História Sempre Ao Seu Lado - Capítulo 36


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Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Ashley Graham, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Derek C. Simmons, Excella Gionne, Helena Harper, Jessica Sherawat, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Neil Fisher, Ozwell E. Spencer, Parker Luciani, Personagens Originais, Raymond Vester, Rebecca Chambers, Sherry Birkin, Sheva Alomar
Tags Ação, Albert Wesker, Aventura, Bsaa, Chris Redfield, Drama, Jill Valentine, Resident Evil, Romance, Valenfield
Visualizações 156
Palavras 4.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, meus amigos ^^
Como estão? Tudo bem aí desse lado?

AMORES, primeiramente quero agradecer ao carinho que tantos têm me dado nesta fanfic. Enfim terminamos o jogo de Revelations 1 e fiquei extremamente feliz com o resultado! Mas, quero deixar avisado que por motivos pessoais talvez eu suma pelo resto do mês, então, não se preocupem porque estarei viva (espero) e retorno assim que possível com várias novas postagens! Obrigadaaa por tudooooo, meus amores <3

Espero que gostem!
Fiquei felizona em voltar a narrar um pouquinho de romance, aaaaaaaaaaahhh, que saudade de Valenfield todo fofo e romântico! Nos próximos, voltaremos com o Love e em breve... Vocês sabem.
Boa leitura...

Capítulo 36 - Queen Dido


Fanfic / Fanfiction Sempre Ao Seu Lado - Capítulo 36 - Queen Dido

Morgan Landsdale sempre esteve com a Veltro. E O’Brian, sabendo disso, mas sem provas para incriminá-lo, construiu uma armadilha com um dos próprios homens que supostamente seguia Landsdale na F.B.C. para tentar fazer ele mostrar as asas novamente para enfim pegá-lo.

As razões foram realmente aceitáveis.

Mas a armadilha tinha que ser realista ao extremo para o Morgan cair ou de nada adiantaria... Então O’Brian usou a mim e a Jill neste plano sem termos conhecimento de que tudo não passava de um jogo. Nos preocupamos, corremos contra o tempo e descobrimos tudo isso apenas nos acréscimos do último tempo. E para “melhorar”, eu tinha ao meu lado uma traidora que no final tentou explodir a todos nós naquele navio tomado por B.O.W.s de todos os tipos.

Morgan Landsdale vai pagar por tudo isso assim como a Veltro.

E sua “brilhante assistente” também não vai escapar.

Cada um que esteve relacionado com o “Pânico de Terragrigia” terá o que merece. Não importa o tempo que leve e tudo que tenhamos de enfrentar, mas eles vão pagar por cada vida inocente que desperdiçaram.

-- Aí está...

Quando a Jill fala, levanto rapidamente deixando os pensamentos de lado e vou até a porta, vendo o que restou de Terragrigia diante de nós, já sabendo que debaixo da água se escondiam provas que finalmente poderiam dar fim a todo este enigma.

-- Os restos de Terragrigia...

-- E o Queen Dido.

Concordo com ela e puxo a mala com os equipamentos de mergulho, a fazendo se abaixar comigo para colocá-los. Kirk continua a voar, se aproximando mais da área enquanto nos preparávamos para descer, mas apenas quando fala que chegamos que sinto que descobriríamos ainda mais do que esperamos.

-- Aproximando-se do ponto de desembarque!

Ele desce com o helicóptero, ficando o mais próximo possível da água, então eu e a Jill trocamos um olhar e ela salta. Pulo logo de atrás dela e começamos a mergulhar para o mais fundo possível dali, procurando o navio que devia ser a solução para tudo isso.

Quando vemos a carcaça de algo se aproximando, seguimos para a direção podendo ver um navio enorme a nossa frente com a escrita “Queen Dido” bem visível na sua lateral.

Como ninguém o descobriu aqui?

Espero que o ar aguente até vasculharmos tudo.

-- Esse é o Queen Dido, o terceiro navio...

Nos aproximamos da porta e a Jill a abre nos dando espaço para entrar e começarmos a vasculhar toda a área. As portas já estavam enferrujadas e todas as salas próximas estavam dominadas por água e algas.

-- É bem silencioso... Como se o tempo tivesse parado.

Jill fala diante de mim e observo tudo, mas quando chegamos em uma sala, vemos cadáveres de B.O.W.s com formas familiares, apenas pareciam um monte de pele. Acho que vi algo parecido com isso no avião que caiu perto da base da Veltro na Europa.

-- As bolhas que encontramos na praia...? Elas vieram daqui!

Foram essas coisas que apareceram na praia e a Jill foi investigar?

Isso pode explicar o comportamento da F.B.C. na área.

-- Isso explica porque Morgan isolou a área.

Continuamos o caminho, vendo tubarões passarem do lado de fora das janelas e encontrando mais cadáveres nas salas de dentro, aparentemente destroçadas pelos corpos estranhos que a Jill havia encontrado na praia junto com o Parker e que estavam por toda parte parecendo mortas.

E quando encontramos uma escada por trás da última porta próxima, nadamos para cima dela encontrando uma portinhola bem fechada. Mas fazemos força juntos e conseguimos abri-la, descobrindo mais uma sala... Só que sem água a preenchendo desta vez.

Um lugar livre, limpo e silencioso.

-- Ainda há ar...

Jill fala e saímos da água.

Tiramos os equipamentos de mergulho e os deixamos próximos a portinhola, continuando agora a pé, com o máximo de cuidado a cada metro que avançávamos, não tendo muita ideia do que poderíamos encontrar pela frente.

-- Quem é aquele?

Ao ouvir a voz da Jill na outra sala, corro até lá e a vejo abaixada sobre um recém cadáver. Não parece que faz muito tempo que foi assassinado... Curioso.

-- Está morto há pouco tempo...

Ela fala e me aproximo, conhecendo o uniforme.

-- Ele é da F.B.C..

-- Tem alguma coisa na mão dele...

Ela aponta e apanho um gravador de voz, ligando-o.

-- “Este é o agente Dario Bariori das forças armadas da F.B.C.. Hora: 19h48. Solicito que este gravador seja entregue ao general Morgan Landsdale se for encontrado por uma equipe. Toda a minha equipe morreu, foram mortos pelo próprio. Não recuperamos o registro em vídeo. Nossa missão falhou. Veltro... Eles não estavam sentados esperando a morte chegar. Quando a F.B.C. chegou, eles estavam nos esperando. Mesmo depois de Terragrigia... A ideia de vingança os manteve vivos...”

Então a Veltro estava viva aqui embaixo esse tempo todo?

Por isso nunca mais encontramos vestígio deles?

E o Landsdale sabia disso?

A gravação parece terminar e a Jill guarda o aparelho no bolso, me olhando de maneira preocupada, agora sabendo que talvez ainda houvesse algum deles por este corredor. Não é à toa que tive um mal pressentimento quando pensava que apenas mergulharíamos e encontraríamos um lugar aos pedaços, sem indício de nenhuma atual presença.

Continuamos pelos corredores sentindo o cheiro de podre mais forte a cada passo, vendo muito sangue espalhado por todos os lados e mais carcaças daquelas B.O.W.s que encontramos na chegada.

Quando abrimos a porta seguinte, nos deparamos com algo horrível.

-- Oh, Meu Deus...

Estávamos diante de uma imensa sala de jantar, com inúmeros corpos cobertos em cima da mesa. Nos aproximamos e vemos nomes e datas escritos próximos a cada cadáver. O chão do lugar estava coberto por sangue e gosmas estranhas, com as paredes manchadas com várias marcações feitas com sangue, sendo iluminadas por candelabros ainda com velas acesas.

São os membros da Veltro...

Seguimos para a próxima porta, vendo um estúdio de filmagens bem improvisado ao lado de uma enorme bandeira da Veltro. Mas quando o telão se liga na parede, vemos Norman, líder da organização ajeitando uma câmera com a expressão raivosa e exausta.

-- “O Queen Dido já está no fundo do mar. Não há como fugir, não há chance de sobrevivência. A não ser...”

Ele mostra uma seringa possuindo um líquido vermelho e aplica no próprio braço, cambaleando para trás e se sentando numa cadeira diante de outra bandeira da organização... O vírus? Foi assim que sobreviveram por tanto tempo? Aplicaram o vírus em si mesmo para continuarem a sobreviver aqui embaixo por tantos meses?

-- “Ah, Veltro... Em honra de teu nome, aceitamos nossas falhas e transmutamos nossa carne em memória de nossos pecados. Mas para você, Morgan, nunca haverá descanso. Nossos espíritos se levantam dos mortos com uma força cruel e imutável.”

Ele tosse fortemente, quase caindo da cadeira.

-- “É aqui que interagimos! Cedo ou tarde nos tornaremos os guardiões da verdade.”

Ele levanta da cadeira e se aproxima com raiva da câmera a desligando.

-- Jack Norman era a cabeça dos Veltro.

-- E ele tem o vídeo que podemos usar contra Landsdale...

Temos que encontrá-lo... Vivo ou morto, precisamos do que ele tem.

Saímos dali direto a outro corredor. Um lugar frio e com um cheiro ainda muito forte de podridão... Caminhamos devagar, vendo corpos espalhados pelas escadas, com muito sangue e pedaços de carne por toda a parte. Quando chegamos perto da porta, ouvimos uma voz.

Não era estranha...

Ele falava baixo, mas ainda podíamos ouvi-lo. É o Norman.

Quando a Jill coloca a mão no trinco, vejo que respira fundo, me olhando de canto como alguém que parece se preparar para enfrentar o pior. Ela sabe que assim que passarmos pela porta, não haverá volta.

Agora temos que ir até o fim.

Precisamos dessa prova.

Ela abre a porta e entramos, vendo uma sala grande e mal iluminada, cheia de caixas viradas nas laterais, cadeiras e móveis quebrados. Toalhas cobrindo algumas partes ensanguentadas e corpos apodrecidos. Mas no centro, na parede mais distante, havia um altar mais alto com uma única cadeira sobre ele onde havia alguém sentado sobre ela, ainda resmungando palavras incompreensíveis... Atrás dele, a bandeira imensa da organização Veltro.

Nos aproximamos e vemos que ele começa a ter convulsões, revelando o rosto que vimos na sala de vídeo: Norman. Seu corpo se debate e ele levanta o rosto encarando a parede mais distante como se não nos enxergasse.

-- Morgan...! Morgan Landsdale...! Como ousa se meter com os Veltro...?

Ele se debate e cai na cadeira novamente, parecendo sentir dor.

-- Morgan... É isso que você procura, não é!?

Ele levanta um aparelho PDA e sorri perversamente.

-- Correto! Essa pequena máquina contém a verdade, toda a verdade necessária para desvendar a sua charada...

Ele se debate outra vez e joga o aparelho no chão, fazendo a Jill se apressar próxima a ele e apanhar a prova. Norman entra em convulsão, mostrando o início da mutação devido a dose do vírus... Ele vai se transformar em algo e não estou curioso para ver.

-- É isso! Nós conseguimos a prova!

-- Precisamos ir! Nós não vamos querer esperar por isso!

Vamos rapidamente para porta, mas Norman grita por nós e paramos.

-- Chega! Morgan... Eis o terror que você despertou!

Viramos para olhá-lo e vemos que ele injeta uma dose maior do vírus, causando a mutação imediata de seu corpo... Sangue se espalha e sua pele voa em direção ao brasão de sua própria organização, revelando um monstro grande, ainda em forma humanoide, mas com a fisionomia completamente destruída. Seu corpo era coberto por músculos, seu rosto estava desfigurado e um órgão pulsante se mostrava no meio do seu peito... O coração. Seu ponto fraco.

Ele nos encara com ódio e ameaça nos atacar.

-- Norman, pare! Morgan não está aqui!

-- É inútil, ele passou dos limites!

Jill fala para mim e aponta a arma para ele.

Então sua face se abre ao meio revelando um olho maior que brilha e o faz desaparecer... Espera, o quê? Antes de eu me perguntar para onde ele foi, ele reaparece subitamente diante de nós e ataca nós dois, nos fazendo esquivarmos de seu golpe e vejo o PDA voar para longe das mãos da Jill.

-- Mas o qu...?

Ela pergunta surpresa com as habilidades de Norman e atira.

-- Precisamos despistá-lo.

-- Não acho que ele vai topar se despedir!

-- É, mas não somos babás de ninguém, também.

Atiramos contra o Norman, mas ele desaparece novamente diante de nós e reaparece nas nossas costas, nos acertando um golpe forte nos fazendo cair longe dali.

-- Mas o que diabos acabou de acontecer!? Tenha cuidado!

Levantamos e tomamos caminhos diferentes para tentar cerca-lo, mas parecendo não se importar com nossos disparos, ele novamente faz seu olhos brilhar e desaparece.

MAS QUE DIABOS!?

COMO VAMOS MATAR UMA COISA QUE NÃO VEMOS???

-- Não consigo ver nada agora!

Jill reclama e sinto meus olhos queimarem.

-- Maldição, parece que alguém disparou um flash na minha cara!

Quando Norman volta a aparecer, está próximo da Jill quase conseguindo a acertá-la com um golpe que parte o chão diante dele. Volto a disparar e a Jill me acompanha, fazendo ele enfim cambalear para trás demonstrando fraqueza. Mas seu olho central encara fixamente minha direção e ele levanta, voltando com o brilho e desaparecendo do local.

O procuro pelo lugar, mas nada.

-- CUIDADO!!!

Jill grita e me viro rapidamente em tempo de ver apenas o Norman me acertando com tudo. Eu voo para longe e minha parceira se aproxima atirando na direção dele com rapidez... Levanto rapidamente e balanço a cabeça meio zonzo, mas levanto a arma e volto a atirar vendo ele cambalear novamente e cair de joelhos, respirando fundo parecendo cansado.

Quando ele levanta, a Jill se aproxima de mim e ele nos encara, desaparecendo mais uma vez. Apontamos a arma olhando para todos os lados, mas quando reaparece diante de nós, há dois dele... E um segundo antes de nos atingir, pulamos para longe desviando do golpe.

TEM DOIS DELE AGORA???

ISSO NÃO É POSSÍVEL, É SÓ ILUSÃO!!!

Mas como saber em qual atirar...

Levanto e vejo que volta a ser apenas um. Voltamos a atirar, mas noto que seu coração estava tampado agora... É ali que temos que acertar para poder acabar com isso. Mas como abrir? Ele parece ter uma pele muito forte, dificilmente mostra fraqueza com nossos disparos.

E antes de eu conseguir alguma resposta, ele volta a desaparecer e reaparece diante de nós outra vez, mas antes de eu desviar, noto que em um deles que apareceu, o coração se revela completamente exposto. Só que antes de eu poder atirar, ele tenta me acertar e salto para longe.

Volto a encará-lo e vejo que apenas aquele permaneceu.

Sim, é uma ilusão e precisamos aproveitar esse momento para atirar.

Tiro o dedo do gatilho e faço um sinal para Jill parar, já que eu sabia que as balas de agora se mostravam apenas um desperdício. Ela me olha surpresa e apreensiva, mas então encaro o Norman que novamente me encarava, então caminho para longe da Jill querendo que seguisse a mim.

Então ele desaparece e saco minha Magnum.

Apareça agora, Norman.

E quando as duas imagens surgem subitamente diante de mim, espero até o coração aparecer em um deles, estico o braço e puxo o gatilho bem ao meio do órgão o fazendo cambalear para trás acabando com a ilusão. O lugar escurece novamente e ele geme de dor, com o coração sangrando sem parar.

Ainda mantemos as armas em pé, mas ele se volta ao altar novamente e estica os braços para o brasão da Veltro.

-- Acabado... Tudo... Terminado... Enfim... Posso... Morrer...

Ele geme outra vez e cai no altar, derrubando a cadeira sobre o candelabro próximo, o fazendo cair e queimar a bandeira da organização que causou tantas mortes em tão pouco tempo.

Norman está morto, finalmente.

Mas Morgan, que o ajudou em tudo, ainda está vivo.

-- É assim que Morgan trata seus amigos.

Jill se abaixa para pegar o PDA novamente e me aproximo dela.

-- Que ele encontre mais conforto na morte do que ele teve na vida.

Ela liga o PDA e vemos Norman sentado de costas.

-- Meios para dispersão?

Norman fala e Morgan Landsdale senta na cadeira a sua frente. Seu rosto estava muito claro, revelando uma prova incontestável sobre seu envolvimento no atentado contra a cidade e nas ações da Veltro.

-- O cruzeiro está equipado com o UAV. É o seu sistema de entrega.

-- Muito bem... Agora vamos ao que interessa.

Norman fala interessado e Landsdale abre uma maleta bem diante da câmera e do homem a sua frente, revelando várias amostras do vírus responsável por causar toda esta bagunça.

-- O legítimo T-Abyss. Sem vacina... Ainda.

-- Sim, é claro. Um pouco disso poderia transformar uma cidade em um caos.

-- Acho que acabamos. Estou indo.

Landsdale se despede e levanta para sair.

-- Quem diria, hein!? Que os terroristas inferiores receberiam uma ajudinha do venerável comissário da F.B.C..

Então é isso.

Landsdale deu o vírus para o Morgan espalhá-lo em Terragrigia. O mais curioso, é que ele sempre foi tão esperto e estrategista, mas se deixou ser pego dessa forma por uma simples câmera escondida... Até os mais espertos são pegos.

O’Brian precisa ver isso.

-- Vamos voltar ao helicóptero e mandar isso para B.S.A.A..

-- Se Landsdale soube que O’Brian estava armando para ele, pode tentar incriminá-lo e jogar toda a sua culpa na B.S.A.A....

Sim, ela está certa...

Precisamos voltar e entregar isso rapidamente ao O’Brian ou Landsdale pode tentar nos atingir outra vez. Ele ainda tem nome, ninguém além de nós sabe que está envolvido nesse atentado e agora com esta prova, permanecerá de atrás das grades até o fim da vida.

-- Vamos, precisamos nos apressar.

Corremos de volta pelo caminho, pegando nossos equipamentos e mergulhando outra vez. Nadamos para fora do navio, sentindo que nunca mais um de nós iríamos querer fazer um cruzeiro na vida... Acho que nossa cota de mansões e navios já se esgotou, pelo menos se tivermos que ir por vontade própria.

Ao sairmos da água, vemos o helicóptero sobrevoando a área. Fazemos um sinal a ele que se aproxima e joga uma corda improvisada para subirmos, nos deixando voltar novamente ao helicóptero.

-- E então? Algum resultado?

-- Encontramos a prova! Vamos mandar para B.S.A.A. imediatamente.

-- Ótimo! Vou levar vocês de volta.

Ele se afasta de lá e ligo o computador apressado, conectando o PDA e passando as informações diretamente para B.S.A.A. que com certeza aguardavam ansiosos por nós.

-- O’Brian? O’Brian, pode nos ouvir?

Tento chamá-lo, mas o comunicador fica mudo.

-- Será que Landsdale fez algo contra ele enquanto estávamos lá embaixo?

-- Não sei, teremos que esperar para ver.

Ela balança a cabeça e sorrio aliviado por ter acabado.

-- De qualquer forma... Vamos para casa agora, pequena.

-- Sim, finalmente. Por favor, nunca me convide para um cruzeiro!

Eu rio com ela e nos sentamos no chão do helicóptero, tentando recuperar um pouco do fôlego que ainda tínhamos. Reparo que o piloto estava concentrado no caminho e penso em roubar um beijo da minha tigresa, mas quando sinto que ela beija carinhosamente minha bochecha e deita em meu ombro, a olho com alegria.

-- Você está bem?

-- Quero voltar logo para casa...

-- Logo estaremos de volta, agora acabou.

Ela sorri e fecha os olhos em meu ombro, então sorrio e olho para fora do helicóptero, não conseguindo evitar que os pensamentos sobre tudo aquilo me dominassem.

Morgan, Norman, Jéssica, Raymond e O’Brian...

Todos envolvidos numa teia de aranha perigosa e fatal.

Quando voltarmos, quero respostas. Precisamos conversar com nosso chefe e quero saber tudo o que ele sabe, preciso entender como tudo aconteceu exatamente. Não quero falhas na história. Apesar da lealdade dele, podíamos ter morrido nisso tudo, principalmente a Jill... E não posso fechar os olhos para isso.

Minha pequena... Minha Jill.

Preciso cuidar dela.

-- Você está bem, Chris?

Ouço sua voz delicada e me viro para seus olhos azuis.

-- Vou ficar...

-- Descanse, o dia ainda não acabou.

-- Sim, ainda temos perguntas para serem respondidas.

-- Esqueça disso agora, apenas feche os olhos e descanse.

Sorrio com seu jeito e obedeço, fechando meus olhos e tentando focar apenas nela ao meu lado. Eu ainda não podia abraçá-la e beijá-la, mas apenas tê-la ao meu lado viva e bem, já mantinha meu coração tranquilo.

Mas... É inevitável pensar se tudo isso realmente vale a pena. Podíamos ter morrido ou apenas um ter voltado para casa. Quero um mundo melhor para Jill e para as pessoas que o merecerem, mas arriscamos tudo o que temos nessas missões. Se um dia eu perdesse a Jill, minha vida acabaria.

Não posso sequer pensar nisso...

E não precisarei, tenho certeza. Eu cuidarei dela.

Não importa o que aconteça, eu sempre cuidarei da minha Jill.

---------- >>><<< ----------

Quando o helicóptero pousa na B.S.A.A., sinto cada músculo meu gritar de dor. Mas mesmo com a exaustão, pego minhas coisas com a Jill ao meu lado e caminhamos para a sala de armamentos para deixar nossas coisas.

-- Oi, Jill! Chris!

-- E aí, parabéns!

-- Bem-vindos de volta!

Ouvimos vários cumprimentos ao nosso redor enquanto caminhávamos, mas ao entrar na sala para guardar nossas coisas, noto que estava vazia. Deixamos rapidamente as coisas e vamos para o andar da sala do O’Brian para enfim podermos entender tudo como aconteceu, mas as pessoas andando de um lado para o outro nos deixou curiosos. E quando vimos alguns membros da F.B.C. conversando com os agentes, a Jill me olha preocupada.

O que é que aconteceu por aqui enquanto lidávamos com o Norman?

O’Brian não nos respondeu mais, então...

-- Declan, o que houve?

Pergunto a um dos agentes próximos dali e ele olha ao redor se aproximando de nós. Vejo que olha para a porta do escritório do O’Brian e depois aponta com a cabeça para os membros da F.B.C..

-- Morgan chegou aqui com um mandado de prisão para o O’Brian por causa do que houve em Terragrigia com a Veltro, quis incriminá-lo por tudo. Mas antes de o levarem, vocês transmitiram a gravação dele negociando o vírus com os terroristas, fazendo o Morgan ser preso.

Parece que transmitimos a prova a tempo.

-- Morgan está preso?

Jill pergunta curiosa e Declan consente.

-- Sim, foi levado, mas a F.B.C. ainda está por aqui sem saber direito o que fazer já que acabaram de levar o próprio chefe para a prisão. Dá para acreditar? Foi o Morgan o tempo todo!

-- É, realmente essas coisas ainda surpreender...

Ele balança a cabeça e aponta a mesa em que o vídeo ainda rodava.

-- Vou começar agora mesmo a fazer um relatório sobre o Semiramis, cada detalhe que vimos e encontramos é importante para o caso. Principalmente para garantir mais tempo de prisão aquele cara!

-- Sim, faça isso, Declan. Onde está o O’Brian?

-- Eu acho que está no escritório tentando resolver tudo...

Então está ocupado.

Preciso de respostas, mas pelo que parece tem muito o que resolver.

-- Tudo bem, obrigado, Declan.

-- Precisamos conversar com o O’Brian sobre tudo isso...

Jill fala ainda olhando ao redor e concordo.

-- Sim, mas parece ocupado agora.

-- Não vou conseguir ir para casa sem ter explicações.

-- Nem eu... Vamos esperar um pouco. Ver como as coisas ficam e depois procuramos por ele, com certeza sabe que queremos respostas e já nos espera para uma conversa.

-- Sim, também acho.

Volto a olhar ao redor, mas quando a olho de canto, sinto a saudade apertar meu peito. Então dou um passo para trás discretamente e saio dali sabendo que ela me seguiria. Vou até o nosso escritório, abrindo a porta e acendendo as luzes para iluminar o ambiente vazio e silencioso.

No primeiro momento, o local me traz calma, mas quando me lembro de ter pego a Jéssica fuçando nas minhas coisas, aperto os pulsos... Não pense que vai fugir. Te encontraremos, Jéssica. Pode até tentar se esconder, mas vamos te encontrar e vai pagar por tudo. Principalmente pelo Parker.

Mas quando a porta de atrás de mim se abre e a Jill entra, ela avança em minha direção ao mesmo tempo em que a puxo para os meus braços. Nosso abraço é desesperado, uma mistura de saudade e alívio por ambos estarmos bem e finalmente distantes de qualquer olhar.

-- Minha pequena...

-- Quase morri de preocupação quando soube que tinha sumido!

A aperto mais forte sentindo o cheiro de sua pele e esvazio minha mente por um segundo, deixando apenas o carinho me preencher. Senti tanto medo de perdê-la nessa merda toda e agora posso senti-la novamente em meus braços... Obrigado, Deus, muito obrigado.

-- Fiquei louco quando soube que tinha sumido também.

-- Eu te amo, Chris, te amo tanto!

-- Eu te amo, Jill, que saudade... Que saudade, pequena.

Tento puxá-la para ainda mais perto, agoniado de desejo em querer matar um pouco da saudade. E parecendo sentir o mesmo que eu enquanto passava os braços ao meu redor mais de uma vez, ela afasta o rosto e coloca a boca na minha num beijo quente e suado.

Subo uma de minhas mãos para sua nuca e a beijo mais intensamente, com uma sede intensa daquele sabor.

Flashes corriam sem parar por minha mente, momentos desde antes de eu sair da B.S.A.A. para missão, até onde soube que ela estava perdida. Então encontramos o Semiramis onde tive a esperança de encontrá-la, mas nada... E quando a reencontrei, ouvi sua voz no comunicador e depois estive diante dela de novo, meu corpo queimou para senti-la perto outra vez.

Um medo tão... Intenso.

Medo de perdê-la, medo de que algo tivesse a machucado.

Sinto meu corpo inteiro doer com o pensamento e a puxo mais para perto, intensificando o beijo e deslizando as mãos para sua cintura, onde a levanto e caminho até a mesa, colocando-a sentada sobre ela para ficar entre suas pernas. A puxo mais perto e continuo o beijo, ainda sedento por seu sabor, seu calor, seu toque, seu carinho... Passo meus braços ao redor dela e acaricio suas costas com carinho, mantendo o beijo sutil, apesar dos pesares.

-- Chris...

Ela sussurra em meus lábios e minha cabeça gira.

-- Estava louco de saudade, pequena...

-- Eu queria tanto me aproximar quando chegou no navio.

Meu coração dói no peito sabendo que senti exatamente o mesmo, então afasto o rosto alguns centímetros para poder olhá-la em seus olhos e toco carinhosamente em seu rosto. Me lembro de cada pensamento e promessa que fiz enquanto a procurava como um louco e decido, pelo menos dessa vez, arriscar tudo para saber até onde poderíamos estar.

-- Eu... Não aguento mais essa distância, Jill.

Ela me olha sem entender e continuo, sem desviar de seus olhos.

-- Sei que são milhões de riscos, mas... Tenho medo do que pode vir pela frente. Tenho medo de ficarmos adiando nossas próprias vidas em prol de algo que talvez nos dê um futuro que não merecemos.

Será que ela quer também?

Assumir, planejar, “progredir”... Parece que paramos no tempo.

Mesmo com anos e anos de relacionamento, estamos na mesma situação desde o início. Dois apartamentos, vida profissional separadas, encontros furtivos e um relacionamento secreto.

Tenho medo... Muito medo.

O que ainda pode vir pela frente?

Não quero perder mais tempo, eu só quero... Ela. Só quero ela comigo.

-- Voc... O que quer dizer, Chris?

Ela sorri, parecendo imaginar o que eu queria, mas sem ter certeza. Então sorrio voltando a acariciar seu rosto e ela me encara com aquele par de olhos azuis brilhantes que me enfeitiçam cada vez que olho para eles.

-- Eu te amo, Jill... E eu qu...

-- Chris? Jill? Estão aí dentro?

Com um barulho do outro lado da porta e uma batida leve, me afasto da Jill para deixá-la descer da mesa e a porta se abre mostrando outro agente. Ele faz um sinal para o lado de fora, deixando transparecer um cansaço gigante por provavelmente também estar horas a fio acordado devido ao caso.

Essa missão envolveu muita gente.

-- O’Brian está chamando por vocês na sala dele.

Ótimo... Agora é a hora.

-- Estamos indo, obrigado, Jensen.

Ele sai e a Jill me olha ansiosa parecendo querer o mesmo que eu.

-- Pronta para saber como tudo aconteceu?

-- Mais do que pronta... Quero saber o que eles armavam enquanto estávamos andando cegamente no jogo deles. Mesmo com o O’Brian tendo boas intenções, ele não agiu bem. Quero ouvir tudo o que tem a dizer.

-- Sim... Vamos lá.

Ela concorda e saímos do escritório para ir até ele.

Está mais do que na hora de sabermos como tudo isso aconteceu.


Notas Finais


FIM DE REVELATIONS 1 \o/ \o/ \o/
Espero de coração que vocês tenham gostado desses capítulos onde narrei o game em que VALENFIELD É JOGADO NA NOSSA CARA!! Eu amei a experiência, então espero que tenham sentido o mesmo que eu.
E agora...
Aaaaaaaahhh, Chris com papo todo romântico!
Como resistir assim?
O que será que vai rolar, hein!?
Huuuuuum... Hehe.
Espero que tenham gostado!
Até a próxima *--*
Bjooon <3


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