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História Sem querer... Querendo muito. - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Capítulo XXIII



- Quem é você?


- Eu sou Vitor, boa noite!

- Você deve ter se enganado, eu estou esperando outra pessoa – ela falou fechando a porta, mas Vitor a impediu

- Ele não vem – o rapaz falou e Fátima abriu a porta encarando-o novamente

- O quê?

- O Túlio, ele não vem

- Como você sabe?

- Eu sou amigo dele, ele não vem! Eu posso entrar? – Fátima o analisou em silêncio por alguns minutos e em seguida deu passagem para ele, fechou a porta em seguida e pediu para que ele se acomodasse.

- Você trabalha para a Mônica também? – ela indagou

- Sim! Também sou muito amigo do Túlio

- Então você sabe porque ele não veio?

- Ele nem sequer ficou sabendo que você ligou

- Como assim?

- A Mônica me mandou aqui, olha eu já tive essa conversa com o Túlio, mas ele é cabeça dura. Eu tô cansado de ver essa história e ela nunca acabou bem, a Mônica nunca perde – Fátima o encarava confusa e Vitor continuou – essa não é a primeira vez que um garoto lá da casa se apaixona por alguém ou vice versa, a Mônica me mandou aqui como forma de atrapalhar vocês, eu jamais tentaria algo com você, mas eu serei sincero com você e ela não vai descansar até vocês desistirem disso – agora além de confusão o rosto de Fátima tinha um ar de tristeza, decepção talvez

- Nossa! – ela falou levantando-se e caminhando pela sala

- Eu tive essa conversa com o Túlio, mas ele de fato está apaixonado por você – quando ouviu isso, Fátima não pôde conter o riso – só por isso eu aceitei vir aqui hoje, pra ter essa conversa com você, o Túlio não tem nada, nem ninguém, quando ele chegou lá na casa, ele tinha apenas a roupa do corpo, depois que ele perdeu os pais, ele passou por muita coisa, ele tem uma dívida com a Mônica e ela vai cobrar cada centavo, ela nunca perde um garoto assim, principalmente um lucrativo como o Túlio é.

- E-eu jamais iria querer atrapalhar a vida dele, eu conheço pouco da vida do Túlio, quase nada na verdade, mas eu também gosto da companhia dele, de estar com ele, sinto saudades quando estou longe, quero saber como ele está – ela falou encarando a janela lá fora

- Então... você também está apaixonada por ele

- É...talvez...

- Eu sinto muito, eu mais que ninguém quero que ele se dê bem, que ele seja feliz, mas a Mônica ela não perdoa. Se vocês estiverem dispostos, vocês terão que enfrentar uma batalha.

- Eu não sei se seria justo bagunçar a vida dele assim, eu não tenho esse direito

- Eu acho que vocês deveriam tomar essa decisão juntos, sem a Mônica saber é claro, pois ela tentará intervir, mas vocês deveriam conversar. Eu não vou falar nada pra ela e eu vou falar com ele sobre a minha vinda aqui hoje.

- Eu te agradeço muito.

- Não precisa, o Túlio é como um irmão para mim, eu só quero o bem dele.

Um silêncio se instalou na sala, Fátima analisava as pessoas lá fora, o mar que parecia estar bem agitado aquele dia, pensava na noite passada, na conversa que eles tiveram e como dormiram juntos depois.

Poderia parecer exagero, mas ela já estava louca de saudade.

- É – iniciou Vitor quebrando o silêncio – eu acho que vou indo nessa – ele falou levantando-se

- Espera, você não tá com fome? – Vitor encarou a mesa posta por alguns segundos e permaneceu em silêncio – Fica à vontade, eu pedi comida para dois e eu nem tô com tanta fome assim, senta.

Os dois se acomodaram e começaram a comer.

- Faz muito tempo que vocês trabalham juntos? – ela indagou

- Cerca de cinco anos

- Hm, você falou que ele perdeu os pais. Como foi?

- Ele quase nunca fala disso, mas eu só sei que foram duas perdas bem próximas, ele era filho único, depois disso, ele ficou muito mal, certo dia Mônica viu ele caminhando no calçadão perto da casa e foi aquela mesma coisa de sempre, ele vulnerável e a Mônica com um bom papo, ele acabou indo lá pra casa, afinal ele nem tinha pra onde ir mesmo

- Entendi

-

Os dois ficaram ali por algum tempo conversando sobre Túlio e também sobre Mônica.

- Bom, foi um prazer te conhecer, Túlio não exagerou em nada quando comentou de você – Fátima riu um pouco sem graça – Até sobre o seu sorriso tímido ele acertou – Vitor falou rindo e Fátima corou fortemente

- Obrigada por ter vindo e por ter me avisado.

- Não precisa agradecer – falou ele caminhando em direção à porta

- Espera, eu volto logo – ela caminhou até o quarto e pegou uma quantia na sua bolsa, retornou a sala e entregou à ele – a Mônica vai querer isso né?

- Ah, sim! Com toda certeza. Obrigado.

Os dois caminharam até a porta e Fátima abriu a porta para ele.

- Até qualquer dia – ele falou já no corredor

- Até – ela falou sorridente e fechou a porta assim que ele entrou no elevador

Vitor pediu um carro e voltou para casa, Fátima se jogou no sofá e ficou pensando em tudo que tinha acontecido àquela noite, agora que ela estava começando a se permitir viver isso, todas essas informações poderiam a fazer recuar novamente.

Perguntava-se se queria entrar naquela batalha. Se seria justo bagunçar a vida dele sem ao menos saber o que ela mesma queria. Vai ver, aquilo só deveria ter durado uma noite mesmo, foi tolice dela pensar que aquela seria finalmente a sua grande história de amor.

Levantou-se de repente e pegou suas chaves, trancou o apartamento e desceu até a praia.

Tirou as havaianas e sentou-se na areia, bem próximo a água, o mar parecia estar conturbado, o barulho das ondas quebrando estava bem mais alto do que o normal, o breu da noite se misturava com a água era impossível distinguir o céu do mar. Toda aquela confusão poderia se assemelhar facilmente com a bagunça que estava dentro dela.

Ficou ali por cerca de uma hora, depois voltou para o apartamento. Não estava no clima pra dirigir àquela hora. Tomou um banho e resolveu dormir por ali mesmo.

Colocou um pijama e se arrumou para dormir. Naquela noite o sono demorou chegar, o que parecia ser um sonho, estava se encaminhando para um terrível pesadelo.



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