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História Sempre Ao Seu Lado - Capítulo 28


Escrita por: e R31


Notas do Autor


"Queria ter vergonha na cara
Mas vergonha na cara não posso ter
Para ter vergonha na cara é preciso se reter
Mas é sobre EdLu que quero escrever"

Aproveitem 😆❤
Assinado, @R31

Capítulo 28 - Um Momento de Hesitação


Fanfic / Fanfiction Sempre Ao Seu Lado - Capítulo 28 - Um Momento de Hesitação

Você é tudo o que eu achava que nunca seria

E nada como eu pensei que você poderia ter sido

Mesmo assim, você vive dentro de mim

Então me diga como é isso?

Você é o único que eu desejo que pudesse esquecer

O único que eu adoraria não perdoar”

[Beyoncé]


§


Seattle, junho de 1951

Dia do casamento de Susana Pevensie e Daniel Walsher


— Acha que deveríamos contar para eles? — Perguntou Edmundo, quando ele e Lúcia estavam descendo as escadarias do hotel em direção a recepção. Lúcia franziu o cenho, sem saber se seu maior incômodo era por ter flagrado Susana e Pedro, se era por ter de levantar a saia do vestido o tempo todo para não tropeçar nos degraus, se era a crescente irritação com o vestido parecer mais apertado no peito agora, ou, se é somente por causa de uma sensação pessimista imaginária que seria fruto de sua imaginação.

— Contar o quê? — Murmurou ela. — Para quem?

— Contar sobre nós, para Susana e Pedro...

Lúcia paralisou onde estava, um pé num degrau e o outro no piso da recepção. Agarrando o braço dele, ela se irritou:

— Você ficou maluco?! — Sibilou ela, entredentes. Edmundo a olhou com a expressão séria, definitivamente não parecia estar para brincadeiras.  Embora Lúcia não quisesse que ninguém os ouvisse, não havia tempo de procurar um lugar mais restrito para discutir o assunto em particular. — Que ideia é essa agora? Já não concordamos antes que nunca mais iremos falar sobre ou cometer o nosso erro de novo? Por que quer trazer isso à tona de novo? 

— Eu sei. Todavia, sei também que Pedro não está prestando atenção agora, mas quando a poeira abaixar, ele vai perceber que não estamos o julgando, ele vai se dar conta disso logo, vai lembrar de todas as vezes que ele quase nos desvendou e por fim, vai juntar as peças. Ele vai entender o que acontece entre nós e vai querer me matar! — Edmundo engoliu em seco, lentamente ergueu sua mão e passou os dedos por uma mecha levemente cacheada dos cabelos de Lúcia.

Os cabelos dela são belos naturalmente, mas nas últimas semanas, a tonalidade castanho-avermelhada parece mais vivida, mais sedosa e brilhante, o rosto dela tem estado mais belo e ela, por bem ou por mal, tem estado mais atraente aos olhos dele agora do que nunca. Vários rapazes também perceberam o mesmo, isso era real, não apenas impressão dele, o que significa, portanto, que Lú tem muitos pretendentes agora do que antes, tanto no campus da universidade de Londres quanto ali mesmo em Seattle. Isso o deixava muito irritado.

— Em contrapartida... pode me chamar de um grande imbecil egoísta, mas...  Mas acontece, que eu me dei conta que, eu me sinto aliviado por descobrir que Susana e Pedro estão no mesmo barco que nós.

— Edmundo, acaso você se ouve quando fala? Lembre-se de tudo o que já fizemos e repare, diferente de Susan e Pedro, nós já fomos longe demais!


§


LÚCIA


Especial de fim de ano (fora de época): Parte 4

Londres, 24 de dezembro de 1950

Seis meses antes do Casamento de Susana


Se havia uma coisa que lorde Gerard vivia frisando quando nos treinava para o combate, além do nosso mais óbvio dever de proteger Cair Paravel e nossos cidadãos, era que a paciência é uma virtude. A mais nobre das virtudes de guerreiros e guerreiras.

Saber quando atacar ou recuar demandava de uma boa dose controle e somente poderia ser alcançada por quem dominava a arte de esperar. As coisas nem sempre vem na hora que queremos ou como queremos. O universo tem seu próprio ritmo e, uma vez inserido nele, é preciso aprender a se adaptar.

Normalmente, era Edmundo o aluno mais paciente entre os quatro regentes de Nárnia. Mais ainda que Susana, que precisava saber domar um arco e suas flechas, que precisa ter a ciência de que uma flechada precipitada ou com o time mal cronometrado resultaria num erro colossal, como a morte de alguém inocente, por exemplo.

No entanto, o que testemunhei de Edmundo foi tudo, exceto uma demonstração exemplar de paciência. Não que eu possa o culpar — a ansiedade também era como uma mão segurando minha garganta até que eu perdesse totalmente o fôlego — mas confesso que eu esperava mais do autocontrole dele.

— Até quando vai continuar a me torturar? — Perguntou ele sem fôlego. Precisei segurar um riso, até agora tudo o que fiz foi descer meus lábios para o pescoço deliciosamente quente dele e tirar-lhe a jaqueta. Edmundo estava ardente sob meus lábios, parecia estar prestes a explodir.

— Até que você tenha um palpite concreto do que eu possa querer — digo, ao prender o lóbulo da orelha dele entre os dentes e gentilmente puxar para trás. Eu o imaginei fechando os lábios enquanto permitia que sua cabeça pendesse em minha direção. Não faremos nada até que ele diga algo que eu queira ouvir.

— Como você é maldosa — ele riu. — Eu consigo imaginar muitas coisas, Lú, uma mais indecente que a outra.

— Ora, cite uma — eu o desafiei e ele sorriu, afastando-se de meus lábios, ele me olhou. Aposto que seus olhos estavam adaptados à falta de luz, pois ele me encarou por um longo momento, antes de responder.

— Ou... eu posso testá-las uma a uma, até você admita o que deseja. — Sinto o nariz e os lábios dele em minha face, sinto a respiração pesada dele em minha pele e um arrepio desceu por minha espinha até parar no ponto mais íntimo de meu ser. Pela primeira vez, fiquei contente que não houvesse luz o suficiente para que ele percebesse o tremor que me atingiu naquele momento.

— Acho que... — Lutando para não deixar minha voz denunciar minha vulnerabilidade, apoiei uma mão no vidro frio da janela atrás dele enquanto a outra descia para a barra da camisa dele, no limite entre a cintura e o cós da calça ao mesmo tempo que ele segurando minha cintura, me puxara mais para si. Engoli em seco, não apenas o calor corporal dele que eu sentia, era todo o anseio de Edmundo e o desejo estava tomando conta do meu corpo. —... eu acho, que podemos tentar isso. Se você se sair bem, posso permitir que você faça algo que queira.

— De qualquer forma, acho que vou gostar muito disso — ofegou Ed, quando passo minha mão por baixo da camisa dele e subo o tecido pelo tronco dele. Ele tem um corpo maravilhoso, me sinto tão grata por não precisar de chantagens para o ter em minhas mãos, embora eu tenha tido que esperar muito para que este momento finalmente chegasse — mas eu nem sei por onde começar.

— Que bom — sorri largamente, sentindo o calor da pele dele, sinto-o arrepiar-se sob meus dedos — porque eu sei.

Segurando o tecido e puxando para cima, obrigando-o a erguer os braços, arranco a camisa dele e a jogo sobre o canto de um dos bancos da cabine, antes de agarrar o pescoço de Edmundo e puxa-lo para mim. Antes de qualquer outra coisa, são meus lábios que cobrem os dele, ao mesmo tempo que os braços dele rodeiam minha cintura, puxando a saia do meu vestido para cima.

A janela da cabine sequer oscila quando reclino sobre Edmundo, inibida pelo perfume da pele nua dele, e as costas de Edmundo colidem contra a parede, mesmo assim, o baque ecoou pela cabine. Não consigo conter um riso em meio ao beijo. Cada minuto passava, a cabine parecia cada vez menor, mas eu ficaria furiosa se precisasse esperar mais um minuto que fosse para esperar por outro lugar maior e mais reservado... ainda que nós precisássemos nos lembrar que embora totalmente sozinhos em um espaço individual, não éramos as únicas pessoas nesse vagão, principalmente porque Pedro estava dormindo a apenas duas cabines de distância e que minha maior preocupação no momento era que ele não acordasse — notando assim, nossa ausência.

Não estava particularmente ansiosa por precisar inventar uma mentira de onde pudéssemos estar, sendo que hoje é véspera de Natal.

— No que você está pensando? — Perguntou Edmundo, descendo seus lábios por meu pescoço. Não percebi que havia paralisado até que ele perguntasse. — Por favor, não me diga que agora você está mudando de ideia.

— Não — balancei a cabeça e sorrindo, prossegui. — Apenas me lembrei que não podemos fazer muito barulho...

— Então controle seus impulsos selvagens de me colocar contra a parede... ei! — Brincou Edmundo, antes que eu arranhasse suas costas largas e sexy dele com minhas unhas (comecei a cultivar o hábito de deixar minhas unhas compridas a alguns anos, ele odeia isso porque vivo o arranhando) e o suspiro dolorido dele me fez sorrir. Eu adoro isso na mesma medida que ele odeia. — Droga, só falta começar a rugir agora!

— Por que eu iria querer rugir?

— Ora, porque você é uma leoa prestes a me devorar, não é?

Se eu risse disso, certamente iria acabar com o clima. Não estou disposta a passar de female fatale (tipo "sou sexy, meu amor, e sei bem disso") para brincalhona bonitinha (olha com é volátil, ha-ha-ha). Não, de jeito nenhum!

Por isso, ao invés disso, eu me inclinei sobre Edmundo, colocando uma perna entre as dele e sussurrei junto ao ouvido:

— Se eu o devorar, vai tentar me impedir?

— Não.

Sorri largamente. Uma palavra bastou para que eu ouvisse tudo o que mais queria.

— Bom saber...

— Bom saber — ecoou ele. Posso até não ver, no entanto, juro que consegui detectar o revirar de olhos na voz dele. Não é a primeira vez que eu respondo assim a uma frase cheia de impacto dele. Ele diz que falando assim, parece que estou zombando da inteligência dele, quando, na verdade só estou tentando o provocar. — Sabe o que realmente seria bom saber?

Esperei que ele prosseguisse como se aquela fosse uma pergunta retórica. Como não era, percebi que ele realmente esperava por minha resposta, me atrapalhei nas palavras.

— Não... não, não tenho ideia.

Somente assim para ele rir. Percebi que deveria ter soado mais firme tarde demais. Quando dou por mim, Edmundo agarrou minhas pernas e me segurou no ar, precisei me agarrar ao pescoço dele para não cair.

Colocando minhas pernas ao redor da cintura dele, sinto a saia se embolar em minha cintura ao mesmo tempo que as mãos dele estavam em minhas coxas, mantendo-me estável.

— O que você está fazendo?! — Exclamei, me dei conta que falei alto demais quando já era tarde.

— Seria bom saber o que você quer. — Grunhiu ele, atacando meu pescoço com beijos e mordiscadas. — Então, este é meu primeiro palpite...

Permito que minha cabeça se inclinasse para trás, oferendo meu pescoço a ele, mordo meu lábio inferior ao sentir os lábios de se reterem logo abaixo de minha orelha esquerda. A pressão dos lábios dele em minha pele era a mais pura perfeição, estava quase delirando, sentindo-o em toda parte, imperiosamente rendida a ele, fico distraída pela mão esquerda de Edmundo subindo por minha coxa até atingir a renda de minha calcinha, distraída pelo fogo crescente em meu interior, distraída pela mão direita dele descendo o zíper do meu vestido nas costas e com o ceder do tecido deixando lentamente meu tronco, somente percebo que ele estava deixando marcas na minha pele com chupões, quando o próximo alvo eram meus seios. Arfei quando o tecido do vestido deixou minha pele, todo o vestido estava enrolado em minha cintura. Na velocidade de um acidente de carro, estou seminua a frente dele antes que me desse conta.

— Era isso o que você o que queria?

Percebo que ele olha para mim quando pergunta, para então tomar meu seio na mão. O toque dos dedos dele sobre minha pele me faz desejar abandonar a tudo o resto para deixar que ele fizesse o que quisesse comigo. Mas consigo me limitar a balançar a cabeça em negativa.

— Não, mas podemos seguir com isso — quase fico horrorizada com o tom que escapa de minha garganta. Quem eu quero enganar? Eu estou lutando, mas é meu corpo quem está vencendo a batalha. — Por favor, continue.

 Ego. Estou alimentando o ego dele e não consigo parar. Sinto os dedos de Edmundo percorrer a extensão de minha intimidade por cima de minha calcinha, se retendo justo no ponto mais crucial, justo sobre meu clitóris. Pressionando delicadamente esse local, ele massageou com suavidade, e senti estar perdendo a batalha.

Estou perdendo a batalha, pensei, mas ao menos cairei a caminho para o céu. Nossa, que pensamento brega. Mas que se dane, se Edmundo parar, sou capaz de...

Ai, droga!

Edmundo deu um passo à frente e me deitou no banco da cabine. Antes que eu dissesse qualquer coisa, sinto os lábios dele descerem de meu ombro para meu seio esquerdo, com os lábios ocupados ele conseguiu abafar um grunhido de desejo, enquanto sua mão livre agarrava o direito.

Pressiono meus ombros e coxas contra o estofado áspero do banco, enquanto tateio pontos de apoio. A mão dele invadiu a parte interna de minha calcinha e, ao sentir os dedos em contato com minha carne tomei um susto. Mas tudo o que consegui fazer foi arquear a coluna e suspirar alto ao senti-lo massagear meu clitóris com a exata pressão que estava a me deixar prestes a subir pelas paredes.

Como se isso não fosse suficiente, de repente e ele segura meu rosto e seu lábios voltam a se concentrar em minha boca, não achei que ele pudesse me beijar com tanta urgência, mas eu estava errada. Os lábios dele de repente estavam vorazes contra os meus, mas só percebi porque quando os dedos dele se afastam de minha calcinha, para trabalharem no desfivelar do cinto dele. No mesmo instante me dei conta do que ele estava prestes a fazer, por isso, virei o rosto, afastando meus lábios dos dele, ofegante:

 — Não — digo, tentando soar como se ainda estivesse no controle. — Ed, não!

Imediatamente ele para e me encara, parecia lutar para recuperar o fôlego.

— Você mudou de ideia? — Perguntou ele, falhando em esconder a pontada de decepção que tingia-lhe a voz. — Não quer mais? 



Notas Finais


Ainda não acabou!!!! KEEP CALM QUE TEM MAIS!!!
Até o próximo capítulo, narnians 😄❤


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