História Seja meu namorado, hyung! - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Barraco, Bottom!jimin, Bottom!jungkook, Drama, Família Tradicional, Hoseok Hétero, Jimin, Jimin Barraqueiro, Jimin Rico, Jungkook, Jungkook Homofóbico, Lemon, Menção Bottom!yoongi, Namorados De Mentira, Quebrando Preconceitos, Taekook, Top!taehyung, Top!yoongi, Vkook, Yaoi, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 613
Palavras 3.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DJSJSJ AI MEU CORAÇÃO!!
ACONTECERAM COISAS MARAVILHOSÍSSIMAS HOJE COMIGO!!
ANTES DE MAIS NADA, VCS VIRAM A JINTRO?? MDSS KIM SEOKJIN QUER ME MATAR!!!

Ok, desabafei meu grito (é sério, não tô normal)

Tô eu voltando pra casa e vejo que BTS lançou o comeback trailer. Ai meu Deus haushauahaus

Enfim, pessoinhas, só passei pra dizer que vcs tem uma autora muito feliz 💜

Espero que aproveitem o capítulo!

Capítulo 13 - Ponto fora da reta?


Park Jimin



Acordei sentindo um pouco de dor de cabeça devido a ressaca, mas nada que me fizesse sentir tão mal. Já bebi mais do que na noite passada em outras épocas da minha vida - o que não é algo para se orgulhar, eu diria. No entanto, ontem eu não cheguei a beber até ficar completamente bêbado. Ainda estava bem consciente quando cheguei na casa de… Yoongi.


Senti meu coração se acelerar ao lembrar onde eu estou. Ansioso, abri meu olhos como que para confirmar o que eu já sabia, vendo que estava dormindo ao lado do Min, mas que agora já estávamos no quarto dele e não no sofá. Eu devia estar com tanto sono que não reparei quando ele me trouxe para a cama durante a noite.


O esverdeado dormia profundamente com a boca entreaberta, de onde eu pude jurar que vi um pouco de baba escorrendo. Segurei um risinho por seu jeito fofo e atrapalhado. Yoongi dormia abraçando o travesseiro e com o corpo quase que totalmente descoberto pelo lençol.


Mordi o lábio inferior ao perceber que ele não usava roupas por baixo daquele cobertor. Isso resultou no bumbum dele aparecendo, pela posição em que ele estava, e eu me peguei querendo apertá-lo. Yoongi tem um corpo tão bonitinho que às vezes eu sinto vontade de mordê-lo por inteiro. Mas é óbvio que eu não fiz isso. Ele estava apenas dormindo inocentemente então logo tratei de conter meu lado sem-vergonha.


Tirei o cobertor que me cobria e levantei da cama ainda pelado, enquanto via o corpo do meu melhor amigo se remexer ao perceber uma movimentação no colchão. No entanto, isso apenas fez com que o corpo do Min se descobrisse ainda mais, revelando suas costas desnudas e avermelhadas pelos toques de meus dedos na noite passada.


Ver isso fez um arrepio percorrer o meu corpo ao lembrar de tudo o que fizemos. Se me dissessem que um dia eu acordaria ao lado de Yoongi após termos passado a noite juntos - no sentido mais literal possível - eu não acreditaria. Sempre tivemos limites tão bem estabelecidos de amizade que era surpreendente as coisas terem chegado a esse ponto.


Senti minhas bochechas ficarem avermelhadas quando a ficha caiu.


Mas não é como se eu me arrependesse, porque não me arrependo. Somos dois adultos e sabíamos o que fazíamos no momento em que decidimos ter uma noite juntos. Não somos imaturos para não saber lidar com isso e perder algo tão incrível como a amizade que nós temos.


Na verdade, o que eu senti quando olhei em sua direção foi bem diferente de arrependimento. Foi uma espécie de nervosismo misturada com expectativa de pensar em como agiríamos um com o outro a partir de agora. Será que ele considera que somos mais que amigos ou essa noite foi um ponto fora da reta dentro da nossa amizade de anos?


Sem pensar muito, aproximei-me de Yoongi e acariciei seus cabelos antes de ir até o guarda-roupa do Min e pegar uma cueca limpa dele.


Tomei um banho rápido - já que não tínhamos nos limpado na noite passada - e coloquei a cueca antes de ir até a sala apanhar as nossas roupas sujas, as quais estavam jogadas no chão de qualquer jeito.


Recolhi cada peça de roupa enquanto minha mente fazia questão de reviver as memórias de como cada uma delas foi retirada ontem.


Respirei fundo enquanto olhava para o sofá da casa do Min. Nunca mais eu vou olhar esse estofado da mesma forma. E pensar isso me fez soltar um sorrisinho e cobrir o rosto com as mãos, envergonhado.


Tentei conter meu lado bobo que queria ficar parado pensando no meu melhor amigo e fui até a máquina de lavar roupa, colocando nossas vestes sujas da noite passada e algumas de Yoongi, as quais estavam ali separadas para lavar.


Estava tão idiota que até mesmo ficar olhando a máquina de lavar girando com as nossas roupas me fazia sorrir. Desde quando Park Jimin age assim por ficar com alguém? Se bem que… eu sei que Yoongi não é alguém qualquer.


- Para de sorrir, idiota. Age como alguém da sua idade. Pareço até um adolescente que deu o primeiro beijo - eu disse baixinho para mim mesmo enquanto dava pequenas batidinhas em meu rosto, na intenção de sair do meu pequeno transe.


Foi quando ouvi uma risada vindo da entrada da área de serviço.


- Desde quando você bate em si mesmo, Jimin? Desde a noite passada que você tem me surpreendido com esse seu lado masoquista - a voz de Yoongi soou brincalhona.


Senti meu rosto ferver ao lembrar das coisas que eu disse e pedi para ele fazer comigo na noite passada. Por mais que em momentos quentes eu me solte, eu ainda sou uma pessoa envergonhada no dia a dia.


Arregalei os olhos, ainda com as mãos ao lado da minha bochecha, e o olhei com uma expressão que eu tenho certeza de que deve está muito estranha.


- Haha, eu? masoquista? - eu ri forçado, nada natural. - Muito engraçado, hyung. Não faço ideia do que você está falando.


E fala sério, não é só porque eu gosto de receber uns tapinhas que eu sou masoquista. Tem gente com uns fetiches muito mais estranhos no mundo. Eu sou até inocente comparado a algumas pessoas. E sim, vamos fingir que eu estou falando a verdade.


O Min arqueou a sobrancelha e sorriu de canto, divertindo-se com a minha falta de jeito.


Desviei o olhar para a parede quando ele se aproximou de mim.


- Não precisa ficar com vergonha - ele retirou a mão que ainda estava no meu rosto e me ajudava a me esconder.


Respirei fundo e deixei meu corpo mole com a presença dele tão próxima a mim. Yoongi aproveitou para virar meu rosto em sua direção.


Eu estremeci quando senti o seu olhar sobre mim. Mas, antes que qualquer um de nós dois pudesse dizer qualquer coisa, o meu celular tocou, quebrando o nosso momento.


- Eu… preciso atender - falei com certo esforço. Yoongi assentiu com a cabeça e retirou suas mãos de mim, afastando-se.


Mordi meu lábio inferior antes de procurar onde estava o meu celular. Quando o achei, estranhei o número. Não estava salvo na agenda.


- Alô? - atendi.


- Park Jimin? - ouvi a voz de uma mulher e confirmei a dizendo que era eu. - Aqui é do hospital onde Park Daehyun está internado. Ele já pode sair da UTI, mas é necessária a presença de alguém da família para que ele seja transferido para um quarto.


Arregalei os olhos para as palavras que saiam do telefone.


- Eu chego já no hospital - foi tudo o que eu disse antes de encerrar a ligação.


Encarei Yoongi com a boca aberta de tão surpreso que eu estava.


- Meu avô vai ser transferido para o quarto - eu disse sem acreditar no que eu mesmo falava.


Depois de semanas com meu avô na unidade de tratamento intensiva, era surpreendente saber da sua melhora, por mais que eu torcesse para que isso acontecesse logo.


- Mas, isso é ótimo, Ji - Yoongi arregalou os olhos, igualmente espantado com a notícia.


A voz dele acabou me tirando do meu momento chocado.


- Eu preciso ir para o hospital agora!


Eu saí da área de serviço rapidamente, quase tropeçando pelos cantos.


- Jimin?


Virei para trás ao ouvir a voz do Min.


- Vista uma roupa antes.


Olhei para o meu corpo, reparando que a única peça de roupa que eu vestia era a cueca de Yoongi que eu peguei de manhã. Levantei o meu olhar, envergonhado, e encontrei o esverdeado sorrindo.


Fiquei parado sem saber o que fazer.


- No meu armário. Pegue uma roupa pra você - ele sugeriu.


Balancei a cabeça para as suas palavras, concordando com elas mentalmente.


- Seu armário. Certo - eu disse para mim mesmo.


Tentei forçar a minha cabeça a voltar a funcionar e caminhei até o quarto de Yoongi. Peguei qualquer roupa - afinal, eu estou meio avoado e não estou com paciência para pegar algo combinando - e a vesti antes de retornar para a sala e encontrar o mais velho sentado em seu sofá velho.


- Você quer que eu vá com você? - perguntou. - Eu preciso ir trabalhar, mas eu posso chegar atrasado.


Sorri em sua direção, realmente grato por ele me oferecer ajuda.


- Não precisa, hyung. Eu dou conta sozinho - me aproximei dele e dei um beijo em sua bochecha me despedindo.


Yoongi ficou envergonhado com a minha atitude, mas tentou disfarçar, cruzando os braços. No fundo, nós dois estávamos sem graça e sem saber como agir um com o outro.


- Fica bem, Ji - sua voz preocupada quebrou toda a sua pose de que não ficou afetado pelo beijinho que eu o dei.


Soltei uma risadinha antes de virar para ele uma última vez e sair do apartamento.


- Vou ficar. Até mais, hyung. Depois a gente… conversa.




[...]




Cheguei no hospital já mais calmo. O choque inicial de ter recebido a ligação a respeito da transferência do meu avô já tinha diminuído consideravelmente, o que deixou a minha mente livre para pensar no que teria acontecido se eu não tivesse recebido a ligação do hospital.


Será que Yoongi iria falar o que achou da noite passada? Será que ele achou tudo aquilo tão certo quanto eu achei?


Seu jeito carinhoso quando me disse para não ter vergonha, quando me viu pela manhã, insiste em criar expectativas na minha mente de que sim, ele não se arrepende do que aconteceu.


Sorri bobo após chegar na recepção da ala cardíaca do hospital, na qual meu avô havia dado entrada, avisando para a pessoa que trabalhava ali que eu havia chegado e que podia liberar a entrada do meu avô no quarto.


Talvez Yoongi não queira repetir o que fizemos, mas, não importa o que ele diga, uma coisa foi inegável para mim: a maneira como nós dois encaixamos bem um do outro. Como foi incrível ficarmos juntos ao menos por um espaço curto de tempo.


Eu sei que ainda precisamos conversar sobre o que vamos fazer daqui pra frente e que eu ainda não sei a opinião dele sobre o que aconteceu. Mas, hoje, eu vou apenas aproveitar a sensação boa que o nosso momento juntos me deixou no peito. Depois eu me preocupo com o resto. Pouco me importa se estou me iludindo ou não.


- Park Jimin? - uma enfermeira chamou a minha atenção. - Seu avô está sendo transferido para o quarto agora.


Agradeci a mulher e a segui em direção a área do hospital onde ficam os quartos em que as pessoas ficam internadas.


Depois de um tempo, quando meu avô já estava no quarto, observei-o dormindo na cama, cansado. Ele parecia bem mais magro, o que me preocupou. No entanto, vou tentar não me consumir com isso, pois o mais velho vinha melhorando seu quadro cada vez mais. Era questão de tempo até ele recuperar o peso que perdeu.


Saí do quarto tomando cuidado para não fazer barulho e peguei o meu celular.


- Tae? - falei assim que a ligação foi atendida. - Eu preciso te pedir um favor. Será que tem como você trazer algumas roupas minhas até o hospital? O Yoongi trabalha até tarde hoje e eu não queria sobrecarregar ele.



Kim Taehyung



Depois que Jimin explicou a situação do seu avô, eu fui em direção a seu antigo quarto na mansão dos Park.


Isso porque, quando Jimin brigou com os seus avós e saiu de casa, ele não levou todas as suas coisas somente por birra. Disse que iria ser independente e que não levaria nada que fosse comprado com o dinheiro dos Park. Então, ainda havia algumas roupas no seu antigo guarda-roupa que ele nunca levou para o seu atual apartamento - o qual ele alugou com tava a dificuldade que seu salário de ex-professor de dança o proporcionava.


Peguei uma mala pequena em cima do armário e comecei a colocar tudo que ele havia me pedido.


Com tudo em mãos, fui até o motorista dos Park e o pedi para me levar até o hospital. Quando cheguei lá, fui até onde Jimin havia dito que estaria e bati na porta, entrando no quarto onde Dahyun está internado.


No entanto, eu me surpreendi ao ver, além do meu amigo e do meu chefe, a família Jung ali. Com um olhar desconfiado fitei Jung Hoseok e Jung Gayoon, cumprimentando-os com uma reverência, antes de olhar de canto de olho para o filho deles. Jungkook estava encolhido em um canto próximo a mim.


- Ah, você é o jovem que nos serviu na noite do jantar - Hoseok sorriu simpático ao se lembrar de mim.


Direcionei um sorriso sem graça na direção do reitor. Confesso que passou pela minha cabeça se Hoseok continuaria sendo simpático comigo se ele soubesse que eu beijei seu filho e ainda o ameacei com um vídeo.


Mas tão logo esse pensamento veio, ele se foi. Não vou me preocupar com isso. Não é como se Jungkook não merecesse a ameaça. Ele era pior do que eu.


Controlei minha vontade de rir ao sentir o olhar do Jung mais novo sobre mim - Jungkook parecia saber bem do que eu estava me lembrando - e percebi que ele ficou desconfortável com a minha presença.


Fiz questão de ignorá-lo e continuei a conversa.


- Sou sim - respondi a pergunta de Hoseok.


Mas esse nosso momento esquisito não durou muito, já que logo Jimin se aproximou de mim, pegando as suas coisas das minhas mãos.


- Obrigado, Tae. Não sei nem como agradecer.


Escutei uma risada irônica.


- Não faz mais do que a obrigação. É um empregadinho - Jungkook disse baixinho e só eu acabei escutando por estar próximo a ele.


Revirei os olhos para ousadia desse ser. Um empregadinho que você amou beijar, hein, pseudo-hétero metido a dono do mundo.


- Mas então, Taehyung-ah - Hoseok falou após algum tempo cortando os meus pensamentos de raiva para com o seu filho. -, você deve ter a mesma idade do meu filho, Jungkook. Você três podem ser bons amigos. Na verdade, vocês quatro. Quase que eu me esqueço de Yoongi-ah - ele riu inocente.


Pobre homem. Não sabe o tamanho da asneira que acabou de dizer. Mal sabe o tamanho da peste que abriga em sua própria casa. Como se eu, Kim Taehyung, fosse me rebaixar a ficar ouvindo Jung Jungkook falar merda no meu ouvido e ser amigo dele.


- Claro, pai - o mais novo disse, sorridente. Como se realmente aprovasse a ideia.


Maldito falsiane que tem dentinhos salientes - e até que fofinhos - quando sorri. Controlei-me para não gritar “seu mentiroso, escroto!” na cara dele. Como um ser humano pode ser tão falso?


- Mas e o seu namorado, Jimin-ah? Não vem visitar o seu avô? - disse a pequena naja, vulgo Jung Jungkook. Ou pequeno capetinha, como eu gosto de o chamar mentalmente.


Jimin gelou no seu lugar, provavelmente lembrando que o menino Jung o havia visto beijando outro garoto que não Yoongi.


Respirando fundo eu contei até cinco mentalmente antes de começar a falar e cortar o fogo de Jungkook, antes que ele deixasse algo escapar.


- Yoongi-hyung deve está trabalhando agora, certo, Jimin-ah? - eu disse, já que o Park estava paralisado com medo de que Jungkook abrisse a boca e falasse sobre o que aconteceu noite passada na boate.


Jimin apenas assentiu para as minhas palavras e o silêncio retornou ao ambiente por um momento.


Olhei para os lados para me certificar de que agora mais ninguém fora nós três ouviria o que eu tinha a dizer. Por sorte, os Jung mais velhos estavam entretidos em uma conversa que engataram com Daehyun e não prestavam atenção no que nós estamos falando.


Eu precisava cortar as asinhas do capetinha a minha frente.


- Mas me diga, Kook-ah - eu sorri irônico. - Como foi beijar um homem na noite passada?


Jungkook arregalou os olhos com as minhas palavras e Jimin franziu a testa, sem entender ao que eu estava me referindo.


- Seu maldito, você disse que não ia falar! - o Jungkook estava vermelho de raiva.


Jimin olhava espantado de mim para o garoto, como se pouco a pouco suspeitasse o que havia acontecido e criasse suas próprias teorias.


- Só estou te avisando - intimei Jungkook que me olhou feio. - Ouse falar algo do Yoongi e do Jimin que eu não vou pensar duas vezes antes de abrir a minha boca. Ou melhor, abrir a galeria do meu celular. Afinal, uma imagem vale mais do que mil palavras, não é, Kookie? - conclui com minha melhor cara falsa.


Se ele sabe ser venenoso, eu também sei. Não se deve comprar brigas com o rei das tretas Kim Taehyung.


Ele não esperou que eu dissesse mais nada e saiu do quarto como um furacão. Todo revoltadinho.


Após o mais novo fechar a porta, Jimin soltou o ar que prendia e me olhou, pedindo por uma explicação.


- O que foi isso? - a boca dele estava aberta, tamanho o seu choque.


Dei de ombros.


- Isso foi eu dando um jeito no pirralho - sorri maldoso e Jimin me acompanhou no riso. - Depois eu te explico melhor, ainda vou encher mais a paciência dele.


Pisquei com o olho esquerdo e Jimin balançou a cabeça em negação. Mas, por mais que o Park dissesse que não, o seu ar de riso entregava o quanto ele se divertia com a situação.


Fechei a porta com cuidado para não fazer muito barulho e saí do quarto, encontrando Jungkook encostado em um corredor. Ele tinha a cabeça baixa e parecia envergonhado.


Com passos lentos, aproximei-me do garoto até ele perceber que não estava mais sozinho.


- O que você quer, Taehyung? - murmurou. - Eu não vou falar nada do que vi, satisfeito?


Neguei com a cabeça mesmo que, por Jungkook estar de cabeça baixa, ele não estivesse me observando.


Aproximei meu corpo do dele e levei a mão até o queixo de Jungkook, levantando a sua cabeça até que eu pudesse olhá-lo nos olhos. Fiquei surpreso ao perceber que o Jung estava corado. Percebendo que eu analisava o seu jeito envergonhado, ele desviou o olhar.


- Eu não estou satisfeito - eu disse baixo. Acabei não me controlando e o provoquei. - Mas eu vou ficar se você admitir que gostou de me beijar.


Jungkook mordeu o lábio inferior.


- Nunca.


Ergui a sobrancelha para a sua voz firme. Ele negava de maneira tão veemente, mas a postura corporal dele me dizia totalmente o contrário. Jungkook parecia tão… entregue. Seus olhos semicerrados, a boca entreaberta… tudo nele parecia um convite para que eu o beijasse.


- Posso te beijar de novo? - não resisti.


Silêncio.


- Eu não te entendo - sussurrei perto do seu rosto.


A cada palavra eu me aproximava mais.


- Eu também não me entendo - foi tudo que ele disse antes de findar com a distância entre nós e selar nossos lábios.


Mas foi tudo tão rápido. E, antes que eu percebesse, o contato já havia sido desfeito e Jungkook já havia me empurrado para longe de si com força.


- Eu posso não saber porque exatamente eu fiz isso. Mas pode apostar que não vai se repetir - sua voz soou seca e ele se afastou.


Passei o polegar por meus lábios enquanto o observava voltar para o quarto onde estavam os seus pais.


Suspirei antes de me recuperar - de alguma forma esse simples selinho havia mexido comigo - e fitei meus próprios pés.


Talvez - na verdade é certeza, mas eu ignoro a parte racional que me diz isso - seja um erro eu estar me envolvendo tanto com Jungkook, mas quem disse que eu estou conseguindo pensar direito? Quando eu menos percebo, eu já estou o provocando.


Eu sei que nós dois não daríamos certo. E eu não digo isso somente porque ele é rico e eu sou pobre - longe de mim achar que classes econômicas diferentes são uma barreira para duas pessoas que querem se envolver -, mas porque ele é só um garoto que não consegue nem admitir que gostou de um beijo, além de ser muito preconceituoso.


Mas não é como se eu pudesse mudar o fato de que eu o acho interessante. E essa talvez seja uma das muitas diferenças entre Jungkook e eu. Eu nunca minto para mim mesmo. Então eu admito o que eu sinto. E ter a consciência de que eu estou ficando interessado por um idiota feito Jungkook é preocupante. Mas essa é a única explicação para eu gostar tanto de provocá-lo, mesmo quando não é necessário.


Enfim, saber disso não significa que eu vou agir como um idiota perto dele, eu só me divirto o fazendo perder sua pose séria. Jung Jungkook é sim bonito, mas ele não é a última coca-cola do deserto e eu não vou me deixar ser afetado por ele. Na verdade, eu é que vou afetá-lo, afinal, eu sou Kim Taehyung.


Sorri com esse pensamento.


Como já estava mais calmo, eu me despedi de Jimin e voltei com o motorista, o qual ainda me esperava, até a mansão dos Park.


Felizmente, o resto do dia foi tranquilo. Não havia muita coisa para se fazer sem Daehyun inventando ordens e gritando com os empregados por qualquer besteira.


Então, na hora do almoço, eu dei uma pausa no trabalho e fiquei sentado no jardim. Antes que eu pudesse perceber, eu já havia pego o meu celular e clicado no vídeo de Jungkook.



- Se você não disser nada eu vou interpretar que você quer que eu te beije, Jungkook.



Ouvi a minha própria voz saindo do alto falante do celular e levei a minha mão até a minha boca, enquanto observava com atenção, na filmagem, eu me aproximar do Jung e beijá-lo.


Passei a língua pelos lábios, umedecendo-os, enquanto via o desenrolar das coisas.


Quando por fim nós quebramos o beijo e Jungkook se afastou emburrado, eu soltei um riso, enquanto assistia a cena pelo meu celular.


Jungkook pode ser uma mini naja. Mas nesse momento eu o achei apenas um garoto fofo. Por mais que ele seja confuso.


Guardei o celular no bolso da calça e voltei a trabalhar com um sorriso gigante no rosto.


Notas Finais


E foi isso pessoas!! Minha frequência de atualizações vai diminuir já que minhas aulas começam segunda feira.

Mas acredito que sai um capitulo por semana. Só não quando eu tiver em semana de prova!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...