História Sem escolhas - Capítulo 12


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Categorias Inuyasha
Personagens Inuyasha, Kagome Higurashi, Kagura, Rin, Sesshoumaru
Tags Drama, Hentai, Inugome, Inuyasha, Paixão, Romance, Sesshirin, Sesshogura, Youkais
Visualizações 157
Palavras 2.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


o capitulo esta bem "levinho".
Espero que gostem :)

Capítulo 12 - Tentando cessar com as hostilidades


Kagome:

Haviam se passado dois dias desde o meu /noivado e minha amiga Sango estava dormindo na minha casa devido à quantidade de jovens que estavam acampando na mansão e mesmo assim eu estava praticamente me mudando para o meu escritório no hospital, agradeci mentalmente quando Hojo me pediu para trocamos de plantão mesmo sabendo que isso se devia ao meu noivado eu não conseguia deixar de pensar que tudo o que eu precisava era ficar longe da bagunça que estava ao meu redor, agora estou aqui sentada em minha cadeira encarando a tela do meu monitor tentando montar uma lista de convidados, devo dizer que essa tarefa consegue ser mais difícil do que efetuar um transplante de coração, batuquei minhas unhas na mesa e encarei o lindo buquê de narcisos que havia recebido assim que sai da minha última cirurgia, ou seja, a quatro horas atrás sorri ao pensar que ainda existem homens desse tipo, que se importam a ponto de mandar flores e ainda por cima com um cartão, mesmo que eu diga que não precisa e que eu amo o que faço além de ser meu trabalho, jamais recusaria um presente tão delicado e atencioso. Encarei o relógio a minha frente e percebi que por mais que quisesse postergar minha volta para casa seria em vão, eu já estava a 48hs no hospital, respirei fundo antes de me dar por vencida. Peguei minha bolsa, o buquê e caminhei lentamente até a porta do meu escritório, encarei novamente o cartão perfumado e resolvi abri-lo:

 

Muito obrigado por salvar minha vida, ela é tudo para mim, sem ela eu teria perdido minha única chance de redenção.

Espero que goste das flores .

Atenciosamente senhor N. Toshigawa

 

Realmente era muito cavalheirismo da parte do senhor Toshigawa aspirei o perfume dos narcisos e a passos lentos segui até o elevador, meus pensamentos estavam distantes, tudo o que havia em minha mente era um ardente desejo de sumir mas, como nada do que eu queria no momento era possível resolvi não pensar mais.

- Doutora Higurashi o que faz aqui? Se o Doutor Yamada descobrir que a senhorita ainda não foi descansar é capaz de ter um treco na gestão do hospital – Miranda a secretária-geral estava tentando me expulsar do meu plantão de 48hs e se continuasse assim provavelmente me mudaria pra cá até os meus problemas terminarem.

- Não se preocupe Miranda eu já estou indo, prometi pra ele que iria embora hoje – sorri e continuei a andar em direção a saída.

- Ah antes que eu me esqueça um homem maravilhoso esta a sua espera no estacionamento! - revirei os olhos com a falta de discrição dela, Miranda sempre foi avoada quando o assunto lhe interessava

- Miranda! Você sabe muito bem que não é permitido a entrada de pacientes ou desconhecidos no estacionamento privativo a repreendi como se fosse uma criança, Miranda possuía 20 anos e as vezes me tirava do sério com suas ideias, mas ela também era sobrinha do meu chefe então não havia muito o que fazer a não ser repreendê-la.

- Eu sei mas… ele não é um desconhecido. Eu perguntei se ele queria que eu a chamasse quando chegou, ou seja, a umas duas horas atrás mas ele negou alegando que não havia problema algum em esperá-la – os olhos cor de mel cintilaram enquanto me relatava o ocorrido.

- Ok eu vou ver quem é, e espero que não seja uma brincadeira do Shippo ou do Souta pois, não estou com cabeça pra isso – me despedi e passei pela porta indo em direção ao meu carrinho querido e foi impossível conter minha cara de espanto ao vê-lo ali, os cabelos prateados bem arrumados e o a roupa social intacta – O que faz aqui Inuyasha? Não vê que estou ocupada?

- Bom tarde pra você também, eu liguei duas vezes mas as minhas chamadas foram ignoradas então a contragosto tive que vir aqui.

- E o que você quer? Não entendeu que se eu não atendi é porque eu não quero falar com você?- passei por ele ignorando-o totalmente, abri a porta do carro e coloquei o buquê de narcisos no banco detrás.

- Mulher.. não me provoque- passou a mão pelos longos fios prateados.

- Ou você vai fazer o que? Vai me carregar de novo como um troféu ou dessa vez vai preferir dar uma de homem das cavernas? - De fato eu estava me divertindo, observei-o entrar no carro e se sentar no banco do carona.

- Qerendo ou não nós temos que discutir os assuntos pendentes desse compromisso, então querendo ou não você vai ter que me aturar- revirei os olhos com aquilo.

- Se você fosse um pouco mais educado seria mais fácil, parece que sente prazer em ser desagradável! - liguei o carro e sai do estacionamento, meus planos de ir para casa foram por água a baixo.

- Ok mulher… que tal nos sairmos para almoçar, ai resolvemos isso de uma vez – aquilo era um convite? Será que ele é capaz disso.

- E pra onde você pretende ir ?

- Me deixa dirigir que eu te mostro – gargalhei ao ouvir aquilo, tá pra nascer o homem que vai dirigir o meu carro.

- Não, se vamos almoçar iremos ao meu restaurante favorito a não ser que você prefira comida tradicional.

- Faça como quiser! - encarei aquela birra como um pedido e pisei no acelerador respeitando o limite de velocidade.

………..…………………………………….

 

Assim que chegamos no Takeda Palace foi impossível não ficar boquiaberta ao saber que Inuyasha já havia reservado uma mesa para dois, logo me ocorreu que desde o começo ele planejou me trazer aqui, respirei fundo mantendo minha postura de sempre e seguimos o maître ate a mesa reservada, diferente do que eu imaginei cada atitude do Inuyasha era calma e educada, desde o ato de puxar a cadeira para mim até suas perguntas sobre o que eu gostaria de comer, fizemos nosso pedido tranquilamente e depois nos concentramos no que realmente importava: o maldito contrato de união que assinamos.

- Então Inuyasha, me diga de uma vez por todas o que você que discutir sobre o contrato.

- Mulher – bebeu um pouco do vinho que nos foi servido – Temos que decidir tudo sobre esse casamento, já que ocorrerá daqui a cinco dias a partir de hoje.

- De fato eu não estou conseguindo montar a lista de convidados, não gosto de eventos enormes e um casamento mesmo sendo de fachada deveria ser reservado.

- Nisso concordamos – puxou do bolso do casaco social um envelope e me entregou – Ai estão os meus vinte convidados e como não gostamos de eventos grande podemos fazer a festa no cassino se quiser.

- Mais uma coisa, nada de cerimônias religiosas, seja budista, cristã ou tradicional japonesa. Eu não quero nada disso, o casamento vai ocorrer em um jardim e la mesmo será a festa.

- Você é bem pratica né? Só esqueceu que nossas famílias são religiosas.

- Eles poderiam ser o próprio Kami sama, mas que vai se casar sou eu logo quem decide sou eu – sorri ironicamente para a expressão nula no rosto dele.

- Ok se você prefere então que assim seja, aproveitaremos o jardim da nossa futura casa para o casamento.

- Casa, que casa?

- Hué mulher esqueceu que temos que morar juntos durante um ano?

- Não, só que pra mim íamos alugar uma casa, não havia necessidade de construir uma.

- Eu comecei a construção dessa mansão a dois meses atrás, mas tive alguns problemas na execução enfim… ela ficará pronta duas semanas após o nosso casamento- não gostei nem um pouco daquilo, eu realmente odeio casas enormes e por esse motivo que moro em um flat de tamanho médio – Você tem alguma coisa a dizer sobre a casa, porque pela sua cara pare que detestou a ideia.

- Na verdade não, só me pegou desprevenida, agora acho que acabamos por aqui não é, afinal eu percebi que você gosta muito de vermelho e eu de verde então escolhi uma cor neutra para a festa e só faltava decidi isso mesmo, escolhi tons de champanhe, algo a declarar? - tomei minha taça de vinho pensando em como gostaria de estar em Mônaco em vez de presa no Japão.

- Não me importo com esses detalhes – essas foram suas últimas palavras antes de nossa refeição chegar, degustamos com bastante calma e num silêncio profundo já que não nos conhecemos para iniciar uma conversar e muito menos vontade para tal ato.

- Você tem mais alguma coisa para discutir? Pois eu estou ocupada – perguntei enquanto me deliciava calmamente com um delicioso creme brulê e ele apenas encarava a sobremesa em seu prato com desdém.

- Sim, aonde quer passar a lua de mel mulher – tive que segurar meu riso com aquela pergunta descabida.

- Não haverá lua de mel ou você acha mesmo que eu vou pra cama com você?

- Eu não estou me referindo a sexo maldita… e sim as aparências, vamos esta recém-casados – seus braços cruzados em torno daquele peitoral forte me deram a melhor ideia que podia ter naquele momento.

- Iremos para Mônaco, uma semana deve esta de bom tamanho, não posso me ausentar mais do que isso.

- Pelo jeito você não leu o contrato direito – senti seus olhos ladinos devorarem minha pele e um sorriso malicioso passar pelos seus lábios.

- É claro que eu li, deixe que da minha parte cuido eu – foi impossível não sentir vergonha com seu olhar intenso sobre mim.

- E mais uma coisa, você não deveria aceitar presentes de outros homens sendo que esta noiva – por um minuto eu não entendi suas palavras – O buquê mulher…

- Ah isso, então você sugere que eu recuse esses gestos tão belos? - cruzei minhas pernas e relaxei meu corpo na cadeira sem perder a postura.

- Exatamente.

- Então continue esperando, porque pelo que vi até agora você é incapaz de dar flores a uma mulher, nesse caso eu vou continuar aceitando cada buquê que estiver em minha sala.

- Não me provoque maldita…

- Você mesmo acabou de comprovar minhas palavras, espero que até o casamento você aprenda o meu nome, não é mulher ou maldita e sim Kagome, vá praticando até o dia do nosso casamento, quem sabe assim você melhora – ironizei novamente, eu não estava com vontade de brigar – E então terminamos?

- Sim, não temos mais nada para conversar – pagou a conta e seguimos para a saída onde meu carro já me aguardava e por mais estranho que fosse esse almoço ainda conseguiu ser agradável.

- Obrigada pelo almoço, foi uma experiência bem interessante – agradeci enquanto ele abria a porta do carro pra mim, me acomodei no banco do motorista e esperei que ele entrasse, lhe daria uma carona já que viemos até aqui.

- Não irei com você mulher, tenho outros compromissos – sorri ao ouvir aquilo já que não teria mais que aturá-lo, liguei o caro e me preparei para dar partida porém senti uma mão forte no meu volante o que me fez encará-lo – Eu ainda não acabei! - sua companhia é bem agradável apesar do seu cheiro doce e irritante.

- Você é realmente péssimo com as palavras – revirei os olhos com aquilo e liguei novamente o carro, comecei a manobrá-lo com cuidado e pude perceber pelo retrovisor a face irritadiça do meu futuro marido, resolvi dar uma trégua para poder escutá-lo pois estava claro que ele não havia conseguido se expressar, apenas desliguei o carro e olhei dentro daqueles orbes âmbares procurei ao máximo deixar de lado minha raiva.

- Me desculpe por ter te tratado daquela forma – o pedido de desculpa me deixou muito surpresa, eu não imaginava que ele fosse capaz de tanto – Eu espero que você tenha ouvido mulher pois eu não vou repetir...- apenas liguei meu carro e dei a partida em direção a minha casa, meu dia havia sido longo demais para lidar com a temperamento complicado dele afinal daqui a cinco dias eu teria um ano para conviver com a fera.

 

Inuyasha:

Cada vez que fico perto dessa mulher percebo o quanto nossa convivência será impossível, ignorei meus pensamentos e pedi para o manobrista trazer o meu carro, eu posso não conhecer aquela mulher mais tinha certeza que ela recusaria entrar em meu carro, assim que o mesmo foi estacionado na minha frente eu apenas segui meu caminho até o Riviera Palace, concorrente direto do Takeda e também o lugar favorito dos malditos a quem chamo de amigos.

- Demorou em cachorrão! Achei que não viesse mais, por acaso ficou preso entre as pernas de alguma moça? - Miroku gargalhou da própria pergunta estúpida.

- Eu estava ocupado e então o que você queria com tanta urgência e porque então todos aqui? Corri meus lhos pela mesa dando de cara com Sesshoumaru e Kouga que apenas me olhavam com um desdém costumeiro e recíproco.

- Oras, você vai casar meu amigo. Não é todo dia que isso acontece então temos que aproveitar!

- Miroku seu desgraçado, eu vi pra cá correndo achando que você tinha algo sério pra me dizer, algo sobre o cassino e tudo o que você quer é bolar uma merda de uma despedida de solteiro?!

- Sim – Respirei fundo sentindo o cheiro forte de álcool, como pode meu sócio esta a beira da embriaguez as 15hs da tarde.

- Que perda de tempo...

- Hum… pare de resmungar feito um bebê e decida de uma vez o que faremos na sua despedida de solteiro, eu tenho compromisso deveras importante – meu intolerável irmão folheou a catálogo de bebidas despreocupado.

- Ande logo com isso Inuyasha, pegou um dos melhores partidos da cidade e deveria esta comemorando como se tivesse ganhado na loteria mas ao invés disso esta ai com cara de cachorro morto

- Kouga seu desgraçado, você diz isso porque casou com uma da sua espécie…

- Sendo da sua espécie ou não ela vai ser sua fêmea, então pare de palhaçada e ande logo com isso, eu e Sesshoumaru temos um compromisso.

- Eu já ouvi que vocês estão ocupados, diga-se de passagem se estavam tão ocupados porque vieram?

- Porque você nos escolheu como seus padrinhos idiota! - esse lobo está começando a me tirar do sério.

- Rapazes se acalmem, eu tenho aqui em minhas mãos as seis melhores e mais caras casas de stripper onde podemos ir - Miroku sorriu ao me entregar os folhetos que eu fiz questão de folheá-los e deixar em cima da mesa.

– Não há o que comemorar, além do mais eu já tenho planos para daqui a dois dias então façam o que quiser.

- Você não pode esta falando sério Inuyasha, se casa daqui a cinco dias e vai passar sua despedida num cemitério! - observei meu irmão e o lobo saírem do lugar por mais estranha que seja a nossa amizade o respeito por aquilo que julgamos doloroso sempre foi mantido.

- Miroku, eu viajo amanhã e só volto no sábado então pare de falar o que não deve e aproveite para ir pra casa, você está cheirando a bebida – ele realmente está na fossa por causa da exterminadora mas agora eu não poderia me preocupar com isso afinal as palavras de Toutousai ao telefone foram bem preocupantes e estava mais do que na hora de eu visitar aquele velho resmungão.


Notas Finais


Um capitulo levinho no meio de tanta treta XD


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