História Self knowledge - Clexa - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Velhas amigas


Fanfic / Fanfiction Self knowledge - Clexa - Capítulo 17 - Velhas amigas

Lexa 

- Mas que inferno!

Costia se revira na cama e joga um dos braços sobre minha barriga.

- Lexa volta a dormir, tô morrendo de sono. - Ela diz se virando para o outro lado. - E pelo amor de Deus fecha essa cortina!

Me levanto rapidamente e pego um roupão no armário. Retorno para a cama e balanço o corpo da mulher adormecida em minha cama.

- Oque tá acontecendo aqui Costia, por que você está semi nua em minha cama e por que diabos eu estou semi nua também? - balanço o corpo dela - Acorda desgraça!

Costia finalmente se vira, ainda um pouco adormecida ela começa a resmungar as seguintes palavras.

- Tá, Tá! - Costia fecha os olhos e abre logo em seguida - Eu saí beber depois que eu jantei na casa da sua mãe, por coincidência eu encontrei você naquele bar. Sem querer escutei a conversa sua com aquela mulher no balcão. E percebi que você não deveria chegar daquele jeito em casa. Aliás, NUNCA te vi tão podre de bêbada que nem ontem a noite. - Ela da uma pausa - Então eu fiz você contar aonde morava e te trouxe aqui, e caímos no sono.

- Quer dizer que não aconteceu nada? - Pergunto em dúvida.

- Não, só que passamos uma vergonha na hora de subir no elevador. - Ela me conta entre um meio sorriso.

- E por que Diabos estamos semi nuas?

Ela me ergue as sobrancelhas.

- Primeiro, tínhamos que tirar aquelas roupas. Segundo, sabe como é tirar a roupa de uma pessoa que não para quieta? - aceno em consentimento -  Então imagina dez vezes pior para colocar uma roupa. E não é a primeira vez que ficamos assim na mesma cama ,né Lexa!

Ficamos em silêncio por um tempo, pode ter levado até minutos. O alívio passa pelos meus músculos que já estavam rígidos de aflição. Graças a Deus nada aconteceu!

Para sair daquele clima em que ficamos eu puxo assunto.

- Vai me contar oque aconteceu no elevador?

Ela me encara e abre um dos maiores sorrisos que já vi nela. Um pouco diabólico talvez.

- Quando eu consegui te arrastar para dentro do elevador, demos de encontro com uma idosa, baixinha e um pouco ranzinza. Você começou a paquerar ela e disse um monte se merda que é melhor nem te dizer, se não você vai querer morrer. - Ela de novo começa a dar risada e eu dessa vez acompanho ela. - Foi que nem nos velhos tempos Lexa, só que trocamos os papeis.

Quando éramos amigas antes de tudo, nós aprontavamos muito. Na época nada poderia nos segurar, uma cuidava da outra. Nunca as duas afundava o pé na jaca. Geralmente era a Costia que sempre acabava bêbada e eu que controlava e protegia ela.

- Merda! Espero nunca ver essa tal idosa. 

Começamos as duas a dar risada sobre ocorrido. Então nossos olhares se cruzam e ficamos nos encarando, nenhuma das duas desvia o olhar. Um silêncio surge entre nós duas novamente. Mas dessa vez quem fala é a Costia.

- Então, temos um trato de paz? Ou vai continuar brava e babaca? - Desvio o olhar e fico olhando para os próprios pés.- Lexa! Qual é? Já faz tempo, não tem como ficarmos amigas novamente? Oque aconteceu de ruim fica no passado. Temos que seguir em frente, mas eu não quero seguir um destino em que no fururo nao sejamos amigas. Eu preciso da nossa amizade de novo Lexa.

Levanto o olhar para ela e encaro no fundo dos olhos dela.

- Mesmo que hipoteticamente eu te perdoe, nada daquilo que vivemos vai voltar ser como antes, aquele normal não vai acontecer. Por que passamos da amizade verdadeira para o romance e você estragou tudo no fim.

- Lexa... - Costia tenta argumentar, mas eu faço ela se calar.

- Shiu! Minha vez de falar, o nosso erro foi ter passado da amizade. Erramos as duas, não sei se conseguiremos voltar ser aquelas amigas. Mas podemos tentar!

Costia da um pulo de alegria e se joga em um abraço, alegre e apertado.

- Calma também, não será fácil. Temos que ir com calma Costia. -Afasto as mãos dela do meu corpo devagar e seguro as mãos dela. - Não me decepcione de novo!

- Não Lexa, não irei eu prometo. - Costia aperta minhas mãos e abre um sorriso, pelo menos ela ficou satisfeita com o acordo.

- Agora pelo amor de Deus vista uma roupa que temos um jardim para terminar. - digo me levantando e jogando um dos travesseiros nela.

Levou quase umas duas horas para nos arrumar e tomar café da manhã. Quando já tínhamos tomado banho, uma de cada vez, e comido um pão com manteiga e uma xícara de café preto. Emprestei uma das minhas roupas para Costia e saímos do apartamento, andando pelo corredor até o elevador encontramos minha vizinha, a dona Flora, ao passar por ela a dona Flora me encarara com um semblante bravo. 

Passamos por ela e Costia me puxa pelos braços .

- Essa é a idosa baixinha e ranzinza que você paquerou ontem a noite no elevador. - Costia diz isso e se parte de dar risada, eu não sei aonde por a cara no momento. Logo a dona Flora, putz, eu sinto meu rosto ficar ardendo de vergonha. Costia percebe que estou morrendo e começa a gargalhar da minha cara, eu empurro ela de leve contra a parede.

- Não tem graça Costia! - digo meio envergonhada e meio brava por ela estar achando graça da minha triste vergonha.

- Ahhh tem sim!

Passamos o dia inteiro em um clima amigável, arrumamos o Jardim. Mais amanhã e terminarermos, só falta arrumar em volta os materiais utilizados. 

Costia sai de dentro da casa trazendo dois copos e uma jarra de água.

- Preferia uma garrafa de whisky em vez de água Costia - falo pegando um dos copos que ela me oferece.

- Eu também! - Ela concorda - Mas Sasha nos mataria se soubesse que estamos bebendo no meio do serviço. - ela da um sorriso brincalhão. 

- Nos matar seria pouco!

Bebebos a água por um tempo em silêncio, então Costia se vira em minha direção.

- Acho que sua mãe e seu padrasto irão receber alguém hoje pro jantar. Sasha estava alvoroçada,  mexendo em várias panelas. - erguo minhas sobrancelhas em questionamento.

- Eles não me falaram nada, não deve ser ninguém importante. 

Nos damos de ombros em um gesto de desapego e continuamos a trabalhar nos poucos detalhes. Sem perceber a tarde vai se acabando e a noite já vai chegando.

Costia para oque estava fazendo e me chama.

- Hey Lexa! Quem são eles? - me viro em direção ao que ela apontou, descendo do carro estavam Finn e Clarke.

Clarke sai do carro e nossos olhos se encontram, sem conseguir se mover eu fico parada de joelho na grama. Os dois andam pelo gramado e passam por nois duas. Finn nos cumprimenta com uma das mãos enquanto a outra segura a cintura da  loira. Clarke durante o trajeto não faz nada além de me encarar. Em resposta Costia da uma aceno acolhedor para os dois enquanto  eu levanto uma das mãos em meia altura lentamente, sem tirar os olhos do rosto da Clarke. Clarke entra primeiro na casa logo em seguida do Finn.

- Então, quem é aqueles gostosos? -Costia me pergunta interesssada.

- Você não perde uma né? Ele é o Finn namorado e... E futuro marido dela. E ela é...é...é a Clarke, a filha do Jake. - gaguejo ao falar.

- Se ela não fosse sua suposta irmã e não estivesse noiva, eu acreditaria que vocês tinham alguma coisa. - Costia me diz com um tom de dúvida.

- Eu e Clarke? Aff pare, nada haver! - falo rapidamente.

Sem desistir Costia continua.

-Sei, mas aquela cena que acabei de observar não  me diz isso.

- Não tem nada, quer saber acho que já tá na hora de acabarmos aqui e irmos embora. - tento fugir do assunto.

- Sasha me convidou para o jantar, se você vai embora, tudo bem então! Mas eu vou adorar conversar com essa tal de Clarke! - Costia solta um sorriso malicioso.

Eu definitivamente não posso deixar Costia sozinha com a Clarke. Costia é terrivelmente astuta e intrometida quando quer.

- Não se preocupe Costia, eu ficarei para o jantar. Você será minha companhia, minha amiga! 

Não queria ficar no mesmo lugar que a Clarke, não sei se conversaremos. Nem sei se vai ser pior não nos falarmos ou se conversarmos hoje a noite. Única coisa que é certo é o fato de não deixar de forma alguma Costia sozinha com Clarke, ainda mais agora que Costia desconfia de algo.







 




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