História Sem noção - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 211
Palavras 2.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lembrando mais uma vez que essa história não é de minha autoria, só estou modificando os personagens para que possamos desfrutá-la com o nosso casal mais amado, vulgo OutlawQueen.

Capítulo 6 - Seis


Pressão é uma coisa engraçada. Faz algumas pessoas surtarem, como aquele aluno do MIT, que decidiu matar metade do corpo estudantil, com um rifle de longo alcance, por ter tirado B+ na prova final. Também faz com que algumas pessoas falhem. Já ouviu falar de Jorge Posada? A pressão faz com que algumas pessoas caiam. Desmoronem. Congelem. Não sou igual a essas pessoas. Funciono sob pressão. Ela me induz, me leva ao sucesso. É meu elemento. Como um peixe na água. No dia seguinte, vou trabalhar animado e bem cedo. Vestido para matar, com cara de confiante. É hora do show. Regina e eu chegamos à sala do meu pai às nove da manhã em ponto. Não consigo não dar uma olhada nela. Ela parece bem. Confiante. Empolgada. Aparentemente, ela reage ao estresse da mesma maneira que eu. Meu pai nos explica que Saul Anderson ligou para avisar que chegaria à cidade antes do previsto. Amanhã à noite. A maioria dos empresários faz isso. Adianta suas reuniões de última hora. É um teste. Para ver se você está preparado. Para ver se você consegue lidar com o inesperado. Sorte minha – eu estou e posso.

Então, começamos. Insisto que as damas sejam as primeiras. Assisto à apresentação de Regina como uma criança observa um presente na árvore de Natal. Ela não sabe disso, claro. Minha cara é a indiferença em pessoa. No entanto, por dentro, mal posso esperar para ver o que ela conseguiu fazer. Não estou frustrado. Não fale para ninguém que eu disse isso – vou negar até a morte –, mas Regina Mills é incrível. Quase tão boa quanto eu. Quase. Ela é direta, clara e muito persuasiva. Os planos de investimento que apresenta são únicos e criativos. Destinados a renderem muito dinheiro. Seu único ponto fraco é que ela é nova. Ainda não tem os contatos necessários para fazer com que suas propostas aconteçam. Como já disse, uma parte deste negócio – uma grande parte – é ter os contatos certos. Ter as informações sigilosas e os segredos sujos que pessoas de fora não conseguem acessar. Portanto, embora as ideias de Regina sejam poderosas, elas não são totalmente viáveis. Não são vencedoras. Agora é minha vez.

Por outro lado, minhas propostas são sólidas para cacete. As empresas e os investimentos que apresento são bem conhecidos e seguros. Falando em benefícios, meus lucros projetados não são tão altos quanto os de Regina, mas são verdadeiros. Fidedignos. Seguros. Após minha conclusão, sento-me ao lado de Regina no sofá. Está nos vendo lá? As mãos de Regina estão cruzadas em seu colo, está com a postura reta, e mostra um sorriso confiante e satisfeito em seus lábios. Eu me inclino no sofá, minha postura é relaxada, com um sorriso de confiança semelhante ao dela. Você aí fora que me acha um bosta, observe com atenção. Você vai amar esta parte. Meu pai limpa sua garganta e posso ver um brilho de empolgação em seus olhos. Ele esfrega as mãos e sorri.

– Sabia que meus instintos estavam certos desta vez. Não consigo descrever como estou impressionado com as coisas que vocês me trouxeram. E está óbvio quem deve seguir em frente com o Anderson. Ao mesmo tempo, Regina e eu trocamos um sorriso malicioso, com um ar triunfante em nossos rostos. Espere só… – Você dois.

A ironia é mesmo um pé no saco, não é? Nossos olhos se voltam para meu pai e nossos sorrisos desaparecem mais rápido do que um cometa. Nossas vozes surpresas falam ao mesmo tempo.

– O quê?

– Como assim?

– Com seu talento artístico para investir, Regina, e seu know-how sólido, Robin, vocês dois serão perfeitos juntos. Uma equipe imbatível. Os dois podem trabalhar na conta. Quando ele fechar conosco, vocês podem compartilhá-lo, a carga de trabalho e os bônus, meio a meio.

Compartilhá-lo? Compartilhá-lo? Será que o velho enlouqueceu de vez? Será que eu pediria para ele compartilhar algo que ele se matou para fazer? Ele deixaria alguém dirigir seu Mustang conversível vermelho de 1965? Ele abriria a porta do quarto e deixaria outro homem transar com sua esposa? Tudo bem, fui muito longe. Retiro o que disse – levando em conta que sua esposa é minha mãe. Esqueça que já mencionei minha mãe e a ação de transar na mesma frase. Isso está… errado. Em muitos níveis. Mas, pelo amor de Deus, diga que você me entende. Meu pai deve ter finalmente olhado para nossas caras, pois pergunta:

– Isso não será um problema, certo? Abro minha boca para lhe contar o quão grande é este problema. Mas Regina passa na minha frente.

– Não, senhor Locksley, claro que não. Problema algum.

– Maravilhoso – ele bate palmas e se levanta. – Tenho um jogo de golfe daqui uma hora, então vou deixar na mão de vocês. Vocês têm até amanhã à noite para coordenar suas propostas. Anderson estará no La Bernadin às sete. Em seguida, ele me dá um olhar fatal: – Eu sei que você não me decepcionará, Robin Locksley.

Merda. Não importa que você tenha sessenta anos, quando um pai fala seu nome inteiro, ferra com seus argumentos contra ele.

– Não, senhor, não irei. E, assim, ele sai. Regina e eu ficamos sentados no sofá, nossas expressões estão atordoadas, como sobreviventes de um ataque nuclear. – “Não, senhor Locksley, claro que não” – resmungo. – Será que dá pra ser um pouco mais puxa-saco? Ela sussurra.

– Cala a boca, Robin. Depois, suspira: – O que vamos fazer agora?

– Bem, você podia fazer o que é certo e desaparecer – claro, como se isso fosse acontecer.

– Pode ir sonhando. Eu sorrio maliciosamente.

– Na verdade, sonho com você se debruçando em algo… não desaparecendo. Ela faz um som de repulsa.

– Você consegue ser mais nojento?

– Estou brincando. Por que você tem que ser tão séria o tempo todo? Você devia aprender a não ficar brava por causa de uma piada.

– Eu aguento uma piada – ela me diz, parecendo ofendida.

– Ah é? Quando?

– Quando a piada não é feita por um idiota infantil, que acredita ser um presente que Deus deu às mulheres.

– Não sou infantil. Mas um presente de Deus? Meu histórico prova tudo.

– Ah, vá se foder! Preferia foder outra coisa.

– Ótima resposta, Regina. Bem madura.

– Você é um babaca.

– Você é uma… uma Zelena. Ela para por um segundo e me olha sem entender nada.

– O que isso significa? Pense sobre isso. Isso irá te atingir. Esfrego minha mão em meu rosto.

– Beleza, olhe, isso não vai nos levar a lugar nenhum. Estamos ferrados. Nós dois ainda queremos Anderson e o único modo de consegui-lo é dar um jeito de trabalharmos juntos. Temos… trinta horas pra fazer isso. Topa ou não topa? Seus lábios se apertam, mostrando absoluta determinação.

– Você está certo. Eu topo.

– Me encontre na minha sala daqui uns vinte minutos e aí começamos o trabalho. Espero ela discutir comigo.

Espero ela me perguntar por que temos que nos encontrar na minha sala – por que não podemos trabalhar na sala dela –, como uma dona de casa resmungona. Mas ela não faz nada disso. Ela apenas diz: “Ok”. E sai da sala para pegar o resto de suas coisas. Estou surpreso. Talvez isso não seja tão ruim quanto eu imaginava.

– É a ideia mais burra que já escutei! Não, é muito pior.

– Pesquisei sobre o Anderson. Ele é antiquado. Não vai querer ficar na frente de um computador a noite inteira. Ele vai querer algo sólido, tangível. Algo que possa levar pra casa. É isso o que darei a ele!

– Esta é uma reunião de negócios multibilionária, não uma feira de ciências do quinto ano. Não vou entrar lá com a porra de um cartaz!

Já passa da meia-noite. Estamos em minha sala há pouco mais de doze horas. Com exceção destes pequenos detalhes, cada aspecto de nossa apresentação foi produzido, negociado e acordado. Sinto-me como se tivesse acabado de negociar um acordo de paz. Neste momento, Regina já está com seus cabelos soltos e sem sapatos. Estou sem gravata, com dois botões da camisa abertos. Nossa aparência podia fazer com que as coisas ficassem amigáveis – íntimas –, como aquelas noites de estudos na faculdade. Se não estivéssemos tentando nos esganar, claro.

– Não estou nem aí se você concorda ou não concorda. Estou certa sobre isso. Vou trazer o cartaz. Eu me rendo. Estou muito cansado para brigar por causa de um papel.

– Beleza. Apenas… diminua um pouco.

Há algumas horas, pedimos comida e trabalhamos durante o jantar. Eu comi macarrão com frango, enquanto Regina preferiu um sanduíche de peru com batatas fritas. Por mais que odeie admitir isso, estou impressionado. Ficou claro que ela não é uma daquelas mulheres que fazem um juramento de que “podem comer apenas salada na frente do sexo oposto”. Quem falou isto para elas? Até parece que um cara contaria a seu amigo: “Cara, ela era muito feia, mas depois que vi ela mastigando aquela alface, eu tinha que comê-la”. Nenhum homem quer transar com um esqueleto – e jantar biscoito e um copo d’água, como um prisioneiro de guerra, não é nada atraente. Isso só nos faz pensar como você ficará irritante mais tarde, pois estará morta de fome. Se um cara estiver a fim de você? Um cheeseburger delicioso não vai espantá-lo. Mas e se ele não estiver a fim? Ingerir todas as verduras de uma fazenda não o fará mudar de opinião, acredite em mim. Agora, de volta à batalha real.

– Sou eu quem vai falar – eu a aviso com firmeza.

– Não, de jeito nenhum!

–Regina…

– Essas são minhas ideias e sou eu quem vai apresentá-las!

Ela deve estar tentando me enlouquecer de propósito. Ela está tentando fazer com que eu perca a cabeça. Deve estar torcendo para que eu me jogue da janela, só para me livrar dela. Aí terá o Anderson só para ela. Bem, seu esqueminha maquiavélico não vai funcionar. Vou me manter calmo. Vou contar até dez. Não vou deixar Regina me abalar.

– Saul Anderson – eu digo – é um empresário antiquado. Você mesma acabou de dizer. Ele vai querer conversar com outro empresário, não com alguém que ele vê como uma secretária de sorte.

– Este é o comentário mais machista que já ouvi. Você é nojento! A calmaria desaparece rapidamente.

– Não disse que eu penso desse modo, disse que ele pensa assim!

Céus! E é verdade. Não me importo o que você está levando em suas calças ou em que time você joga. Um pau, uma boceta, ou ambos – para mim é tudo igual. Contanto que você faça seu trabalho direito, é isso o que importa.

No entanto, Regina parece determinada em pensar o pior de mim. Passo minhas mãos pelos cabelos para me livrar um pouco da frustração que me faz querer sacudi-la.

– Olha, é assim que as coisas funcionam. Tentar fingir que alguns estereótipos não existem, não vai fazer com que eles sumam. Temos uma chance maior em conseguir o Anderson se você me deixar falar.

– Eu disse não! Não me importo com o que você pensa. Com certeza, não.

– Céus, você é tão teimosa. Parece uma mula irritada na menopausa!

– Eu sou teimosa! Eu sou teimosa? Bem, talvez eu não precisasse ser assim se você não fosse o maníaco-por-controle-mor!

Ela está certa sobre a coisa do controle. Mas o que posso dizer? Gosto das coisas feitas do jeito certo – do meu jeito. Não vou me desculpar por isso, ainda mais para a Senhorita Certinha.

– Pelo menos eu sei o momento certo de ceder, ao contrário de você. Você anda por aí como uma perfeccionista tensa sob efeito de anfetaminas!

Neste momento, ambos estamos em pé, a menos de um passo um do outro, nos encarando. Sem os saltos de Regina, sou muito mais alto, mas ela não parece se intimidar com isso. Ela me cutuca no peito quando argumenta.

– Você nem me conhece. Não sou tensa.

– Ah, por favor. Nunca vi uma pessoa precisar transar tanto como você. Não sei o que seu noivo está fazendo contigo. Mas o que ele estiver fazendo, não está fazendo direito.

Sua boca se abre, formando um grande O, diante do meu insulto contra seu noivo. De canto de olho, vejo sua mão vindo em minha direção, pronta para me dar um tapa no rosto. Não é a primeira vez que uma mulher tentou me dar um tapa. Isso não te surpreende, certo? Agindo como um profissional, seguro seu pulso antes que ela toque minha bochecha e abaixo seu braço.

– Caramba, Regina, pra uma mulher que diz não querer trepar comigo, você está com muita vontade de ter algum contato físico. Ela levanta a outra mão para tentar me bater pelo outro lado, mas eu a bloqueio de novo e agora estou prendendo suas duas mãos em seus quadris. Eu sorrio maliciosamente. – Precisa melhorar, querida, se você quiser um pedaço meu.

– Eu te odeio! – ela grita para mim.

– Eu te odeio mais! – eu rebato.

Reconheço que esta não foi minha melhor resposta, mas foi o melhor que consegui fazer nas atuais circunstâncias.

– Ótimo!

É a última palavra que ela diz. Antes da minha boca se encostar na dela. E nossos lábios se chocarem. 


Notas Finais


Até o próximo amoresss <3


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