História Selvagem - Capítulo 9


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Palavras 1.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não se enganem, o título não tem nada a ver com um "aviso" de verdade UHEUHEUHEUH

Err, final de semana passada acabei não atualizando a fanfic, mas estamos de volta :Y
Bjs na bunda e boua leitchura

(LEIAM AS NOTAS FINAIS, CARALHO!!!)

Capítulo 9 - Avisos


Aos poucos, Bakugo recuperava a consciência depois de algumas horas ficar desmaiado. Sem fazer qualquer movimento mínimo no corpo, mantinha-se quieto apenas movimentando os olhos, passeando-os pelo local, tentando reconhecer onde estava.

Não estava em sua tenda, pois a decoração de nada batia com a sua. Percebera que já era noite, provavelmente numa madrugada, graças ao breu que tinha do lado de fora da janela. O ambiente era iluminado por uma vela fraca logo atrás de si.

Assim que terminara de estudar o local estranho onde estava, pousou os olhos na figura sardenta que dormia a sua frente. Midoriya mantinha uma serenidade em sua expressão dorminhoca, tendo os ombros encolhidos e mãos juntas, ressonando entre os lábios que formavam um bico rechonchudo.

Mais uma vez estavam dormindo na mesma cama, e mais uma vez pegara-se hipnotizado observando o rosto do esverdeado de perto.

Num impulso não muito pensado, seguiu a grande vontade de se aproximar de Midoriya e matar a curiosidade de tocar seus lábios com o seu. Talvez não houvesse problema algum, não é?

-Na minha cama não.

Os ombros do loiro encolheram-se num susto ao escutar a voz de Kirishima soar repentinamente atrás de si. Apertou os dentes com raiva, virando-se para trás, vendo o ruivo sentado numa cadeira com pernas e braços cruzados, dando a entender que estava dormindo ali.

-O que faz aqui? –Perguntou Bakugo, levantando uma de suas sobrancelhas, virando o corpo para o mesmo sem pensar nas costas, que por sinal, deram uma fisgada quando pressionou-a contra os lençóis –Ai!

-Essa é minha casa, você que é o intruso –Colocou o cotovelo na mesa próximo a vela que iluminava a pequena casa –Resolvemos deixá-lo passar a noite na minha casa apenas para se recuperar do tratamento.

-Da tortura, você quer dizer.

-Pelo menos não corre mais risco de vida –Deu de ombros –Agradeça Kaminari depois.

-Por foder minhas costas com uma puta barra de ferro em brasa!?

-Exatamente –Sorriu com deboche, logo soltando um bocejo –Pense pelo lado positivo, vai ficar com uma cicatriz sexy maneira nas costas... Isso de certa forma agrada os ômegas e as mulheres.

-Idiota... –Revira os olhos, deitando-se novamente na cama, tomando cuidado com as costas.

Da mesa, Kirishima viu Bakugo encolher a cabeça na curva de pescoço do Midoriya, cujo o mesmo se mexeu um pouquinho, aproximando mais os corpos.

-Parece que a boa mamata acabou... –Comentou o ruivo, apoiando a cabeça na mesa e procurando voltar a dormir.

 

 

Na manhã seguinte, Midoriya acaba acordando com o relinchar de cavalos que estavam do lado de fora da casa. Abriu os olhos preguiçosamente e se esticou, bocejando. Passou as mãos nos olhos e sentou-se na cama, vendo que estava sozinho na casa de Kirishima.

Assim que saiu, colocou o braço em frente aos olhos que se incomodaram com a luz do sol da manhã. De repente, escuta um barulho de água caindo no chão que vinha atrás da casa.

Curioso, caminhou até lá, passando por um pequeno cercado de madeira, vendo Bakugo jogando um balde de água sobre a cabeça, molhando o resto do corpo.

-Bom dia... –Disse, chamando a atenção do loiro que estava de costas, distraído.

Virou-se, vendo Midoriya lhe encarar com um sorriso.

-Dia –Respondeu simplista, voltando-se ao poço, puxando mais água para jogar em si.

-Como se sente?

-Bem, até...

Midoriya inclina um pouco o corpo, até ver a queimadura escura que havia ficado nas costas de Bakugo. Por um momento, lembrou-se dos gritos de agonia que o loiro dava até literalmente desmaiar.

Um pouco incomodado, passou a mão em um braço e desviou o olhar.

-Deve ter sido horrível... Me desculpe, mas-

Fora interrompido quando sentiu um balde de água lhe pegar de surpresa, deixando-o completamente encharcado.

Levantou o rosto com os olhos bem grandes, encarando Bakugo que segurava o balde vazio com uma expressão desinteressada sobre o assunto.

-Eu já melhorei, não melhorei? Esquece esse assunto.

-Ora, seu...

Midoriya pega um punhado de terra e joga em Bakugo, sujando o mesmo.

-Mas, que... Acabei de tomar banho, merda!

-Isso é por você ter me molhado!

-Ah, é?

Bakugo se apressa em pegar mais água do poço e jogar em Midoriya, e o esverdeado faz o mesmo com a terra. Em poucos minutos, os dois se empenhavam em fazer uma guerrinha de terra e água, dando risada, jogando-se no chão e sujando-se mais.

Por fim, Bakugo se apóia no poço em meio á gargalhadas assim como Midoriya que estava sentado no chão. Olhando em volta, viu que fizeram uma baita bagunça.

-Olha o que você fez, idiota –Disse Bakugo num sorriso debochado –Mais um pouco e eu teria acabado com a água do poço do Kirishima.

-Ele vai ficar furioso com você. Não estamos na época de chuva.

-Ele que se vire –Dá de ombros, resolvendo pegar o balde novamente e puxar mais água –Quer? –Perguntou, olhando para Midoriya –Dessa vez é pra se limpar... Sem brincadeiras.

Num riso nasal, o esverdeado se levanta e aproxima-se do maior, começando a se limpar, realmente.

 

xXx

 

-O que é isso?

No meio da tarde, os moradores da pequena cidade viram um cavaleiro pregar um papel num toco de madeira que ficava no centro de uma praça, chamando a atenção de todo mundo.

Rodeando o aviso, as pessoas analfabetas tentavam entender o que estava escrito, mas sem sucesso.

-O que está acontecendo? –Perguntou Midoriya ao lado de Kaminari e seu filho, que haviam acabado de sair de um campo que tinha arvores frutíferas. Seguravam duas cestas cheias de frutas.

-Vamos ver... –Kaminari puxa pela mão Yuhei, aproximando-se da multidão.

Os dois se infiltram em meio as pessoas, passando pelas mesmas até chegar em frente ao papel.

-Não sei por que esses cavaleiros idiotas insistem em colocar avisos nessa região. Ninguém sabe ler –Disse Kaminari, revirando os olhos –Aposto que não é nada importante, ou é mais uma vez o rei aumentando os impostos.

-Eu sei ler –Midoriya e Kaminari levam um pequeno susto ao ver que Kirishima estava próximo a eles.

-Kacchan! –Disse o esverdeado, ao ver que do lado do ruivo estava Bakugo –Sabe ler também? –Perguntou, interessado.

-Eu não –Deu de ombros.

-Eh? Mas os dois não são amigos e cresceram juntos?

-Ele não quis aprender de otário –Kirishima comentou, dando risada logo em seguida –Toda vez que o monge ia ensinar pra gente, Bakugo fugia. Tinha mais interesse em pegar caranguejos na lama.

-Cuida da sua vida –Bakugo revira os olhos, levemente irritado.

Kirishima se aproxima do papel, lendo para si mesmo, baixinho.

-Oe, jovem, o que está escrito aí? –Perguntou um homem que estava logo atrás.

Levemente incomodado com o que acabou de ler, Kirishima engole a seco, direcionando seu olhar á Kaminari.

-Jovem!?

-Não tem nada haver contigo, velhote –O ruivo passa pelo homem, começando a escutar as reclamações das pessoas curiosas. Se aproximou de Kaminari, que segurava Yuhei com certa preocupação.

-O que foi? –Perguntou, receoso.

-Estão atrás do garoto –Sussurrou em seu ouvido.

O loiro abre bem os olhos, assustado.

-E-eles querem levar Yuhei? –Perguntou baixinho.

Com pesar, Kirishima balança a cabeça positivamente.

Denki engole a seco, sentindo seu coração bater de forma angustiante. O olhar baixo tremia, pensando várias maneiras de lidar com aquela situação. Num movimento rápido, deu meia volta e passou a caminhar em direção a sua casa.

Midoriya, que estava do lado, conseguiu escutar o que Kirishima havia dito para o loiro. Sentiu-se péssimo ao imaginar o ômega perdendo seu filho adotivo.

-Kaminari...

Com o passar da tarde, Kaminari permaneceu em sua casa, receoso de sair da mesma e ser reconhecido pelos cavaleiros que o procuravam. A criança agora dormia na cama de forma espaçosa, agarrada ao cavalinho de madeira que o loiro havia feito pra si.

Parando de separar as frutas que colhera, Kaminari encostas as costas cansadas na cadeira, observando calado o pequeno que dormia tranquilamente. O encarava com pesar, sabendo que a criança mal imaginava o que se passava, completamente alheia, livre de preocupações.

Desviou o olhar, pensativo, jogando a cabeça pra trás, respirando fundo.

Não estava disposto a perder sua criança que cuidara tão bem nos últimos quatro anos. E nunca estaria...

-Eu não vou deixar que te levem... –Disse convicto.

Na calada da noite, a única casa que permanecia com uma vela fraca acesa, era a de Kaminari. O loiro tentava não fazer muito barulho enquanto arrumava suas coisas para não acordar o pequeno Yuhei que ressonava.

Fizera uma trouxa com pertences importantes e comida, amarrando-a nas costas. Acolheu Yuhei nos braços, cobrindo-o com um lençol pequeno. Pegou um manto, colocando sobre seu corpo, preparando-se para sair dali.

Assim que abriu a porta, levou um susto quando viu Midoriya na frente da mesma, prestes a bater.

-Midoriya? –Disse baixinho, surpreso.

-Como eu pensava... –Disse a si mesmo, divagando –Eu sabia que você iria fugir.

-E fará o que? –Deu um passo pra trás –Vai me impedir?

-Não mesmo –Respondeu de imediato, dando um passo a frente –Eu vim aqui para te ajudar a fugir –Estendeu a mão –Vamos, venha.

-Por que está me ajudando?

-Porque eu sei a dor de perder um filho e eu não quero que passe pelo mesmo.

Kaminari se surpreende minimamente, engolindo a seco.

Então ele já teve um filho...”

 

Ponderou um pouco antes de finalmente aceitar a ajuda do esverdeado e sair dali na companhia do mesmo.

Enquanto caminhavam rápido em meio a cidade deserta, Midoriya diz:

-Vou te levar para a tenda do Kacchan que fica um pouco afastado daqui. Enquanto ninguém souber, ficará seguro até arranjar um lugar melhor.

-Tudo bem...

-Por que estão atrás dele? –Perguntou, curioso –Todos sabem que o pequeno Yohei não é amaldiçoado.

-Mas há pessoas idiotas que acreditam fielmente em suas crenças... –Comentou com escárnio –Há tribos nômades que circundam o continente em procura de comida, Yohei fazia parte de uma delas. Em um dia, quando andava pela floresta a procura de sementes, escutei lobos uivando perto de um arbusto, e minha curiosidade me fez aproximar e ver o que acontecia, e levei um susto quando vi que era um bebê. A tribo o abandonou para morrer, provavelmente ao verem que ele não emitia nenhum som... Se eu não tivesse chegado a tempo, Yohei teria sido devorado por lobos.   

Continuaram a andar até chegarem nos limites da pequena cidade. Esgueiraram-se na parede de uma pequena casa, vendo ao longe um cavaleiro segurando uma lamparina, parecendo fazer uma ronda.

-Merda, não acredito nisso... –Disse Midoriya, baixinho –Tem cavaleiros por aqui.

-O que!?

De repente, os dois levam um susto quando um cavaleiro aparece montado num cavalo que levantou-se em duas patas e relinchou alto.

-HOMENS, ENCONTRAMOS A CRIANÇA AMALDIÇOADA! 


Notas Finais


Para as pessoas que pensam que vou colocar o Todoroki na fanfic, quero dizer que podem parar de esperar a aparição dele... porq ele não vai aparecer UHEUHEHUEHUE
Err, porq? Simples. Ele não acrescentaria em nada na história.
"Ahh, mas seria legal ter o Todoroki pra fazer ciumes á Bakugo e..."
....Sério? kkkkkkkkkk
Ok, esse é o momento que mais uma vez não atinjo suas expectativas e vocês me abandonam UHEUHEUHEUHE

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