História Sem Escolha - Capítulo 16


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Categorias Pristin, Red Velvet, Seventeen
Personagens Eunwoo, Hong Jisoo "Joshua", Irene, Jeon Wonwoo, Kyungwon, Lee Chan "Dino", Mingyeong, Nayoung, Pinky, Seulgi, Seungcheol "S.Coups", Yebin, Yeri
Tags Irene, Minkyebin, Rena, Roa, Seulgi, Seulrene
Visualizações 97
Palavras 4.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Por motivos de força maior talvez eu não poste amanhã ~

Boa leitura !

Capítulo 16 - Sem escolha - XVI


- Você tem certeza que quer fazer isso? Você sabe que o pessoal ainda não chegou, Seulgi. Não deixe seus sentimentos interferirem em seu julgamento. - Irene disse séria enquanto caminhavam devagar e de forma silenciosa até um enorme templo abandonado que havia dentro de uma das inúmeras terras dos Kangs. Era um antigo templo de meditação e treino que os antigos guerreiros da família usavam, mas com o passar dos anos foi necessário fazer algo mais amplo e funcional, o que resultou em total abandono daquele lugar. O mato havia crescido ao redor, deixando ainda mais distante das lembranças dos Kangs a sua existência. Contudo, Yaebin lembrava daquele lugar como ninguém, aquele teto parcialmente desabado, as inúmeras rachaduras nas paredes, foram testemunha de muitos dos seus traumas, ao ser arrastada por Yuha para aquele local ainda quando crianças e ser seu campo de tortura psicologica e fisica na pequena e frágil Yaebin assustada.

 

A médica podia lembrar até hoje da pequena garota que depois de horas apanhando da irmã, tinha que se arrastar sozinha para casa diversas vezes no mês. Essas torturas só pararam quando Seulgi descobriu, justamente no dia que a mãe de Rena havia falecido e estava indo em sua casa contar para ela. Depois que Irene e Seulgi passaram a ser suas protetoras, foi quando parou de sonhar e temer aquele maldito lugar. Voltar depois de todos esses anos ainda lhe dava arrepios, até mesmo pelo medo do que Yuha possa ter feito a sua irritante Kim. - Não ouse morrer, Kim… Ou vou no inferno te buscar. - A loira sussurrou pra si mesma, ao pensar na namorada.

 

- Eu sei dos riscos, Irene. Contudo, não posso deixar Yuha por mais tempo com Roa, ela não está estável o suficiente para garantir a segurança da nossa chefe, você sabe. - Seulgi disse séria antes acenar para pararem atrás de um muro que teve parte do local já desmoronado. - Você fica a espreita, se der algo errado você assume a situação, ok? - Perguntou olhando diretamente para a namorada, que relutante concordou, era evidente que a assassina queria ser contra esse plano, mas sabia que era algo importante para Seulgi, era a honra dos Kangs que estava em jogo, se não o da própria Seulgi. - Rena, a prioridade é a proteção da Roa, ok? Eu sei que você não está 100%, mas precisamos proteger ela. - A loira assentiu, antes de perceber a movimentação de Irene, que tira de um coldre escondido em sua bota uma Taurus Spectrum 380, era um revólver particularmente pequeno, mas ainda assim útil. - Se for necessário, não pense duas vezes em atirar. - Os olhos da loira se arregalaram ao ouvir.

 

- M-mas eu não posso revidar nada que ela fa-...

 

- É uma Sem Honra, Yaebin, seu dever como Kang está em primeiro lugar agora. - Selgi diz séria, o olhar da loira recai sobre a arma mais uma vez, não podia esconder que estava assustada com a ideia de poder levantar a mão para Yuha, mas se fosse para proteger, ela achava que podia ser capaz disso. - Pronta? - Seulgi perguntou assim que Rena guardou a arma no cós da calça, concordando com a cabeça em seguida. - Ok, estamos indo. - Seulgi avisa para Irene já se preparando para sair do esconderijo, mas foi puxada por Irene para um intenso e quente beijo, que prontamente foi correspondido pela Kang urso.

 

- Não ouse morrer ou deixar a minha filha ou Roa morrer, ok? - A ordem foi tão clara que até inconscientemente fez a loira concordar com a cabeça, imitando a irmã. - Eu quero você inteira de volta, Kang. - Seulgi sorrir antes de se despedir com um demorado selar na assassina, antes de se afastar sinalizando para loira segui-la. - Rena…Traga a sua irmã segura pra mim, você sabe o quanto ela é capaz de se sacrificar pelo que acredita… E ainda quero a minha família completa.

 

- Eu não vou te decepcionar, Mãe. - A jovem abraça Irene forte antes de seguir Selgi que estreitava por todas as paredes e ornamentos destruídos, garantindo que não seriam vistas por Yuha.

 

Com cuidado entraram no corredor de uma das entradas laterais, seguindo em passos lentos e silenciosos no corredor mal iluminado que contrastava com a luz intensa que vinha de fim do túnel escuro. O local ainda parecia mais assustador do que a última vez que esteve ali, talvez porque agora as plantas estavam tomando o lugar com mais agressividade. Não demoraram para chegar área principal que estava absurdamente iluminada pelo fato de que metade do teto havia desmoronado depois de uma tempestade pelo que a Yuha havia comentado uma vez.

 

Por causa da luz intensa, a loira teve um pouco de dificuldade em ajustar a visão, para dar de cara com uma estrutura arredondada com alguns deuses antigos e parcialmente destruídos colocados em pontos estratégicos do salão para vigiarem os telespectadores que antigamente assistiam da plateia as apresentações de honra dos Kangs que eram feitos no centro do local, onde havia uma arena de luta com um símbolo desgastado dos Kangs esculpido no chão.

 

Depois de uma olhada rápida no local, o corpo de Yaebin petrifica no local, em um dos cantos da arena, Yuha estava sentada sobre o colo de Minkyung de frente para ela, a mais alta estava sentada em uma cadeira, e pelo modo como estavam parecia que estavam se beijando. Naquele momento uma mistura de raiva e frustração estava tomando conta de si. Ela não faria aquilo, certo? Não depois de tudo que andaram passando juntas, depois de todo o discurso dela que só queria ficar com Yaebin. Seu sangue agora fervia, a sua vontade era ir ali e arrancar sua namorada dos braços da sua meia irmã.

 

- Olhe direito… - Seulgi talvez estivesse lendo a mente da jovem, já que sussurrou para a loira, apontando para um grande pedaço de telhado mais a frente, mandando a jovem ir para lá.

 

Ao se posicionar no novo esconderijo pode notar que Seulgi estava certo, Yuha estava beijando o pescoço de Minkyung, enquanto esta não reagia, apenas mantinha seu olhar fixo no chão, visivelmente enjoada com o comportamento da outra mulher. Ao ver aquela cena ficou ainda mais irritada com situação, como Yuha podia ser tão baixa ao ponto de tocar alguém que não quer ela? A loira rosnou baixinho, mas logo Seulgi se aproximou dela se escondendo um pouco mais a frente, parecendo estudar a  situação a sua volta, afinal de contas a segurança de Roa era sua prioridade.

 

- Porra! Porque você não me corresponde?! Eu sempre estive ao seu lado, como pode não me corresponder?! O que eu fiz de errado para você nunca me olhar?! Me diz, Minkyung! Eu sou a única que merece o seu amor! Eu fui a única que dediquei a minha vida a você… Você tem obrigação de amar, então porque não o faz?! - Yuha parece irritada ao notar que nenhuma de suas investidas tirava qualquer reação de prazer da herdeira dos Kim, pelo contrário, ela parecia ficar ainda mais fria e sem vida a cada novo toque.

 

Yuha de forma nem um pouco delicada segurou o rosto de Minkyung puxando para si obrigando assim as duas se olharem. - É aquela bastarda?! Como pode escolher ela?! Ela sempre foi uma vergonha! Um erro que não devia ter existido! - Era visível pela voz trêmula e cada vez mais alta mostrava o quanto Yuha estava desequilibrada naquele momento. - RESPONDA!

 

As irmãs Kang se olharam com a certeza que isso estava ficando perigoso demais, pela proximidade das dupla na arena e o fato de Yuha ter uma arma presa a sua calça. A loira suspirou forte, sabia que tinha que proteger a sua namorada, por isso correu o mais rápido que pode agachada, mesmo que seu corpo dolorido tirasse metade da sua mobilidade. Com cuidado ela subiu na arena ficando na ponta oposta a dupla. - Ela não vai te responder porque a resposta é óbvia… - Yaebin denuncia a sua presença dando assim oportunidade de Seulgi se mover nas sombras, já que a loira não tinha mobilidade para fazer quase nada.

 

Ao ouvir a voz de Yaebin, Minkyung reage a primeira vez de acordar da sedação que Yuha aplicou nela quando a atacou no estacionamento do hospital. Os olhos de raposa se arregalaram os olhos ao ver sua namorada machucada do outro lado, tirando a jaqueta como se chamasse Yuha pro combate. Quando os olhos de raposa se encontram aos castanhos da irregular um pequeno sorriso surgiu nos lábios da loira, mas que logo volta atenção a Yuha. - Ela pertence a mim, somente a mim. Não importa quantos beijos você tente pegar ou toques que deseje dela, nunca vai ter, porque é a mim que ela quer… - A loira aponta para o colar no seu pescoço fazendo Yuha reagir na mesma hora e se levantar do colo alheio e virar para Yaebin.

 

- Você… SE VOCÊ TIVESSE MORRIDO, ELA SERIA MINHA! - Era visível que garota desonrada estava ainda mais instável diante da presença da loira, mas para o alívio dessa última ela estava se distanciando de Minkyung, indo em sua direção. - Sempre foi você! Sempre! Não importa quanto boa eu fosse… Sempre falavam da irregular a minha volta, as pessoas me perguntavam sobre você, sobre seus feitos mesmo sendo irregular. - O olhar de Yuha era diferente de tudo que Yaebin, parecia estar nublado de tanto ódio que sua aura trazia em sua direção, quando a mais alta tentou socá-la, Rena conseguiu bloquear sentindo seu corpo todo gritar de dor, mas ainda assim precisava se manter forte para dar tempo a Seulgi.

 

A jovem se afastou ainda mais da posição de Minkyung sendo seguida cegamente pela irmã. -  Eu te odiava! Você tinha a vida perfeita, e ela devia ser minha! Sem regras idiotas… Sem cobranças de ser um Kang. Sem ter que passar horas em testes mentais idiotas e uma doutrinação idiota… Como eles queria que eu deixasse de ver a essência perfeita que envolvia Minkyung? Como eles queria que eu esquecesse de desejar cada dia pela mulher que me pertencia? - Yuha gritava sem qualquer objetivo específico, antes de partir para cima de Yaebin, facilmente atingindo a lateral do corpo da garota loira com um chute. - Era por isso que eu te espancava, para te castigar por ter a vida que eu queria.

 

- Vo-você… - Yaebin diz entre as lágrimas de dor, conseguindo desviar antes de ser atingida por outro chute. - Você tinha uma família que te amava! Como pode dizer que tem inveja da minha vida?! Pelo fato de existir eu sempre trouxe problemas as pessoas que mais amava, como pode dizer que a minha vida é perfeita? - Rena tenta bater em Yuha, mas sua condição física não permite que seu soco seja mais efetivo do que fazer a sem honra dar dois passos para trás. Já seu corpo estava envolvido completamente em dor.

 

- O que me importa uma família, se tudo que ela quer é tirar a única coisa que me interessa? - Yuha diz com desdém, fazendo a loira ficar chocada com tamanho desprezo que a outra falava da própria família, isso para um Kang era o pior pecado de todos, já que família sempre foi visto como algo sagrado e merece respeito acima de tudo, era por isso que ser um irregular era tão vergonhoso. - A melhor coisa que me fizeram foi me deserdar… Me libertar deles abutres que colocava limites do meu amor pela a única pessoa que merece a minha atenção.

 

- Você é repugnante… - A voz fria de Seulgi demonstrava toda a raiva que tinha ao ouvir aquilo da boca da própria irmã mais nova. - Você nunca mereceu ser um Kang, como um ser repugnante como você pode ser a minha irmã de sangue? Mesmo Yaebin sendo uma irregular, ela tem muita mais honra e caráter que você… - Seulgi diz tirando o blazer colocando cuidadosamente sobre Minkyung que tinha a camisa social rasgadas e diversas marcas aparente de mordidas na clavícula.

 

- Nunca me compare a essa bastarda! - Yuha grita com Seulgi, que não se importa ao seu aproximar de Yuha com o olhar mais frio do que a loira já tinha visto até mesmo em Roa. - Você sempre preferiu ela de toda a maneira, não é?! Mesmo eu implorando para você deixar ela morrer, você resolveu cuidar dela com aquela Bae nojent-... - A sem honra não pode completar a sua frase porque Seulgi a socou tão forte que caiu segurando o nariz. - Co-como você… EU SOU SUA IRMÃ!

 

- Nunca mais abra a sua boca para falar de Irene ou de Yaebin… - Seulgi disse tentando controlar a própria fúria já que as veias em seu pescoço denunciavam seu autocontrole. Ver a irmã mais velha defender as duas pessoas que mais odiava fez Yuha surtar de vez passando a atacar a própria irmã com agressividade. Às troca de socos e chutes eram constantes, mas era visível que Seugi tinha o controle da situação, já que Yuha cai no chão com frequência. Yaebin fez menção de ajudar Seulgi, mas sua irmã a repreendeu com o olhar. - Essa é uma lição que só eu posso dar como irmã mais velha. - A loira meio inquieta com aquilo, mas concordou praticamente se arrastou em direção a Minkyung, sabia que não tinha o direito de se meter nos assuntos delas era a honra de Kang que estava em jogo. E seu corpo estava tão dolorido que nem conseguia mais andar direito.

 

- Mi-Minky? - Yaebin chama a mais velha que demora um pouco para olhar para ela, mas logo é visível que o corpo mais alto relaxa ao perceber que se tratava da loira. - Você consegue andar? - A mais alta negou com a cabeça bem lentamente, era visível que ainda estava sobre efeito de alguma droga, ela tinha consciência das coisas ao seu redor, mas seu corpo ainda estava sem controle. Não era de se admirar que fosse por isso que Minkyung não falou nada reagindo às fala de Yuha, ela não tinha controle do seu corpo ainda, como se estivesse com uma anestesia geral.

 

Explicava também o motivo de Seulgi não ter salvado Roa antes de se revelar, além de drogada ela estava algemada a cadeira. - Merda… - A loira tentava ignorar o corpo gritando de dor e olhar em volta em busca da chave. -  Você sabe onde está a chave? - Era uma pergunta retórica, mas Minkyung olhou em direção a um pequeno templo aos pedaços que tinha algumas jogadas ali, entre as coisas uma mochila. - Boa garota. - A loira murmurou antes de selar seus lábios e correr mais rápido que consegue em direção ao templo.

 

Não demorou para que a voz alta e trêmula de Yuha fosse ouvida dentro do local. - Por quê? Qual o motivo de você sempre defender elas? Eu sou a sua irmã! Você devia fazer tudo que eu quero! Temos o mesmo sangue! - Yuha grita antes de correr para cima de Seulgi conseguindo atingir a mais alta com um soco, mas logo é atingida de forma semelhante. - Você nunca fez nada por mim… Que tipo de irmã você pode se chamar?!

 

- O que?! NUNCA FIZ NADA POR VOCÊ? - Seulgi naquele instante perdeu completamente o autocontrole, seu grito fez até mesmo a loira se encolher em seu lugar e olhar por cima do ombro por um momento, encontrando a irmã completamente enfurecida. - Acha que eu não fiz nada por você, Kyungwon?! Você não tem direito de duvidar de mim como irmã, depois que eu fiz por você! Eu sempre me arrisquei por você! Quando você falhou nos exames mentais da nossa família, eu só não precisei me humilhar para ter você na equipe de Roa, porque ela sempre foi muito compreensiva comigo. Mesmo com seu fracasso para servir a irmã dela, ela aceitou ter você, para que não você e nem a nossa família não passe vergonha de não ter uma Kang apta para servir um Kim.

 

- VOCÊ ACHA QUE EU LIGO PARA A VERGONHA QUE EU PODERIA TER PASSADO?!

 

-  NÃO DIGA BESTEIRA, QUANDO VOCÊ NUNCA PASSOU NEM PELA METADE DAS TRISTEZAS E HUMILHAÇÕES QUE A YAEBIN PASSOU! EU NÃO QUERIA O MESMO PARA VOCÊ! - Seulgi gritou de volta desviando do soco que a irmã deferiu, segurando seu pulso forçando por cima do seu ombro, fazendo Yuha cair no baque surdo no chão, logo Seulgi sentou sobre sua barriga passando desferir socos na irmã. - Por você, eu abri mão todos esses anos de me declarar para Irene… Eu não queria que você se sentisse abandonada, como você sempre se dizia sentir, por causa das comparações aos demais Kang.

 

- Eu nunca pedi nenhum sacrifício vindo de você ou de ninguém!! - Yuha diz tentando se defender nos inúmeros socos, mas isso não impede que Seulgi continue batendo na mais nova, com ainda mais agressividade quando recebe aquela resposta da irmã. - O único pedido que te fiz foi se afastar daquela bastarda e daquela Bae. E o que você fez?! Você só se aproximou ainda mais delas, ainda ficou brincando de família feliz com uma bastarda do seu pai! - O sangue de Bear realmente ferve com aquela frase, estava pronta para dar mais um soco, quando Yuha de forma covarde pega um pouco de terra acumulada e joga nos olhos da Kang mais velha, a cegando temporariamente, dando oportunidade de jogar-lá no chão.

 

Yaebin não nota aqui no primeiro momento, pois está desesperada vasculhando a mochila para achar a droga da chave que prende Roa na cadeira. Assim que consegue achar a chave corre de volta até a namorada, se ajoelhando atrás dela para lutar contra a algema, assim que a chave gira liberando uma das alças da algema, a voz de Minkyung chama a sua atenção. - ARMA! - Ao levar os olhos, Rena pode ver Seulgi desesperadamente tentando limpar os olhos para enxergar algo, sem notar que Yuha estava sacando a arma da calça, está prestes apontar para ela. Mesmo gritando de dor a jovem correu o mais que pode, jogando o seu corpo contra Yuha, tirando Bear da mira da arma.

 

- Sua bastarda! Sempre atrapalhando a minha vida… Você só pode ser meu carma. - Yuha se levanta com certa rapidez do chão vendo a loira quase imóvel diante da dor, passando a chutar o abdômen de Yaebin diversas vezes, seu corpo realmente não tinha mais força para lutar, ela não tinha condições desde que começou, mas ainda assim agora não tinha forças, sobrando apenas gemer de dor. - Eu pensei que eu deveria te matar primeiro, mas você merece ver eu tirando as pessoas que você tirou de mim, para só então morrer. - Yuha dar mais um chute em Yaebin antes de caminhar em direção a Seulgi que ainda sofria a agonia de ter os olhos cheios de terra.

 

- Yu-Yuha… - Yaebin tentou rastejar em direção as irmãs, enquanto o desespero consumia a jovem a cada novo passo que Yuha dava em direção a Seulgi. Ela não podia deixar isso acontecer, ela não podia perder a sua amada irmã, ainda mais dessa maneira humilhante de ser morta pela própria irmã. - YUHA SE AFASTA DELA! - Yaebin grita pegando a arma que Irene havia lhe dado mais cedo, o aviso não surtiu efeito, já que Yuha seguia com passos mais rápidos em direção a Seulgi já apontando a arma para a cabeça do urso, já com o dedo no gatilho.

 

No instante seguinte foi ouvido um tiro ecoar dentro do templo, fazendo todos os pássaros das redondezas voarem diante do barulho alto da arma de fogo. Irene, Wonwoo e Nayoung entrando correndo dentro do local com armas em punho preocupados depois de ouvir o tiro a ponto de ver a cena menos esperada por todos os três.

 

Yuha está em pé com a arma apontada para Seulgi, mas tudo que consegue fazer é olhar para próprio corpo que rapidamente começa a ficar sujo por uma poça de sangue na área de um dos pulmões perto do coração. No instante seguinte ela cai de joelhos cuspindo sangue, e por fim seu corpo já sem vida cai aos pés de Seulgi, que com muita dor consegue abrir os olhos mesmo com a visão embaçada ver a irmã sendo envolvida por uma poça de sangue. - Eu queria que tivesse sido diferente, Kyungwon.- Uma pequena lágrima escapa dos olhos de Seulgi, que com certa dificuldade consegui achar Yaebin paralisada ainda com a arma em punho, em claro estado de choque.

 

O resto da equipe de resgate chega logo em seguida comandado com Joshua, mas Wonwoo o impede eles de avançarem, explicando que já tinha acabado o sequestro. A equipe então corre para socorrer Minkyung, enquanto Irene e Nayoung se aproximam das irmãs Kang. Irene rapidamente se aproxima de Seulgi, mas antes que possa dizer alguma coisa, a Kang mais velha manda ela cuidar de Yaebin, Stone começa ajudar Seulgi.  Com isso, Irene vai lentamente até a loira se ajoelhando ao lado dela e tirando o revólver que ainda estava rígido em sua mão. - Acabou, Yaebs… - Irene sussurra guardando a arma no lugar de origem, antes de abraçar a mais nova que demorou para ter alguma reação.

 

- E-e-eu...Não… Irene, eu…. Eu não queria… Mas ela… Eu avisei… Pedi para se afastar… Eu pedi… Irene. - A loira tremia nos braços de Irene, que apertava com força fazendo um carinho em sua cabeça. - E-eu não podia… Era a Seulgi… Eu não podia deixar… - As lágrimas da Yaebin começaram a escorrer por seu rosto de forma desesperada, enquanto escondia o rosto contra o corpo de Irene.

 

- Shhiii, eu sei… Você só fez o necessário para proteger, eu sei… - Irene sussurrou tanto trazer conforto a assustada Yaebin. Por mais que ela e Yuha não tivessem nenhuma relação que pudesse chamar de irmã, ainda assim dividiam aquele vínculo, por mais ódio que tivesse nunca iria querer matá-la, mas nunca deixaria de proteger as pessoas que amava, especialmente sendo Seulgi seu único vínculo com amor de família que tinha o mesmo sangue que o seu.

 

Em pouco minutos o local estava lotado de gente, membros da equipe de Joshua inspecionavam o lugar procurando coisas importantes que Yuha possa ter deixado para trás, especialmente seus contatos com a máfia inimiga. A mãe de Minkyung chegou minutos depois com diversas equipes médicas com membros da Pledis, que rapidamente foram cuidar de Minkyung e Seulgi. Por mais que Yaebin estivesse ferida também, estava assustada demais para sair da proteção de Irene. A jovem já havia lidado com a morte algumas vezes na sua profissão, mas foi tentando salvar a vida daquelas pessoas, tirar uma vida e da própria meia irmã, havia abalado de verdade a loira.

 

- Yaebs… - A voz de Seulgi fez a jovem despertar do seus desespero, mas agora estava em pânico, como poderia encarar a mais velha depois atirar na sua irmã? Relutante soltou o tecido da roupa de Irene, se afastando lentamente da sua “mãe”, mas sem levantar o olhar pronta para ouvir Seulgi gritar consigo. Quando notou a movimentação da mais velha fechou os olhos com força e se encolhendo já esperando esperando que ela lhe batesse, mas para a sua surpresa isso não aconteceu, antes que pudesse compreender o que estava acontecendo sentiu os braços de Seulgi em volta do seu corpo, lhe abraçando no seu típico abraço de urso. - Eu sei que deve ter sido difícil para você… Eu realmente sou grata por ter me salva, Yaebs. Obrigada por ter feito o seu melhor. - O tom doce da irmã, mesmo que estivesse sofrendo também, fez o coração de Yaebin relaxar um pouco, tudo que não queria era passar a ser odiada por Seulgi.

 

- E-eu não queria, Seul… Eu realmente não queria…

 

- Eu sei, Yaebs. Por mais difícil que seja aceitar isso, tudo foi uma escolha dela… E ela deixou isso bem claro. - A amargura e decepção de Seulgi ainda eram clara em sua voz, fazendo Yaebin se sentir ainda mais triste pela irmã mais velha, mas tudo que podia fazer era agradecer que Seulgi estivesse viva. Assim que as duas se separaram, parece que a loira conseguiu raciocinar um pouco melhor, logo olhando em direção a cadeira de Minkyung e para seu desespero ela não estava lá. A loira tentou se levantar de uma vez, mas seu corpo gritou contra fazendo a loira gemer ao se ajoelhar, com lágrimas de dor estampando o canto dos seus olhos, sendo apoiada por Irene para não cair.

 

- Ela está bem, só está um pouco dopada ainda. - A voz de mãe de Minkyung chamou atenção do grupo, já que ela vigiava de longe Rena, já esperando por alguma reação assim. - Já encaminhei ela pro hospital, apenas para alguns exames… Mas ela parece que não sofreu ferimentos. Já você… - A matriarca dos Kim se aproxima com cuidado de Yaebin levantando um pouco a sua camisa. Você realmente não sabe ficar longe de encrenca… Mas pelo visto não machucou muito mais do que estava, mas agora as dores voltaram. Vou medicar e depois você vai para casa. - Yaebin apenas concordou com a cabeça, aliviada de não precisar ser internada de novo.

 

A mãe de Minkyung sinalizou para Irene levar ela para uma das ambulâncias para poder aplicar a medicação, mas parou antes. - Eu realmente estou grata a vocês por terem salvo a minha filha mais uma vez, especialmente você, Yaebin. Se arriscou mesmo nessas condições, apenas para trazer a minha filha de volta. Sabe, quando eu soube que a minha filha estava apaixonada por uma irregular, eu realmente não entendi o motivo, mas hoje eu vejo que ela teve realmente muita sorte de ter você.

 

- Não é você a garota da Minkyung… É Kim Minkyung que pertence a Kang Yaebin, você é a única que é certa para ser a namorada dela.

 



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