História Seja meu (Sterek) - Capítulo 8


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Derek Hale, Ethan, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Amor, Drama, Romance, Sterek
Visualizações 2.080
Palavras 3.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu que tá tarde, eu sei... Mas é que eu sou uma pessoa extremamente ansiosa, daí como eu terminei o cap hj, pq não né non?

Espero que gostem docinhos ❤️❤️❤️

Capítulo 8 - Motivos


Fanfic / Fanfiction Seja meu (Sterek) - Capítulo 8 - Motivos

      Passada a vergonha de ter ouvido de Liam que os sons vindos do quarto eram semelhantes a pessoas transando, eu consegui me afastar de Derek até ele se vestir melhor. Que no caso era colocar uma cueca e uma camisa. Então contei tudo nos mínimos detalhes, o que deixou os dois lobos ainda mais agitados por uns vinte minutos.

      Quando Jordan chegou eu estava enrolado no sofá com uma coberta e uma caneca de chocolate quente nas mãos. Derek falava ao telefone com o tio e Liam estava largado na poltrona, parecia pensar em algo bem aleatório que não se importou em se mover quando o policial chegou.

     — Como você está? — Perguntou lançando um olhar um tanto quanto demorado ao meu companheiro de sala aéreo.— Derek me mandou uma mensagem.

     Fiz uma careta me afastando da xícara, aquela coisa estava fervendo.

     — Acho que ele mandou para todo mundo.

     Jordan encarou Liam por mais um tempinho até se jogar ao meu lado no sofá e se entreter assistindo ao lego do Batman.

     Algo dentro de mim ainda sentia medo. Muito por sinal. Não era só por mim, havia um bando inteiro se mobilizando para me ajudar, eu não podia correr o risco de um deles se machucar, principalmente o Derek. Amar aquele lobo rabugento me deixava ainda mais certo que eu precisava escapar daquela vivo, só restava saber como.

     Talvez Júlieth pudesse me ajudar. Mesmo não querendo falar com nenhum outro, ameaçando e dizendo que iria chamar a polícia, ela havia me entregado ao Xirus, o mínimo que devia a mim era uma explicação, eu ia morrer! Ora bolas! E isso não era uma questão de a ser discutida com alternativas, eu estava fadado, a menos que achássemos alguma coisa que impedisse o lobo rancoroso de me enlouquecer.

     Eu só precisava escapar e sair. Meu jipe estava na garagem, minhas chaves no meu quarto, não seria difícil sair sem que ninguém me visse, afinal, eu precisava entender. Com sorte, pressão, opressão e um peso na consciência, que ela devia ter pela mãe, eu conseguiria arrancar alguma coisa útil dela.

     Ou caminhar para a minha morte.

     Voltei minha atenção para os passos do lobo descendo as escadas, tinha subido para o andar de cima para conversar com o tio, já que não queria que eu ficasse no seu pé ouvindo enquanto discutia o que poderia fazer para me ajudar. Ele vestia a jaqueta de couro e tinha uma expressão de poucos amigos.

      — Jordan, preciso da sua ajuda.— Disse seco se dirigindo até a mesinha e pegando as chaves do Sedan.

     Parrish se pôs de pé balançando a cabeça, olhei para ele com uma certa pena, tinha acabado de chegar e já ia sair e com alguém que não era lá uma boa companhia quando estava irritado. Pensando bem Derek estava irritado quase o dia todo, fosse por um motivo ou outro. O segredo era ignorar.

     — Onde vocês vão? — Perguntei me colocando de pé.— Posso ir junto?

     O movimento despertou até mesmo Liam do devaneio, ele também ficou de pé encarando Derek, que fez uma careta negando.

     — Melhor não, pode ser perigoso, nós vamos até a mansão, Peter disse que tem algo lá que pode ajudar.

     Foi a minha vez de fazer uma careta.

     — Pode me ajudar a não morrer? — Questionei olhando para todos na sala ao mesmo tempo e voltando para ele.— Eu devia ir, não devia? E o que é isso?

    O lobo se aproximou de mim.

    — A casa está caindo aos pedaços, vai ser rápido, vamos até lá, pegamos o que precisamos e pronto.— Nesse momento ele estendeu a mão e cariciou meu rosto.— Quando eu chegar você vai ver.

     Suspirei com seu toque.

      — Tome cuidado, não quero morrer antes de me despedir. — Abri um riso fraco.

    Gentilmente ele se baixou e me deu um beijo casto, me pegando totalmente de surpresa.

      — Não vai morrer.

     Balancei a cabeça, minha mente já traçando planos para o segundo seguinte que eles saíssem pela porta. Mas não deixei que me encantar pela delicadeza dele. Ele estava tão mais... Doce. Passei os braços ao redor dos seus ombros e inspirei seu cheiro, me inebriado com o aroma almíscar vindo dele, enchendo meus pulmões e percorrendo minhas veias.

     Der me apertou ao redor do seu corpo com força, fazendo exatamente o que eu queria, me marcando com seu cheiro.

     — Logo estamos de volta.— Disse me dando mais um beijo.

     — Certo.

     Quando nos viramos Jordan olhava para as escadarias e Liam limpava as unhas, sorri com a cena, ao menos não fingiram surpresa.

     Fiquei na janela olhando o carro de afastar. Depois que o medo de Xirus se abrandou, algo na minha cabeça estalou, eu precisava lutar também. Era óbvio que eu estava com medo, quem não estaria no meu lugar? Mas eu era humano, jovem e cheio de forças, tinha e devia lutar por minha vida.

     Girei nos calcanhares pronto para subir e pegar minhas chaves, ainda eram oito da noite. Com sorte eles estariam acordados, se não, eu os acordaria.

    Olhei para o Liam aéreo.

     — Liam?

     — Hum?

     — Preciso da sua ajuda.

    Ele lançou o olhar azul na minha direção. Eu ainda estava perto da janela e olhava para ele pidão.

     — Ah, não...

    Juntei as mãos na frente do rosto caminhando na direção do sofá.

     — Por favor, é rápido! — Me aproximei do sofá.— Eu preciso ir até a casa da Júlieth, eu tenho que falar com ela.

     Ele arregalou os olhos, sua expressão era de quem havia acabado de ouvir sobre alguém que matou toda a família e jantou na sala onde todos os corpos estavam empilhados. Esperei uma reação digna dele, mas tudo que ele conseguiu fazer foi ficar me olhando com se tivesse nascido um terceiro braço em mim.

     — Você só pode tá brincando né? — Abriu um risinho nervoso.

     Neguei sério, eu queria muito rir da cara de surpresa e incredulidade dele, mas tinha medo de acabar perdendo a ajuda que eu precisava. Afinal, eu precisava que alguém ficasse e comunicasse ao lobo raivoso que eu tinha saído e que voltava logo, caso ele chegasse primeiro que eu. Mas também não queria repetir o erro de antes, sozinho seria mais seguro.

     — Fique aqui e espere o Derek voltar.— Falei aproveitando a deixa.— Eu deixei todos vocês fazerem as coisas do jeito que queriam, agora é a minha vez.

     Liam arregalou ainda mais os olhos.

     — E você vem falar isso para mim?! O Derek acabou de sair com o Jordan, devia ter dito isso para ele! — Falou indicando que estava começando a entender a situação.— Isso cogitando que eu vá deixar você sair daqui.

    Fiz uma careta fingindo ofensa.

    — O Derek não ia deixar, e eu preciso muito ir.

    — Você não vai sair daqui Stiles.— Cruzou os braços.

    Suspirei passando uma mão no rosto. Eu estava perdendo um tempo precioso ali.

     — Liam, é sério, eu tô morrendo, qualquer alternativa é válida, pelo amor de Deus!

     — Não cara, o Derek me mata se chega aqui e o memorando dele não tá.

     Bufei balançando a mão.

     — Eu não sou namorado dele.— Fiz uma mesura andando até as escadas.— Bem, eu acho que não.

     Liam rolou os olhos.

     — Não faça isso. Tá tarde, isso é loucura!

     Eu não o achava medroso ou covarde, longe disso, mas sabia também que Liam não encostaria em mim para me impedir. Ia tentar de todas as formas me manter no loft, mas no fim estaria no banco do passageiro. Mas eu não queria que ele fosse, por que era difícil saber o que Júlieth tinha para mim lá e eu não queria, de forma alguma, fazer que acontecesse com ele o mesmo que aconteceu com Isaac.

     — Não vou ficar aqui enquanto todo mundo se arrisca para me manter vivo, eu preciso de respostas e aquela mulher ruiva sabe de todas elas.— Joguei as mãos para cima.— E você vai ficar aqui, não quero que vá comigo mais.

     Ele me seguiu até o andar de cima claramente sem saber o que fazer, Liam era totalmente contra usar a força bruta, por sorte era ele e não Derek, que era perigoso me manter trancado dentro do banheiro para não correr o risco de escapulir. Peguei as chaves e desci colocando o moletom vermelho.

      — Stiles! — Liam berrou parando na minha frente com os braços abertos.— Cara, não faça isso...

     Olhei meu amigo nos olhos.

     — Eu sei que parece loucura, mas eu realmente preciso fazer isso.— Pisquei algumas vezes.— Xirus não vai me deixar em paz, não até me enlouquecer, eu preciso fazer alguma coisa.

                                     (...)

    — Aí meu Deus...— Ele murmurou pela quarta vez em cinco minutos.— o Derek vai me matar.

    Deixei de ouvir quando saímos de casa, volta e meia ele voltava suplicar para voltarmos para o loft e o Derek não iria nem notar que havíamos saído.

     — Pense nisso como uma aventura.

     — Que pode matar a gente se irmos para casa da ceifeira e que vai nos matar quando chegarmos em casa.— Liam rebateu me olhando torto.— Eu devia te esganar.

    Fiz uma careta e levantei o dedo indicador.

     — Devia, mas não vai fazer não é?

    Ele bufou, mas não respondeu. Liam era aquela pessoa sossegada, tinha seus problemas como todo adolescente, mas ainda sim sabia lidar com eles tão bem que eu me perguntava onde arranjava paciência para conseguir não dar uns socos em certas pessoas. Era óbvio que ele sabia brigar e arrebentar quem precisava ser punido, mas até o Scott saia do sério mais vezes que ele.

     Mas ele nunca bateria em alguém do próprio Pack. Disso eu tinha certeza, principalmente eu, que estava com o pé na cova. Por isso abri um sorrisão quando parei o carro em frente a casa de Júlieth.

     — Fique aqui, eu vou lá, qualquer coisa você pode entrar arrebentando tudo.— Pisquei desafivelando o cinto de segurança.

     Liam bufou rolando os olhos.

     — Dez minutos.

    Quando olhei para baixo ele segurava o celular.

     — Não ligue para o Derek ou qualquer outra pessoa do Pack.

     — Cara, eu tô quase te trancando no porta malas e indo embora, não me faça odiar ainda mais ter vindo com você.— Dessa vez seus olhos brilharam em dourado.

     Pulei para fora do carro com mais medo que uma vaca na hora do abate. Olhei para a faixada da casa e puxei o ar.

     — Ainda da tempo de desistir.— Ouvi a voz abafada de dentro do jipe.

     Balancei a cabeça, não desafiei a fúria do Derek atoa, se ele ia me esfolar, que fosse por um motivo bem justo.

      Eu não sabia o que dizer, afinal, não haviam muitas coisas que poderiam ser ditas a alguém que te entregou para morrer louco por causa das dores do passado. Mas minha intenção, lá no fundo, era entender, eu já tinha entendido o que Xirus tinha passado, sabia exatamente suas dores e quais eram as suas mágoas, agora me restava compreender ela, Júlieth.

      Apertei a campainha e esperei que alguém atendesse. Meu coração estava a mil, minhas mãos suavam apesar da noite estar consideravelmente fresca. Puxei o ar ansioso. Fiquei surpreso quando a porta foi aberta e dei de cara com o mesmo rapaz que me atendeu no mercado à alguns dias.

     — Boa noite...— Murmurei surpreso.

     — Boa noite, no que posso ajudar? — Ele disse abrindo o mesmo sorriso do dia que me atendeu.

     Era sua marca registrada sorrir para fazer os outros babarem? Pisquei algumas vezes surpreso por me lembrar dele, na maior parte do tempo eu não me lembrava nem de onde eu colocava as chaves do jipe.

     — Eu queria falar com a Júlieth, ela está?

    O rapaz de olhos negros balançou a cabeça.

     — Está sim, só um minuto, eu já vou falar com ela.

    Ele deixou a porta entreaberta e saiu, coloquei as mãos nos bolsos do moletom e esperei. Estava ainda mais nervoso com a aparição daquele cara, para ele estar ali aquela hora da noite queria dizer que havia algum parentesco com...

     — Ela já vem.— Ele voltou a aparecer na porta.— A propósito eu sou Asher.

      — Stiles.

      Apertei a mão estendida para mim e no mesmo momento todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, me fazendo lembrar de como me senti quando estive ali para falar com a dona Judith. Instintivamente olhei para o lado, diretamente para a mesa onde me sentei com Isaac e quase cai duro ao ver dois olhos me observando no escuro.

     Meu ímpeto foi sair correndo e voltar para o carro, mas mesmo com as pernas bambas, forcei um sorriso voltando a olhar para Asher.

      — Eu lembro de você e do seu namorado.— Disse relaxando e se escorando na lateral da porta com os braços cruzados.

      Abri a boca para dizer que Derek não era meu namorado, mas engoli a negação, não ia fazer diferença de qualquer forma. Invés disso suspirei sorrindo minimamente.

     — Eu também me lembro de você.— Troquei o peso de pé. — É parede da família? — Questionei de repente, sem me dar conta que estava sendo curioso e intrometido.

     Asher sorriu de canto.

     — Sobrinho do marido da Júlieth.

     — Desculpa se fui intrometido.— Levantei as duas mãos tentando não fazer merda antes de falar com a mulher ruiva.

     Ele deu de ombros, mas não conseguiu responder, no segundo seguinte sua tia apareceu caminhando sossegadamente na nossa direção. Seu sossego não durou muito tempo, assim que ergueu a cabeça e me viu, tratou de recuar dois passos.

     Eu tinha acabado de ver o lobo rancoroso no escuro ao longe e estava cara a cara com a mulher que tinha me entregue para morrer nas mãos dele. Seus olhos dobraram de tamanho e ela abriu a boca absolutamente chocada.

     De uma coisa eu podia ter certeza, Júlieth não esperava que eu aparecesse ali.

     — Preciso falar com você.— Falei com a voz trêmula.

    Ela negou. Asher nos olhava com uma sobrancelha erguida, aparentemente muito curioso.

     — Não temos nada para conversar.— Disse tentando se recompor, ergueu o queixo e empinou o nariz numa pose intimidadora.— Vou repetir o que eu disse para os seus amigos, não tenho nada para di...

    Bufei levantando uma mão e a interrompendo.

     — Eu vou morrer por sua culpa, então o mínimo de consideração que tiver será pouco, Xirus está aqui, você sabe disso, e eu não sou sair da porra desse lugar enquanto não me disser tudo o que sabe.— Minha paciência estava no limite, parecia que havia algo dentro de mim gritando para que tudo aquilo acabasse logo.

    Mesmo parecendo impossível, seus olhos se arregalaram ainda mais, sua boca se abriu por vários segundos até ela olhar para o sobrinho e com um gesto de cabeça mandá-lo para dentro. Asher foi, mas mesmo assim parecia não entender muito.

   Melhor para ele, seria complicado explicar.

   Júlieth saiu para fora e fechou a porta atrás de si.

   — Sem chá ou bolo dessa vez? — Questionei rindo.

   A mulher fechou os olhos e expeliu todo o ar antes de me responder.

    — O que quer garoto?

    — Quero saber a verdade. Afinal, eu vou morrer, não é mesmo? Por que matou a sua mãe?

    Essa era uma das perguntas que não queriam calar na minha mente, afinal, qual a razão para deixar que a própria progenitora fosse vítima?

    Ela pareceu encolher.

    — Não é bem assim...

    — Eu sei bem quem você é, sei o que faz, por que não poupa tempo e responde a merda da pergunta logo?! — Me exasperei olhando de relance para o escuro e temendo ver os olhos brilhando, eu seria capaz de cagar nas calças se me assustasse de novo.

     Ela engoliu em seco, cruzou e descruzou os braços várias vezes antes de ter coragem de me olhar.

      — Eu sempre consegui escondê-la, desde que ela descobriu que eu tinha o dom de invocar essas criaturas, a cada sete anos eu trocava a vida de outra pessoa pela dela, qualquer um, mas dessa vez não deu certo.— Júlieth falava, mas sua atenção não estava mais em mim, ela tinha o olhar vago.— Quando vocês chegam aqui, resolvi que estava na hora de invocar Xirus e dar a ele a vida da vez... Mas por algum motivo você sobreviveu e ela se foi.

     Engoli em seco.

     — Sua mãe já tinha visto o lobo, ele nunca poupa quem o vê.— Comentei.

     Júlieth negou.

     — Eu já o tinha chamado, mas era para outra pessoa, afinal, esse é o meu trabalho.— Seu olhar estava sombrio, imaginei o quão ruim alguém assim poderia ser.— Quando ela o viu foi por coincidência, não havia nada de mais, era só trocar as vidas.

    Ela falava como se fosse um assunto qualquer, como se as pessoas não tivessem valor algum. Senti a ira ferver dentro de mim, queimando minha garganta, até ser expelida para fora.

    — Você é um monstro.

   Sua cabeça se virou para mim num estalo.

    — Esse é o meu ofício!

    — Você entrega as pessoas para serem mortas iguais a animais no abatedouro! — Rosnei.— Não existe honra nisso!

    Seus olhos brilhavam de ódio.

    — Veio aqui somente para me destratar?

    — Não, eu vim aqui para olhar nos seus olhos e tentar entender qual porra que passa na sua cabeça para fazer o que faz! — Joguei as mãos para cima.— Eu só tenho 17 anos!

    Ela riu maldosa.

     — É a vida garoto, ela é injusta.

    Pisquei diante da mulher, sua expressão havia mudado, toda mágoa e ressentimento haviam desaparecido, tudo que sobrou foi maldade, pura e simples.

     — Não vai me dizer como pará-lo, não é? — Questionei por fim.

    Sua risada se tornou ainda mais cruel.

    — A culpa da minha mãe estar morta é sua, você quem devia ter morrido.— Cuspiu na minha direção com ferocidade.— Garoto maldito!

    Recuei dois passos alerta, ela parecia totalmente outra pessoa. Mas não adiantou muita coisa, segundos depois ela já estava vindo na minha direção e antes que eu pudesse me virar e correr fui segurado e jogado contra o chão.

     — Maldito! — Sua voz oscilava entre o timbre feminino e algo um pouco mais rouco e feio.

     Me debati tentando sair debaixo dela, que tinha o joelho nas minhas costas e uma mão agarrada no meu cotovelo. Aliás onde estava Liam? Ele tinha ido justamente para me ajudar com aquela porcaria e do nada desaparece! Com força Júlieth segurou meu cabelo e bateu meu rosto contra o chão, na segunda vez que ia fazer isso, ergui meu cotovelo livre e acertei alguma parte dura do seu corpo.

     Isso foi o suficiente para que ela me largasse e eu rolasse para o lado tonto.

     — Jesus, essa mulher tá querendo me matar antes da hora.— Murmurei me levantando cambaleante.

     Eu podia sentir o gosto do sangue inundando minha boca, o mesmo líquido que escorria por minha testa e bochecha direita. Mas meu nariz ainda parecia inteiro. Júlieth me olhava com fúria, a boca aberta puxando o ar ruidosamente, o cabelo vermelho desgrenhado e uma expressão assassina.

     Eu não devia ter vindo.

     Eu não devia ter vindo.

     Eu não devia ter vindo.

     Devia ter trazido o Derek, isso sim!

     Júlieth pulou para cima de mim novamente. Pulei para o lado assustado, no instante seguinte suas unhas foram cravadas nas minhas costas, girei o corpo e acertei o joelho no seu nariz, aproveitei a deixa e empurrei a mulher para longe.

     Mesmo com o sangue escorrendo ela não parecia disposta a parar e me deixar ir embora, imaginei se era ela mesmo que estava no controle dos atos ou se havia alguma entidade por trás, tipo um lobo grande de pelos negros e que queria me matar.

     Do nada a porta se abriu e Asher saiu assombrado junto com outro homem um pouco mais velho, muito parecido com ele, eles olharam para mim e depois para a mulher descontrolada. Mesmo com os dois homens a segurando ela quase conseguiu me acertar outro chute.

     — Vai! — Asher gritou tentando puxar a tia.

     Eu podia ver o esforço e medir a força dela, os músculos dos braços dele estavam altos, rijos e salientes, não precisei de um segundo aviso para sair em disparada na direção do jipe.

     Meu desespero aumentou ao ver Liam tombado dentro do carro, com a porta do passageiro aberta. Alguém tinha apagado o lobo. Mas ainda respirava, fraco, mas respirava.

     — Caralho.— Praguejei rodando a chave e saindo em disparada.— Merda, merda, merda! — Com um olho na estrada, estendi a mão e agarrei o ombro do Liam.— Liam! Acorda cara! Você não pode morrer! Porra, eu não sei ressuscitar um lobo!

     Minha cabeça doía, eu sabia que ainda estava saindo sangue do machucado na cabeça, mas eu não conseguia prestar atenção em nada mais do que o lobo desacordado ao meu lado. Coloquei uma mão ensanguentada no seu pescoço querendo sentir ao menos uma pequena pulsação, e lá estava ela, forte e viva, mesmo com ele desacordado.

     Liam estava bem. Só dormindo.

     Graças a Deus.

     — Eu só não posso bater em um poste.

     Pisquei aturdido, minhas costas doíam, meu rosto, minha cabeça e meu ego, mesmo sabendo que consegui elucidar muita coisa que estava debaixo dos panos, meu peito ardia por saber que Liam podia estar morto por minha causa.

     Eu sabia que era ele no exato momento que o vi, o carro vinha na nossa direção em disparada, no mesmo momento encostei o jipe e esperei que o Sedan derrapasse cantando pneus ao frear.

      Mas mesmo com medo não consegui segurar um suspiro de alívio. Não estávamos mais sozinhos e nem íamos mais bater num poste.

       Abri a porta e saí do carro pronto para levar um esporro e alguns murros, juntamente com ameaças mortais. Ergui os olhos e o vi abrir a porta do carro e sair correndo na minha direção, ele não me ameaçou, não brigou ou fez qualquer outra coisa.

     Derek Hale me abraçou com força, me ergueu do chão e me fez enlaçar as pernas na sua cintura.

     — Porra Stiles.— Ele murmurou me escorando contra o jipe, com o rosto escondido no meu pescoço, mas eu sabia que a sua voz não estava normal. Derek tremia.— Você ainda vai ser a causa da minha morte.



Notas Finais


Prontoooo! Agora eu posso dormir sossegada 😂😂😂😂


Aaaaaaa!
Que fofo! ❤️❤️❤️
Der se revelando um docinho também ❤️❤️❤️Aiwnnn❤️❤️❤️

Comentem tá ❤️❤️❤️


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