História Sem Saída - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Visualizações 100
Palavras 3.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🌸 Desculpem pela demora, eu tive alguns problemas pessoais e não consegui postar. Não vou fazer texto prometendo que vou postar com frequência, porque eu estaria sendo uma bad liar (quem escuta Selena Gomez vai entender). Gosto de ser sincera com vocês, mandar a real e falar o que realmente tá acontecendo! E o que tá acontecendo é que eu tô tendo muuuuuitos problemas com a minha família, vida acadêmica, amorosa e particular, mais especificamente. E conseguir associar tudo isso com a fanfic, é difícil demais pra uma pessoa de 1,60 só. Mas eu não vou desistir, eu vou escrever até o capítulo 30-40 mais ou menos. Só que não posso prometer, porque sei que não vou cumprir e não consigo fazer isso com vocês.

Mas enfiiim, vamos ao que interessa: O capítulo. Hoje tem uma revelação bombástica (nem tanto pq vocês já fazem noção do que é, e também tá no título) masss pra Barbara vai ser mais uma bomba no coração dela.

Enton é isso! Boa leitura xuxus 🌸

Capítulo 21 - Traição


               Sem Saída          


Barbara Poin't Of View

9:30am

Acordo e me espreguiço na cama e me lembro que Justin não estava lá e que eu tinha o colocado pra dormir no sofá. Como eu tive essa idéia? 

Levanto com muita coragem – para não dizer uma preguiça infinita de viver a vida infeliz que eu estou tendo – e caminho até minha suíte, faço toda minha higiene matinal e me pego passando a mão em minha barriga, depois de lavar todo o rosto. 

Será que ainda havia algo vivo ali dentro? Digo, alguém vivo ou tiraram tudo de mim naquele hospital? Se a resposta da segunda opção for sim, eu não os perdoo por terem tirado tudo o que ainda sobrou, de dentro de mim. 

Talvez ainda existisse um embrião, qualquer coisa que me deixasse próxima àquela criança, àquela menina. Que eu colocaria no ballet da escola de Jazzy para quando tivesse alguma apresentação, eu estivesse lá para prestigia-lá. Que eu levaria à uma loja de roupas muito bonitas e do jeito que ela escolhesse, para se transformar em uma princesa. Uma linda princesa, a minha princesa.

Limpo a lágrima teimosa que insiste em molhar meu rosto, e respiro fundo abanando o ar. Na falha tentativa de espantar todos aqueles sentimentos que me rondavam. Mas isso não seria possível. 

Só no dia que Justin sentisse na pele o que eu estou sentindo nesse momento. 

Lavo o rosto mais uma vez, pois sinto que minha pressão está caindo e que eu posso cair a qualquer momento nesse chão frio. É só eu fracassar. 

Pego a toalha de rosto e seco o mesmo, finalmente saindo do banheiro. 

Sigo até meu closet e quando pego o vestido preto em minhas mãos, rio inasalado. 

Justin pediu minha demissão. Até isso ele tirou de mim, então guardo o vestido novamente, só que com raiva e decepção. 

Saio então do quarto – já que era o que eu teria que fazer mesmo – e desço a escada, segurando a risada ao ver Justin dormindo no sofá todo sem jeito e parecia bem desconfortável. 

Desculpe meu amor, eu realmente não tive a intenção de fazer isso com você. Mas você pediu, eu só obedeci. 

Mordo os lábios para segurar o riso e vou até a cozinha na ponta dos pés. 

Chegando lá, não aguento e solto a risada. 

– Rindo à essa hora da manhã? – cesso os risos quando Marta entra na cozinha, com sacolas na mão e um pano de prato pendurado no ombro. 

– Vi algo engraçado. Só isso. – roubo uma das maças que ela trouxe consigo e rio enquanto como. 

– Dona Barbara... 

– Só Barbara. Por favor! – peço a cortando. 

– Barbara... – sorrio sem mostrar os dentes – Desculpe me envolver, eu não gosto de me meter na vida dos meus patrões, mas a senhorita não acha que o Senhor Justin não está mal naquele sofá? 

– Se estiver, não está tão mal quanto eu. – respondo fria. 

– Sim, mas... 

– Faz uma vitamina de morango pra mim? – a corto, de novo. Eu não queria que soubessem dos meus planos, só eu sabia e mais ninguém. 

Ela sorri sem graça percebendo que me "incomodou". – Claro. 

E então ela começa a preparar e eu saio do cômodo. O barulho do liquidificador irritou meus ouvidos. 

Quando voltei à sala, Justin já estava acordado e arrumando bem mal arrumado os lençóis e travesseiro. 

Me aproximo com um sorrisinho no rosto. – Bom dia!

Ele se vira em minha direção e fecha a cara totalmente. – Dia. Porque de bom não tem nada! 

Ele diz em um toz ríspido. 

Faço cara de cínica – Por quê?

Eu não presto. 

Sua raiva é perceptível e sinceramente? Eu não ligo mais. 

– Para de ser sonsa. Você sabe muito bem por quê. – e ele passa por mim como um furacão Katrina. 

Começo a rir novamente e ele escuta, pois bate a porta do escritório com força. 

Ops. Acho que o irritei demais. 

Justin Poin't Of View

Agarro meus cabelos com força, fazendo pressão nos lábios. 

Eu estava fazendo de tudo para não quebrar Barbara no meio. Ela estava sendo tão infantil e me irritando em um nível inexplicável. 

Quando eu ia passar o braço sobre minha mesa para derrubar tudo, o toque do celular me despertou. Olhei o visor:"Safira". Pego o aparelho em minhas mãos quase o derrubando e aceito a chamada, levando-o até a orelha. 

– Fala. – minha voz sai ríspida sem que eu queira. Mas lembro que é Safira, ela não se importa. 

– Bom dia pra você também. – ela debocha. Não disse? 

Caminho até minha poltrona e me sento. – Diga o que você quer. Hoje eu não estou com paciência pra enrolação. 

– Se você brigou com sua boneca, o problema é todo de vocês. Querido. – reviro os olhos diante de sua petulância. Ela não se cansa nunca?

– Tem como dizer logo o por quê me ligou? – pergunto impaciente. Até o ar está me irritando hoje. 

– Oh sim, claro. – bufo – Liguei para lhe dizer que nosso querido chefe disse para chegarmos cedo na empresa, porque o Antony Hall vai visitá-la. 

– E quem é Antony Hall? – pergunto confuso agora. 

– Você não sabe quem é Antony Hall? – ela praticamente grita – Oh meu Deus! Então procure se informar, meu bem. Porque você vai ter que estar uma hora mais cedo na empresa. 

E então ela desliga. E na minha cara. 

Bufo e levanto da cadeira, jogando o celular em cima da mesa. 

Pego minha maleta e coloco tudo dentro. 

Observo o escritório para ver se eu esqueci alguma coisa. Tudo limpo. Vou em direção à porta e a abro, saindo da sala. 

Barbara Poin't Of View

Justin passa novamente por mim como o furacão Katrina e nem sequer fala um "tchau". Mas o que eu podia esperar, não é mesmo? 

Continuo lixando minhas unhas e fecho os olhos quando ele bate a porta da sala. 

Justin e sua mania de bater as portas. 

Reabro os olhos e bebo um gole da vitamina de morango que Marta preparou. 

Quando termino, levanto do sofá com o copo em mãos e jogo a lixa em cima do móvel e caminho até a cozinha. Paro no mesmo instante que vejo a porta do escritório entre-aberta. Eu não deveria entrar ali? Não deveria, mas eu já estava parada na porta. 

Entro com cuidado, como se eu estivesse entrando na jaula de um leão. E de fato, era isso. E observo o escritório. Não mudou muita coisa, as paredes continuavam com tons claros, entre branco e bege, ainda havia um sofá preto que ia da porta até a suíte de Justin – sim ele tem uma no escritório – a mesa ainda é de vidro, a poltrona ainda é marrom e em cima da mesa há muitos papéis espalhados. Um telefone portátil, notebook da apple e... O celular dele. O celular. 

Coloco o copo sobre o vidro da mesa e pego o celular na mão. Ele estava desbloqueado e mostrava que eram dez horas da manhã. Começo a navegar pela agenda telefônica dele e não tem nada demais por enquanto. Apenas o número da Pattie, Jeremy, Ryan e... Amber? 

Não conheço nem uma Amber. Efetuo a ligação e espero alguém atender. 

– Alô? – a voz feminina soa pelo aparelho e eu franzo o cenho, estranhando. 

– Justin? Você está aí? 

Bom, conhecê-lo, ela conhece.

– Você nunca mais me ligou e nem veio aqui no meu apê. Quando vai vir me ver? Estou morrendo de saudade de você, do seu corpo, dos seus lábios...

Desligo a ligação e jogo o celular longe, quase o fazendo parar no chão. Pego o copo e saio daquela sala. 

Sinto que estou tonta e me apoio na parede para não cair. Mas não posso evitar, me encosto ali e vou escorregando até cair sentada no chão frio.

"Estou morrendo de saudade de você"

"Do seu corpo"

"Dos seus lábios"

Essas palavras não saíram da minha cabeça. 

Não, não, não. 

Só pode ser um engano, ele não pode estar me traindo. De novo não. 

Flashback on

 – EU NÃO ACREDITO! VOCÊ TÁ ME TRAINDO COM ESSA VAGABUNDA? – gritei sentindo minha garganta arranhar, mas não ligava. 

Justin estava nú, ao lado daquela nojenta também nua. Dois nojentos.

– Meu amor, não é o que você está pensando. Eu posso explicar! – Justin tenta pegar em meu braço, mas eu sinto repulsa. 

– NÃO TOCA EM MIM! NÃO FALA COMIGO! –gritei novamente e olhei para aquela vagabunda  E VOCÊ? NÃO SABE QUE ELE É CASADO? 

Avanço em cima da mulher e tento à qualquer custo, pelo menos arrancar o cabelo dela. A vadia esconde o rosto com os braços, tentando se defender. Dos meus tapas e falhos socos. 

– AH! AGORA SE ESCONDE, NÈ?  

Continuei batendo nela, e sinto mãos agarrarem minha cintura. Era Justin. 

– ME SOLTA! – gritei me soltando dele, e quando olho minhas mãos tenho os cabelos daquela nojenta. Sorrio com raiva. 

– FICA COM ELA AGORA! FICA E ME ESQUECE! – joguei os cabelos nele. 

Flashback off

Levanto com muito esforço e seco as lágrimas que desciam, com o braço. Vou até a cozinha e praticamente jogo o copo na pia. 

Saio dali e tenho uma coisa em mente: Se Justin estiver me traindo de novo, será a terceira e última vez. 

Justin Poin't Of View

Ando pelos corredores da empresa e os olhares que atraio são inevitáveis. As pessoas param o que estão fazendo para me ver passar, e os sorrisos que causo no rosto das mulheres é um prestígio. Elas brigam por um sorriso meu em troca. 

Chego até minha sala e empurro as portas de vidro, suspirando com o cheiro bom de amêndoa, que entram pelas minhas narinas. Caminho até minha mesa e me sento na poltrona. Coloco sobre a mesa, meu copo de cappuccino. Encaro os mais de trinta papéis em minha frente e começo à folheia-los. 

– Chegou atrasado. – escuto a voz de Safira e logo percebo ela se aproximando.

– Bater na porta é bom. – digo sem olha-na. 

– Tá, sem isso de etiquetas agora... – a encaro só pela sua petulância. Como ela consegue ser assim? 

A loira se senta na cadeira em minha frente e parece estar irritada. 

– O trânsito estava péssimo. – me pronuncio, pois ela me "perguntava" através do olhar. 

– Ah, sim. O trânsito. – ela duvida. 

– Não acredita? 

– Nem um pouquinho. – dou risada. 

– Ok. Eu confesso. – solto a caneta e me encosto na poltrona – Eu me atrasei de propósito. 

– Aah! Muito bem. – ela diz brava praticamente gritando – Se você não chegasse, o que eu diria para o chefe? Ah, desculpe querido chefe, Justin se atrasou porque se distraiu com o jogo na tevê e perdeu o horário! 

Me controlo para não rir. Ela estava engraçada. 

– Nem passa jogo à essa hora. – provoco e ela bufa – Eu já estou aqui, não estou? – ela concorda – Então pronto. Sem mais exagero. 

– Estamos perdendo tempo aqui. O Antony já deve ter chegado. – ela diz se levantando. 

– Vai indo. Eu já vou. – falo indiferente voltando a atenção para os papéis. 

– "Vai indo, eu já vou"? Você tá pensando o quê? – ela grita. 

– Abaixa o tom de voz. – digo ameaçador. E ela, claro, obedece. – Repito, eu já vou. Vai na frente! 

Safira demora um pouco à sair, mas acaba saindo da sala. 

Bufo esfregando os olhos e levanto finalmente. 

Passo a mão no bolso e me lembro que esqueci o celular. Droga. 

Amber deve ter me ligado umas cem vezes, e Barbara deve ter atendido. Mas não ligo, qualquer coisa eu só digo coisas bonitas que a conquista e tudo fica bem de novo. 

Saio da sala e a empresa já está vazia, mas escuto vozes de longe. Vindo do canto obscuro da empresa. Sigo o barulho e chego na sala 3. Tem um cara em cima de um palco, com pose de bacana, e todos em volta estão sorrindo e tirando fotos. 

Quanto exagero! 

Safira me vê e faz um sinal com a mão, me chamando para entrar. Empurro a porta e não só o cara no palco, como todos me olham. 

Como se fosse um ringue. Eu sou o cara barra pesada pronto para agir e o carinha no palco, nem tão barra pesada assim. Se preparando para lutar. 

– Justin Bieber. – ele sorri sarcástico. 

Já não gostei desse cara. 

– Eu mesmo. – falo com a cara fechada, me aproximando. 

– É uma honra estar aqui na sua empresa. 

– A empresa não é minha. – Safira me repreende com o olhar. Meu tom estava arrogante. 

Ele sorri falsamente, continuando o seu discurso idiota. 

                   ***

– Foi um prazer ter visitado vocês hoje. A empresa anda bem, só precisa de uns ajustes e logo se tornará a melhor, ou não. – O tal de Antony diz, me fazendo revirar os olhos e bufar. 

Esse cara se acha. 

– Bieber... – ele se vira pra mim e eu mantenho a expressão fechada. 

– Justin Bieber. – corrijo e ele sorri sem graça. 

– Justin Bieber. – sinto deboche no tom de voz dele, mas decido ignorar – Gostei muito de ter te conhecido. Um dos maiores empresários da cidade! Só não me supera, mas você vai bem nos negócios. 

Semicerrei os olhos. É muita folga mesmo. 

– Pena que não posso dizer o mesmo. – digo me referindo ao "gostei muito de ter te conhecido" e algumas pessoas em volta, principalmente Safira, estão surpresos – mas nem tanto – com o meu tratamento – E deixa eu te dizer uma coisa, meu caro...

Fico sério – Não se acha muito não, ok? Seu reinado pode cair. 

Bato no ombro dele forte até demais e sinto que ele está prestes à me dar um soco à qualquer momento. Mas ele não faz tal alto, simplesmente se despede de todos e sai pelas grandes portas da empresa. 

Já vai tarde. É o que eu penso. 

– O que foi isso? – ouço a voz furiosa de Safira e logo ela se põe em minha frente – Você ficou louco ou o quê? Por sua causa ele nunca mais vai querer por os pés aqui. Você ferrou com tudo, Justin!

Reviro os olhos – Ele se acha demais. Quem ele pensa que é pra vir aqui querer dar uma lição de moral em todos? Não é assim que a coisa funciona, baby.

Ela se cala, mas posso perceber que ainda está com raiva. 

Ninguém e repito, ninguém pisa em mim e sai de cabeça erguida. Me humilhou, eu humilho de volta. 

E posso garantir que é bem pior o que eu faço. 

                ***

Tranco as portas da minha sala e guardo a chave em meu bolso. Ando pela empresa – que há apenas quatro pessoas – As cumprimento e entro no elevador. 

De tão distraído que eu estava, nem percebi quem estava ao meu lado. Sorrio para a ruiva, que sorri de volta. 

– O que está fazendo aqui? – pergunto evitando olha-na. 

– Vim te ver. Já que você não faz isso há dias! – ela responde. 

– Eu estive cuidando da minha mulher. – ela se cala por um segundos – Infelizmente ela perdeu nosso bebê. Um trágico acidente. Fiquei muito abalado com tudo isso, entende? 

Agora eu a olho e ela me lança um olhar compreensível  Entendo perfeitamente. Sinto muito pela sua perda!

– Já está tudo bem. – sorrio – Para onde vamos?

– Ah, podemos ir para o meu apartamento. O que acha? 

– Eu acho ótimo. – sussurro e ela morde os lábios. Oh, droga! 

Não demora muito para que o elevador pare e nós saímos juntos dali, mas afastados um do outro. Se alguém visse, seria o fim para minha reputação. Sorrio de canto pra ruiva e passo o cartão na máquina, saindo finalmente da empresa. 

      Barbara Poin't Of View

Bato os dedos impacientemente no volante. Eu estava há uma hora em frente à empresa de Justin. Sim, eu estava o esperando. Se eu tivesse alguma dúvida, tiraria hoje. Quando estava quase desistindo e ligando o carro, o vejo saindo com uma ruiva ao lado, ela era alta e tinha bem mais corpo que eu. Mas espera... Eu a conhecia de algum lugar, mas de onde?

Eles entram na ferrari de Justin, e logo o carro entra em movimento. Não perco tempo e os sigo. 

Eu não conseguia enxergar direito o que eles estavam fazendo dentro do carro, pois os vidros eram fumê. Os meus e os dele. Mas eu podia ver suas sombras se mexendo. 

O semáforo fica vermelho e eu respeito isso. A ferrari está um pouco à minha frente. Mais um pouco eu batia na traseira do carro e seria descoberta. Logo o sinal fica verde e eu avanço. Com certeza eu estava dirigindo em alta velocidade, mas não ligo para isso agora. Eu quero segui-los, ver até onde vão. Dirijo por mais 20 minutos, e a ferrari estaciona em frente à um apartamento. Parecia de luxo. Espero um pouco e desço do carro com os óculos da dior nos olhos, caminhando até a portaria. O porteiro me barra e eu o encaro confusa. 

– Desculpe moça, mas só entra quem mora aqui ou acompanhante de algum... – ele para de falar quando eu tiro os óculos relevando ser eu – Senhora Bieber... Me desculpe pelo transtorno, pode entrar! 

O velho – não tão velho assim – Libera minha passagem e eu não perco tempo, passando pelo grande portão de metal. Realmente nós valemos o que somos e o que temos. Ando pelo apartamento e não pude deixar de perceber o quanto aquilo ali era bonito. Logo na entrada havia um lustre pendurado no teto, que cegava os olhos de tanto que brilhava. As portas dos elevadores são douradas e custam mais que minha alma. Até porque minha alma não tem preço. A vadia vive bem... Digo, a ruiva. 

Avisto Justin e aquela mulher entrando em um elevador mais à frente e penso em um jeito de segui-los sem que me vejam. Nossa, estou até me sentindo uma agente do FBI. Penso um pouco e vejo uma escada... Isso a escada. Mas como eu saberia o andar para onde eles estavam indo?

– Licença. – me afasto dando espaço para uma mulher passar e ela vai em direção ao mesmo elevador que Justin pegou. 

Não perco tempo e paro na frente dela, tentando não parecer uma maluca – Escuta... Você sabe para qual andar aquele elevador vai?

Ela me olha desconfiada. Até eu ficaria assim se me parassem do nada. 

– Ãn... Ele vai para os andares 6, 7, 8 e também o...

– Obrigada! – não deixo ela terminar de falar e caminho até a escada. Foi falta de educação? Foi, mas eu precisava agilizar. 

Eu iria descobrir naquele momento se Justin novamente está me trocando e confesso que isso dói muito. 

Começo a subir a escada e vejo que será um caminho longo, pois tem mais de cem degraus aquele negócio. 

Meu salto 15 não ajudava muito. Meus pés começavam a doer, mas eu não ia parar. Eu ia continuar até ver com meus próprios olhos o que Justin tá fazendo comigo. 

                         ***

Quando chego no último degrau já estou ofegante. Empurro a porta que dizia "Andares 6 à 9" e vejo um longe corredor. No chão contém um tapete vermelho que dá até o fim do corredor e há várias portas, com vários números colados. No teto têm quatro lustres que iluminavam bem o espaço, e também mesinhas com vasos de flores somente brancas. Posso afirmar, tudo isso é chique demais. A cada passo que eu dou meu frio na barriga aumenta, meu estômago embrulha – mas não de fome e sim, nervoso – E sinto que estou suando frio. O nervosismo é grande nessa hora. Dói imaginar o que Justin possa estar fazendo com aquela mulher. 

Ando mais um pouco pelo corredor com bastante cuidado. Paro de andar pois uma porta me chamava. O número é "310". Era ali, sei que era. Me viro para a porta e toco a maçaneta, a rodo e por muita, muita sorte ela está aberta. Empurro devagar e entro no apartamento. Se me vissem, poderiam simplesmente dizer que é invasão de privacidade. Ele é bem bonito. Se não for aquele o apartamento que eles estão, espero que os donos me perdoem. Caminho pela sala, observando tudo e escuto risadas vindo de uma porta entre-aberta. Mudo meu caminho para lá e já sinto meus olhos molharem de lágrimas quando vejo a camisa dele. Crio coragem e empurro a porta de vez. 

Justin está abraçando aquela mulher e a beijando na cama que havia ali. Ela se solta dele e me encara surpresa. Ele acompanha seu olhar e desmancha o sorriso quando me vê. 

– Barbara... 

– Então é isso? – minha voz sai falha pelo choro que me domina. 

Eu mal pude acreditar. Tudo de novo! Toda aquela porcaria de novo. 

Eu não posso aguentar. 

– Eu posso explicar... – ele se levanta vindo em minha direção. Dou um passo para trás. 

– De novo... – não consigo firmar a voz, por mais que eu tente – Você me trocou... Mais uma mísera vez!

– Meu amor, me escuta... – Balanço a cabeça negativamente e saio daquele quarto. Eu não conseguiria ficar olhando pra ele e... Pra ela. 

Sinto ele vindo atrás de mim, mas não paro. Até suas mãos agarrarem meu braço, me fazendo olha-no. 

– Por que Justin? Por que? – pergunto com a voz quase inaudível. 

– Eu... – ele olha para o chão, sem saber o que falar. 

Assenti, mesmo ele não vendo o ato. 

Paro de chorar e o único sentimento que nutri por ele foi desprezo. 

E então Justin se abaixa em minha frente, segurando minha mão. 

– Não me deixa. Eu te amo! – uma lágrima desce de seu olho, mas eu não me comovo. Continuo com a expressão fria e indiferente. 

– Quem ama não trai. – digo fria, soltando minha mão da dele. 

– Me perdoa. –  ele implora. 

– Não. Dessa vez não tem perdão – me afasto daquele homem que eu não conheço mais e encaro a mulher atrás dele. A maldita ruiva – Fica com ela. 

Menciono com a cabeça a ruiva, e ele a olha. Negando em seguida. 

– Não, eu quero você! – ele levanta e me abraça. Eu não mexo um músculo, mas quando percebo o que está acontecendo finalmente me solto dele. 

– Seja muito feliz com ela. Vocês se merecem! – falo com desdém os deixando. Quando já estou na escada, caio nela e choro, choro até não poder mais. 

Era a última vez. Era o fim de 5 anos de relacionamento. 





Notas Finais


Confesso pra vocês que eu quase chorei nesse capítulo!

Agora, dêem seus palpites. Será que Barbara vai embora de casa? Será que ela vai deixar Justin pra sempre? Comentem.

Vou TENTAR não demorar a postar, no máximo quinta-feira sai o próximo capítulo. Porque é de 3 em 3 dias!

Indiquem a fic pros amiguinhos, ok? Vou adorar tê-los aqui.

Beijinhos e fiquem com Deus 🌸

Com amor, Esther 🌷


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...