1. Spirit Fanfics >
  2. Sem mais... >
  3. Oneshot

História Sem mais... - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


"Que a leitura penetre no interior de sua alma, que ela arranque do profundo do seu interior suas maiores reflexões..."

Bom gente, estava eu aqui relembrando várias experiências minhas de vida ( não é muito não kkkk). E esses dias eu entrei em um projeto do Instagram, o #SosVidas, criado pela dona do Fã clube @meuvicioriverdale (sigam essa deusa lá pfv). Ela sofre de depressão e ansiedade, resolveu criar esse projeto afim de trazer benefícios as pessoas que possam estar passando pelos mesmos problemas. Assim reuniu mais de 90 fã clubes de diversas séries e/ou bandas, músicos que se comprometeram a ser o anjos virtuais do projeto. E eu, é claro, decidi fazer parte com o meu fã clube no Insta ( aproveitando aqui, sigam lá! @serpentz.lodge ). Vi diversos relatos de diversas pessoas, com isso vi que é algo que infelizmente está se tornando comum em todo Brasil. Vi amigos meus mesmo dizendo o quão a autoestima deles estava baixa e quanta vontade de morrer eles tinham...

Depois de algumas pesquisas resolvi trazer uma fanfic com esse tipo de tema pra vocês, confesso que já queria abordar esse tema faz alguns meses. Espero que gostem!

P.S.: Fiz uma playlist no Spotify pra combinar, leia com atenção enquanto desfruta do doce e melancólico som da melodia. Link nas notas finais!

Capítulo 1 - Oneshot


Fanfic / Fanfiction Sem mais... - Capítulo 1 - Oneshot

“Depois?

Depois o café esfria
Depois a prioridade muda
Depois o encanto se perde
Depois o cedo fica tarde
Depois a saudade passa

Ahhh, depois tanta coisa muda...”

‒ Autor desconhecido.

 

— Ótimo! É isso que você quer? Então vai em frente e faça! Jogue-me no lixo e me destrua em vários pedaços, me pise e me humilhe se isso te faz melhor. — Nós duas já estávamos cansadas demais para mais argumentos.

— Não, Verônica. É isso que eu preciso, eu estou tão cansada...

— E você acha o quê? Que eu não estou cansada de tanto pedir pra fazer parte da sua vida, e você simplesmente me joga fora. Aliás, eu percebi que faz isso com todos ao seu redor, até com a porra dos seus pais.

— Sim, eu faço isso, e tenho meus motivos...

— Motivos? Vai falar o quê agora? Que ta com essa depressãozinha de merda que você inventa para fugir da realidade de ser uma covarde!?

Eu já tive essa conversa com ela, às mesmas palavras, o mesmo local, mas da outra vez teve um fim “bom”, ela disse que me amava demais para me deixar aos putrefatos do mundo. E veio me oferecer uma bandeira de paz. E eu não neguei, era um caminho sem volta, era como um abismo agudo, só para mim.

Era fundo, era e é.

Mas agora acabou, e dando as costas, retirou-se da pequena sala fechando a porta, que agora parecia tão distante.

Deixei que meus ombros caíssem, que meu cabelo bagunçasse a vontade, que minha roupa se amassasse na cadeira confortável, que as paredes me engolissem.

Oh! Como eu queria que me engolissem!

E mais uma vez é apenas eu e a culpa, minha velha amiga. Faz-me companhia toda noite, e eu amo-a como nunca amei ninguém, eu a quero como ela me quer, eu a desejo, eu necessito dela.

Eu sou ela.

E as paredes se fecham em mim, a respiração falha, meu corpo sacode, e é uma corrida mortal. Minha mente gira, até minha barriga dói.

“E se ela não quiser mais tentar me ajudar?”

Eu não preciso da ajuda de ninguém, eu só quero a mim mesma novamente, eu só quero a mim! Eu preciso de mim! Eu quero conhecer a mim!

“As pessoas já perceberam?”

Eu desejo que sim. Alguém consegue me ver? Eu preciso que me vejam! Ei! Eu estou gritando, eu estou me debatendo, e não há alma alguma para me ver.

Eles fecham os olhos para mim, eles querem me ver, mas não é à hora. Eu não posso, eu não quero. Eu desejo, eu preciso! Droga, não.

Não há mais ninguém aqui, pois eu quebrei todos...

E eu lembro como quebrei...

Eu me lembro de seus olhos cheios de ódio, mas eu não queria fazer aquilo.
Eu cedi, passei tanto tempo com esse peso, algumas toneladas a mais só iriam me quebrar, por mais que algo que já está estilhaçado não possa ser quebrado. Eu já nem tenho lágrimas, viraram gelo, grandes blocos que ocupam o pequeno espaço em que junto coloquei todos os que me rodeavam. E eu os sinto morrer, sinto-os parar de respirar, não há mais chama, não há mais gritos...

Pois eu corroí tudo, eu acabei com tudo, eu estilhacei e fui hipócrita. Eu fiz isso. 

Oh, destino. O que preparas a mim?

Com um coração de gelo puro, minha alma se afoga e se congela. Não há mais fogo, não há chama, não há brasa. E ela fita-me incrédula. Eu aceno, ela chora. Eu sorrio, ela nega. Eu estendo a mão, ela a corta. Eu digo “eu te amo”, e ela só me encara. Ela diz “eu te odeio”, e eu respondo “todos odeiam, mas todos me amam, e eu me odeio também, talvez devêssemos casar.”, ela ri de mim. É errado?

O pior é saber que me perdi de mim mesma, a quem eu quero enganar?

Foi assim que perdi todos, eu mostrei minha angústia uma vez, e riram de mim. Disseram-me “Você é apenas uma menina, ainda há um mundo inteiro para descobrir.”, E eu acreditei, mas o ano se passou demoradamente, e eu chorei, não uma, mas várias vezes. E eu chorei tanto, e assim como os dias melhores chegavam, eles iam embora. Doce ilusão, eu me deixei chorar e implorar aos céus, ao mar, aos deuses, eu implorei a todos.

Ao meu redor o mundo caía, pessoas se matando , outras brincando com isso. Eu sentia nojo, nojo dos que brincavam, e por mais que as pessoas sentissem nojo de mim quando “brincava” que iria chegar a minha hora, ela não viram que era um pedido de ajuda?

Mas talvez elas estivessem certas, todos estavam certos, até que eu os perdi. Eu os joguei fora, e agora estou mais só do que quando as pessoas iam me faze companhia quando o choro não cessava.

 

Eles diziam “Oh, menina. Tudo vai ficar bem.”

 

“Tudo vai ficar bem”

 

“Tudo vai ficar bem”

 

“Tudo vai ficar bem”

 

“Tudo vai ficar bem”

 

Mas nunca ficou, só piorou. Eles prometeram! Eles fizeram juramentos, mas nada acabou, só eu. Eu me acabei, eu me destruí.

 

...

 

Isso poderia ser evitado...

 

...

 

E eu gosto disso, eu poderia dizer que não, mas eu me apaixonei.

Apaixonei-me pela dor, eu gosto dela, é a minha droga. Não digam que é algo doentio, eu nunca estive tão sã na minha vida. Pois quando vocês somem, ela fica comigo, eu tenho uma família.

Dor;

Ódio;

Angústia;

Lágrimas;

Ansiedade;

Vazio;

Dor.

 

Eu nunca estive melhor, caindo e recaindo mais de cinco vezes por dia, é lindo, não é? Posso encher uma piscina cheia de grandes modelos e milionários, com minhas lágrimas, que já não caem mais.

 

Venha, seja bem vindo! Ao meu inferno particular!

Eles dizem: “Não se corte”, amor, pra que o corte quando se é a própria lâmina?

“Não brinque com a morte”, amor, eu sou a morte.

“Saia da beira”, amor, eu moro nela.

“Você não sabe o que diz”, amor, por isso eu canto.

 

...

 

Eu gosto disso, e você não pode me privar disso. Pois eu descobri o amor verdadeiro...

 

...

 

Desculpe-me, bata-me, crucifique-me por isso. Eu não sei o que digo, eu sou tão inútil, eu só falo besteiras, eu não sou assim...

Essa não sou eu!

Não sei quando foi que me tornei tão fria, tão sem sentimentos, onde está o meu eu? As pessoas não vêem? É óbvio que não, estão preocupadas demais com seus problemas, assim como eu, estão cheias.

O mundo não precisa disso...

Mas se elas não têm coragem, eu tenho...

— Betty...

— Jughead? O que foi? Veio me dizer também o quão inútil eu sou? Pode dizer, sou toda ouvidos a você, meu amor.

E mais uma vez, ódio em seus olhos...

— Você não mudou nem um pouco? — Fiz que não com a cabeça. — Sério isso? Ah, Deus! O que fazer com você garota? Você não pode ter pelo menos um pingo de sentimento nem por um momento da sua misera vida? Essa não é a Betty pela qual eu me apaixonei, não é a que eu conheci... — Cada palavra dele me doía...

Eu tentei mudar! Eu tenho sentimentos! Eu só... Só estou quebrada....

— Então talvez você não tenha me conhecido...

Não! Droga! Por que eu tive que dizer isso?

Todas as vezes, com todas as pessoas, eu faço isso. Eu descarto, e me culpo. Mas talvez deva ser melhor assim, as pessoas não merecem minha confusão, apenas eu...

— Sim? Ok, então talvez eu não tenha te conhecido mesmo, e fico feliz por isso, se não eu nunca teria amado você, Betty.

Com o coração na mão, só consegui responder:

— E teria sido a escolha mais inteligente que você teria tomado Jughead.

 

Eu me perdi...


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...