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História Sem Limites - Capítulo 5


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Notas do Autor


Me desculpem por não ter adiado a história logo ontem, tive alguns imprevistos, mas aqui estou eu nessa madrugada de segunda-feira trazendo mais um cap betado. A fic está crescendo mais e mais a cada dia e isso é ótimo. Amo todos vocês que estão acompanhando ❤

~Credito aos fanArtistas~
~cap betado~

Sem mais delongas, boa leitura

Capítulo 5 - Cicatrizes


Fanfic / Fanfiction Sem Limites - Capítulo 5 - Cicatrizes

Duas semanas se passaram voando, à cada dia Sakura ficava mais próxima de mim, mas também meu estado ficava pior, os sonhos com meus pais se tornaram frequentes e as crises de ansiedade também, passei a ir na psicóloga toda semana e a rosada sempre estava lá comigo, ela alegava que eu precisava de alguém que me ajudasse e estivesse comigo em qualquer momento. Bom, acho que ela estava certa. 


Nesse meio tempo Sakura também me ajudou a arrumar um apartamento e começou a frequentar mais as aulas -acho que ela matava algumas ainda, mas pelo menos estava indo- ela parou de andar com alguns amigos e começou a me dar preferência em sua vida, onde eu ia tinha uma certa rosada atrás e era bom estar com a menor.


Era domingo e diferente dos outros dias em que eu iria para a casa do meu irmão, eu estava com Sakura terminando de arrumar minhas coisas para o novo apartamento. 


–Acho que tá tudo nas caixas! -ela falou limpando a testa com as costas da mão. 


–É, acho que já podemos ir. -falei me levantando do chão e olhei todas aquelas caixas. 


Suspirei cansado, logo depois eu e a rosada começamos o trabalho de levar tudo para o meu carro. 


Por sempre estar comigo, as pessoas começaram a inventar boatos sobre Sakura ou olhar torto para ela quando nos viam juntos, ela não ligava, mas eu sim, não queria que inventassem boatos maldosos sobre ela. 


Colocamos tudo no carro e seguimos para o meu novo apartamento, era longe da faculdade, mas em um bairro calmo e sem muita movimentação. 


Quando chegamos lá, ficamos um bom tempo arrumando tudo no devido lugar, mas felizmente conseguimos antes do almoço. 


Sakura e eu nos jogamos no sofá e ficamos em silêncio olhando para o nada, até que ela resolveu quebrar o silêncio. 


–Quer ir almoçar lá em casa? -Sakura me perguntou. 


–Hã… Acho melhor não. -tentei uma desculpa, eu não gostava de ir na casa das pessoas incomoda-las. 


–Ah, para Sasuke,vai ser legal e só minha irmã de três anos está em casa então você não vai ter motivos para ficar desconfortável. -sorriu ela gentil. Já disse que o sorriso dela é belíssimo? 


Pensei um pouco no assunto, eu sabia muito bem que Sakura não ia parar de insistir até que eu aceitasse, então resolvi aceitar seu pedido, aliás, negar não adiantaria de nada.


Tranquei o apartamento e enquanto estávamos no elevador Sakura não parava de cantar a musiquinha que tocava, era engraçado vê-la daquele jeito, ela era divertida.


O elevador parou e a rosada correu para o carro, eu fui à passos lentos até lá e quando pensei em pegar a chave do carro, Sakura enfiou a mão no meu bolso a pegando primeiro. 


–Ei! -a olhei sério. 


–Eu vou dirigir hoje. -fez um bico com uma cara pidona. 


–Tá, tá. -revirei os olhos com tédio, se tem uma coisa que aprendi sobre Sakura nesse tempo, foi que ela sempre vai conseguir me convencer de alguma coisa com aquela carinha de piedade. 


Entrei no carro e logo depois saímos da frente do meu apartamento. 


Fomos escutando uma música que só Sakura sabia cantar até a casa dela. 


Quando chegamos ela desceu e eu fiz o mesmo logo em seguida, entrei atrás dela e fiquei encantado com a decoração de sua casa. 


–Vem cá. -Sakura chamou entrando em um cômodo que eu julgava ser a cozinha. 


Me sentei em um banquinho da ilha da cozinha e fiquei olhando Sakura pegar algumas coisas na geladeira. 


–Você come tomate? -ela me perguntou erguendo um tomate na minha direção.


–Como. -respondi sem muito interesse, mas por dentro eu tava pulando de alegria, aliás para mim tomate era a melhor coisa que podia existir no mundo. 


A de olhos cor esmeralda pegou umas panelas e facas nos armários, depois colocou tudo sobre o balcão perto da pia. 


–Vai vir me ajudar ou só vai ficar olhando? -gentil como um coice de cavalo. 


–Não sei cozinhar, minha dieta se baseia em pizza, miojo e hambúrguer. -dei de ombros. 


–E você acha que eu sei cozinhar? -ela riu divertida. 


Estar com Sakura era bom, com ela eu conseguia esquecer um pouco dos meus problemas e naquele dia não foi diferente. 


Tentamos fazer uma torta de frango acompanhada de salada de tomate e alface, a cozinha ficou uma tremenda bagunça, mas o clima tenso foi na hora de experimentar. 


Nos sentamos na mesa, Sakura em uma ponta e eu na outra com a torta no meio da mesa, ficamos olhando para a forma com o alimento quente, mas não tínhamos coragem de experimentar. 


–Anda Sasuke, pega o primeiro pedaço! -Sakura mandou. 


–Eu? Por quem tem que ser eu o primeiro à comer? -perguntei incrédulo. 


–Porque eu sou jovem demais pra morrer. -a rosada foi dramática como sempre. 


–Você é um ano mais nova que eu. -revirei os olhos com sua atitude dramática.


–Mas eu tenho uma irmã pequena pra cuidar. - ela rebate.


–E eu tenho meus sobrinhos. - rebato da mesma forma.


Ficamos nos encarando por mais um tempo, até que decidimos comer a torta ao mesmo tempo, Sakura se serviu e depois me serviu, voltou ao seu lugar e fitou a torta no prato igual a mim. 


–Vamos lá, né? -a rosada sorriu amarelo. 


Fiz o mesmo e peguei o garfo, peguei um pedaço logo depois levando o talher a minha boca, no começo eu mastiguei com receio de estar ruim, mas pra falar a verdade estava muito boa mesmo. 


–Isso aqui tá muito bom! -falei colocando em seguida outro pedaço na minha boca. 


–Fui eu que fiz, né? -se gabou sorrindo.


–Nós fizemos, Haruno. -sorri de canto.


–Sim Uchiha, nós fizemos! -ela também sorriu. 


Comemos tudo tomando Coca-Cola e conversando sobre coisas aleatórias. 


Depois do almoço eu ajudei Sakura a lavar os pratos e depois fomos para a varanda da casa dela, tinha um balanço e ela se sentou lá enquanto eu a empurrava. 


–O que vamos fazer agora? -ela perguntou entediada. 


–Bom, acho que vou embora. -falei dando de ombros.


–Não vai não, acabei de ter uma ideia do que vamos fazer agora. -sorriu diabólica. 


–E o que é? - perguntei com receio.


–Vamos assistir filmes da Barbie! -decretou e depois se levantou do balanço me arrastando de volta para dentro da casa. 


Sakura colocou na televisão da sala uma maratona de oito horas de Barbie, era uma tortura, ainda mais quando ela começava a cantar as músiquinhas. 


Já estava no terceiro filme e Sakura estava bem próxima de mim, era meio constrangedor, mas ao mesmo tempo bom tê-la ali. 


Eu olhava para ela as vezes, mas em uma dessas vezes meu olhar foi para o seu anti-braço. 


–Sakura? -a chamei. 


–Hm? -a rosada me olhou desinteressada. 


Não dei uma resposta, simplesmente olhei novamente para o braço e ela acompanhou meu olhar e logo depois escondeu os braços atrás das costas. 


–Não fala pra ninguém. -pediu. 


Eu nunca imaginaria que Sakura fazia uma coisa daquelas, as cicatrizes eram fundas e grossas, como se tivesse colocado muita força quando tentou se cortar. 


–Por que você fez isso? -perguntei. Sei que não devia perguntar mas eu estava preocupado com ela. 


–Todos já tivemos problemas, não é? -sorriu fraco –Só… Esquece isso. 


Quem diria que a garota que vive dizendo que devemos aproveitar a vida ao máximo, já sofreu no passado.


E assim como ela pediu eu esqueci, não fiz mais perguntas e tentei ignorar até onde consegui. 


No fim da tarde eu voltei para o apartamento, e mesmo depois de ter vistos as cicatrizes dos seus braços Sakura continuou feliz, não era fácil o humor da rosada mudar. 


Quando cheguei no meu apartamento tomei um banho quente e logo fui para o meu quarto, fiquei jogando no pc comendo miojo como em todos os dias. 


Ignorei o dia todo as mensagens de Itachi perguntando onde eu estava e agora que eu só tinha cabeça para Sakura, com toda a minha certeza não responderia. 


A rosada em um ponto era como eu, mas, por que? O que levou a garota feliz a fazer uma coisas daquelas? Eu queria saber, mesmo que isso não fosse da minha conta, queria ajuda-la do mesmo jeito que ela me ajudou nessas últimas semanas.



Notas Finais


Beijos e até o próximo


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