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História Sempre Ao Seu Lado - Capítulo 1


Escrita por: e R31


Notas do Autor


Olá narnianas e narnianos!
Vamos ver se desta vez nossos planos dêem certo... esperamos que gostem! ^^ ❤

Capítulo 1 - Despedida de Solteiro


Fanfic / Fanfiction Sempre Ao Seu Lado - Capítulo 1 - Despedida de Solteiro


Edmundo e Pedro Pevensie não se lembram exatamente quando fora a última vez que sentiram tanta vergonha alheia na vida. O ambiente ao redor deles era escuro e caótico, luzes piscavam no globo espelhado pendurado no teto, luzes vermelhas, verdes, azuis, amarelas, roxas entre outras dançavam pelo salão. Mulheres seminuas desfilavam pelo local, dançando no colo de veteranos da aeronáutica americana e muitos destes homens gritavam em incentivo que a stripper “estrela da noite” descesse cada vez mais sobre o colo do noivo “felizardo” da noite, Daniel Walsher.

Os irmãos Pevensie franziam a testa, suas posturas eram idênticas, tensos, os dois estavam vendo aquela cena repulsiva de longe. Estavam muito longe de casa, longe de Finchley e mais ainda, da Inglaterra. Perto da área do barman daquele (sem haver um nome descritivo melhor para ser dito) bordel decadente, localizado ao noroeste dos Estados Unidos, no estado Washington, na cidade de Seattle. Era nessa cidade que Susana pretendia trocar juras de amor eterno? Por aquele homem? Francamente – não tinha cidade mais longe para Susana ir arranjar um marido, não?

Enquanto Edmundo estava paralisado pelo desgosto, só de pensar que aquele homem era quem iria se casar com Susana, sem conseguir tomar um gole sequer da dose completa de martini que foi servida em seu copo, com certo desconforto por aquele local como um todo, Pedro estava fazendo exatamente o oposto: ele estava tão tenso, que estava mandando uma dose de uísque atrás da outra, se segurando para não ir até Daniel e quebrar a cara desse individuo que, em menos de vinte e quatro horas faria parte oficialmente da família Pevensie. Nem Rabadash havia sido tão repulsivo, pelo amor de Deus!

Qualquer que fosse o motivo deles, para odiar aquele lugar com todas as suas forças, fosse pelo fato de que eles desprezavam lugares assim, por eles mesmo já terem sido reis de Nárnia (em outro mundo, em outra vida), onde uma de suas leis era a proibição total da exploração sexual de mulheres, crianças e de qualquer ser vivo. Fosse o fato de que nenhum deles suporta o noivo de Susana. Fosse porque eles só estivessem ali para impedir que Daniel fizesse besteiras ainda mais desonrosas, o fato é que ambos estavam desesperados para ir embora.

Lúcia havia segregado com Ed e Pedro, que Susan também faria uma despedida de solteira, mas ela, Lúcia e as mulheres que estivessem com elas iriam, até uma lanchonete badalada 24 horas, bem iluminada, onde era muito frequentada, por casais e homens bonitos e solteiros, onde elas pretendendiam encher o bucho de salgados e milk-shakes até altas horas. Não haveria nenhum homem vestido de bombeiro sexy dançando para elas, mas o melhor de tudo: teria comida, COMIDAS E BEBIDAS DE VERDADE, não essas porcarias batizadas com água que servem neste moquifo.

-Que inveja das meninas agora – resmungou Pedro, já muito fora de si, ao tomar mais um gole de seu copo, ele fez uma careta, aquilo era tão ruim que o loiro já havia perdido a sensibilidade de seu paladar e nem sentia o gosto de mais nada. – Queria eu estar enchendo a cara de milk-shakes e não com essa porcaria barata...

Edmundo concordou com um aceno de sua cabeça:

-Acho que vou precisar de uns cinco ou seis vidrinhos de colírio, para desinfectar meus olhos antes dormir hoje. Meu Deus, esses caras estão tão bêbados que nem percebem que quem está dançando na frente deles nem é mais uma mulher de verdade... – dizia Edmundo, Um pigarro soou às costas deles, havia um cliente ali que os olhou de cara feia.

 –Sem ofensas, cara – balbuciou Pedro, para o outro cliente mal-humorado -, mas tá vendo aquele idiota ali, sentado naquela cadeira bamba no pedestal? Está vendo-o?

-Tem como não ver, Pedro? Que droga! – Resmungou Edmundo, revirando os olhos.

-Está vendo, moço? – Pedro continuou; agora apontando com o dedo para onde Daniel estava. – Aquele imbecil que acha que está mandando ver, é aquele retardado ali que vai se casar com a nossa irmã amanhã. Então vê se deixa a gente sentir ódio em paz, se não se importa...

-Okay, me desculpem – o outro homem diz, levantando suas mãos em rendição, pegando sua dose de licor se afastando apressado. Quando os dois irmãos voltaram seus olhos para o pedestal principal, Pedro sentiu vontade de matar Daniel e Edmundo sentiu ânsia de vomito. Entre o show de horror protagonizado por Daniel e discutir com um desconhecido, eles certamente preferiam a segunda opção.

-Eu vou matar esse filho duma p... – Pedro exclamou, enojado, deixando seu copo cair no chão, fazendo o líquido aguado se espalhasse por todo lado, ate mesmo sujando a barra de sua calça e a calça de Ed, Pedro se levantou num pulo e, mesmo cambaleando, caminhou na direção onde Daniel estava. Parecendo ser o único homem sóbrio naquele lugar, Edmundo bateu seu copo sobre a mesa com pressa, também se levantou e correu para alcançar Pedro.

-Não, não, Pedro, para, não vale a pena – exclamou Edmundo, se colocando na frente do mais velho.

-Saia da minha frente Edmundo! Eu vou arrebentar aquele babaca! – Pedro diz, entredentes, completamente possesso.

-Ah é? – Edmundo desdenhou, ainda tentando parar seu irmão. – Vai ser você apenas? Ou seria nós e quem mais, contra Daniel e os amigos dele? Um grupo de trinta e oito militares veteranos da aeronáutica americana? Estamos em minoria, caso não tenha notado, Pedro!

-Grande coisa, fui militar no exército britânico também! Sei muito bem que posso quebrar a cara de metade desses imbecis com uma mão presa nas costas! – Pedro praticamente berrou, chamando atenção indesejada. Pelo canto do olho, Edmundo reparou que três ou quatro militares ao redor deles já os lançavam olhares tortos e de caras feias, sendo que um deles tinha o dobro do tamanho e o triplo da massa corporal de Pedro. Eles poderiam dar conta do recado, sim, mas apenas se ambos estivessem em plena forma e sob total domínio de suas faculdades mentais.

E mesmo que Edmundo pudesse muito bem dar conta de apagar dois ou três desses sujeitos por minuto, ele não sabia se conseguiria fazer isso, sendo que ainda teria de dar cobertura a Pedro, que mal conseguia andar por dois ou três metros sem tropeçar nas próprias pernas.

-Que seja, mas eu não vou deixar você nos matar, Pedro – diz Edmundo, num tom sério.

-E como exatamente você pretende me impedir, irmão? – Desafiou Pedro levianamente, ele não esperava que Edmundo tivesse uma resposta para isso, na ponta da língua.

-Assim... – Edmundo respondeu, Pedro iria rir com sarcasmo, mas antes de esboçar qualquer expressão de desdenho, tudo o que o loiro viu era o punho de Edmundo voando em direção ao seu rosto. Após o impacto, certeiro e violento, Pedro caiu no chão no chão, como um saco de batatas, desacordado.

Edmundo fez uma careta de dor, ao massagear os nós de seus dedos doloridos, mas observando seu irmão caído inconsciente no chão deste buraco, o moreno respirou fundo. “Droga...”, Ed pensou, se sentando sob os calcanhares ao lado do loiro, se perguntando como exatamente ele carregaria Pedro para de volta ao hotel sozinho, e sem chamar a atenção das autoridades locais.

-Me desculpe, Pedro... mas isso foi para o seu próprio bem, irmão. – Edmundo resmunga, com dificuldade, ao jogar o corpo pesado e desacordado de Pedro por sobre seus ombros, rangendo os dentes, para então se dirigir a saída daquele lugar. Felizmente, ninguém estava ligando para o que acontecia ao seu redor, isso faciltou a vida de Edmundo.


Notas Finais


Esperamos que tenham gostado! Por favor, nos contem suas primeiras impressões desta história ^^ ❤💙
Até o próximo capítulo!


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