História Sem máscaras - Capítulo 1


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Categorias Batman, Superfilhos (Super Sons), Superman
Personagens Batman Jr., Damian Wayne, Jonathan "Jon" Samuel Kent, Superman Jr.
Tags Damian Wayne, Damijon, Jonathan Kent, Romance, Super Filhos, Superfilhos, Yaoi
Visualizações 111
Palavras 7.816
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorou, mas saiu.
Tô trabalhando nessa one tem mais de um mês, mas admito que algumas partes foram escritas com mais afinco do que outras, então essa fanfic, naturalmente, não é perfeita. Mas vou deixar que vocês dêem seus veredictos.

Se acharem algum "_" perdido no meio do capítulo, é porque esqueci de retirá-lo na edição. Só por curiosidade, o uso para sinalizar frases em itálico no bloco de notas.

Obs: A arte da capa desta fanfic não é de minha autoria. Eu gostaria muito de deixar os créditos aqui, mas realmente não sei quem fez essa fanart. Vou tentar preservar a assinatura do artista e, se alguém tiver alguma informação a mais, por favor, deixe nos comentários, eu ficaria muito grata.

Boa leitura
Até lá embaixo.

Capítulo 1 - Heróis não são só heróis - Capítulo Único


– Na boa, 'cê precisa parar de sair sem mim nas missões. – Jon brinca, limpando a ferida superficial no braço de seu parceiro.

Tt, já derrubei muitos antes de você sonhar que tinha poderes. – Damian responde, áspero.

– Irra! O cavalo tá solto hoje! – Brinca, colocando uma gaze sobre a pequena ferida.

Durante mais uma de suas missões bem sucedidas como Robin, Damian conseguiu imobilizar (vulgo nocautear) facilmente bandidos supostamente perigosos. Os meliantes mal tiveram a chance de lhe tocar, mas quando tocaram... Bem, um pequeno ferimento à faca e alguns socos certeiros. Mas o que importa é que ele ganhou a luta... E um pequeno machucado também, mas pra quem já morreu, um corte é lucro.

Agora ele se encontra na companhia de Jon em uma casa simples, afastada do centro de Gotham. Um presente de Bruce para o filho em seu aniversário de 17 anos. Não era nenhuma mansão, não chegava nem perto, mas era aconchegante e calma. Perfeita para um Robin que só precisa de sossego.

– Pronto, cara. Tá livre. – O azulado o solta, deixando Damian liberto. Jon até esperou um agradecimento, mas esperar algo do tipo vindo do baixinho é uma perda de tempo.

Mas, de repente...

– Obrigado. – O árabe agradece, recolocando sua camiseta.

Surpreso, Jon guarda o kit de primeiros socorros em uma prateleira alta, mas muda de ideia e o põe em um armário mais baixo, afinal, se Damian voltasse a precisar da caixinha, não a alcançaria no primeiro local.

Entediado, Damian senta-se no sofá da sala, de frente para a TV que fica acima da lareira. Jon não demorou para se juntar a ele, jogando-se no sofá.

– Então, o que quer fazer agora, Batboy? – O mais alto pergunta, rindo do olhar torto que recebeu ao chamar Damian por tal apelido.

– Escolha algo pra assistir na TV, não estou com paciência para videogame. – Sugere, descartando a primeira opção que seria escolhida pelo garoto.

– Certeza de que não quer jogar Mortal Kombat? – Jonathan insiste, sem sucesso.

Ignorado, o maior usa sua visão de calor para ascender a lareira, que ainda tinha alguma lenha do dia anterior, e toma o controle da TV, passando canal por canal, vez ou outra zoando o dono da casa pelos canais pornográficos, que foram sabiamente bloqueados com senha. No fim, Jon acabou por escolher um filme de romance genérico, já que o Wayne ralhou com ele quando quis assistir Tarzan no Disney Junior.

No atual momento do filme, o casal genérico está aos beijos numa cena na chuva. Enquanto Jon encarava tudo com um sorrisinho, não por achar fofo, mas sim pela previsibilidade, Damian permanecia sério, apenas torcendo para o maldito clichê melodramático acabar de uma vez.

– Com essa cara aí, você poderia estrelar um filme de terror. – Superboy fala, rindo e desligando a televisão, sem se importar com o final da película, que provavelmente seria tão clichê quanto toda a sua execução.

– Você certamente se acha muito bonito, não? – Responde, sem demonstrar bom humor algum. Sua expressão carrancuda e o tom de voz firme, pra não dizer agressivo, soavam frios. Parecia que Damian estava se dirigindo a um criminoso. Jon sentiu que, a qualquer momento, a gola de sua camisa seria puxada e seu rosto socado com violência.

– Só tô brincando, pode ser menos estúpido? – Jon pede, ressentido.

– Não estou sendo estúpido. – O teimoso rebate, ainda frio.

– Sim, você está. Olha, se não queria minha companhia, era só avisar. – O azulado fala, tencionando levantar, mas é impedido por uma mão em seu pulso.

– Ei... – O esverdeado começa, dessa vez num tom mais suave. – Desculpa, o dia foi meio complicado hoje.

– Ótimo, e você vai descontar tudo em mim. Sinceramente, Damian – O meio-alien volta ao sofá. – Se você vai fazer isso sempre que tiver um mau dia, me lembre de só vir te visitar quando você tirar uma folga. – Reclama, cruzando os braços.

Calmo, Damian envolve Jon em seus braços e o puxa, para que deite a cabeça em seu ombro. Relutante, Jonathan o faz, sem desfazer o biquinho de descontentamento que havia se formado em seus lábios.

– Sinto muito, o dia realmente não foi bom hoje. Gotham parece ter se empolgado nessa semana, no pior sentido. – Fala, com cansaço evidente em sua voz. Não um cansaço físico, mas sim psicológico. Evidentemente, os problemas não eram apenas as ruas de Gotham.

– Às vezes tenho a impressão de que você nunca tira a máscara. – Comenta o mais novo, se aninhando em uma posição mais confortável em seu parceiro, enquanto assistia as chamadas da lareira crepitarem. – Com quem estou falando agora, Damian Wayne... – Volta sua cabeça para o moreno. – Ou Robin?

Damian deixa um sorriso de canto escapar. A determinação de Jon em separar suas identidades era admirável, até certo ponto. Ele nunca se contentava em salvar o dia como Superboy, ele precisava tornar a vida de todos melhor como Jonathan Kent.

Sem mais, nem menos, o mais velho leva uma mão aos cabelos de Jon, os acariciando e puxando-o para um beijo delicado, sem pressa. Com cautela, Damian pede passagem com a língua, que é prontamente cedida. O ósculo se prolonga até o ar lhes faltar, fazendo o beijo ser quebrado em um estalo.

– O que você acha? – Indaga o olhos de jade, respirando pesado devido a falta de fôlego.

Ainda atordoado, Jonathan dá uma risada nervosa, sentindo seu rosto queimar.

– Pra ser sincero, ainda estou em dúvida. – Brinca o mais novo, escondendo seu rosto na curva do pescoço de Damian.

– Sinto muito, é que... – O Wayne começa, mas repensa no último minuto. – ...Gotham nunca para, Jon. Saber que eu estou aqui, parado, enquanto o crime rola solto lá fora, isso faz eu me sentir meio inútil, sabe? Como se eu estivesse falhando no meu propósito.

– "Você falhou com essa cidade." – Jon engrossa a voz, uma clara tentativa de imitar o Arqueiro Verde, mas ao ver a expressão de Damian permanecer séria, entende que não foi o momento ideal para uma piada. – Desculpe, foi a primeira coisa que pensei. – Revela.

Tt. – O moreno suspira, decepcionado, porém não surpreso. – Pelo menos você prestou atenção no que eu disse.

– Mas, falando sério, você não tem porque se sentir assim. Robin já faz tudo o que pode pra tornar Gotham City um lugar mais seguro. Mas você não pode ser o Robin o tempo todo. – Jonathan diz, segurando as mãos de seu companheiro. – Você também merece um descanso, de vez em quando. Como espera manter a ordem na cidade se não mantiver ordem aqui? – Cutuca a lateral da cabeça de Damian.

– É, talvez você tenha razão... – Sussurra, quase inaudível.

– Como é que é? – O mais novo pergunta, debochado.

– Não vou repetir, não insista.

Tristonho, Jon se agarra ao corpo do baixinho com mais força, os aproximando. Despretensioso, o Kent deposita um beijo delicado no pescoço de Damian, sentindo o de olhos jade se arrepiar inteiro.

A relação dos dois não era algo muito bem definido. Eles mantiveram uma forte amizade por 5 anos, uma relação quase de confidentes, e foi difícil criar um vínculo dessa magnitude com Damian. E assim foi... Até o azulado começar a apresentar um comportamento evasivo quando o Wayne mencionava Djinn ou seus outros casos, despertando suspeitas no Robin. Suspeitas que se confirmaram numa das cenas mais cômicas que Damian vira naqueles meses. Após os Titãs voltarem de uma missão, da qual Superboy também participou, Emiko foi discutir com Robin. Seria uma situação normal do dia-a-dia da equipe, se não fosse por Jon, que ficou durante toda a conversa abraçando o mais baixo por trás, possessivo. A equipe segurava o riso enquanto a Arqueira Vermelha tentava ralhar com seu líder sob olhares intensos. Era como se o filho do Superman pudesse ver sua alma e a estivesse julgando por todos os seus pecados. No fim, ela desistiu da conversa e saiu do recinto cautelosamente, acreditando que seria atingida pela visão de calor do meio-alienígena a qualquer momento. Todos estranharam Damian não ter afastado o Kent ou algo do gênero, mas confiaram na possibilidade do moreno topar tudo para se livrar da garota. Porém a história não era bem assim.

Nas semanas que se seguiram, Jon teve que aguentar as indiretas (muito diretas, por sinal) do garoto árabe, que não paravam de vir, não importava o quanto pedisse desculpas. Então, um dia, na Fortaleza da Atitude, o de olhos azuis decidiu dar um basta na situação deveras constrangedora, mas a conversa tomou um rumo inesperado. Naquele dia, deram seu primeiro beijo. Foi ali que tudo começou, um divisor de águas na relação. Dias tensos se prolongaram até o segundo beijo, dias em que os dois mal trocaram olhares, até Damian colocar o mais alto contra a parede, literalmente. A partir dali, estavam praticamente namorando às escondidas, e assim estão até hoje, dois anos depois. Não que tivessem vergonha do que sentiam, mas não estavam prontos para assumir aquele rótulo, muito menos estavam prontos para encarar a reação de seus pais.

– Tá tarde, acho que é melhor eu voltar pra casa, se não quiser que a mãe acabe com a minha raça. – Jon fala, espreguiçando-se. Levantou num pulo e esperou que Damian também o fizesse, mas ao invés disso, o mesmo o pegou pelo braço (déjà vu) e deu um puxão, fazendo o meio-kryptoniano cair de 4 em seu colo. – D-Damian!

– Por que não passa a noite aqui? – Pergunta o garoto prodígio, com um sorriso sugestivo. – Adoraria ter sua companhia. – Desliza sua mão das costas à bunda do branquelo.

Ruborizado, Jon pega seu celular no bolso dianteiro da calça e começa a escrever uma mensagem pra sua mãe. O moreno praticamente o devorava com o olhar, amaciando sua farta bunda e a apertando com gana, tirando um gemido baixo do Kent.

O celular vibra, indicando uma resposta à primeira mensagem. Jon sorri.

– É, parece que vou dormir aqui hoje. – Fala o mais novo, virando-se de frente para Damian, sem sair do colo do mesmo.

– Você avisou sua mãe ou pediu permissão a ela? – Pergunta o de olhos verdes, rindo em provocação.

– ... Pedi permissão. O que há de errado nisso? – Questiona, envergonhado. Fica mais constrangido ainda quando o Wayne começa a rir da sua cara.

– Oh, o bebê ainda pede permissão à mamãe pra ficar fora. – Damian debocha, recebendo um "leve" tapinha no braço. – Bebê chorão.

Evitando os protestos vindouros de Jonathan, o moreno une suas bocas novamente, matando qualquer diálogo desnecessário. Já tinha planos para aquela noite.

– Algo me diz que você não me convidou para assistir filmes e jogar videogame. – O maior constata o óbvio.

– Nada lhe escapa.

Com um riso soprado, Jon se ergue e abre as pernas, deixando uma de cada lado da cintura do mais baixo, ao passo que envolvia os braços no pescoço do mesmo.

– Gosto de você, até quando é irônico. – Declara o azulado, distribuindo selinhos na face do outro.

– Eu sei disso. – Damian fala, convencido.

Perdendo a oportunidade de retrucar, Jon desce seus beijos até o pescoço do mais velho, começando, aos poucos, a marcar a pele alheia com chupões e mordidas. Damian ofega, apalpando as coxas e a bunda do mais novo, sentindo seu corpo começar a reagir às provocações. Arteiro, Jon rebola sobre o membro do moreno, arrancando-lhe um gemido e sentindo o pau do mesmo dar sinal de vida.

– Hm... O que poderíamos fazer agora? – Jonathan questiona, com um falso tom de inocência em sua voz. Suas mãos deslizaram pelo peitoral de Damian, parando na barra da camiseta e metendo as mãos por baixo do tecido, tocando finalmente o corpo tão desejado.

– Por quê não começamos nos livrando disso? – Sugere o passarinho, também levando as mãos à barra de sua camiseta e despindo-se com o auxílio do garoto de aço.

Jon aproveita a falta de cobertura e deixa suas mãos passearem livremente sobre a pele nua, marcada com cicatrizes, algumas recentes, outras mais antigas; Jonathan adorava como elas contrastavam com Damian, com seu corpo, sua história marcada na pele, faziam parte daquele garoto que ele tanto amava.

– Quer uma foto? – Damian faz graça ao perceber por onde andavam os olhos do outro.

– Acho que eu não aproveitaria uma foto do jeito que quero. – Responde Jon, com igual tom.

Foi a vez do branquelo ser livrado dos tecidos. Damian foi cuidadoso, desabotoando a camisa xadrez vermelha de Jonathan aos poucos, com uma calma que chegava a irritar o azulado. O tecido carmesim caiu sobre o tapete, uma barreira a menos.

O mais velho delineava as curvas e músculos acentuados do outro enquanto trocavam beijos ávidos. Seus membros friccionaram por cima das calças, fazendo os garotos arfarem, o contato era cada vez mais cobiçado. Então, Damian decidiu que era hora de dar um passo a mais.

O de olhos azuis levou um pequeno susto ao sentir as mãos do mais baixo abrindo o botão e o zíper da sua jeans, e o Wayne percebeu a reação.

– Assustado? – Damian questiona, arqueando a sobrancelha

– Não. – Jon fala, olhando para o companheiro de cima a baixo, parando seus olhares sobre o volume que se formara entre as pernas do moreno. – Nem um pouco.

Com a declaração, o baixinho dá continuidade ao seu ato, deitando o mais alto no sofá enquanto o despia, podendo admirar seu amado do jeito que veio ao mundo.

– Eu tenho muita sorte de ter você. – Sussurra o árabe, acariciando a bochecha do Kent antes de lhe dar outro beijo.

O passarinho aproveitou para se desfazer de seus sapatos. Jonathan segurou a nuca do mais velho enquanto este deixava seus lábios, começando a trilhar um caminho com sua boca, se demorando um pouco no pescoço do branquelo, marcando a pele alheia sem restrições, deliciando-se com os suspiros do mais alto. Queria que todos soubessem que Jon o pertencia, assim como ele pertencia ao meio-kryptoniano; queria gritar aos quatro ventos a paixão que sentia, o amor do qual era refém, mas, ainda assim, não estava pronto. Não estava pronto para abandonar aquele Damian turrão, solitário e tão fechado. Não estava pronto para abraçar aquela mudança. Não estava pronto para revelar ao mundo seus sentimentos, entretanto, ele não precisava. A única pessoa que devia saber de tudo isso estava ali, bem na sua frente.

O Wayne segurou o riso. Parecia uma adolescente fantasiando com futuros perfeitos e românticos.

Voltou sua atenção ao garoto abaixo de si. Durante o tempo em que esteve absorto em seus devaneios, seus beijos desceram um pouco, parando no peito do outro rapaz, mais especificamente em seu mamilo direito. Damian estava ciente da sensibilidade do mais novo naquela área, não demorou a iniciar o contato. Sua língua rodeou e lambeu o ponto sensível, sentindo-o enrijecer quando o envolveu em seus lábios, sugando e mordiscando a carne rosada até deixar a área enrijecida. Jon arfa e morde os lábios instintivamente, seu corpo reaciona aos carinhos quase que de imediato, levando as mãos aos cabelos do moreno. Satisfeito com a reação, Damian decide repetir os atos, passando do mamilo direito ao esquerdo, apertado as coxas de Jon com mais força. Ao seu ver, Jonathan se via adorável, levemente ofegante e suas bochechas num tom mais avermelhado, nada muito destoante (ainda); lindo, com certeza, mas o Wayne queria mais, e sabia como conseguir.

Sem pressa, Damian desliza para baixo, deixando um discreto rastro de saliva com a ponta da língua até a virilha do branquelo. Jon sente seu coração descompassar em antecedência do que viria. Ofegou ao sentir a língua quente e molhada em atrito com sua glânde.

– Para o "garoto de aço", você é bem sensível, até. – Damian brinca, sabendo que não obteria resposta com o parceiro naquele estado. – Espero que queira isso tanto quanto eu. – Suas últimas palavras antes de se abaixar um pouco mais, deslizando a língua por toda a extensão do membro rígido e cilíndrico antes de o meter em sua boca, o máximo que conseguiu.

O azulada solta um gemido sôfrego, agarrando-se ao braço do sofá imediatamente, desesperado para descontar aquela intensidade em algo. Suas orbes azuis se voltaram para baixo, encontrando as de Damian, que secretamente divertia-se com a visão que tinha.

Com vagar, o Wayne começa o movimento de vai e vem, chupando o pau do mais novo com gana, vez ou outra deixando a ponta de seus dentes dianteiros roçarem no falo, sentindo-o pulsar em sua boca.

O meio-kryptoniano levou a mão à boca, abafando os sons irregulares que escapavam de sua garganta, sem controle. A mão que outrora pressionava o sofá até as pontas de seus dedos esbranquiçarem, agora agarrava os cabelos do mais velho, tentando tomar o controle do ato, mas Damian não cederia tão facilmente. Não sem ter algo em troca. E, quase como se lesse seus pensamentos, o esverdeado interrompe o boquete, apertando a base do pênis do branquelo, fazendo o mesmo suspirar alto.

– D-Dami... – Jon tenta, mas está ofegante demais para conseguir uma frase completa.

– Adoro quando você me chama assim, sabia? – Murmura o mais baixo, rouco de desejo. Sua mão começa a bombear o membro do Kent, o masturbando com rapidez enquanto alternava entre beijos e lambidas na glânde do pequeno Jonno, o fazendo ver estrelas.

Damian sentiu um arrepio em sua espinha. Seu parceiro em êxtase, aquela visão fez seu pau pulsar dentro da calça, necessitado. Ele também queria um pouco de atenção, seria tão fácil pedir, mas seu orgulho o alfinetava cada vez que o cogitava.

Mas foi só ouvir aquele belo garoto todo melado de suor, gemendo seu nome, que Damian perdeu a razão.

Jon ficou confuso quando sentiu o Wayne se afastando, mas compreendeu quando o anterior abaixou a calça de moletom que usava juntamente com a cueca, libertando sua ereção dos tecidos. Jonathan aproveitou a distração e sentou novamente no sofá, puxando Damian para um beijo sedento. Mordeu levemente o lábio inferior do garoto árabe, usando um pouco mais de força que o necessário.

– Eu já disse que você é gostoso pra caralho? – O mais alto pergunta, sussurrando, praticamente colado à orelha de Damian, a mordiscando repetidas vezes em seguida.

– Hm, desde quando o bebê aderiu ao vocabulário chulo? – Questiona Damian, com um "Q" de bom humor. – Bons meninos não falam palavrões. – Brinca.

– E quem foi que disse que sou um bom menino? – Jonathan pergunta, sorrindo de maneira nada inocente antes de puxar Damian para que ambos ficassem em pé.

Apressado, o esverdeado beija o outro novamente, desejoso. As mãos dos dois vaguearem por seus torsos, afobados. O ósculo logo vira uma anarquia de línguas, uma disputa por espaço e controle intensa. Danado que só ele, Jon leva sua mão até a ereção do moreno, a apertando levemente, fazendo o menor suspirar. Após a quebra do beijo, os dois se encararam, arquejantes. Olharam-se nos olhos, como se pudessem ver o cerne do outro. Damian se perdeu naquele oceano profundo, aquela imensidão azul capaz de o fazer fervilhar em irritação, mas também desfalecer em paixão. Jon sempre fora um livro aberto, e poder explorá-lo de todas as formas era o que mais lhe dava prazer.

Conseguiam sentir as batidas aceleradas de seus corações. Jonathan praticamente se derreteu quando Robin acariciou seu rosto, com um sorriso galanteador. Aquele baixinho mal-humorado roubou seu coração de tal forma que não conseguia imaginar sua vida sem ele. Não conseguia imaginar como seria não sentir borboletas furiosas em seu estômago quando recebia uma mensagem dele, não sentir seu coração acelerar sempre que ficavam mais próximos fisicamente, não sentir a pele formigar com seu toque quente... Ah, tantas coisas.

Passarinho travesso, deu-lhe amor e aqueceu seu coração. Hora de retribuir.

Sem trocar mais do que olhares carregados de paixão e intensidade, ambos se afastam um pouco, apenas o suficiente para se moverem sem atrito. O mais novo se ajoelhou perante seu amado, o instigando a se aproximar outra vez. Quando Damian já está próximo o suficiente, Jon segura o membro enrijecido à sua frente e, sem rodeios, lambe o cacete inteiro, da base à cabeça, onde finaliza com uma chupada forte, sempre olhando nos olhos do Wayne. Este tanto zombou da sensibilidade de Jon que acabou na mesma situação, ofegando com uma simples lambida, como se fosse a primeira vez.

Com um ar risonho, o Kent desvia os olhos do filho do Batman e observa o brinquedo a sua frente. Grosso, longo, com algumas veias saltando, bombeando o sangue freneticamente, e a glânde avermelhada atraindo a atenção, contrastando com a pele bronzeada do de olhos verdes. Podiam tecer uma cadeira de críticas ao mais violento dos Robins, mas se tem uma coisa que seria um pecado grave só de ser pensada, é que o garoto não era bonito. Jon se arrepiava todo só de imaginar como Damian seria quando ficasse um pouco mais velho; torcida para que o tempo fosse ainda mais generoso.

Deixando seus pensamentos deveras otimistas de lado, Jonathan começou a pensar em como poderia ser o próximo passo. Já tinha Damian em suas mãos, agora só precisava decidir como jogar com ele. Os olhares do passarinho logo se tornam impacientes, divertindo o mais alto. Jon trás uma das mãos do outro até seus cabelos enquanto distribui beijos em seu pau, vez ou outra passando a língua em áreas específicas, tirando Damian do sério. Perdendo qualquer resquício de sanidade, o mais baixo começa a pressionar o rosto do branquelo contra sua intimidade, como se ordenasse que este fosse adiante; e assim ele fez.

O contato se desfaz novamente por um breve momento, Jon estirou a língua, sorvendo uma gota do líquido seminal antes de abocanhar o pau do moreno com violência, colocando o máximo que conseguiu em sua cavidade oral e voltando logo em seguida, nunca tirando os olhos de Damian.

Caralho... – O mais velho murmura palavras de baixo calão, cerrando o maxilar para que nenhum som mais saísse. Inútil esforço. – Isso, faça de novo... – Pede, tornando a puxar os cabelos de Jonathan, sendo prontamente atendido.

Jon geralmente gostava de questionar a liderança de seu parceiro, mas não se importava em receber ordens nesse momento. Muito pelo contrário. Só queria ver o Robin perder o controle, como nas outras vezes, onde este deixou sua racionalidade de lado para sentir-se queimando em luxúria, entorpecido pelo êxtase. Exatamente como está agora.

Então, sem mais, nem menos, parou. O azulado afastou seus lábios do membro do menor e passou a o observar de baixo a cima. Os olhos carregados pareciam estar num verde ainda mais vivo, os lábios entreabertos e um pouco inchados pelos beijos anteriores, por onde o ar entrava e saía em uma velocidade maior do que o comum; gotículas de suor banhando sua testa, fazendo os cabelos rebeldes se grudarem a ela. "Lindo", Jon pensou, mesmo recebendo olhares confusos e um pouco frustrados de Damian.

– Jon...

– Quero algo diferente agora... – O meio-kryptoniano declara, seu olhar já denunciando seus desejos pecaminosos. – Fode a minha boca. – Pede num sussurro, fazendo Damian se arrepiar inteiro.

– Abra a boca. – Ordena o Wayne, delineando os lábios do mais novo com o polegar. Jon o obedeceu sem hesitar, sentindo Damian regressar a sua boca, detendo agora o controle da ação.

O Kent fechou os olhos com força quando o esverdeado deslizou fundo em sua garganta, o obrigando a engolir tudo de uma só vez. O mais velho gemeu algo incompreensível, provavelmente mais um palavrão, e segurou a cabeça de Jonathan com as duas mãos, ditando um ritmo para suas investidas contra os lábios alheios; nem muito rápido, nem muito lento, apenas o suficiente para ambos desfrutarem daquele carinho.

Damian sentia seu fôlego se esvair com os arfares e gemidos se tornando mais constantes. Tinha paixão por aqueles lábios aveludados e aquela língua tão macia, o conjunto perfeito para lhe arrancar a sanidade. Seu corpo já dava sinais claros, estava próximo ao seu limite, mas ele não queria acabar com aquilo agora. Por mais penoso que fosse, ele não relutou ao se apartar daquele maravilhoso boquete, ainda havia muito pela frente. O baixinho ergue o branquelo, o puxando para outro beijo, no qual provou seu próprio gosto.

– Então, como fui? – Pergunta Jon, como quem pergunta o resultado de um teste.

– Foi muito bem, mais um pouco e eu teria gozado, sem dúvidas. – Damian responde, fazendo questão do último comentário. Para ele, ver Jonathan constrangido era extremamente satisfatório.

– Agora vem a parte que eu tô pensando? – Indaga o mais novo, sorrindo sugestivamente.

O caçula Wayne nada responde, apenas dá um sorriso malicioso e puxa o mais alto para o corredor pequeno que levava ao quarto, atacando novamente os lábios e o pescoço de seu amado.

A porta do quarto foi escancarada com furor pelo casal apressado. Aos beijos e tropeços, Damian e Jon adentraram o cômodo e bateram a porta, sem se preocupar com o estrondo originado. Também não se preocuparam com o grito de surpresa que Jon emitiu quando recebeu uma palmada na bunda, deixando uma marca vermelha na área. Deram um último beijo antes de se separarem. Jonathan tomou distância do moreno, virando de costas e andando a passos leves até a cama; ao passo que Damian o acompanhava com o olhar, hipnotizado como um cão babando por um osso. O azulado deitou-se de bruços na cama, relaxando por um breve momento. Olhando por cima dos ombros, o meio-kryptoniano percebe o passarinho em transe e dá um riso fofo, erguendo seu tronco e chamando o outro.

– Damian? Terra para Damian. – Superboy chama, atraindo para seu rosto um olhar ardente, como se brasa caísse sobre sua pele, fazendo suas bochechas queimarem.

Nesse momento, o mundo parou para Damian. Se até aquele momento tinha se dedicado a uma vida heróica embebida em treinamentos intensivos, cobranças exacerbadas a si próprio e negligenciado seus sentimentos, seus desejos, em prol do bem estar de pessoas as quais Damian nutria nada mais, nada menos, que um profundo desprezo por suas vidas tão vazias; tudo acabara naquele momento. Não precisava ser o Robin. Não agora.

Não pensou nas missões ou no uniforme quando ajoelhou-se à cama, trazendo Jon consigo para o que parecia apenas um abraço acolhedor, amoroso, não fosse por seus corpos nus e excitados em contato. Embora consideravelmente mais baixo, Damian não encontrou dificuldades em apoiar seu queixo ao ombro de Kent, depositando um beijo carinhoso no local. Porém ainda não era a hora, não enquanto o mais novo não lhe pedisse, implorasse aos prantos por seu toque. Parece um pouco sádico, mas vindo do caçula Wayne, aquele desejo tão profano era natural.

As mãos de Damian percorriam o corpo de Jon sem pudor algum. Enquanto uma brindava o tronco do mais alto com toques que exalavam cobiça e intensidade, lhe causando uma sensação deliciosa em demasia, a outra puxava e acariciava os cabelos de Jonathan com firmeza, fazendo com que inclinasse a cabeça na direção que o mais velho bem entendesse. Neste caso, a posição que deixasse seu pescoço mais vulnerável aos lábios ávidos de Damian.

Os gemidos e arfares de Jon eram como música aos ouvidos do outro, mostravam que o de olhos azuis estava tão entregue a aquele prazer mundano quanto ele. Os lábios de Robin deixaram a carne macia do pescoço para prestar total atenção às reações de Jon, tal que a mão do mais velho agora havia chegado em seu membro, alisando toda a sua extensão com a ponta dos dedos, provocando-o. Jonathan mordeu os lábios ao sentir o polegar do mais velho amaciar sua glande.

– Gosta disso, Jon? – Damian pergunta, sussurrando rouco ao pé da orelha de Superboy, enquanto a mão, que antes tecia leves carícias na intimidade de Jon, agora a envolvia e masturbava com uma lentidão torturante.

– S-sim... Muito. – Murmura a resposta, quase como se temesse ser ouvido, mas nada escapava aos ouvidos atentos de Damian. Toda a sua atenção estava voltada a aquele momento.

Em resposta, Wayne envolveu o membro de Jon com mais firmeza e o ritmo se torna mais intenso, arrancando gemidos mais altos de seu amado, enquanto seus lábios voltam a tocar sua pele, desta vez dando mais atenção aos ombros e a nuca. Em alguns momentos, Kent não resistia a vontade de jogar sua cintura contra a mão de Damian, mas era imediatamente puxado pra mais perto do moreno, sendo castigado com uma forte mordida no ombro. Ah, deliciosa sensação de dor e prazer.

Damian não era muito cuidadoso quanto a marcas, sabia que o fator de cura de Jon as apagaria logo. Até porque, por mais que fosse um pouco bruto, Jonathan parecia gostar disso nesses momentos, e tinha que aproveitar enquanto o garoto não se tornava definitivamente indestrutível.

Jon encontrava-se em uma sensação de inércia completa, os gemidos que saíam de seus lábios entreabertos acompanhavam o ritmo que Damian estabeleceu para suas carícias; rápido, apertado o sexo frágil de Jon com mais força que o necessário. Seria uma tortura se Kent não estivesse amando tudo isso.

Então veio algo diferente, uma sensação diferente. Uma sensação que abateu o corpo de Jon sem delicadeza alguma, era como se algo estivesse muito próximo de uma eclosão dentro de si, fazendo seu corpo estremecer. Um gemido mais agudo e alto foi emitido, mas antes que se desfizesse por completo, Damian obstruiu sua glande, impedindo que Jon gozasse. Este protestou com pedidos e gemidos manhosos, mas nenhuma das súplicas surtiu efeito.

– Não achou que eu acabaria com nossa brincadeira tão cedo, achou? – Damian sussurrou, sorrindo de modo provocante. O mais novo já não sabia se estava encantado ou furioso.

Num movimento rápido e preciso, Damian vira Jon de frente para si e toma seus lábios com beijo ávido, não enfrentando barreiras para que sua língua e a do outro se chocassem em uma pequena batalha por espaço, onde Jon estava perdendo. Wayne quebra o beijo abruptamente, empurrando Jon com força, fazendo este cair na cama novamente.

Seus olhares se encontram nesse momento. Queriam dizer palavras lindas um ao outro, dar amor e carinho a pessoa que eles sabiam que merecia, mas não precisavam de frases ou gestos, apenas um olhar era o suficiente para transmitir aquele sentimento, que, de tão intenso, era quase palpável.

Damian deixou um sorriso brincar abertamente por seus lábios naquele momento tão íntimo, onde seus olhos passeavam pelo corpo completamente despido de seu parceiro.

– Céus, como pode ser tão sexy? – O esverdeado questiona, com seus olhos brilhando de paixão. Detalhes tão sútis que não precisava esconder de Jon.

– Se você se visse agora, perguntaria o mesmo. – Jonathan fala, correspondendo o sorriso. Sua mão viaja até o abdômen trincado do mais velho, delineando seu trono com suavidade. – O intelecto de um Demônio e a beleza de um Deus. Você é uma caixinha de surpresas, Dami.

Damian responde com um sorriso. Adorava quando Jon inflava seu ego, lhe dava uma ótima sensação.

O mais velho inclina-se em direção ao outro, dando-lhe um selinho demorado, apenas um prensar de lábios, mas que muito significava aos dois. O moreno deixa os lábios do mais novo para tecer uma trilha de beijos, findando em seu pescoço, onde volta a marcá-lo, totalmente desinibido de pudores. Uma tentativa falha de repreender seus gemidos, visto que Jon agora o tinha em mãos, literalmente, num vai e vem capaz de deixar o rapaz hipnotizado, louco de desejo. Ainda aproveitando aquela carícia deliciosa, o Wayne leva as mãos até as pernas de seu parceiro, as erguendo e fazendo o mais alto contrair os joelhos, em uma posição que deixasse a entrada de Jon bem a mostra. Com um sorriso malicioso, o azulado para brevemente seus movimentos e leva o pau do moreno até sua entrada, a pressionando com o membro, atiçando a si mesmo e ao outro.

Livrando-se das mãos do Kent, Damian agarra a cintura do azulado e finalmente o penetra, fazendo inútil esforço para sufocar seu suspiro de prazer. O mais alto, por sua vez, soltou um gemido alto e encantador, aos ouvidos de Damian, ao ser invadido. Haviam feito aquilo tantas vezes, mas em todas parecia algo novo, uma sensação nova, mais intensa e arrebatadora do que a última.

Sem tirar os olhos de seu parceiro, o Wayne começa a mover-se, investindo contra o outro de forma lenta, porém forte e precisa, do jeito que Jon mais gostava. O mesmo agarra seus cabelos e o puxa para um beijo mais intenso que o último, mas que é rapidamente interrompido pelos gemidos. Seus corpos se moveram em sintonia, o rebolar provocativo de Jonathan contrasta com os movimentos de Damian, tornando tudo ainda mais delicioso. Mas eles queriam mais.

– D-Damian... Mais rápido!

Cedendo às vontades de seu amado, o de olhos verdes intensifica o ritmo de suas investidas, apertando a bunda de Jon com certa força, deixando marcas. Já Jon, nem conseguia raciocinar direito, o máximo que conseguia fazer era conter sua força para que não ferisse Damian além da conta, mas alguns arranhões nas costas não fariam mal a ninguém.

Damian logo altera seu ritmo novamente, passando a investir com mais força do que antes. Ele observa a bela visão à sua frente: Jon, completamente extasiado, com os olhos fechados, bochechas coradas pelo esforço e lábios entreabertos, por onde saíam gemidos e súplicas de um garoto apaixonado e entorpecido pelo tesão. Ainda com aquela imagem em mente, Damian fecha seus olhos. Quando pequeno, foi ensinado que inibir sua visão tornava seus demais sentidos mais aguçados. E, pelo visto, os ensinamentos estavam corretos. Agora, o Wayne conseguia ouvir claramente o som da respiração ofegante de Jon e seus arfares constantes, bem como conseguia sentir com mais intensidade as unhas do maior fazendo um pequeno estrago em suas costas e o interior do mesmo o pressionando, causando-lhe uma sensação deliciosa que navegava na tênue linha entre dor e prazer. Deixou mais um gemido rouco escapar quando sentiu as paredes internas de seu amante se contraírem, apertado ainda mais seu membro. Abriu os olhos, se deparando com aquela visão que fazia seu coração falhar uma batida.

Porra... Ah... Você é tão lindo, Jon... – O moreno confessa, se aproximando mais do outro em seguida. – E tão gostoso. – Sussurra, fazendo o Kent se arrepiar inteiro.

Jon sentia seu corpo queimar e uma falta de ar constante. Os sentidos desregulados e uma sensibilidade tão grande diante de Damian, o suficiente para fazê-lo clamar pelo seu amado. Sentia o mais velho se aproximar cada vez mais de seu ponto sensível, mas ele parecia voltar propositadamente toda vez que se aproximava mais. E, realmente, era de propósito. Jon percebeu isso quando reparou nos olhares intensos e sorrisos maldosos que Damian lhe lançava sempre que o fazia.

– Tá fazendo isso... Hm... De propósito... Ahh... Não é? – Jon pergunta, com certa dificuldade.

– O que? Isso? – O mais velho repete o ato, divertindo-se com a frustração de Kent. – Apenas peça, Jon. Ah... – É interrompido pelo próprio gemido quando Jonathan contrai mais seu interior, respondendo às provocações de Damian. – Peça, e eu farei tudo o que você quiser. – Sussurra perto da orelha de Jon, provocando-lhe mais arrepios extremos.

– D-Damian... – O mais novo tenta, mas, no mesmo momento, Robin pega com força em sua cintura e torna as estocadas mais intensas e violentas, ao passo que seus lábios voltam ao pescoço de Jon, dando chupões fortes na área. – Oh, Damian!

– Peça, Jon... Hm... Peça para mim.

– Dam-mi... Uh... Por favor... – Morde os lábios, tentando conter seus gemidos.

– Mais alto... – Sussurra o Wayne, chupando ávidamente o lóbulo de sua orelha.

– POR FAVOR, DAMIAN, EU TE IMPLORO... – Suas súplicas são interrompidas com um beijo intenso e selvagem. Satisfeito e convencido com o pedido, o Wayne desliza novamente para o interior do outro, acertado em cheio sua próstata.

Jonathan arqueou seu corpo inteiro, gemendo alto enquanto o mais velho repetia o ato. Aquela sensação era incrível, fazia Jon beirar um orgasmo. Seus olhos lacrimejaram por tamanho prazer e suas pernas estremeceram, estava tão próximo.

Sem parar seus movimentos, Damian acaricia o rosto do de olhos azuis, admirando aquele ser angelical que tanto lhe satisfazia. Se o Damian de 13 anos se visse naquela situação, caindo de amores pelo garoto Kent, provavelmente cometeria suicídio. Sorriu com esse pensamento, quando deixou um suspiro mais alto escapar, dando sinais de que não resistiria por muito mais tempo.

O clima no quarto destoava do resto da casa, quente como se estivesse em pleno verão. Mesmo com a porta fechada, os sons obscenos produzidos pelos garotos ecoavam pelos cômodos. Seus corpos se colidindo com força, em êxtase, quase sem fôlego. A cama rangia, batendo algumas vezes contra a parede, tamanha era a força que Damian aplicava em suas estocadas; porém nada disso importava a eles. Nenhuma preocupação, nenhum vilão a derrotar, nenhuma pessoa para salvar; tudo o que queriam era aproveitar aquele momento tão especial.

Jonathan apertou e puxou com força os lençóis da cama, sentindo-se chegar ao limite. Seu corpo estremeceu e arqueou em seguida e os tecidos, nos quais descontara toda a tensão de seu corpo, se rasgaram. O meio-kryptoniano fechou os olhos e se entregou totalmente àquela sensação. Se entregou totalmente a Damian Wayne.

Os dois vieram juntos, se desfazendo em gemidos altos e carregados, Damian dentro de seu amado e Jon entre seus abdômens, ambos sentindo o prazer se alastrar por cada pedacinho deles. Respirações profundas e desreguladas, porém uma sensação indescritível. Estavam cansados, mas, acima de tudo, completamente satisfeitos.

Quando reuniu forças o suficiente para abrir os olhos, Jon se deparou com um Damian exausto, ofegante, com sua pele morena coberta com suor (o que, francamente, o deixava ainda mais irresistível) e algumas gotas do líquido denso e perolado escorrendo em deu abdômen, mas com um sorriso doce no rosto, um sorriso lindo que ele não deixava ninguém ter o privilégio de ver, apenas Jonathan.

O Wayne se aproximou mais, encostando suas testas por alguns segundos, apenas o suficiente para normalizar sua respiração. Finalizou aquilo com um beijo apaixonado, que valia mais do que qualquer palavra que ele conseguisse dizer naquele momento. Foi correspondido com igual intensidade. Provaram dos lábios um do outro até o ar se fazer necessário, mas sua vontade era poder fazer aquilo por horas a fio.

– Eu te amo, Damian. – Jon declara, sem medo de sofrer represálias.

Em resposta, o mais baixo nada diz, apenas toma os lábios de Superboy mais uma vez, desejando apenas que aquele momento durasse para sempre, por mais que soubesse que muitos tão incríveis quanto ainda estavam por vir.

Aquela noite com certeza ficaria marcada na memória.

~(\/)~

Alguns minutos depois, Damian se encontrava sentado em sua cama, sem camisa, lendo um livro após um banho e entre lençóis novos, já que os últimos foram dilacerados pelas mãos de um meio-kryptoniano em êxtase. E por falar nele, este também havia tomado um banho, só que depois do dono da casa. Teriam tomado banho juntos, mas sabiam o que ia acontecer caso o fizessem.

E agora, apenas com uma toalha presa na cintura, o Kent procura algo para vestir no vasto closet de Damian. Ou pelo menos algo que não ficasse apertado em seu corpo. Então ele viu algo que lhe chamou a atenção, dobrado e preso com um laço de fita azul com bordas brancas, estava uma camiseta branca. Bisbilhoteiro que só, Jonathan retirou a fita e desdobrou a camiseta de mangas curtas, reparando que esta era uns dois ou três tamanhos acima do que Jon costumava usar. Por que haveria algo assim no closet de Damian? E, pra tornar ainda mais estranho, na frente havia uma estampa incomum, um esboço artístico do Robin e a frase "No more crimes" escrita em verde escuro.

– Ok... Pra quê exatamente você tem isso? – Superboy questiona, saindo do closet com a camisa em suas mãos.

– Gostou? – O mais velho ignora a pergunta de Jon.

– Só me diga porquê tem uma camiseta enorme do Robin no seu closet. Na boa, eu sei que você é narcisista, mas não achei que chegasse a esse ponto. – O azulado insiste. Logo ele para pra pensar: aquela camisa não tinha utilidade para o Wayne. Se nele já ficava enorme, em Damian era praticamente um vestido!

– Não seja tonto, Kent. Não a comprei pra mim, comprei pra você. – O moreno fala, revirando os olhos, como se tivesse acabado de dizer o óbvio.

– Aaaahn... Obrigado, então. – Agora vendo a situação com clareza, Jon não sabe se agradece o presente ou fica bravo por ser chamado de tonto.

– Pode usá-la para dormir, escolhi uma bem confortável. – Afirma o esverdeado, folheando uma página de seu livro.

Seguindo o conselho do parceiro, Jon volta apenas para apagar a luz do closet e, em seguida, se coloca em frente ao espelho, colocando a camisa com calma, sentindo o tecido macio e gelado em contato com sua pele. Quando finalmente já estava vestido, deu um puxão no nó que mantinha a toalha em sua cintura, a deixando cair ao chão sob os olhares predatórios de Damian. Observa o caimento leve da camisa, que ia até a metade de suas coxas, cobrindo apenas o que deveria cobrir e nada mais.

– Então, como fiquei? – Pergunta Jonathan, olhando com certa expectativa para o filho do Batman.

– Hm... Bonitinho. – Utiliza o eufemismo, se esforçando para não usar expressões de baixo calão e afastar os pensamentos impuros que se instauraram em sua mente com aquela visão.

– "Bonitinho", é? – O mais novo indaga, com um ar de indignação, arrancando um sorriso de Damian.

Então, em provocação, Jon vai até a cama, subindo na mesma e engatinhando até estar ao lado de Damian, deitando-se de bruços ali, empinando suas ancas e mantendo seu olhar fixo no Wayne.

– "Bonitinho"? – Jonathan volta a perguntar, rebolando sutilmente sua bunda, da qual o mais velho não tirava os olhos.

Sorrindo de forma maliciosa, Damian deixa seu livro de lado e leva uma de suas mãos até as coxas do branquelo, enquanto a outra se embrenhava em seus cabelos úmidos e o trazia para um beijo quente e cheio de desejo. Um gemido se perde entre o entrelaçar de lábios quando a mão do mais velho vai até a bunda de Jon, a apertando com volúpia, aproveitando a pele nua abaixo do tecido branco.

– Você está uma delícia, Jon. E eu tô me segurando pra não levantar essa camisa até a sua cintura e meter com força até suas pernas estremecerem de prazer. – O moreno sussurra, sem se afastar de seu amor, com a voz rouca. – Talvez pela manhã possamos fazer algo do gênero, mas agora é hora de descansar. – Fala, retirando a mão do traseiro do mais alto e o abraçando em seguida, deixando um Jon satisfeito com os elogios, porém frustrado por ter que esperar até amanhã para um segundo round.

Procuraram uma boa posição na cama para se acomodarem, acabando Jon com a cabeça deitada no peitoral nu de Damian e o último com as mãos repousando atrás da cabeça, olhando fixamente para o teto, pensativo.

– Sabe que não comprei aquela história de "Gotham nunca para" e falha no propósito, não sabe? – Jon quebra o silêncio.

– Olha, eu fui sincero...

– Sei que foi, mas você só me contou meia verdade. – O maior contesta, ouvindo o outro murmurar um "tt". – Mas eu entendo se não quiser me dizer tudo.

– Não foi nada demais, só briguei com Bruce outra vez. – Revela Robin, mantendo sua expressão neutra.

– Vocês não se cansam...

– Bom, eu me canso sim. Me canso dele me comparando aos outros, principalmente ao Drake e ao Grayson, me canso dele contestando minha maneira de combater o crime, mesmo que eu já tenha me adequado às condutas dele o máximo que consegui, e também me canso dele sumindo por dias de dentro de casa e depois querer aparecer e dar uma de pai do ano. Eu tô ficando saturado disso, parece que os únicos que me querem nessa família são o Alfred e o Dick. – Desabafa, fazendo o máximo possível para ocultar o nó que se formara em sua garganta durante o monólogo.

– Oh, Damian... – O Kent logo entende o momento de fragilidade do mais velho. Sua mão viaja até o rosto do moreno, desferindo carinhos suaves no local. Aproveitando aquele caloroso conforto, Damian segura a mão de Jon com delicadeza, a mantendo em contato consigo e a beijando em seguida. – Eu sei que sua relação com Bruce é complicada, assim como com seus irmãos, mas você tem que entender que esse é o jeito dele, ele foi assim com todos vocês, mas isso não significa que ele deixou de amar a todos.

– A diferença é que ele escolheu os outros, os acolheu por livre e espontânea vontade. Eu, por outro lado, fui apenas um... Contratempo. – Damian se menospreza. Nem parece aquele garoto arrogante e cheio de si que trata os outros na base da grosseria. Ele estava fragilizado, expondo suas fraquezas, suas mágoas e as feridas que aqueles anos todos lhe renderam para a única pessoa que ele tinha coragem de se mostrar de verdade. Sem mentiras, sem máscaras, sem Gotham, sem Robin. Apenas Damian Wayne.

– Não conheço ninguém que enfrentaria a Liga da Justiça, iria atrás de um fragmento mega poderoso e depois viajaria até Apokolips por causa de um contratempo. – Jon relembra a história que Damian lhe contou quando ainda eram pequenos. – Eu sei que nada do que eu disser agora vai estinguir as brigas na sua família, mas eu quero que você lembre disso: seu pai te ama. Mesmo que não diga, e mesmo que você não veja isso em seus atos, ele te ama, assim como os seus irmãos. E nunca duvide disso, nem mesmo quando Jason te der uma surra e apontar uma arma na sua cara, entendeu?

Impressionante como até nesses momentos, Jon consegue arrancar um riso do esverdeado. Sem dúvidas, Damian estaria perdido se não tivesse Jonathan em sua vida.

– Entendi sim, não se preocupe. – Confirma, acariciando os cabelos já bagunçados de seu garoto de aço. – O que eu faria sem você, em?

– "Já derrubei muitos antes de você sonhar que tinha poderes." – Imita a voz de Damian da maneira mais caricata possível.

Ainda conversaram e trocaram carinhos por mais alguns minutos antes sentirem o sono chegar.

– D... – Chama a atenção do mais velho. – Acho que esquecemos de jantar. – Fala, com um biquinho fofo que parecia querer expressar tristeza.

– Fale por você, eu comi até ficar satisfeito. – O Wayne fala, encarando o mais novo com um sorriso malicioso.

– Pervertido! – Jon o repreende, dando um leve tapinha em seu braço. – Amanhã vou acordar faminto.

– Não se preocupe, teremos um farto banquete pela manhã. – Garante o de olhos verdes.

– Olha que eu vou cobrar. – Alerta Superboy, já de olhos fechados. O sono não demoraria a chegar.

Damian nada responde, apenas aninha o rapaz em seus braços enquanto o observa, com um sorriso no rosto.

– Jon? – Chama, conferindo se o garoto já dormia. É respondido apenas com um grunhido, já que o maior estava cansado demais para abrir os olhos e formular uma frase. – Eu também te amo. – Declara, dando um beijo na testa do branquelo e, igualmente ao outro, fecha seus olhos para se deixar levar pelo mundo dos sonhos. Sua última visão foi um meio sorriso no rosto de seu amado.


Notas Finais


É isso. Me desculpem pelos erros ortográficos, corretor ajuda a digitar mais rápido, mas também gosta de trolar bastante.

Obrigada por lerem, espero que tenham gostado, aguardo suas opiniões nos comentários, prometo responder todos com carinho. :3

Um beijo da Angel ♥


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