrando e pulou em cima de mim - Senti tanto a sua falta, bruxa!


- Também te amo, Mich. - a abracei apertado e a mesma retribui.


Nos soltamos e logo os outros vieram me abraçar, mas o abraço pelo qual eu mais estava ansiosa era do meu Bear.


- Candy! 


- Bear!


Corri abraçá-lo e pulei em seu colo, enterrando minha cabeça em seu pescoço e sorrindo muito.


- Meu Deus, que saudade de vocês! - desci do colo dele e vi que todos nos olhavam perdidos - Nos aproximamos enquanto estive fora.


- É estranho ainda assim. - Zacky disse com uma carinha meio triste e corri o abraçar também.


- Tem abraço pra você também, Bolinho. Só cuida que o Matt quase quebrou uma costela minha.


- Dramática. - ele revira os olhos - Como você abraça seu pai? Ele é bem maior e bem mais forte do que eu.


- Não mente. Meu pai é um centímetro mais baixo. Só parece que ele é maior por ser mais musculoso. - digo me soltando de Zacky.


- Até demais. - Mich diz com uma careta - Às vezes seu pai me assusta com o tamanho dele.


- Menos, Michelle. 


Brian aparece junto com Kalie que me fuzila com o olhar.


- O que tá fazendo aqui? - Kalie diz com completo desprezo.


Surpreendendo a todos, eu apenas rio abraçando Matt e Zacky de lado.


- Senti saudades dos meus meninos e das minhas melhores garotas no mundo. Por quê? 


- Não se acostume. Logo vai voltar pra sei lá de onde você veio.


- Ela não pode, porque... - Zacky solta e Val faz careta pra ele que se cala na hora.


- Algo que eu não possa saber? - ela pergunta dando um sorriso cínico.


- Algo que não diz respeito a você. - devolvo o mesmo sorrisinho cínico.


- Saiba que sua "estadia" aqui não vai durar muito tempo.


- Isto é uma ameaça, priminha?


- Pode considerar um aviso.


- Vou anotar na minha agenda. - mando beijinhos pra ela e encaro Brian - Legal te ver, Bri. - ele força um sorriso meio sem jeito e aceno com a cabeça, saindo dali com Matt me abraçando de lado.


Duvido ele me soltar tão cedo.


...


Estava esperando Matt pra sairmos juntos até que meu pai chegasse, ele ia pegar uma carona com a gente, e senti alguém puxando meu braço. Era Brian.


- Hey, posso falar com você? - sua voz era baixa e eu parei olhando pra ele. Ainda era doloroso. - Eu estava pensando, se teria alguma chance de você perdoar eu e a Kalie.


Ah, é isso? Eu não acredito! Como ele tem a cara de pau de depois de todo esse tempo, com tudo que me fez passar, vir me pedir perdão? 


Mas, relaxa, Melly. Mostra a pessoa incrível que você se tornou, você é boa, você perdoa, você é forte. Você o esqueceu…


- Tá de boa.


- Mesmo? - sua surpresa era evidente.


Claro, até eu fiquei surpresa com minha tranquilidade ao dizer isso.


- Sim, foi um erro ter explodido aquele dia, por mais que a Kalie tenha me provocado, mas já passou. Eu pensei em muita coisa e amadureci muito nesses últimos meses e muita coisa mudou dentro de mim.


- Então você perdoa mesmo nós dois? Quer dizer, ela agiu bem infantil mais cedo, porque se sentiu intimidada com a sua volta, mas já assegurei ela de que você não é uma ameaça ou um perigo pra nossa relação. 


Isso machucou.


- Claro. 


- Ah, fico muito feliz. - ele sorri abertamente e vem me abraçar.


Eu fico toda rígida com a surpresa do seu ato repentino e ele se afasta, me olhando sem graça. Não tive reação.


- Desculpa, eu pensei que…


- Não, tá tudo bem. - forço um sorriso - Eu só fui pega de surpresa. - ele sorri coçando a nuca e então Matt me abraça de lado.


Olho pra ele, com aquele sorriso fofo e cheio de covinhas que me deixa pirada - confesso - e é inevitável não sorrir também.


- Pronta, Candy? - ele pergunta sorrindo, marcando ainda mais suas covinhas.


- Pronta. - ele olha para o Brian entrelaçando nossos dedos.


- Vamos então. Nos vemos por aí, Haner. - Brian força um sorriso e aceno com a mão enquanto saímos para o estacionamento 


Mich e Zacky chegaram também pra se juntar à nós.


- Te salvei, né? - ele ri fraco e o acompanho - O que ele queria, Candy?


- Pedir perdão. Por ele e pela Kalie.


- Que filho de puta! E o que você disse?


Todos me olharam esperando pela resposta e me senti desconfortável. 


Val e Jimmy estavam vindo e assim que chegaram, salvaram meu dia.


- E aí, fellas. - Val me abraçou de lado e dei um beijo no rosto dela.


Pensei estar salva, mas aí lembrei que Michelle estava ali…


- A Melly tava contando que o Haner pediu perdão por ele e pela Kalie. Ela ia contar a resposta dela, mas aí vocês chegaram. Conta logo, Mel.


- Ai gente, eu disse que tudo bem. - ela me olhou pasma e me deu vontade de rir da cara dela.


- Como?


- É. Eu não tenho mais mágoa de nenhum deles. Quer dizer, ainda dói ver os dois juntos sim, mas nada que me preencha de raiva pelo passado, sabe? É algo com o qual eu consigo viver. E além do mais, ela é namorada dele agora, eu vou ter que aprender a conviver com isso e aceitar de uma vez por todas. Não vai ser fácil, mas pode ser menos doloroso se eu conseguir perdoar eles e foi o que eu fiz. 


Eu ainda não consigo acreditar que eles realmente estão namorando. Mas eu precisava aceitar.



- Mas e como vai conviver com ela? Não vai me dizer que ainda não sente raiva dela.


- Então, Mich. - suspiro em seguida fazendo um rabo de cavalo no meu cabelo. - Eu não vou negar que odeio ela. Nós nunca tivemos uma relação saudável de primas e isso não vai mudar agora, obviamente. Mas não quero mais encrenca e nem nada que me transforme novamente em alguém que eu não sou, entendem? - eles assentem e Matt passa seu braço por volta do meu pescoço.


- Você é muito forte. Te admiro muito por isso. - Matt diz e sinto a sinceridade em suas palavras, me fazendo sorrir pra ele e então deitar minha cabeça em seu ombro.


Mal encosto a cabeça e me assusto com algumas pessoas gritando. Olhei pra trás e tinha uma roda de gente gritando por alguma coisa. Era briga, dava pra perceber pelo jeito que eles gritavam, mas e quem era?


Soltei meu braço de Matt e corri até lá ver quem era, bufando ao ver que Brian estava em cima de Taylor, batendo com força. Não pensei duas vezes e prendi seus braços por trás e o puxei, levantando seu corpo. Ele reagiu por impulso de pura adrenalina e me deu uma cotovelada na barriga, me deixando sem ar por alguns minutos. Me recuperei rapidamente e assim que ele percebeu, veio até mim me pedindo desculpas, mas pela raiva, tudo que consegui fazer foi acertar um soco em cheio no seu rosto.


Fechei meus olhos tentando me acalmar até que o ronco do carro do meu pai me chama a atenção. Ele desce do carro antes que eu chegue e então vem até mim.


- Hallo, mein herz. - (oi, meu coração) ele beija o topo da minha cabeça e me abraça - O que aconteceu?


- Fui separar a briga dos dois idiotas e ganhei uma cotovelada na barriga. - reviro os olhos e ele sorri prendendo o riso - Como foi o ensaio? 


- Ótimo, ótimo. - ele sorri e caminha mais um pouco, até que vi ele se aproximar de Brian.


Legal. Isso era tudo que eu precisava, mais uma confusão no colégio. Eu preciso aprender a me controlar ou vou acabar me metendo em uma confusão daquelas.


- Vamos? Matthew vai conosco? - nem percebi quando meu pai voltou, me despertando dos meus pensamentos.


- Não, não. Eu iria, mas tive que fazer uma mudança de planos e adiantar um compromisso. - o encaro confusa - Nós temos uma reunião com os meninos agora depois da aula e eu vou com o Brian.


- Ah sim, tudo bem então. - sorrio - Até mais então, Bear. - o abraço e ele sorri pra mim.


Depois de me despedir de todos, vou com meu pai até o carro e entro no mesmo, sentindo meu celular vibrar no bolso de trás da calça. Vendo o visor, atendo toda sorridente, fazendo meu pai me olhar curioso, com uma sobrancelha suspensa.


- Taylor!


- Não me chama assim, dude. E, oi.


Solto uma gargalhada e ouço ele rir também do outro lado.


- O que faz?


- Tô no carro com meu pai e você? 


- Soube que voltou pro colégio antigo e que o Haner tá de namoradinha nova por lá. Como tá lidando com isso?


- Você anda por dentro das fofocas, hein. - risos - Então, tá bem foda. Mas é até divertido. 


- Ah é? 


- Sim, não sou a única que a detesta. Mich já nem tem mais contato com ela depois do que aconteceu e Valary passou a odiá-la mais ainda. Dos meninos é só o namoradinho dela que fala com ela, óbvio. Os outros pegaram nojo também depois daquilo.


- Não sei por que você se sente mal, ela mereceu. E devia ter socado muito mais a cara dela.


- Eu nem soquei a cara dela e nem nada, já te contei milhares de vezes, Corey. Além disso, papai está ouvindo tudo isso e a cara dele não está nada legal. - olhei de canto pro meu pai que prendeu um riso.


- Está incentivando minha filha a violência, Taylor?


- Porra, Till! Não me chama de Taylor, meu nome é Corey. C.O.R.E.Y. - acabo rindo dele soletrando seu nome já emputecido e meu pai me acompanha. - Tem que ser pai e filha mesmo, né? E não, não estou incentivando a nada. Eu só acho que aquela garotinha mereceu por ter feito o que fez e em minha humilde opinião, eu ainda acho que foi pouco.


- Realmente ela é uma peste. Desde pequena meu irmão se bateu com ela, mimo demais.


- Argh! - Corey resmunga do outro lado - Odeio crianças mimadas! Sabe como elas parecem? Irritantes. Elas são extremamente irritantes e insistentes em algo, sabem perfeitamente como perturbar e tirar a paz de alguém. - rimos dele já bravo com a situação - Melissa devia ter feito mais. Só fisioterapia não é marcante. - risos - Mas enfim, não foi pra isso que te liguei. - ele dá uma pausa enquanto nos recuperamos - Queria saber se aceita cantar com a gente num show mês que vem.


- O quê? Mesmo?


- Sim. Acha que sou de brincar com isso?


- Grosso. Que dia?


- 26. E não sou grosso.


- É meu aniversário.


- Eu sei. - ele diz prendendo um riso. Aí tem coisa.


- O que está aprontando, Sr. Taylor?


- Eu? Nada. Só estou fazendo o convite, aceita ou não?


- Doce impaciente Corey, é claro que eu aceito. - sorrio e ouço ele rir do outro lado.


- Ótimo. Vamos com o James amanhã na sua casa acertar os detalhes.


- Tudo bem. Obrigada por lembrar de mim.


- Obrigada por nunca me abandonar. - podia imaginar seu sorriso de criança no rosto que tanto me encanta.


- Até mais. - nos despedimos e encerro a ligação.


Eu tinha um sorriso bobo no rosto. Isso finalmente estava acontecendo. Quer dizer, eu sempre amei metal e era meu sonho cantar em um palco, sentir a vibe e energia da galera… era simplesmente incrível! E agora o Corey estava me dando essa oportunidade.


- Minha filha vai ficar mais famosa que eu. - meu pai dá partida no carro e rio de sua expressão.


- Que nada, isso seria impossível.


- O Taylor acabou com minha surpresa. Agora vai parecer tosco.


- Que surpresa?


- Há dias Richard sugeriu que chamássemos você pra cantar com a gente em um show. Talvez ser o nosso anjo em Engel, já que ama tanto essa música. E eu achei uma ótima ideia, percebi que anda praticando algumas técnicas. Seria ótimo você ter uma experiência real, mas agora ele te convidou pro deles primeiro.


Fico sem reação, sem palavras.


- Papa, isso é… oh meu Deus! É incrível! Eu amei a ideia! E quanto ao Corey, não se preocupe, será só no mês que vem e ainda temos tempo, podemos fazer depois ou mesmo antes, se quiser. Seria um honra cantar ao lado de grandes artistas como vocês… com o meu pai.


- Mein herz, você me enche de orgulho! E seria uma honra pra gente ter você lá conosco. Pra não deixar o Corey chateado, canta com eles primeiro, porque ele fez o convite antes de nós e assim teremos mais tempo pra ensaios futuros depois que se apresentar com eles. Temos que ver bem com o pessoal da produção sobre as pirotecnias e a estrutura pra performance. Quero que tudo esteja perfeito pra que nada saia errado e você possa se machucar, talvez.


- Sim, tudo bem. Segurança em primeiro lugar. - sorrio e ele me olha de uma forma doce e terna.


Ele sempre teve esse carinho comigo desde que eu me lembro. Mesmo tendo sido pai tão novo - tinha apenas 17 anos quando eu nasci - ele nunca foi rude comigo. Sempre me deu amor, carinho, atenção e cuidado, me protegendo de tudo e de todos, estando ao meu lado quando ninguém mais estava. Ele é o meu pai não só por uma certidão, ele realmente é o meu pai e prova isso todos os dias.


Chegamos em casa e fui direto pro meu quarto. Em uma hora Dan passaria aqui me pegar pra irmos à academia. Sim, voltei pra academia antiga e mudei meu horário pra mais cedo, o que eu fazia antes era muito tarde e não estava mais batendo com os horários do meu pai. E também Dan não podia fazer mais tarde então, tive que adaptar o meu. Mas isso foi muito bom, estou tendo mais tempo pra ler e estudar música a noite. Sem contar que estou podendo praticar mais também, tanto bateria, quanto guitarra e canto. Está sendo ótimo! 


Eu estava nas nuvens com os dois convites que recebi hoje. Eu realmente tinha sorte por ter essas pessoas incríveis e talentosas na minha vida. Muitos até diriam pela fama e tal, mas isso é o de menos. Eu sou grata por eles conseguirem uma carreira, porque sei que isso era o sonho deles e vê-los realizar isso é sensacional! Matt também havia me dito que estão trabalhando com a banda em algumas músicas e que pretendem levar a banda deles pra frente também. Eu dei total apoio, assim como meu pai que prometeu ajudar como pudesse. É óbvio que ele não pagaria tudo pra eles, porque assim como ele faz comigo, ele acredita - e eu também - que só damos real valor e aprendemos quando é o nosso esforço, quando nós ralamos e corremos atrás daquilo. Isso os permitiria nunca esquecer das suas origens e de onde vieram, seria a essência pura da banda e eles levariam isso pra sempre.


Por isso que estou ralando e dando duro ao invés de simplesmente pedir que meu pai pagasse pessoas profissionais pra fazerem tudo por mim. Eu poderia já iniciar uma carreira ou algo assim, tendo toda uma equipe pra me ajudar, mas eu prefiro aprender tudo primeiro e depois ter pessoas pra apenas me auxiliarem ao invés de fazerem tudo por mim. 


Não seria eu, seriam eles. E não é isso que eu quero.


Notas Finais


E aí? O que acharam? Eu disse que teríamos convidados VIPs nós próximos capítulos 😜😎🤘🏼♥️ espero que tenham gostado, um beijo e até a próxima.


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