História Sem classe - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Visualizações 10
Palavras 1.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Sobre Sakura



Sem classe


Nem de longe Sakura era a garota perfeita, nem pra sociedade e muito menos para a família. Diferente do que muitos pensavam, os pais da rosada eram muito ricos.

Donos de uma empresa que produzia automóveis.

E a tal da maluca de cabelos rosas era a herdeira de todas as poses dos pais, filha única, e conhecida como encrenqueira.

Quando era adolescente todos a chamavam de rebelde e mal educada por suas atitudes "infantis". Na verdade, ela achava que fazia coisas boas, em benefício a população mais necessitada, grande parte das vezes pegava o dinheiro de sua própria mesada e ajudava a comparar alimentos para crianças e idosos que não tinham condições financeiras, e para melhorar os hospitais e escolas públicas ela fazia protestos. Seus pais nunca aceitaram tal coisa, para eles isso era uma falta de respeito.

Usava roupas curtas e baratas, coisa que sua mãe abominava.

Falava muitas gírias, sobre isso era seu pai que reclamava.

Nesse momento, estava na faculdade que seus pais pagavam, - mesmo que ela não quisesse - porém eles não sabiam que pagavam o estudo de medicina e não de administração, como eles achavam. 

Kizashi e Mebuki Haruno, eram bons pais, mas não aceitavam as decisões da filha.

Deus! As vezes parecia que não a queriam ver feliz!

Enquanto ouvia o que a professora dizia, anotava o que achava essencial. Após terminar as aulas e serem dispensados, ela se dirigiu ao corredor e pôde ver o exato momento em que Ino Yamanaka - sua melhor amiga e colega de turma e trabalho - brigava com Tayuia, uma ruiva bonita e mal caráter.

Completamente diferente de Karin, as duas irmãs ruivas e parecidas, mas ao mesmo tempo não tinham nada a vê uma com a outra.

- Escuta aqui, ruiva maldita! Eu não sou obrigada a ouvir sua voz de biscate, entendeu? 

- Acho melhor você medir suas palavras, Yamanaka!

- E eu acho melhor vocês pararem de brigar e fazerem algo de útil. - Sakura interrompeu a discussão das duas. Olhou para Tayuia e puxou Ino pelo pulso.

- Eu sei andar, Sakura! - exclamou a loira, irritada por ser tratada como criança.

- E pelo, sabe arrumar briga também né, Ino?

- Foi ela quem começou. - tentou se defender, mesmo sabendo que a rosada não ia acreditar em sua mentira.

- Não importa quem começou, nós vamos chegar atrasadas no trabalho.

- Tá, tá eu já entendi...

Ambas trabalhavam em um restaurante, Sakura como atendente e Ino como caixista.

Após chegarem, foram se trocar e fazer suas devidas tarefas.

*

Finalmente poderiam ir para casa.

Estavam no trem, e por estarem com tédio mexiam no celular despreocupadamente, e quando finalmente foi anunciada a estação em que desceriam elas foram até as portas.

Ouviram a voz masculina dizer: "senhores passageiros, desembarquem pelo lado esquerdo do trem." Para logo em seguida completar: "cuidado com o vão entre o trem e a plataforma."

- Sabe aquele menino bonito, o ruivo que apareceu no restaurante? - perguntou Ino, um pouco sem graça. Estavam andando na rua em direção ao ponto mais próximo para achar um táxi.

- Sim, o que tem?

- Ele já havia ido lá outras vezes, e hoje ele me chamou pra sair. Eu aceitei. - quando viu o ruivo pela primeira vez, pensou que ele jamais daria bola pra ela, porém lá estava ele, a olhando com interesse. Algo surpreendente, de fato.

- Nossa que legal, ele é bem bonito, parece ser divertido também. Mas... - olhou receosa para Ino - Acho melhor vocês irem com calma.

Ino era como a irmã que nunca teve, se preocupava muito com ela e sabia que era recíproco.

- Eu também acho. Mas eu só queria tentar. Bom amanhã a gente conversa melhor sobre isso. - disse após chegarem ao ponto e verem um táxi passando.

- Tá bom, se cuida e boa noite.

- Você também se cuida e boa noite.

Ino entrou no táxi e Sakura ficou lá esperando, quando finalmente viu o carro preto parando a sua frente. Sabia que era o motorista da família de seus pais.

*

Assim que chegou em casa viu seus pais sentados no sofá da sala, juntos.

Se tem uma coisa que era rara no mundo, isso era ver seus pais juntos.

- Desde quando você trabalha em um restaurante como atendente? E que estória é essa de estar fazendo faculdade de medicina e não administração? - seu pai perguntou, ele estava claramente irritado.

- Não sei do que vocês estão falando. - tentou disfarçar seu nervosismo.

- Você sabe sim! Eu não sei qual o seu problema, Sakura. - sua mãe interviu no assunto e parecia aborrecida e decepcionada. Não gostou disso.

- Eu, sinceramente, não sei de onde vocês tiraram isso, tá legal? Se foi alguém que contou... - a voz estridente de Mebuki a cortou.

- Chega! Sakura, seu pai analiso a papelada, que antes ele havia deixado de lado e viu que lá constava que você estava outra faculdade. Seu pai e eu confiamos em você, por isso nem lemos os papéis que autorizavam você a fazer a faculdade. Por isso, e por vários outros motivos, nós tomamos uma decisão drástica.

A rosada se assustou pelo tom de voz da mãe, mas não se deixou abalar. Soltou um sorriso debochado e olhou para sua mãe

- E qual seria essa decisão?

- Primeiro, tire esse sorriso do rosto, segundo nos respeite, e terceiro, preste muita atenção no que vamos te falar.

- Tudo bem, então falem.

- Nós decidimos que.....

*

Se indignou com as palavras de seus pais. Quando subiu para o quarto, observou suas roupas pelo reflexo do espelho.

Os cabelos longos estavam presos como sempre, a maquiagem pesada, o shortinho jeans claro, uma regata preta e por último o par de botas também pretas de cano baixo. Estava bonita, em sua própria opinião.

E pensar que teria que mudar completamente tudo. Essa ideia não lhe agradava nem um pouco, gostava de como se vestia e se sentia bem como estava.

Mas ela tinha que fazer isso. 

E fez.

No dia seguinte, após o ocorrido com seus pais, foi avisada que teria que ir em uma festa formal. Nessa festa seriam feitas várias negociações com muitas pessoas e empresas diferentes.

No meio disso tudo, pretendiam juntar as empresas de automóveis de seus pais e algumas outras que pudessem investir. Como por exemplo, a empresa Byakugan, que pertencia a família Hyuuga. 

Foi até o guarda-roupa e observou seus lokes. Não tinha nada formal para vestir.

Lembrou que em uma das portas havia as roupas que sua mãe comprava de presente de aniversário, mesmo que ela não quisesse, e foi até lá. Viu vestidos ridículos, todos longos e sem decote, fora a parte de que as cores eram todas neutras. Nunca que ela usaria aquilo.

Remexendo naquelas roupas que ela achava ridículas, viu bem lá no fundo, um vestido preto tubinho bem discreto.

Estava escolhido!

Quando ia tirar as roupas, ouviu batidas na porta.

- Entra! - Sua mãe passou pela porta com um sorriso amigável.

- Filha, eu acho que você poderia pintar o cabelo, sabe? Uma mulher de negócios não pode ter o cabelo cor de rosa. Podemos deixar da cor natural ou quem sabe um tom de...- Sakura ouvia aquilo, mas acreditava que Mebuki estava dizendo aquilo.

- Não! - acabou gritando alto demais, assustando sua mãe. - O cabelo não. 

- Você simplesmente não pode aparecer lá com esse cabelo! - olhou raivosa para a filha.

- Vou sair pra comprar uma peruca.

- Isso não vai convencer as pessoas, o melhor a se fazer é pintar.

- Não vou pintar, isso já é uma decisão tomada. - largou o vestido em cima da cama e pegou a mochila no pequeno sofá do quarto e saiu. Desceu as escadas de dois em dois degraus.

Como não tinha carro nem nada do tipo, foi de pé até o ponto de ônibus mais próximo, resolveu dispensar o motorista como sempre.

*

A peruca era longa e castanha e estava presa em uma coque bem feito, o vestido até que lhe caiu bem, e como não sabia usar saltos, optou por uma sapatilha branca com detalhes dourados. Ao invés de usar a maquiagem pesada, resolveu usar só o básico.

Estava bonita, mas algo não lhe agradou.

Mesmo assim não se importou e foi até seus pais no andar de baixo.

- Está linda, minha filha - disse pai devidamente vestido com seu terno e gravata preto, como sempre, exalando elegância tal como sua mãe.

O vestido de tecido leve envolvia o corpo belo de Mebuki, a cor dourada combinava com seus cabelos loiros que estavam presos em rabo que cavalo perfeito e os olhos verdes eram o foco.

- Obrigada,papai.

- Bom, vamos logo se não vamos nos atrasar.

*

O ligar estava cheio e ela gostou disso. Não iriam reparar nela.

O lugar era grande, a entrada era tão chique quanto a de uma igreja infeitada para um casamento, só que sem flores. A entrada tinha alguns - poucos - degraus e era todo forrado por um tapete vermelho, ela pôde ver também muitos fotógrafos. 

Alguns seguranças ajudaram para que os paparazzis não se aproximassem .

Quando finalmente conseguiram entrar, Sakura chegou perto de um garçom e pegou um champanhe. Em algum momento que não soube qual, seus pais se afastaram e ela ficou por lá mesmo observando as pessoas. Quando deu por si, estava olhando fixamente nos dois homens muito parecidos.

- O de cabelo longo se chama Itachi - se assustou com a voz de uma mulher, olhou para ela encarando primeiro o rosto bonito, os olhos tão azuis que pareciam cinzas - quase da cor de pérolas, depois os cabelos longos e pretos, o vestido roxo ia até os calcanhares e brilhava, era tão justo que podia-se ver de longe as belas curvas.

- O outro é Sasuke, pelo que eu soube ele é o mais novo. - a morena encarava os irmãos - Oh me desculpe, sou Hinata Hyuuga.

- Eu sou Sakura, é um prazer te conhecer. - a morena nem percebeu que a rosada não falou o sobrenome. Tinha gostado logo de cara da moça de nome bonito, Sakura parecia estar perdida, então resolveu se aproximar. 

- Vem, vou te apresentar umas pessoas. - puxou a rosada - que agora estava de peruca - até um lugar que tinha mais mulheres.

Sakura se sentiu deslocada e achou estranho falar daquele jeito. Em um dado momento ela vacilou.

Havia conhecido mulheres mais velhas, como uma tal Tsunade, Kushina, Mikoto entre outras. Todas eram lindas.

Enquanto conversavam - ela raramente entrava no assunto por medo de falar merda - elas bebiam e Sakura acabou virando o copo e se segurou para não cospir a bebida alcoólica. Era forte demais.

Se recuperou e olhou para as mulheres que lhe olhavam indignadas para ela.

- Com licença. - saiu de lá e esbarrou com um homem, alto, bonito e supôs que fosse Sasuke, o irmão mais novo.

A noite tinha acabado.

*

Quando chegou em casa entrou de baixo do chuveiro e relaxou.

Mas ao acordar e receber broncas dos pais por ter saído cedo demais, seu dia já estava ruim. Mas quando seu namorado Sasori mandou uma mensagem terminando com ela, isso ela não podia deixar acontecer, era muito humilhante terminar um namoro por mensagem.

Vestiu a primeira roupa que viu e foi para o lugar que sabia que ele estaria. Lembrou que ele havia dito que teria uma reunião importante com um homem, no café mais bem frequentado da cidade ou quem sabe do país.

Qual não foi sua surpresa ao ver o moreno da noite passada ali?

Não se importou com isso e chamou a atenção do ex-namorado. Pôde perceber o momento em que o tal Sasuke saiu de lá com uma maleta na mão.

Esperava encontrar o moreno novamente.



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