História Seja meu (Sterek) - Capítulo 1


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Derek Hale, Ethan, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Amor, Drama, Romance, Sterek
Visualizações 2.848
Palavras 2.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores lindo e fofos! ❤️❤️❤️

Então, eu escrevi esse cap faz uns dias e pensei muuuuiitoo p postar, mas qual o problema né?

Então aki estamos nós😏👏👏👏
Espero que gostem desse casalzão gostoso e lindo! É mais um dos meus shipps supremos!

Boa leitura ❤️😘

Capítulo 1 - Fique comigo


Fanfic / Fanfiction Seja meu (Sterek) - Capítulo 1 - Fique comigo

      Eu o amava. 

      Eu o amava. 

      Eu o amava. 

      Merda... 

      Isso era irrevogável. 

   Scott disse que estava estampado na minha testa, e eu só não queria admitir. 

      Mas é difícil admitir que se ama alguém que rosna só de olhar para a sua cara, vive carrancudo e não gosta que se aproximem dele. 

       Derek Hale é o lobisomem mais cabeça dura que eu tive o desprazer de conhecer, ou prazer, dependeria do ângulo à analisar. E eu tinha a impressão de que ele não gostava nenhum pouquinho de mim, era como se a minha presença fosse tão ruim que ele tinha que sair do lugar ou fazer caretas o tempo todo. Era angustiante, machucava e eu não aguentaria mais uma porcaria de decepção na minha curta existência. 

       E isso não me impediu de atender o telefone às dez da noite de um sábado, com o céu desabando do lado de fora, e ouvir rosnados vindos do outro lado. 

      — Stiles...— Derek disse antes mesmo que eu abrisse a boca.—....Merda...— Ouvi quando tossiu expelindo alguma coisa.— Preciso de ajuda... 

       Nessa altura eu já estava sentado ereto na cama, com os olhos arregalados, me forçando a escutar. 

        — Derek? Onde você tá? — Pulei da cama procurando os sapatos. 

       Mais tosses e o som de alguma coisa líquida sendo expelida por ele, eu já estava para lá de assustado. 

       — Mansão...— Então com o som de uma queda tudo que eu podia ouvir ao fundo era o lobo rabugento vomitando. 

        — Puta que pariu! — Berrei pondo as mãos na cabeça num momento de pura incapacidade sem saber qual próximo passo a se tomar.

        Girei nos calcanhares procurando as chaves do carro e saindo do quarto o mais rápido que eu podia. 

        Meu pai estava de plantão e surtaria ao chegar em casa e não me ver, mas eu precisava ir, era o Derek ali, mesmo que fosse qualquer outra pessoa do Pack eu iria, ainda mais o cara que eu amava, que parecia me odiar, mas isso não vinha ao caso naquele momento desesperador. 

        Várias questões saltaram na minha mente, pensei em ligar para o Scott, Jordan, Isaac ou Ethan, mas o receio de Derek não os querer lá me fez girar a chave do jipe e sair cantando pneus no asfalto molhado. Além de que ninguém podia me garantir que ele não tinha ligado para mais ninguém. A tempestade estava tão forte que sai derrapando pela estrada, o medo me dominando, quase roubando o resquício de lucidez que me mantinha no controle. 

       O que tinha acontecido para Derek ter me ligado? Logo para mim, o garoto que ele parecia odiar? Puxei o ar entre os dentes, talvez ele não tivesse outra opção e isso me fez pensar o por que dele não ter mais opções... Talvez fossem caçadores, ou outro lobo, até mesmo uma criatura sobrenatural que vagava pelas nossas terras. 

        Parei o jipe de uma vez antes mesmo de chegar de fato na entrada da mansão, saí correndo deixando a porta aberta e a chave na ignição, aquela casa me dava arrepios, ainda com sua boa parte carbonizada, não tinha janelas e a porta estava escancarada mostrando o interior escuro. Não que eu tivesse reparado muito nela, sai tropeçando para dentro com o coração na mão, procurando com os olhos ágeis por alguém estirado no chão. 

        — Derek! — Chamei começando a subir a escada, mas então quando girei o tronco para o lado vi que pouco abaixo da escada tinha uma porta com iluminação, o único lugar com luz na mansão, ele devia estar lá embaixo.— Não esteja morto, não esteja morto... — Murmurei descendo o mais rápido que podia. 

       A primeira coisa que senti foi o cheiro do sangue que estava por todo o lado, caminhei para dentro da sala com várias caixas empilhadas, uma mesa de metal no seu centro e vários instrumentos cirúrgicos espelhados por ela e pelo chão. Os materiais de primeiro socorros pareciam que haviam sido descartados com um tapa, daqueles fortes. 

       O lobo estava caído no chão desacordado, sem camisa e coberto de sangue por todos os lados, haviam poças do líquido carmesim do seu lado esquerdo, o sangue estava coagulado e mais escuro que o normal, não demorou para eu achar a razão daquilo tudo. Haviam dois ferimentos de bala em seu tronco. 

       Um no braço direito e o outro pouco abaixo do ombro esquerdo, quase chegando na clavícula, a infecção estava começando a se espalhar em linhas finas e negras por seus membros. 

         — Merda, merda, merda... 

       Me ajoelhei ao seu lado no meio daquele sangue todo e segurei seu rosto, comecei dando leves tapinhas na sua bochecha pálida, mas ele continuava a parecer um cadáver. Ele estava morno, um lobisomem não é morno. Arregalei os olhos se não fosse pela respiração frágil...Uma coisa de cada vez. Eu precisava me livrar das balas o mais rápido possível, eram elas que estavam fazendo aquilo. 

      Atordoado me virei percorrendo toda a sala em busca de uma pinça, gases e algodão. Eu precisava ser rápido e preciso, e isso me deixava ainda mais aterrorizado, peguei tudo que eu achava ser útil e que eu me lembrava dos seriados de TV e me joguei ao seu lado novamente, tremendo feito uma vara verde. 

       — Aí meu Deus, para qual santo eu peço proteção? — Murmurei olhando para o ombro começando a ficar negro. 

       Sem saber ao certo o que eu estava fazendo passei uma perna de cada lado das suas que estavam esticadas e me abaixei, olhei para a ferida e engoli em seco, não era daquela forma que eu me imaginava brincando de médico. 

       Assim que encostei o metal frio em seu machucado Derek grulhiu, seus olhos se abriram mínimamente e ele bufou jogando a cabeça para o lado. 

       — Fique quieto.— Murmurei ainda mais trêmulo.— Eu não sou nenhuma enfermeira gostosa para te mostrar meus peitos, então vai ter que se concentrar em alguma coisa até eu arrancar essa bala. 

       Ele ia me rasgar ao meio quando eu começasse a futucar a procura da bala e isso só fez meu coração bater ainda mais rápido, espancando as minhas costelas. Mas eu não podia deixar que ele morresse, não ele. 

        — Você veio... — Sua voz estava fraca, quase foi encoberta pelo barulho da chuva caindo do lado de fora. 

        — Claro que eu vim, você me chamou.— Respondi o óbvio. — Agora fique quieto e me deixe tirar essa coisa antes que você morra e eu fique me culpando pelo resto da minha vida. 

        Com uma balançada de cabeça Derek desviou o olhar e tombou a cabeça, achei que tinha desmaiado de novo, me contive em chamá-lo por que eu vi seu peito subir e descer vagarosamente. Só me faltaria o cara morrer bem na minha frente, comigo ali...

       Achei a primeira bala quase na superfície da pele, e assim que puxei o projétil ouvi um rosnado do lobo, ele tinham os punhos fechados, estava com os olhos estreitos e me olhava com uma fúria incontida. Ele poderia fazer qualquer coisa comigo, depois que eu retirasse aquela outra bala, claro, se ele conseguisse correr, por que assim que eu soubesse que ele estava bem, eu já estaria na porta dando thauzinho. 

       O projétil no braço estava mais fundo, consequentemente, mais difícil de ser alcançado, o que resultou em mais rosnados, ainda mais fortes, e brutos, em um momento eu vi sua mão subindo e acertando o pé do meu ouvido, mas ele se conteve por que eu me encolhi à espera do tapa, que não veio. Derek abaixou a mão vagarosamente olhando atento para mim. 

       Eu quis muito correr naquele momento, mas só ergui uma sobrancelha e continuei movendo a pinça, na procura de uma bala que estava quase chegando no osso do antebraço. Quando a puxei para cima a primeira coisa que senti foi um alívio estantâneo, Derek soltou um gemido sôfrego e permaneceu imóvel por tempo o suficiente para me fazer achar que ele tinha desmaiado. 

      — Derek? — Toquei em seu ombro com a ponta dos dedos.— Ainda tá vivo? 

      Eu sabia que ele queria bufar, mas o que saiu foi algo parecido com uma arfada de idoso sedentário. 

       — Estou esperando você sair de cima de mim.— Disse duma vez só ao tentar ajeitar a postura encurvada. 

       — Cl-claro! — Guinchei pulando para o lado e me sejuando ainda mais com sangue. 

       Ainda chovia com força do lado de fora, eu podia ouvir o barulho estrondoso dos raios e trovões ecoando nos céus, olhei para o lobo caído no meio de uma poça de sangue tentando analisar o que mais eu podia fazer ou se já ia sair correndo. 

       — O que mais eu posso fazer? — Questionei esfregando uma mão na outra ansioso. 

     Derek grunhiu de dor novamente ao tentar se mover. 

       — Preciso ir para casa.— Sua voz estava baixa, rouca e falha, imaginei a dificuldade que ele enfrentava para se manter acordado. 

        Balancei a cabeça disposto a só fazer o que precisava ser feito, eu não poderia me prender a nenhum detalhe insignificante, até por que eu sabia que no fim Derek teria muito a me explicar. Olhei ao redor, a procura de uma manta, ou coberta, precisava envolver o lobo em alguma coisa para chegar até o carro. 

      Achei um pedaço do que parecia ser um lençol, estava cheio de poeira mas serviria para aplacar o frio da ventania do lado de fora. Me abaixei e passei um braço por seu tronco, o segurando firme e ignorando o fato de que o contato com sua pele estava me deixando tonto, além do meu coração parecer uma escola de samba. 

        Em silêncio o envolvi com o lençol, tomando cuidado com o seu peso, firmei minha mão em sua cintura e o conduzi para fora. 

        — Quer que eu leve alguma coisa daqui? — Questionei. 

       O lobo negou suspirando, seu corpo estava frio, como se a friagem da tempestade tivesse o contagiado. Apaguei a luz e saí fechando a porta atrás de mim, enquanto caminhava eu voltava a imaginar o por que de somente eu estar ali. Scott deveria saber o que Derek estava passando, afinal, ele fazia parte do seu bando e um alfa nunca fica alheio a acontecimentos daquela magnitude. 

        Quando cheguei até a porta e o vento frio veio ao nosso encontro senti seu corpo estremecer, engoli em seco, eu nunca tinha visto o lobo tão costumeiramente feroz daquele jeito, frágil e fraco, isso fez com que meu coração se apertasse ainda mais. O ajudei a entrar no lado do passageiro e então me sentei atrás do volante, suspirei girando a chave e indo em direção ao loft. 



                              (...) 



         Ele tinha tomado banho e se enfiado de baixo das cobertas, me disse onde estava a caixa de primeiros socorros com uma careta de dor, e então fechou os olhos, silenciosamente permaneceu na mesma posição até eu voltar e me sentar na beirada da cama. 

        Aquela era a primeira vez que eu entrava dentro do seu quarto, e não pude deixar de olhar cada cantinho antes de me focar no que eu tinha de fazer. Era cinza, paredes e móveis, a cama enorme ocupava o centro do quarto, com todos os seus lençóis e colchas na mesma cor fosca, os criados mudos, um de cada lado ocupados com luminárias em um negro tão forte que me deixou zonzo, as janelas de dois metros quadrados estavam tampadas com as cortinas cinzas. Uma nova coisa que descobri sobre Derek Hale, ele só podia odiar cores.

      Até o carpete felpudo do quarto era marrom escuro!

      — Você não gosta de outras cores? — Perguntei voltando meu olhar para ele enquanto separava os curativos. 

      — Não.— Sua resposta curta me fez abrir a boca e fechar imediatamente. 

      Derek nem tinha aberto os olhos. 

      O que eu retrucaria afinal? 

      Pensando bem a casa toda era assim, meio escura e sombria, nas reuniões do Pack que tínhamos ali eu nunca havia passado da sala e da cozinha, não parecia haver abertura para mim em outros cômodos, não com a carranca de Derek o tempo todo me dizendo que ele não gostava de mim. 

       Toquei de leve em seu ombro e senti imediatamente o quanto ele ficou tenso, imaginei o quanto eu desejei tocá-lo nessas últimas semanas, o quanto seria importante para mim ter seu toque, mas saber que era tão ruim ser tocado por mim me deixou com vontade de vomitar. 

       As linhas escuras ainda estavam espalhadas por sua pele, apesar de estarem mais claras, elas ainda riscavam seu braço e ombro. Fiz os curativos em silêncio, vendo o quanto Derek parecia sob tortura quando eu o tocava. 

       — Está com muita dor? — Questionei baixinho olhando para o frasco de morfina pela metade.

       Derek grunhiu. 

       — Estou bem.— Apesar do tremor indicando a dor intensa sua voz estava mais firme que minutos atrás. 

       Concordei me levantando, deixei a caixa de lado e, indo contra todos os berros que meu subconsciente dava, me curvei e ajeitei seu travesseiro, mesmo com o olhar estranho que ele me deu, eu puxei a coberta até seu peito. 

        — Qualquer coisa me chame, vou estar na sala.— Soltei meio aéreo. 

       Dei as costas para ele com o coração na mão, eram tantos sentimentos, tanta coisa, tantos pensamentos que não escutei perfeitamente quando ele respondeu. 

       — O que disse? — Me voltei e o olhei com as sobrancelhas arqueadas. 

        Ele suspirou, abriu os olhos minimamente, suas íris verdes brilhavam de uma forma que não pude decifrar. 

        — Fique.— Derek se ajeitou na cama.— Está frio, pegue uma muda de roupa minha, se troque e fique comigo. 









Notas Finais


Aaaaaaaaaaaaaaaaa!
Eu amo esses dois❤️❤️

Me baseei num gif que vi na net, quem já viu deve ter se lembrado 😋😄

E aí? Ok acharam?

Beijinhos e até mais ❤️😘


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