História Sejamos Eternos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Fatos Reais, Homofobia, Homossexualidade, Jeongguk, Jikook, Jimin, Violencia
Visualizações 37
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI MEUS XEROS
eu to aqui com uma fanfic jikook MUITO cherosa pra vocês, isso aqui vai ser uma long provavelmente.
to apaixonada pela capa da fic, muito obrigada @jeontoxic por ter feito essa coisa linda, deem amor à ela.
os capítulos provavelmente não serão postos semanalmente. é quase improvável, mas poderá acontecer de eu atualizar a fanfic mensalmente viu, tenham paciência comigo.
ATENÇÃO
eu trouxe essa fanfic aqui tratando da realidade EM QUE VIVEMOS, se vocês não gostam disso, não gostam de violência; por favor, nem leiam.
bom, acho que tecnicamente é isso.
boa leitura;

Capítulo 1 - 12 de outubro


Fanfic / Fanfiction Sejamos Eternos - Capítulo 1 - 12 de outubro

A sociedade em massa nos diz que a homossexualidade escapa de nossos padrões, como se fôssemos doentes e problemáticos em busca de um antídoto para a nossa preferência sexual. Nos tratam como restos – isto é, quando não somos denominados indecisos –, caçoam de nós e, através de nossos gostos, nos jogam piadinhas de mau gosto. Nos apelidam, nos ameaçam, nos agridem, nos xingam e nos maltratam como se não fôssemos nada. Eles nos pisam, nos afundam nesse barro chamado sociedade e, como de costume, alguns de nós desistem; eles preferem permanecer por lá ou levantar-se e se esconder debaixo da cama. 

Por que diabos a vida alheia lhes incomoda tanto? A orientação sexual alheia é algo pessoal, algo privado, não se deve comentar e nem mesmo julgar. Opine sem oprimir, oriente sem ofender. 

E fora com um sorriso no rosto que Jeongguk fechara o notebook sobre a mesinha de seu quarto pouco iluminado. Ficava tão orgulhoso de si mesmo ao se sentir seguro em poder, ao menos, desabafar, mesmo que seja em seu Word e que ninguém leia suas palavras doídas e sôfregas, escritas por dedos quentes e hábeis, porém, realizando tal ato, retirava um peso enorme das costas. Peso o qual não aguentava carregar durante todo o dia e, pela noite, finalmente podia e tinha onde desabafar. E ele amava isso. Amava o suspiro que soltava ao abrir a porta de casa e pôr os pés no tapete de entrada, e, principalmente, amava o momento em que a água fria batia nos seus ombros pesados e exaustos pelo dia puxado na universidade, relaxando seus músculos tensos e acalmando o fuzuê que adentrava sua cabeça sem bater na porta ou oferecer uma torta de limão de retorno cotidiano. Ele simplesmente amava sentir o aroma fraco e aconchegante que seu apartamento impregnava. Sentir seu olfato absorver do cheiro agradável era deveras acolhedor e jamais negaria isso. 

Bebericou da caneca de café com leite e esparramou o corpo na cadeira giratória, largando o braço como se os ossos dali lhe doessem. E realmente doíam. Batera o braço na porta da sala de sua universidade por distrair-se conversando com Park Jimin. Céus, se pudesse viciar-se apenas em um único aroma, gostaria que fosse o de Park Jimin. Lhe dizem que perdições possuem nome, idade, endereço, identidade e expressões humanas e Jeongguk poderia afirmar com convicção que aquilo não lhe era dito da boca para fora. Na realidade, achava o loiro deveras bonito e não negaria isso para ninguém que lhe perguntasse. A voz que saía de suas cordas vocais lhe deixava totalmente sem chão e espaço, era como se ouvisse a melodia de sua música predileta no momento em que o outro abria a boca e, em busca de mais dessas sensações de desencontro com a realidade, lhe instigava a continuar falando, sussurrando, murmurando.  

A verdade era que Jeongguk desconfiava estar perdidamente apaixonado por seu colega de faculdade que, na primeira aula e primeira oportunidade, optou por se sentar do seu lado e puxar um papo frouxo de que o maior iria adorar cursar fotografia. Ora, não era óbvio? 

Não temia seus sentimentos, pelo contrário; fazia de tudo para que Park notasse sua paixãozinha adolescente para com ele e, por isso, havia escrito um email lhe convidando para sair. Teria seu primeiro encontro desde os dezesseis anos de idade, quando arrumara sua primeira namorada e, um mês depois, tratou de terminar com a mesma, alegando traição com seu melhor amigo o qual atualmente nem sequer ganhava notícias do mesmo depois de vê-lo viajar para o exterior após o término do ensino médio. Não que fazia questão de manter contato, pelo contrário, correria atrás de quem lhe demonstra preocupação e afeto. 

Levantou-se ao suspirar, reunindo coragem o suficiente para lavar os utensílios que havia usado durante o dia e colocado sobre a pia da cozinha recentemente redecorada, entretanto, pegou-se olhando para a tela do celular, na espera de uma mensagem específica de uma pessoa igualmente específica. Para ser honesta, Jeongguk permanecia agoniado desde o momento em que pusera o pé para fora do ambiente estudantil, já pichando na parede confusa de sua cabeça, a resposta do Park; "em breve nos falamos, sim?".  

E que diabos de "breve" é esse que demora tanto? 

Jeongguk era deveras ansioso, assim como sua mãe também fora na época em que conhecera seu pai; ela sempre lhe contava essa história, descrevia os mínimos detalhes da roupa que seu pai trajava aquela noite, comentava, tão animada, sobre o penteado perfeitamente bagunçado e rebelde que havia deixado por, na época, ser relaxada consigo mesma e sempre finalizando com o brilho nos olhos e as frases: "Ele me amou quando até eu me rejeitei e me mostrou um mundo totalmente diferente do que eu enxergava antes. Ele foi meus óculos". 

Sua mãe fora o seu maior suporte durante toda sua vida e, no seu falecimento, fora como se seu mundinho tranquilo e bem-humorado perdesse a tonalidade e uma guerra fosse travada em seu psicológico. 08 de março de 2016. Jeongguk nunca havia chorado tanto quanto este dia. Suportou tanto durante a internação de sua mãe que, ao vê-la presa em uma caixa de madeira, simplesmente desabou em rios de lágrimas vazias e sufocadas que se mantiveram presas à força por uma década. 

Pôs os utensílios no escorredor e puxou a válvula da pia, deixando a água ir embora. Secou as mãos no pano de prato e retirou-se da cozinha, jogando o corpo cansado no sofá da sala de estar. Sua mente era avoada demais, tratava de assuntos demais, era uma acumulação de besteiras passadas e atuais, vez ou outra imaginando um futuro distante ou um universo paralelo.  

Às vezes gostaria de voar, sentir o vento chocar contra seu rosto em uma velocidade razoável ao tempo em que apreciava a vista do alto, porém Jeongguk se lembra de morrer de medo de altura. Gostaria de surfar, tocar a ponta dos dedos na onda violenta e competitiva com sua prancha, sentir o molhar no rosto com tanta avidez e necessidade e é aí que lembra-se de seu medo de alto-mar. Inferno, tinha medo de tantas coisas bobas, poderia perder a conta se lhe pedissem para fazer tal coisa. 

Mas, mesmo com tanta confusão aleatória na cabeça, não deixou de sorrir ao visualizar a mensagem que acabara de chegar em seu WhatsApp, um sorriso bobo, porém satisfeito consigo mesmo. 

me busque às sete  22:54

Deus, como ficou feliz! Ansiava pelo momento em que pudesse se encontrar com o menor, lhe oferecer algo para comer/beber. Ansiava pelo momento em que poderia lhe ver, mesmo fora da universidade, alegando que o Park era incrível demais para uma conversa tão curta naquele ambiente corrido, mas leve ao mesmo tempo. Se possível, o chamaria para seu apartamento, para passar um dia consigo assistindo algo de sua preferência.  

Jeongguk era eclético demais. Gostava dos romances clichês até os mais violentos, ia do terror para de aventura, portanto não fazia questão de ter essa liberdade de escolha. O que vier para si; veio, e veio com agrado. Gostava de assistir filmes desconhecidos e se apaixonar por uma melodia que jamais ouvira antes, ou mesmo uma que costuma ouvir todos os dias. Certas vezes, era clichê demais.  

Abobado, ousou responder um breve "estou louco para te ver" para o Park, alisando a película do aparelho com o polegar. Conversar com Jimin lhe tirava o ar, era como se pudesse se sufocar e se perder no par de olhos tão viciantes ao tempo em que o nervosismo pairava em seu corpo em forma de sensações em seu estômago, uma felicidade inimaginável; talvez o famoso borboletas no estômago. 

Com um bocejo e um leve espreguiçar de braços, adentrou o boxer, disposto a deitar-se para descansar e fora o que fizera. Achava um saco o fato de morar sozinho, fazer coisas sozinho e jogar sozinho. Vez ou outra, Taehyung lhe visitava para contar-lhe as novidades e lhe acompanhar em uma dose de ice gelada, reclamando o quão chato seu dia havia sido e, logo após, alegando precisar de algo novo, cansado de sua vida monótona demais. Como de costume, Jeongguk apenas murmurava um "faça uma rebeldia" no intuito de irritar o mais velho e gargalhar dos olhos revirados, junto a uma cara de poucos amigos. 

E era isso que eram. Pouco amigos. Sabia que Taehyung lhe escondia determinados assuntos, assim como ele próprio fazia. Não eram de enrolar diálogos em busca de ambos desfrutarem do momento em que estão reunidos na sala de estar do Jeon, mas algo ambos podiam afirmar; podiam, de fato, contar um com o outro para qualquer coisa.  

Para o mais novo, tratava-se de uma relação perdida, algo como uma porta destrancada mas um cadeado ao mesmo tempo. Entretanto, quando o mundo lhe caía pela cabeça, os braços de Jeongguk eram os primeiros locais para qual Taehyung gostava de correr e afundar-se no peitoral quente e aconchegante. O outro; era totalmente o oposto. Era tão transparente que, caso não falasse, passariam por dentro de seu corpo. Para quem quer que fosse, Jeongguk permitia que seus sentimentos fluíssem como sempre fluíram antes, sem barreiras, sem limites e uma batida rápida na porta.  

12 de outubro de 2017; 18:40. 

Definitivamente, é aqui em que começamos, verdadeiramente, a história que quero lhes contar. O dia em que Jeon Jeongguk saíra com Park Jimin pela quinta vez. 

– Temos preferências totalmente diferentes – o menor afirmou, gargalhando com aquela risada gostosa que Jeongguk adorava possuir a oportunidade de ouvi-la – Ambos são bons, sem chance de pôr um como superior ao outro, isso é impossível, pare. 

– Você não sabe? Eu realmente prefiro o homem-de-ferro – ele franziu o cenho, demonstrando a seriedade na voz, porém desistiu, sorrindo de canto ao ver que estava entretendo-o – ele é bem mais legal, sem dúvidas. 

– Tudo bem, tudo bem. Guardarei essa informação. 

Surpreso, Jeongguk enfiara outra colher do sorvete na boca, encarando o rosto angelical. Estava tão fascinado na boa aparência do loiro, amava observá-lo dos pés à cabeça, decorar todas as suas feições e cada sarda debaixo de seus olhos pequenos e atentos todos os dias. Droga, como amava aquelas poucas sardas lindas naquele rosto fodidamente intacto.  

Realmente encontrava-se em uma situação irreversível, nem mesmo fugiria caso pudesse. Aproveitaria o máximo para permanecer ali, naquela cadeira rústica confortável da sorveteria, ou na mesa de fora da cafeteria que ambos adoravam visitar. Mesmo que lhes olhassem torto ou que lhes julgassem mentalmente, jamais desistiriam.  

Esta é a história de um casal que havia lutado para tornarem-se um, ansiando pelo clichê o qual a maioria dos contos nos mostra. 


Notas Finais


EAI, OQ Q VCS ACHARAM?
eu realmente adorei ter escrito isso mas é como eu disse, talvez os capítulos demorem para sair. aliás, estamos no quarto bimestre e agora vai pegar fogo, mas tentarei de tudo pra trazer a atualização o mais rápido possível para vocês, ok? ok!
aos que leram: muito obrigada, vocês moram aqui no coração ó
até a próxima
xoxo ♡


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