História Seja Ardente à Meia-Noite - Viktor - Capítulo 35


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Luta, Romance, Sangue, Sobrenatural, Terror, Tragedia, Vampiros, Viktor
Visualizações 102
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Ausência


Fanfic / Fanfiction Seja Ardente à Meia-Noite - Viktor - Capítulo 35 - Ausência

Antes:

-Grace, terei que me ausentar por uns dias, conto com você para pegar toda a matéria.

-... Não, você nunca mais vai voltar, não é? .

-Ora, Grace... Desde quando ficou tão chorona? .

-É-é bom você voltar, hein... .

Agora:

 

Ausência

 

Estalando o pescoço, soltou-a voltando ao normal. Calada, abaixou a cabeça, reprimida e sentida.

-... Tory, lhe peço encarecidamente, não toque mais nesse assunto... Você sabe o quanto é doloroso para mim.

Ajustando seu tom, referiu-a mais calmo, não querendo mais essa situação problemática.

-Poxa, acabamos de nos encontrar... Não vamos brigar, okay? Tudo bem para você, irmã? .

Subindo o olhar, ainda magoada, passou a mão nos fios, fingindo não se importar com seus dizeres.

-Para você tanto faz, não é? Voltar ou não, família ou não, tanto faz... Certo, senhor Chavalier? Então, faça a sua vontade.

-Tory, espere! Não é verdade! Tory... .

Deixando-o falar sozinho, seguiu irritada. Percebendo que sua casa não estava longe, suspirou amargamente deixando-a ir em paz, não adiantaria permanecer desse jeito, de qualquer forma.

 

-Há! Eu sabia que estavam chegando! Ganhei, Timóteo! .

Theo suspirou rodando os olhos. Só mesmo Bartolomeu para brincar com isso, pensou.

-Ei, Tory, Tory... Você... Érr, conseguiu? Ele está vindo? .

Parando, olhou-o raivosamente.

-Eu, por acaso, falo sozinha?! Não ficaram aqui, feito ratos escondidos, ouvindo tudo?! .

-N-não, digo, sim... Desculpe.

Abaixando a cabeça, deixou-a passar, cabisbaixo.

-Vocês brigaram, não foi? Há, há! Toda vez é a mesma coisa! .

Bart se divertia enquanto descascava uma banana. Poucas coisas o enfureciam, na verdade, e contendas familiares não eram uma delas.

-Cala boca, Bartolomeu! .

Chegando Viktor, era visível o clima tenso.

-Viktor, eu... Eu... Eu disse que não estava se sentindo bem para Tory, mas não sabia que brigariam, eu... Eu... .

Abraçando o irmão com um braço sutilmente, tirou o peso dos seus ombros, mostrando que não era sua culpa.

-Tudo bem, Theo. Victórya que gosta de me provocar.

Olhou-a irritado, a citada subia as escadas. Percebendo, virou-se imitando a expressão.

-Eu apenas estou cuidando de você, seu ingrato! .

-Ah, me poupe, Victórya! Por que será que algo nisso é suspeito?! Fale de uma vez, eles te mandaram aqui, não foi?! .

-Não! .

-Mentirosa! O que é dessa vez? Irão te pôr para me vigiar? Irá arrumar esposas para mim? Não estou me dedicando o bastante para o futuro do clã?! Fale de uma vez! .

-Não! Eu só queria te ver, queria ver todos vocês! .

-Não é a primeira vez que fala isso, e sabe o que é mais engraçado? Que foi tudo mentira! .

Aumentando a voz, logo sentiu sua garganta reclamar do uso repentinamente forte. Tanto Timóteo quanto Bartolomeu permaneciam calados, embora ambos mostravam-se incomodados, sobretudo o caçula.

-... Acredite no que quiser, Viktor. Se não confie em sua própria irmã... Desfaça logo todos os laços conosco! Não é isso que quer?! .

Concluindo, seguiu para um dos quartos vazios, onde já esteve algumas vezes. Quase rosnando, xingou alto dando um único soco na cômoda mais perto. Tendo-se que se acalmar, bufou alisando os lisos fios. Não estava sendo nada bom para sua saúde e muito menos para seu coração.

-Irei tomar um banho e depois descansar... Já sabem onde me encontrar, contudo, peço que não venham esquentar ainda mais minha cabeça! .

Falando secamente, preferiu se isolar.

-T-tudo bem, irmão. Bom descanso.

-Vai na paz, “bro”.

Preocupado, Theo se aproximou do mais velho aqui presente, em busca de consolo.

-... Bart... Você acha que Tory está certa? Acha mesmo que Viktor irá nos deixar? Irá sair do clã? .

-Sei lá, acho que não.

Deitado todo largado no sofá, não lhe dava total atenção, sua banana estava mais interessante.

-Mas... Bart... Eles brigaram feio, eu... .

-Ah, desencana, Timóteo! Toda vez eles brigam feio, já deveria estar acostumado.

Levantando-se em salto, passou a mão na cabeça do caçula rapidamente. Não tirou suas aflições, só indicou que não se importava, como sempre.  

Suspirando sem ver uma solução, tentou aquecer seu coração com pensamentos bons.

-... Viktor... .

Olhando a cômoda esmurrada, notou que nada havia acontecido, ou seja, se Viktor estivesse em plena condição... Não existiria mais uma cômoda ali. Apertando o olhar, procurou manter seu coraçãozinho ainda aquecido.

 

Depois de três dias, Grace já estava de celular novo e se esforçava nos estudos. Estando perto o terceiro bimestre, não podia perder tempo, meio que focou suas energias nisso.

Escrevendo na página que Nathaniel indicou, havia apenas os dois na sala. Já fora do horário escolar, cada dia as aulas particulares aumentavam um pouco.

Sentado na mesa dos professores, o loiro anotava alguns exercícios extras, bem concentrado, contudo, não se proibia de dar algumas olhadinhas a sua companheira.

Cantarolando baixinho a morena, sua atenção foi desviada à janela, onde o dia estava bem bonito.

-Pensando na vida, Grace? .

-Huh? .

Olhando-o tranquilamente, sorriu pairando na pergunta. Tudo fazia era não pensar na vida, seria doloroso.

Suavemente, seguiu até ela dando novos papéis.

-Seu dever de casa. Divirta-se.

Entregando uma careta de desgosto, o fez sorrir constrangido por ser severo.

-Não me olhe assim, é para o seu bem.

-Ah, eu sei, eu sei... Mas bem que poderia relaxar, não é? Estou sendo boazinha, seja também.

Fazendo biquinho, imitou um filhote de cachorrinho manhoso.

-Pensarei no seu caso. Está ficando tarde, melhor irmos.

Guardando as folhas, seus cadernos e livros, levantou e aproveitou para se espreguiçar, sua bunda já doía de tanto estar sentada. Olhando-a curioso, o loiro não percebeu que sua atenção permaneceu nela, mas ela percebeu.

-O que foi? Por que está me olhando com essa cara de bobo? .

-O-oh! Desculpa.

Virando-se rapidamente, se afastou ligeiramente incomodado. Sorrindo com seu jeito, a morena pôs sua mochila em um dos ombros encaminhando para perto dele.

-Eu sei que já agradeci, mas... Valeu mesmo por tudo que está fazendo, Nath.

-Não tem de quê. Sou obrigado, sou representante de turma, lembra? Há, há! .

-Ah, chato! .

Dando-o um empurrão, seguiu para fora da sala, fingindo estar super magoada.

-Ei, ei, ei, me espere.

Catando apressadamente suas coisas, correu para onde ela ia. Indo ambos para fora da escola, Grace se matinha um passo à frente, para Nathaniel tudo bem, assim poderia observá-la sem flagras vergonhosos.

-Ei, todos os dias você é o último a sair? .

Parando perto do ponto de ônibus, perguntou-o ao seu lado, balançando-se levemente.

-Não, nem sempre. Muitas das vezes deixo professor Faraize sozinho, ele já deve ter fechado a escola muitas vezes.

-Ah. Bem, até amanhã.

-Érr... .

Já indo partir, acabou virando-se em prol dele.

-O que foi? .

-... V-você vai sozinha? Digo, não quer que eu te leve? .

-Hã? Por quê? Nunca me ofereceu antes.

-É-é, sim... Eu sei, é que... Nunca tardamos tanto tempo, já está para anoitecer e... Pode ser perigoso... Sabe, ruas com carros prontos para atropelar ou assaltantes... .

Grace olhou de cara feia por um instante. A parte do: “ruas com carros prontos para atropelar” foi maldade, mas acabou por rir. Era fofa sua preocupação.

-Não precisa, Nath. Grata, volte para casa e descanse. Tchau.

Sorrindo e levantando a mão em aceno de despedida, virou e seguiu.

-... .

Parado, olhou-a ir... Entretanto...

-Espera, Grace! .

Sendo mais firme, segurou seu ombro.

-Hã? .

-Lembrei que tenho que comprar umas coisas no mercado, ele fica na esquina da sua casa, não é? .

-... É... .

-Então vamos juntos. Venha.

Confiante, começou a ir. Piscando meio abobada, deu em ombros negando com a cabeça esse péssimo pretexto.

 

Nas andanças, Grace percebeu que estava sendo algo desconfortável e entediante, então puxou assunto sobre coisas que sabia que Nathaniel gostava, contudo, o assunto foi para um lado profundo quando o loiro perguntou se seus pais haviam feito algo sobre o “assalto”.

-Ah... É... Acho que só deu para fazer um B.O (Boletim de ocorrência).

-Pfff, que droga! Lembro como essa cidade era segura, agora todos os dias pessoas morrem, e o pior de tudo é que suas mortes são misteriosas. Parece que os assassinos são sempre os mesmos. Está acompanhando os noticiários? Um absurdo.

De tom sério, sua expressão também fechou, realmente havia raiva e revolta em seus dizeres. Olhando-o, Grace podia perfeitamente entender, porém, saber de tudo não a deixaria comentar. Sabia que Viktor nunca faria algo assim, sabia que não era ele, mas mesmo assim, parecia errado não contar, então preferiu se calar.

-Ah, chegamos.

Chegando na sua casa, agradeceu mentalmente por tocarem nesse assunto já perto.

-Bem, até amanhã.

-Ei, você não quer um copo d’água? Foi uma bela caminhada que demos e você ainda precisa voltar metade da cidade.

Com chaves na mão, disse procurando a certa.

-A-ah... Não precisa, eu...

-Deixa disso, Nathaniel. Entra.

Abrindo a porta, entrou o esperando. Sem opções, entrou um tanto envergonhado.

-Com licença... Seus pais estão trabalhando? .

-... Eu não sei.

-Hã? .

Pondo sua mochila e suas chaves em uma cômoda perto da escada, olhou-o séria.

-Eles não moram mais aqui, é isso.

-Não moram com você? .

Sem entender, perguntou achando que era um absurdo, contudo, o olhar de Grace confirmou o absurdo, fazendo-o ficar ainda mais sem graça.

-Oh... Você mora sozinha? .

-Bem... Marie, minha empregada, às vezes vem e cuida de mim, mas... Desde que a filha dela ganhou bebê, ela não vem mais... .

Explicando, se dirigiu para cozinha. Logicamente, tinha que tomar cuidado para não deixar escapar nenhuma pista da sua ausência escolar, para todos, suas faltas eram proporcionadas pela sua situação, jamais poderá mencionar o nome de Viktor e muito menos o que viu e descobriu na floresta.

Engolindo a seco, Nath a seguiu deixando um espaço entre eles.

-Na verdade... Eu tinha que ligar para eles, para saber notícias, sabe? Mas... .

-Eu sinto muito, Grace.

Se aproximando, deu-a um sorriso triste.

-Não, tudo bem... Eu estou melhor sobre isso, de verdade.

Pegando um copo, abriu a geladeira. Abaixando o olhar, Nathaniel entendia bem o que era ter uma família ausente.

-Sabe... Eu também tenho minha cota de ausência familiar... .

Entregando o copo com água, olhou-o prestando atenção.

-Você ainda não sabe, mas... Eu me emancipei.

-O quê?! .

-Sim! He, he, é estranho, eu sei, mas... Estava... Estava muito difícil conviver com eles... Castiel me orientou, então fiz.

-Castiel? O mesmo Castiel que conheço? .

-Sim, por mais incrível que pareça. He, he.

-Uau.

-Ei, não pense que viramos melhores amigos ou alguma coisa assim.

-Há, há! Claro que não.

-Mas ele... Ele foi bem importante, na verdade. Peça fundamental.

-Não sabia que tinha problemas em casa, Nath.

-E quem não tem? .

Dando em ombros levemente, fez Grace pensar na sua família desunida e, estranhamente, lembrar de Viktor e seus irmãos. Lembrar de Viktor foi um pouco desconcertante, sentia sua falta.

Fitando Nathaniel, agradeceu mentalmente por ele estar aqui. Sem ele... Continuaria sozinha, sozinha em casa e sozinha no colégio.

 Pensando bem, desde quando sua vida caminhou para essas necessidades? .

 


Notas Finais


Lá, lá, lá, mais um cap para vcs ^^ hehe~

Aproveitando, quero agradecer por todos os comentários, o apoio, as criticas, até mesmo as conversinhas que temos por aqui, pelo inbox, pelo wpp! É tudo muito gratificante para mim, e é assim que vejo que meus esforços estão dando certo, que não é uma porcaria oq posto aqui heueheu a não ser q vcs gostem de porcaria kkkkkk creio q naum, ninguém tá com tempo para perder nisso naum, enfim! Muito obg <3 É um alivio no coração ver que essa Fic ( q morri de medo em postar) está dando certo <3

*Até qualquer dia, fiquem ligados^^
*Continuem comentando! Uma grande alegria para mim ::3 até~~


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