História Semelhante a seus sonhos - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 15 - Anthony VII: A ligação!


Ao ouvirem Lara mencionar o suposto bebê, o silencio que já existia na sala para que eu discursasse, agora era um pouco menor devido aos sussurros que as pessoas faziam. Além do olhar de meu pai, minha mãe também parecia um pouco confusa, enquanto Raissa e Caroline também pareciam não saber como agir.

- Esquecemos a boneca que você queria Lara! Estava muito cara por lá e eu não deixei ele comprar, mas amanhã eu levo seu irmão em uma loja que conheço para compra ela pra você! – Respondeu Isa, inventando uma mentira com uma rapidez e mestria assustadoras, causando uma reação de alivio nos olhos de minha mãe, mas não ainda nos do meu pai.

- Eba! Vou ganhar uma boneca! – Gritou Lara aparentemente esquecendo a história da criança. Eu estava salvo, pelo menos por enquanto.

Raissa e Caroline então resolveram sair, alegando que Caroline precisava voltar pra casa, pois estava se recurando aos poucos da morte de sua mãe, elas aproveitaram a deixa para levar Lara junto, como forma de evitar que ela tocasse no assunto novamente.

A festa seguiu normalmente, eu contei todas as histórias sobre os jogos, com Isa me envergonhando às vezes, mencionando detalhes desnecessários. Mais do que nunca eu me sentia apegado a ela, não de uma maneira romântica, era mais uma parceria, uma irmandade, como se fossemos gêmeos, algo que eu só havia sentido até agora com Bruno.

Após o final da festa ficamos todos arrumando tudo, Isa ainda estava lá e eu decidi convida-la a dormir na minha casa, algo que ela prontamente rejeita por medo do pai.

- Prometi que voltaria hoje, acho melhor cumprir, ele já vai ficar bravo de saber que não somos namorados de verdade e ter viajado com você, imagina se eu dormir aqui!? – Respondeu ela.

- Vou até sua casa com você então! – Falei, enquanto já me dirigia à porta.

- Sua mãe a leva, quero falar com você! – Interrompeu meu pai, que enquanto Isa e minha mãe saiam mudou o tom de voz e do olhar. – Sua mãe sempre vai acreditar na santidade máxima de vocês dois, mas eu não sou burro. Vi a sua cara de susto quando a Lara mencionou a criança e já havia estranhado aquela garota grávida que dormiu aqui aquela vez...

- Era só uma amiga... – Tentei me defender.

- Olha filho, eu te amo, mas vou amar menos se continuar me tratando como idiota! – Completou ele cada vez aumento mais seu tom de voz.

Meu pai era um homem inteligente, que nos criou de uma maneira extremamente dura, jamais maldosa ou agressiva, mas firme. Seus métodos aparentemente davam certo e combinavam perfeitamente com a maneira amorosa da minha mãe, cada um cumpria uma função na criação e assim Raissa e eu jamais demos problemas. Apesar do estilo de vida de Raissa preocupar minha mãe, ele considerava que a liberdade que ela possuía era o que impedia de fazer coisas piores, dada a sua personalidade.

- Entre você e sua irmã, provavelmente você seja meu maior acerto, mas acho que confiei demais na sensatez que você possuía desde que era criança e te deixei muito livre, agora temos um gigantesco problema, que eu sinceramente esperava mais que viesse dela!

- Olha pai, eu juro que...

- Chega Anthony! Já disse pra parar de tentar me enrolar! – Gritou ele em um tom que jamais o vi alcançar. – Você foi homem pra aquela garota, ta querendo ser homem pra mentir na minha cara, então me diga agora novo homem, o que vai fazer?

- Eu já to fazendo algo, Sophia tem quem ajude por enquanto, eu estou me esforçando para que essa coisa de futebol de certo!

- Sua aposta para criar uma criança é uma carreira que 1% das pessoas consegue alcançar? Eu sempre defendi que devia ir atrás de seus sonhos, mas isso era quando você dependia de mim e ninguém dependia de você!

- É pequena, eu sei, mas é a única chance que eu tenho, por favor pai, me de um tempo, não conte a mãe! – Implorei.

- Obvio que eu te darei tempo, não tenho a mínima intenção de te atrapalhar, mas não deixarei que aposte tudo em uma chance tão pequena. Até o teste no fim do ano, você deve estudar para o vestibular e treinar ao mesmo tempo, sem videogames, sem namorada, sem vida! Quero cada célula do seu corpo e cada neurônio dedicado a essa criança, dia e noite, ouviu? – Disse ele enquanto eu fazia cara feia, pensando se conseguiria dar conta de tanto. – É uma ordem, não um pedido. Ter usado seu pau não te fez maior de idade então não ouse me desobedecer. Se você se esforçar eu te ajudo, mas não vou te privar de sofrer as consequências de seus erros! – Completou.

Eu o olhei, pensei para mim mesmo que apesar do tom pesado que usava, a intenção era a melhor possível. Meu pai não aceitaria menos do que meu melhor e o motivo pra ele me pedir isso é porque confia que eu consigo.

- Não vou decepcionar o senhor nunca mais, pai! – Respondi a ele enquanto segurava o choro.

- É o seu filho que você não deve decepcionar agora Anthony, se esforce por ele e ninguém mais! – Completou ele, antes de eu me dirigir ao meu quarto e imediatamente começar as pesquisas para meus estudos.

A partir do outro dia, eu parei de ir aos treinos de futebol na manhã, e passei a treinar com Isa todos os dias. Íamos sempre a um campo que ficava perto da casa dela, num bairro á margem do centro, onde as pessoas sequer tinham coragem de morar, mas possuía o espaço que a gente precisava e uma grama consideravelmente boa.

O treino sempre começava às sete e meia da manhã e às onze e meia voltávamos para a casa dela, onde tomávamos banho juntos, paraaa...beeeem...exercitar um pouco outros músculos! Ela controlava minha alimentação, por isso após sair do treino eu almoçava em sua casa e íamos juntos para a escola.

Após o primeiro dia eu estava exausto e tinha que estudar muito ainda para passar em um vestibular, que me permitiria entrar em um curso para completar o ensino médio e um curso técnico ao mesmo tempo, caso o futebol não desse certo, era o caminho mais curto para eu ter um bom emprego e ajudar a Sophia, mas ainda não resolvia o problema a curto prazo e ela acabaria ficando com o Kaio.

Ela então me mandou mensagem, pedindo que a fosse ver e na tentativa de pensar em uma alternativa eu resolvi ir lá. Apesar de um pouco preocupado pelo convite repentino, eu sai de la extremamente feliz, descobri que teria um garoto e a notícia só fez com que tudo ficasse mais real ainda na minha cabeça. Eu vou ter um filho! Era o que pensava enquanto acaricia a barriga dela e não consegui imaginar um segundo sequer viver longe dos dois.

- Esquece o Kaio, vamos dar um jeito, eu prometo! – Disse.

- Acredito em você, mas estou mais preocupada com nosso filho do que com nós! – Me respondeu ela.

- Tudo bem, acho que posso sobreviver se vocês namorarem mais alguns meses, mas invista em seu roteiro, precisamos fazer isso dar certo! – Respondi, sem julga-la por querer continuar com o Kaio, já que eu continuaria meus banhos com a Isa.

Ficamos algum tempo deitados na cama dela, nos beijamos, acariciamos, parecíamos mais do que nunca um casal, admirados e abobados com aquela pequena coisa que crescia na barriga dela enquanto estávamos ali, mas a realidade bateu à porta e eu tive que ir embora. Tinha que estudar!

Assim minha rotina se seguiu no resto do ano, eu treinava durante a manhã, treinava e estudava na escola e estudava mais ainda em casa. Duas vezes por semana, quando a mãe de Sophia trabalhava até mais tarde, eu ia até a casa dela, onde ficávamos abraçados na cama e cada vez que saia de lá a vontade de tornar aqueles momentos permanentes aumentava e o medo de jamais ter aquilo para sempre era proporcional.

Uma vez por semana, eu e Isa íamos ao supermercado comprar as coisas para meu almoço. Um dia o que a gente sempre frequentava estava fechado e resolvemos ir até o que Kaio trabalhava, que era de seu pai, após a aula.

Chegando lá ele me cumprimentou enquanto eu passava pela seção de legumes, mas sequer olhou para Isa.

- Conhece ele? – Questionou ela.

- Sim, é o namorado da Sophia. – Respondi.

- Você disse que ele seria um grande pai no seu lugar, não é? – Perguntou ela, naquele tom de deboche que eu já havia aprendido a identificar.

- Tá bom, vamos lá! O que você sabe?

- Ele é o ex de uma amiga minha e recentemente ela me contou que uma vez por mês ele vai matar a saudade com ela! – Contou Isa, enquanto se maravilhava com minha cara de surpresa ao ouvir aquilo.

O que Isa acabará de me contar mudava toda minha visão sobre o Kaio, que desde o dia que o conheci era quase a perfeição em pessoa, mas assim como eu e Sophia, ele parecia ter alguém que era seu ponto fraco. Porém eu não podia julgá-lo, já que era amante da sua namorada, mas também aliviava pela primeira vez minha consciência que pesava desde o primeiro dia em que beijei a Sophia com eles sendo comprometidos.

- E quando isso começou? – Perguntei, pensando se era por causa da gravidez.

- Na primeira semana de aula, se não me engano, íamos sair, mas ela cancelou porque estava deprimida e depois contou que Kaio a foi visitar! – Contou ela, me fazendo perceber que ele na verdade havia iniciado a traição antes de nós. – Porém ele a rejeitou depois durante algum tempo, até que um dia voltou lá, perguntando se ela aceitava somente algo casual. A idiota ama ele e aceitou, não tem noção da raiva que aquilo me deu! – Completou ela, me deixando curioso sobre o motivo dele ter mudado o pensamento de repente.

Bem, aquilo não era problema meu e eu me sentia mais tranquilo em seguir em frente com o plano de ficar com a Sophia e o Christopher.

No final do ano, finalmente eu estava pronto para fazer o teste que me levaria à algum time, o vestibular havia sido um sucesso e sai da prova extremamente confiante, mas minha prioridade mesmo era o futebol.

No dia do teste eu recebi uma ligação que mudou as coisas. Toda minha confiança se esvaiu e eu fiquei nervoso de novo, minhas certezas voltavam a ser duvidas e eu acabei indo mal, muito mal. Minha carreira foi pro lixo!

Voltando da capital, extremamente decepcionado, mal pude olhar para cara da Isa, do meu pai e muito menos para Sophia, não sabia como falar com ela. Mas não precisava, ela estava com o Bruno e tive que esperar até que voltasse de viagem. No inicio do ano, porém, a decepção, prestes a ganhar a criança ela volta e a minha noticia ruim, que preferi dar pessoalmente, se uniu a noticia ruim dela: O roteiro fracassou também!

- Ainda vamos dar um jeito, estamos juntos! – Disse ela, enquanto eu me lembrava da ligação que recebi e tomava a minha decisão final.

- Desculpa, não posso sacrificar meu futuro agora que não tenho como cuidar dessa criança, sequer sei se é meu filho mesmo. Fique com Kaio! – Respondi com as palavras mais dolorosas que já saíram da minha boca. Meu deus, sou um idiota! Eu fiz de novo!


Notas Finais


Valeu por ter lido e espero que volte para o próximo!


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