História Sempre a vida após o caos - Capítulo 31


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Celeste Newsome, Kile Woodwork, Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson
Tags A Seleção, Descobertas, Princesa, Principe, Rainha, Realeza, Rei, Romance
Visualizações 79
Palavras 1.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - XXVIII - Coroação (Parte 2)


Fanfic / Fanfiction Sempre a vida após o caos - Capítulo 31 - XXVIII - Coroação (Parte 2)

 

 


A coroação passou lenta e entediante, bom pelo menos para as outras pessoas que pareciam mais entediadas impossível. Eu fiquei atenta a tudo o que estava acontecendo, a cada movimento do arcebispo e dos bispos, a cada movimento das minhas damas para se segurarem umas nas outras e em alguns guardas que estavam ali do lado. Na metade da coroação eu já não sentia a minha cintura, já que as meninas e Celeste fizeram questão de apertar bem o meu espartilho. Eu não tinha conseguido olhar muito para os convidados, afinal tinham milhares dentro da abadia, mas eu tinha conseguido olhar de relance a minha família e as meninas na "Caixa Real", onde a família real e, no meu caso, meu convidados de "honra" ficam. 

Meu pai estava muito concentrado em tudo o que acontecia na sua frente, as meninas pareciam mais emocionadas que a minha própria madrinha. A minha 'avó' estava sentada em seu lugar e eu não conseguia de jeito nenhum decifrar o que ela estava pensando ou sentindo. Eu vi de relance Maxon com a senhora Amberly no fundo da caixa, ela também parecia bem emocionada e o Maxon estava com um sorriso triste. Eu queria falar com ele, muito. 

No final da coroaçao, assim que eu recebo a comunhão e troco a coroa, toda a procissão acompanha eu e as meninas para fora da capela atrás da abadia, onde eu tinha recebido a comunhão. Todos os primeiros-ministros e nobres já tinham começado a se retirar da abadia, mas quando nós começamos o caminho para as grandes portas principais nós demoramos cinco minutos para chegar às escadas, e olha que elas nem são tão longe assim. 

O cetro e a orbe, principalmente a orbe, não são leves então antes mesmo da metade do caminho eu estava com vontade de gritar para que eles apressassem o passo. As meninas pareciam conversar discretamente entre si atrás de mim e o arcebispo e o bispo que estavam ao meu lado não pareciam muito com vontade de conversar, mas era algo que eu precisava, eu passei quase quatro horas sem falar praticamente nada a não ser as juras, que na minha opinião não contam, mas agora seria mais quase nove quilômetros dentro da carruagem e depois as milhares de fotos da coroação. As fotos oficiais que seriam liberadas para o público demoravam duas horas eu tudo o que eu mais queria era tirar esse espartilho. 

Mas eu sorrio assim que eu piso fora da abadia, só de ver a felicidade de todos valia a pena, mas eu fico um pouco triste assim que o porque de eu estar aqui agora me atinge. 

Assim como a viagem de ida para a abadia a viagem de volta para o palácio foi longa, mas não só porque parecia que o número de pessoas nas ruas tinha aumentado e o caminho também, mas porque a carruagem que estava na minha frente continha todas as jóias reais que tinham sido usadas durante a coroação. 

Assim que nós entramos no palácio Aura vem correndo com seu lindo vestido para as fotos, as meninas pareciam acabadas e eu rio assim que elas se despedem dizendo que iriam para a sala do trono, onde seriam tiradas as fotos. 

Eu sou levada para a sala que dá para a sacada onde eu iria falar o meu discurso e lá eu espero com Aura a minha família; da janela eu e Aura ficamos cuidando as carruagens e carros que chegam e ela fica me contando o que ela ficou fazendo enquanto eu estava fora. Eu fico feliz que ela não tenha sentido falta de mim e tenha se divertido e fico mais feliz ainda por ela ainda ser pequena e não entender o que está acontecendo. 

Diferente de antes os convidados não demoraram muito a chegar e logo minha família já estava na sala conosco, eu cumprimento todos e todos me reverenciam, sempre dizendo junto "Longa vida a rainha". Eu me aproximo de Marlee e ela sorri, ao mesmo tempo que faz uma reverência. 

-Por favor não fale. 

-Se você prefere assim. Como está?

-Bem, mas essa coroa pesa e meus pés já estão doloridos. 

-Eu irei pedir que lhe tragam uma sapatilha para você colocar depois das fotos. 

-Lee, você sabe onde a senhora Amberly e o senhor Maxon estão?

-Por que? Dona America, o que você não me contou? 

-Depois eu lhe conto, Lee, eu prometo. Mas então?

-Que eu saiba eles estão nos jardins, na recepção. 

-Você pode pedir para ele me encontrar no salão do trono, depois das fotos? 

-Sim, é claro. Mas agora eu acho que seus primos querem falar com você. - ela faz outra reverência se retirando, mas logo depois Henry e Ben chegam perto, também fazendo uma reverência e beijando minha mão. 

-Henry, Benjamin. 

-Vossa majestade. Como está, rainha?

-Bem, Henry, e o senhor?

-Também, também, mas devo admitir que gostaria de estar em casa agora. 

-Bom, não podemos ter tudo que queremos, não é mesmo, Henry? 

-E como está a Princesa Aurora, rainha?

-Bem, ela está brincando com os pequenos do Ben, em algum canto da sala.

-Você não deveria deixar ela sem segurança, prima, querendo ou não, se algo acontecer com você ela é sua única herdeira. 

-Vossa majestade, está na hora. - Celeste, que apareceu do nada, diz da porta onde nós entraremos. 

Eu assinto e peço licença para meus primos. Mas antes de dar o sinal para eles abrirem as portas eu puxo Celeste de lado e olho discretamente para meus primos, para ter certeza que eles não estão ouvindo. 

-Celeste, mande reforçarem tanto a minha quanto a segurança da Aurora, e mande um guarda ficar com Aurora todo a hora, como o Lucas. 

-Aconteceu algo, Ames?

-Eu não sei, mas meu primo está mais estranho do que o normal. 

-Irei agora mesmo. - ela diz saindo apressada, claramente preocupada. 

-Aurora! - eu grito por ela, que vem correndo na minha direção, rindo com seus primos. 

-Sim, mamãe?

-Nós já iremos para a sacada. Venha. - eu assinto paras os guardas que abrem a porta, e eu pego a mão de Aura, antes que ela possa correr para o seu pequeno palanquinho na sacada. 

As pessoas gritam ainda mais alto quando veem eu e Aurora acenando para eles. Eu rio vendo alguns cartazes, muitos deles me pedindo em casamento, outros pedindo para adotarem a Aurora, e algumas montagens muito fofas e outras até um pouco bizarras. 

Depois de toda a minha família já estava na sacada Natalie me entrega meu discurso e assinto para os guardas que estavam lá embaixo e eles pedem silêncio. 

-Meu querido povo, meu querido povo inglês, escocês, irlandês, galês e todo o povo da Comunidade das Nações. Eu fico muito feliz e honrada em receber todos vocês aqui hoje nesse dia tão especial para todos. Nesse dia, 04 de Junho, nós comemoramos um momento que tenho certeza será lembrado por todos. Depois de três anos sendo Princesa de Gales e sete meses me preparando para este dia me ensinaram diversas coisas. Não, eu não cresci em meio à criados, vestidos e coisas bonitas, na verdade eu cresci bem longe disso, mas foi esta mesma criação que me preparou para este dia e para o que está por vir. E eu fico muito feliz e emocionada por ser a rainha de vocês e por vocês dizerem que eu sou a rainha de vocês.

Eu sei que esta jornada não será fácil e nós teremos tempo difíceis, mas nós iremos passar por tudo o que vier, como o povo que nós somos, como o povo unido e persistente que nós somos. Que Deus abençoe todos. 

 



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