História Seja meu (Sterek) - Capítulo 9


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Derek Hale, Ethan, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Amor, Drama, Romance, Sterek
Visualizações 2.115
Palavras 3.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aki estou eu mais uma vez!!!
Docinhos lindos meus! ❤️❤️❤️❤️

Vcs não se importam de serem chamados de docinhos não né? 🙂🙂🙂

Aki está mais um cap, espero k gostem, pq eu amei escrever ele❤️❤️❤️🙈🙌

Vamos ler! ❤️🙌

Capítulo 9 - Uma alma livre habita esse corpo


Fanfic / Fanfiction Seja meu (Sterek) - Capítulo 9 - Uma alma livre habita esse corpo

   

    Me apertei ainda mais contra ele e também escondi meu rosto em seu ombro.

Seria mais fácil se ele brigasse comigo, se dissesse o quanto eu era irresponsável. Mas ver o quanto eu podia ser imaturo e machucar os outros, fez com que as paredes do meu inteiro desabassem.

O primeiro soluço saiu estrangulado, mas a corrente de lágrimas que vieram a seguir lavando minha alma de dentro para fora, me deixando absolutamente vulnerável, acabaram comigo.

Derek se moveu, me tirando do contato com a lataria fria e se sentando no banco comigo ainda nos braços, ainda preocupado com Liam abri os olhos chorosos e constatei que ele estava sendo bem cuidado por Jordan que o segurava com carinho e dava leves tapinhas em seu rosto, mas Parrish não tinha lá a mais bela das expressões.

Voltei meu rosto para o lugar de antes, minhas unhas estavam cravadas em suas costas e Derek respirava pesadamente, depois de um tempo senti quando ele me afastou minimamente e começou a avaliar os estragos. Passou um dedo pela minha têmpora, os olhos brilhando em um azul tão gélido que eu estremeci em seus braços.

— Onde tá doendo? — Questionou baixinho franzindo a testa.

Neguei sabendo o que ele queria fazer.

— Tá tudo bem.— Sussurrei fechando os olhos.

Derek passou os dedos pela minha bochecha ralada, minha boca com um corte no meio do lábio inferior, e então desceu para os braços, averiguando cada machucado, seus dedos traçando e mapeando todos os cantinhos cortados.

Quando notei as veias negras grossas subindo em seus braços já era tarde, o alívio já tinha tomado conta do meu corpo, foi automático, suspirei piscando novamente por causa das lágrimas que já brotavam querendo escapulir.

— Shhh... Está seguro agora.— Der murmurou me puxando para si novamente.

— L-liam...— Solucei.— Eu sou um péssimo amigo Der.

Ele passou uma mão por minhas costas.

— Você é teimoso, não um péssimo amigo.

Funguei enxugando as lágrimas.

— Eu disse para ele ficar.— Solucei.

Em silêncio Derek afagou minhas costas e deixou um beijo no meu ombro, eu sabia o quanto estava se controlando para não gritar comigo e fiquei mais que satisfeito por isso. Eu não sabia se ele ainda estava sugando a dor, mas não demorou para uma letargia imensa tomar conta de mim, meu corpo amoleceu, deitei minha cabeça em seu ombro e puxei o ar, meus olhos ardiam e a cabeça latejava de uma forma lenta e preguiçosa.

— STILES! — Ouvi a voz do Liam ao longe.

Com os olhos semi cerrados vi quando o lobo de olhos azuis deu um pulo no banco, assustando Jordan e batendo a cabeça no teto do jipe. Ele olhou na minha direção alarmado, arregalou ainda mais os olhos, que por sinal estavam com as pupilas dilatadas, e falou alguma coisa que eu não entendi, por que já estava dormindo.


                       (...)


— Eu devia te trancar na porcaria de um quarto vazio!

— Essa frase é do Derek.

Scott me olhou azedo.

— Não me interessa de quem é, qual é o problema de fazer o que te pedem ao menos uma vez?! — O alfa estava para lá de furioso.

Tinha acabado de chegar com Theo e já estava possesso desde a porta, me pôs sentando com Liam, mas só conseguiu falar alguma coisa quando se acalmou o mínimo que fosse.

— Eu tinha que fazer alguma coisa! — Tentei argumentar.

— E não passou pela sua cabeça que poderia morrer?! — Bufou pondo as mãos na cintura.

Foi a minha vez de rolar os olhos e cruzar os braços, lancei um olhar para Liam ao meu lado que estava tão encolhido quanto eu. Der nos observava do outro lado da sala, junto a janela. Sem a mínima vontade de intervir e me salvar do alfa/melhor amigo que queria me esganar.

— Eu vou morrer de qualquer forma, pelo amor de Deus Scott, tem noção da agonia que eu tô?

Scott bufou novamente, por alguns segundos seus olhos brilharam em vermelho, demonstrando o tamanho da autoridade que era, arrancando de Liam um choramingo baixinho.

— Os dois poderiam ter morrido.— Rosnou.— É só olhar para a sua cara que se vê isso.

Instintivamente levei a mão ao rosto, estava ainda mais dolorido depois de vinte horas, meu ombro também não estava lá aquelas coisas, e meu corpo todo estava dolorido. Scott balançou a cabeça, deu várias voltas e então caiu sentando no sofá a minha frente.

— Você é incontrolável.

Suspirei.

Eles pareciam não entender. Não era só por teimosia, estava longe de ser, era mais que isso, eu queria entender. Minha agonia ia além do meu senso de segurança, ficar trancado dentro daquele loft estava sendo uma tortura, todo mundo lutava, todos se arriscando e eu ali, parado, amedrontado, por que não sabia o que fazer. Eu tive a chance de descobrir algo útil, então eu fui e fiz aquilo que estava ao meu alcance.

O arrependimento de ter ido passava longe de mim, eu só não queria ter levado Liam junto, eu não me importava em lascar, só não queria ferir meus amigos, meu Pack. Primeiro Isaac e então Liam, eu estava começando a achar que minha companhia era um perigo para os ouros.

— Preciso ir para casa agora, por favor, não se mata antes que eu volte.— Resmungou se levantando.

Antes de sair Scott foi até Derek e disse alguma coisa, então os dois saíram para fora. Mas não prestei atenção, estava cansado, exaurido de uma forma tão forte que deitei minha cabeça no ombro do lobo e suspirei.

— Me desculpa por ter quase sido a causa da nossa morte.

Liam deu uma risadinha.

— Achei que ele fosse arrancar nosso fígado.— Murmurou.— Derek brigou com você?

Neguei.

— Ainda não.

— Se prepare.

— Acho que vou me fingir de morto.

— Ele te ressuscita, só para poder te matar de novo.

Gemi frustrado sabendo que isso era verdade.

— Você poderia dormir comigo...

— Eu não aconselharia isso.— Ouvi uma voz grossa atrás de mim. Me virei para ver Jordan de pé, uniformizado e com uma careta. Estava com os braços cruzados e um ar brincalhão.— Como estão?

Suspirei dando de ombros sem me afastar de fato do lobo de olhos azuis.

— Recendo esporros, mas bem...

— Doloridos.— Liam completou.— Não devia estar no trabalho?

O moreno deu de ombros e olhou por cima do ombro.

— Vim a mando do seu pai, ele queria saber como você estava.

Arregalei os olhos pulando do sofá.

— Vocês não contaram para ele, contaram?

Parrish balançou a cabeça sério.

— Deveria, mas não, ele ficaria só mais preocupado.

Soltei o ar.

— Ótimo. Ele seria capaz de me acorrentar.

Derek entrou no mesmo momento, fechou a porta e arqueou uma sobrancelha.

— Eu devia te acorrentar.

Bufei jogando as mãos para cima.

— Não cansaram disso?

Der suspirou balançando a cabeça em negativa. Ele se aproximou de mim e segurou meu rosto com uma mão, gentilmente me fez virar o lado machucado na sua direção.

— É impossível, está no seu rosto.— Disse simplesmente.

No exato momento me senti vulnerável de novo, como se o carinho e delicadeza que ele estava me tratando fosse ainda mais forte e eficaz que todas as ameaças que qualquer um me diria. Abaixei a cabeça piscando várias vezes, evitando que as lágrimas caíssem.

Coloquei uma mão na testa evitando olhar para eles.

— Vou subir tá.— Murmurei deixando um beijo na sua bochecha.

Por mais incrível que fosse, eu não chorei. Me sentei na cama respirando fundo. Eram cinco e pouco da tarde e aquela tinha sido a primeira vez que ele tinha falado comigo desde que acordei no meu quarto, ainda com as roupas do dia anterior, sujas de mato e sangue. Quando desci Liam estava sentando no sofá e Derek na cozinha, foi o lobo que me deu comida e puxou assunto, claro, até Scott chegar.

Esfreguei o rosto, eu não me lembrava bem de onde tinha machucado, mas sabia que não estava tão ruim, quando me olhei no espelho mais cedo tive a sensação de que meus ralados estavam mais cicatrizados do que deveriam. Mas eu nunca sabia de muita coisa, no final das contas.

Me deitei encarando o vazio, cruzei os braços de lado e senti a dorzinha no ombro voltar, mas eu não estava preocupado com ela, era até bom, me fazia lembrar que eu não era um lobo como o resto do bando, que eu podia me machucar e levariam dias até estar bem novamente e não horas.

Eu era um humano.

Fraco e sem graça.

Como Derek poderia gostar de mim?

Alguém tão imaturo?

Funguei agoniado, eu estava chorando de mais nas últimas horas.

Fui tirado da minha auto depreciação com alguém batendo na porta.

— Stiles?

Derek abriu a porta e colocou a cabeça para dentro, franziu o cenho e entrou sem falar mais nada, vi quando passou o trinco. Me sentei limpando as lágrimas, vê-lo ali na minha frente só fez com que a vontade de chorar aumentasse consideravelmente. Quando ele se sentou ao meu lado e ia me puxar para junto de si eu recuei, me encolhendo.

Ele me olhou sem entender.

— O que foi?

Abracei meus joelhos balançando a cabeça.

— Deve me achar uma criança.

— Claro que não.— Murmurou baixinho.

— Você tá diferente.— Sussurrei fungando excessivamente.

Silêncio. O lobo olhou para a mão espalmada em cima da colcha, de repente ele a fechou lentamente e se colocou de pé. Observei enquanto caminhava até a janela do quarto, afastou as cortinas e deixou a claridade do fim de tarde entrar, notei com um certo incômodo como seus ombros estavam caídos e uma expressão estranha tomava conta do rosto que não me olhava, mas eu sabia estar com o olhar fosco.

Ouvi quando inspirou com força, puxando o ar e enchendo os pulmões, como se buscasse ali as palavras certas, ou até mesmo uma sentença que ajudasse.

— Der?

Ele demorou a responder, parecia realmente... Perdido.

— Eu não precisei chegar aqui para saber que você tinha saído e que não estava bem.— Sua voz baixa e rouca ecoou pelo quarto vazio.— Não consegui pegar o que precisava, saí correndo com Jordan atrás de mim, quando olhei na garagem e não tinha sinal do jipe me apavorei, tudo piorou quando abri a porta e você não estava aqui, mesmo com seu cheiro ainda forte pelo ar.— Derek se virou para mim, me olhou nos olhos enquanto caminhava de novo para perto.— Não tem ideia do que eu senti ao constatar que tinha sumido, escapado por entre meus dedos. Mas alguma coisa me dizia onde estava, era algo lá no fundo, uma sensação de urgência gritando que eu devia ir atrás, então eu fui.

Ele se sentou na beirada da cama me olhando com os olhos verdes começando a adquirir um brilho atípico. Eu queria falar, mas pela primeira vez eu perdi esse poder, ver a forma como Derek se expressava, como havia uma verdade crua nas suas palavras, isso me desarmou.

— Eu não estou estranho, isso não é nada mais do que culpa Stiles.— Ele disse buscando minhas mãos.— Eu não me perdoaria nunca e sei que não conseguiria viver com isso, se acontecesse alguma coisa com você. Por que eu convivo com muitas cicatrizes do passado, já vi muita coisa acontecer, já fiz muita coisa também, e Deus sabe que me arrependo da maioria, mas eu não suportaria viver num mundo onde você não existisse.— Ele piscou várias vezes. Eu já me debulhava em lágrimas novamente, emotivo e sensível.— Quando entrei por aquela porta e não te vi sentando no sofá ou reclamado de alguma coisa, me senti um inútil por não conseguir proteger o que eu tenho de mais precioso, me senti falhando novamente.

Meu coração saltou algumas batidas ao ouvir que eu era o que ele tinha de mais precioso.

— Não, não, não, Der, tá tudo bem... — Murmurei se aproximando e tomando seu rosto entre as mãos.— Eu tô vivo, eu sei que eu fui estúpido e idiota em ir até lá, mas nunca seria culpa sua.

Derek negou segurando as minhas mãos e as afastando do seu rosto, havia um sorriso doce em seus lábios.

— Eu falhei com Page, com minha família, com Cora e Laura, e falhar com você também seria minha desgraça. Eu não suportaria.

Eu não sabia como calá-lo. Enxuguei as lágrimas rapidamente e o puxei para um abraço, passei meus braços ao redor dos seus ombros e cravei minhas unhas nas suas costas.

— Não faz assim.— Pedi com o nariz trancado.— Por favor, eu prometo não fazer mais besteira.

Beijei seu nariz, sua bochecha e então sua boca.

— Não procure a morte.— Sussurrou me olhando intensamente.— Não quando eu não estiver por perto.

Concordei o beijando novamente.

— Não vou.

Ficamos assim, quietos, me deixei relaxar nos braços dele, enquanto Derek começava a voltar ao normal.

— O que o Scott achou com a família do Luís? — Sussurrei meia hora depois, ergui o rosto do seu peito e procurei seus olhos.

Derek estava com os olhos fechados e não se preocupou em abri-los para me responder.

— A família sumiu, não deu mais notícias aos vizinhos e tudo que se sabe é que eles partiram para o Sul.

— Acha que pode ser por causa da morte do cara?

Ele suspirou se virando de lado e deixando minha cabeça repousar no seu braço.

— Possivelmente, o Scott acha que eles podem saber de alguma coisa a mais, mas nunca os acharemos sem nenhuma pista.

Concordei me aconchegando ainda mais contra ele.

— O que foi buscar na mansão?

— Um contato, Peter disse que ele pode te garantir um pouquinho mais de segurança.— Murmurou esfregando a barba na minha testa.

Sorri com o contato, sua mão circulava minha cintura gentilmente, era bom e calmante sentir o calor dos seus dedos sobre o tecido, aquecendo minha pele também. Na realidade Derek era todo quente, seria bom passar o inverno com ele, agarradinho, de preferência de baixo de cobertas fofas e grossas.

Mas para isso eu precisava viver alguns meses a mais.

— No que está pensando? — Ouvi sua voz baixa próxima ao meu ouvido.

— Em passar um inverno junto com você.— Murmurei.

— Só um? — Perguntou fazendo uma careta.

Me ajeitei na cama para poder olhar diretamente em seus olhos.

— Se eu sobreviver, não vou largar você tão cedo.

Derek suspirou abrindo um sorriso contagiante.

— Eu conto com isso.


                        (...)


Com tudo que aconteceu Peter mesmo fez o contato com a pessoa que poderia me ajudar e só restou a alguém buscar a encomenda. O lobo mais velho do Pack e Jackson iriam demorar um pouco mais para voltar, ao que parecia tinham encontrado mais informações do que imaginavam. Já as meninas também tinham dado de cara na madeira, a família tinha se mudado recentemente para um endereço que ninguém conhecia e nenhum dos vizinhos sabiam do caso da mulher que se matou.

Eu tinha acabado de acordar e estava sentado no balcão da cozinha tomando meu café olhando de loslaio para Derek e Scott que se preparavam para sair e ir buscar a tão “encomenda”.

Era óbvio que o alfa havia convocado mais três guarda costas para ficar de olho em mim e deu passe total para qualquer um me trancar no quarto se preciso. Mas eu não ia sair novamente sem o Der, não ia suportar que ele se culpasse por minha causa, não de novo. E ele sabia disso, por que estava mais relaxado desde nossa conversa no dia anterior.

Me peguei o observando. Estava de pé, as mãos nos bolsos enquanto ouvia atento ao que o alfa dizia, estava sério, como sempre, mas era nítido a qualquer um a expressão mais leve e clara que ele exibia, naquele dia tinha até arriscado um jeans mais claro e uma blusa branca com os dizeres “A free soul inhabits this body”, o que me fez sorrir.

Derek era mesmo livre. Eu não o imaginava congestionado em algum lugar que não o fizesse realmente feliz. Sorri ainda mais ao constatar que aquele corpo magnífico era meu, e que corpo era aquele? Que peito! Braços! Eu me perguntava constantemente como o lobo achava tempo para se manter em forma, a calça jeans deixava evidente que ele tinha coxas tão fortes quanto a minha vontade de pular em cima dele naquele momento. E eu estava com muita vontade de fazer isso.

— Enxuga a baba se não ela pinga.— Isaac comentou baixinho aparecendo do nada e se sentando ao meu lado.

Fiz uma careta cutucando suas costelas. E passei a mão na boca, só para garantir.

— Olha quem fala.— Caçoei enchendo a boca com ovos e bacon.

O loiro me olhou estranho enquanto bebia o café puro que o Derek gostava de fazer toda manhã.

— O que quer dizer com isso? — Perguntou por fim querendo passar naturalidade.

Mas era difícil não perceber o rubor leve que se apoderou de suas bochechas e orelha. Ele jogou um cacho para fora da testa e suspirou.

— Você sabe do que eu quero dizer.— Rebati não querendo abrir o caso ali, na frente dos dois na sala logo ao lado e da Allison que vinha de um dos quartos de hóspede.— Nós ainda vamos conversar sobre isso.

Mas Allison parou para conversar com Scott na sala, arrancando uma careta de Isaac que virou o rosto rasgando um pedaço de pão nos dedos e mastigando contra a vontade.

— Vem comigo.— Pedi dando um último gole no suco e pondo a louça na pia.— Depois eu cuido disso.

Segurei Isaac pela mão e o puxei para o corredor ainda no andar de baixo, para a tão recente descoberta biblioteca e fechei a porta.

— Pensei que estivessem bem.— Comentei me sentado numa das poltronas super macias de leitura.

Isaac bufou jogando as mãos para cima, olhou para o teto, puxou o ar, rosnou e passou as duas mãos pelo cabelo, por um momento cheguei a ver seus olhos brilharem em dourado, quando se acalmou conseguiu dizer alguma coisa que eu conseguisse entender.

— Eu ainda não sei o que sinto por ele.

Eu quis muito pegar um dos livros e jogar na sua cabeça. Mas invés disso balancei a cabeça. Estava cedo de mais para me estressar.

— O que sente quando está perto dele? — Perguntei me levantando e caminhando até ele que estava parecendo uma gazela desnorteada.— Isaac?

— Eu o quero para mim Stiles, de uma forma que eu nunca imaginei que fosse possível querer alguém, não tenho problemas com minha sexualidade, que se dane que achar alguma coisa, eu só tenho medo de estragar tudo, sabe? — Despejou.— E eu nem sei como você descobriu isso, não era para ninguém saber que a gente se resolver de verdade.

Balancei a cabeça tentando entender o que o loiro de cabelos cacheados queria me dizer.

— Eu não descubro as coisas, elas simplesmente caem no meu colo.— Dei de ombros.— Já se beijaram?

Isaac caiu sentado numa das poltronas me olhando incrédulo, então cobriu o rosto com as mãos como se estivesse para lá de exausto.

— O que acha? — Retrucou numa pergunta retórica.

Eu sabia que a pergunta não necessariamente precisava ser respondida, mas minha língua era algo tão incontrolável que mal ouvi minhas próprias palavras sendo soltas.

— Eu acho que você está precisando de uma boa transa e de preferência com um certo alfa que está logo mais nesse corredor.— Falei jogando as mãos para cima.

Ele me olhou estranho, como se tivesse tendo uma ataque.

— Não está ajudando.

— Não é só ajudar, vocês tem que parar de fazer graça, o tempo do cortejo já passou, vai esperar que outra pessoa entre no seu lugar.

Isaac fez uma careta e desviou o olhar, apoiou o cotovelo no encosto da poltrona e suspirou esfregando o rosto.

— Eu quero me matar.

— Mas não vai por que se não vai deixar um lobo muito bonito e forte para trás desolado... E ele precisará ser consola...

Os olhos azuis me fuzilaram sem dó.

— Eu entendi Stiles.

— Faça alguma coisa então.— Guinchei.

— Por exemplo...?

Rolei os olhos.

— Eu não sei, uma conversa franca? Diga a ele, que gosta dele e que quer tentar, se o Scott não te amar, e só pela forma que te olha eu sei que ama, eu arrisco meu fígado, então faça um certo cara feliz.


                         (...)


Meu pai eterno.

Era três e quarenta da tarde e eu estava dentro de uma banheira de com a água gelada envolvendo meu corpo e o forçando a relaxar gradativamente. De certa forma eu não tinha muito o que fazer, Isaac dormia estirado no sofá, Allison estava trancada no seu quarto fazendo algo que era desconhecido para mim e Liam estava sentado com as costas escorada na porta de saída.

Eu não o culpava pelo medo que eu saísse, afinal, eu tinha feito o coitado passar na merda da última vez.

Por isso resolvi me trancar no quarto tentando esconder a ereção que se manifestou durante um leve cochilo na poltrona da sala.

— Culpa sua Derek...— Resmunguei.

Suspirei, o banho frio não estava adiantando muito. Lentamente olhei para baixo onde meu amiguinho estava feliz e ereto, demonstrando o quanto o breve sonho com Derek tinha me afetado.

Contrariado, mas vencido pela vontade de me livrar daquele incômodo movi a mão que estava pousada no meu peito e a desci lentamente, apreciando o contato, o choque que recebi ao tocar de leve a base da minha extensão foi maravilhoso e assustador.

Não era eu que devia estar tocando aquele lugar, eu queria outras mãos ali, outros dedos.

Num gemido sôfrego abracei meu membro e comecei um movimento lento e constante, criando a fricção tão desejada, recebendo os estímulos de prazer que me fizeram afundar um pouco mais na banheira enorme, abri mais as pernas e suspirei movendo a mão com ainda mais afinco.

Se era bom assim, imagina com Derek ali, com ele se me ajudando? Dentro de mim...

— Caramba! — Gemi suspirando.— Caralho...

Senti meus músculos se tencionarem. Por um momento deixei os movimentos e passei os dedos trêmulos de prazer pela grande inchada e vermelha que já liberava o pré-gozo, o toque foi tão bom que arrancou de mim mais suspiros e gemidos baixos.

— A gente precisa muito transar.— Murmurei voltando a bombear com força.— Ah... Isso...

Mãozinha abençoada...

Eu estava quase lá, o calor em brasa era tão forte que eu sentia me desmanchar a qualquer momento.

— Stiles? — Ouvi a voz de Derek ecoar do outro lado da porta.

    — Porra...


Notas Finais


Hahahhaha😂😂😂😂🙈🙈🙈

E aí? O que acharam?
Gente, quando o Derek começou a se abrir eu tive uma mini taquicardia, juro, juradinho 😍😍😍😍😍 Der seu fofo!

E o final, Sti meu filho... Eu não sei se rio ou se choro 😂😂😂😂

Cometem docinhos, eu amo responder comentários ❤️❤️❤️🙌


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