História Sempre ao seu Lado (EMISON) - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Emily Fields, Hanna Marin, Jessica DiLaurentis, Mona Vardewaal, Noel Kahn, Paige McCullers, Personagens Originais
Tags Alison Dilaurentis, Emily Fields, Emison, Pretty Little Liar
Visualizações 126
Palavras 3.811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Construir uma estória legal é sempre um grande desafio e desafiador. Mas mesmo assim, é um esforço que vale muito a pena. Trazer ao fandom de Emison um entretenimento que vale a pena a leitura. Obrigada aos que deram um favorito aqui e pelo voto de confiança, espero conseguir levar "sempre ao seu lado" nos vossos corações, pois particularmente falando, ela é muito especial para mim.

Boa leitura a cada um de vocês!

Capítulo 2 - Um novo caminho


Fanfic / Fanfiction Sempre ao seu Lado (EMISON) - Capítulo 2 - Um novo caminho

Pov's Alison

 

Depois que bebi um café na lanchonete da universidade com o Caleb, vim para casa mais cedo, há espera da Spencer que foi ao banco resolver algo sobre sua mesada. Ela não explicou direito, mas pelo tom no telefone, parecia importante. Queria encontrar ela com uma espiritualidade mais leve, para conversarmos sobre a proposta.

 

Spencer nesse apartamento sozinha é inimaginável. Ela é muito dispersa, não sabe cozinhar e quase sempre perde as chaves. Hanna diz que isso é mesmo coisa de pisciano, nativos que vivem com a cabeça nas nuvens. Normalmente Hanna justifica nossas personalidades com os signos. Ela diz que ser a louca dos signos é coisa de sagitarianos. Como a minha organização é coisa de virginianos. Ela já leu até nossos mapas astrais. Risos. O fato é que Spencer têm sim a cabeça nas nuvens e geralmente, sou eu quem cuido dela nas questões de organização e limpeza. 

 

Talvez uma parte dela se assuste ao se imaginar sozinha neste apartamento, quando ao mesmo tempo a outra parte fique feliz com o fato de ir para a liga que ela ama e ainda conhecer Emily Fields. Ela não é egoísta, vai falar que está tudo bem e que se vira. Mas eu a conheço, sei que por dentro vai entrar em desespero. Mesmo aparentando uma imagem forte, ela é como um lindo e grande algodão doce, que se desfaz com água. Devo contar-lhe com cautela e prometer algo que deixe o seu coração tranquilo, mas ainda não sei o que será essa promessa.

 

Acho que vou fazer uma macarrão à bolonhesa. Ela adora. Acho não, vou fazer! Saltei do sofá de uma vez e fui até a minha carteira, para descer e comprar algumas coisas na pequena mercearia; tomates, temperos, massa, carne moída... Acho que vou comprar um vinho tinto! Desci e atravessei a rua, comprando tudo na medida que sempre uso, para não haver desperdícios. Fui até a sessão de vinhos e escolhi o preferido dela para massas. Depois de pagar no caixa, voltei para o apartamento e comecei a cozinhar, preparando a mesa e deixando a pia limpa durante o processo de preparação. Não gosto de nada fora do lugar. 

 

Quando tudo já estava pronto, optei por deixar a massa na panela para manter quente enquanto vou tomar um banho e esperá-la para o almoço. Enviei uma mensagem pedindo-a para almoçar em casa, assim não corro o risco de vê-la apenas no jantar. 

 

Assim que tomei banho e vesti um moletom rosa, me joguei no sofá, assistindo televisão. Apenas tragédias passando no jornal do meio-dia, poucas são as notícias boas. Tudo bem, compreende-se quando os tempos são de loucura e sangue. Onde os tempos se resumem em dólares. 

 

De repente ouvi Spencer enfiar a chave na porta, entrando em seguida, falando no telefone um tanto exaltada. Sentei observando como fica avermelhada, parece que está falando com a irmã mais velha; Melissa Hastings. Continuei sentada puxando-a pelo braço, massageando seu ombro para relaxar, pois sei o quanto Melissa é estressante e tóxica com a Spen. 

 

— Nossa, não aguento mais! — Exclama, jogando o celular longe. 

 

— Calma Spen, respira. 

 

— Ela faz a contabilidade pro papai e disse que estou gastando muito. Fui checar no banco o quando recebi para confirmar o que vi no aplicativo, liguei e Melissa disse que era o justo. 

 

— Você falou com o seu pai? Tenho certeza que ele vai dar um puxão de orelha na Melissa.

 

— Falei. Ele não gostou muito, mas isso foi o suficiente para gerar uma grande briga entre nós três. 

 

— Vem! — Puxo ela para o banheiro, retirando suas roupas. — Você vai tomar um banho e vestir uma roupa quente. Fiz macarrão à bolonhesa! 

 

— Nada melhor que o seu macarrão. — Ela rir, enquanto desço sua calça. — Deixe que termino de tirar o resto. — Diz, soltando o sutiã. 

 

— Ok! Vou terminar de arrumar a mesa. 

 

Dei as costas, levando um tapa na bunda. Pelo menos ela está sorrindo. Coloquei o macarrão na travessa de vidro e joguei o molho por cima. Abri a garrafa e dobrei os guardanapos. Tirei uma foto e enviei para Hanna que a essa hora, já deve ter chegado em Nova Iorque. Não demorou quando Spencer se sentou, observando a mesa. Pedi para ela sacar a rolha do vinho e encher as taças, enquanto sirvo nossos pratos. Começamos a comer e falar sobre o nosso dia, sempre fazemos isso, como uma família. 

 

Fui contando por cima algumas coisas, cheia de rodeios para chegar no ponto exato que preciso. Spencer não desconfia, apesar de ser observadora e conhecer meus olhares, desta vez não comentou ou perguntou porque estou rodeando tanto.  A comida começou a revirar dentro do meu estômago, enquanto Spencer já repetia pela segunda vez. Eu preciso iniciar essa conversa, mas também preciso ser sutil. 

 

— Spen, você lembra daquela jogadora de basquete, daquela equipe que você gosta que se machucou?

 

— Sim. O que têm?

 

— Fico imaginando como seria experimentar o método nela. — Ela parou o garfo quase perto da boca, olhando para mim. 

 

— Já pensei nisso. Quase enviei uma carta para eles. — Disse rindo, colocando a comida na boca em seguida. — Senhores, tenho uma amiga maravilhosa que faz milagres com atletas! 

 

— Eles me procuraram... 

 

Ela parou de mastigar, engasgando com a comida, tossindo sem parar. Ela parou dando um gole em seu vinho, respirando com calma.

 

— O que eu perdi?

 

Comecei a explicar tudo que aconteceu pela parte da manhã. Suas expressões revezavam espanto, surpresa, alegria e entusiasmo. Ela está reagindo melhor do que imaginava. De repente seus olhos brilharam como um farol e ao mesmo tempo, as lágrimas caiam de deles, molhando seu rosto. Antes que lhe perguntasse a razão, fui abraçada por ela.

 

— Eu tenho muito orgulho de você, Alison Dilaurentis! 

 

Meu coração entrou em festa, mas ainda estou preocupada, no entanto me mantive no abraço. Depois de algum tempo, Spencer juntou as louças e se manifestou para levá-las. Comecei a secar e contar com mais detalhes, tudo que conversei com Caleb durante o café. Ele me alertou que Emily não está no auge da sua vida e que às vezes retalha com ignorância, mas que acima de tudo, ela é muito dedicada. Também disse que vou ter cartão vip na ala de preparação da sede e se for preciso, uma equipe ao meu dispôr. Gostei das condições deles, além do mais, é a minha oportunidade.

 

Spencer começou a me contar dos grandes feitos da Emily no basquete profissional, os pontos fortes e fracos dela. Alguns atributos e seu senso de responsabilidade diante da equipe. A capitã mais nova da história dos Heats, contando até com a liga masculina. Disse que no draft de 2014, ficou em segundo lugar e teve uma das melhores propostas do ranking, sem contar que teve um outdoor dela com o LeBron James para sua estréia, quando na época, James jogava no Miami Heat. Frisou que trazer Emily de volta para a quadra, me renderia uma repercussão mundial e que não haveria no mundo alguém que não soubesse o meu nome no universo do esporte.

 

Assim que terminamos, entreguei o pano para ela enxugar as mãos. Nos sentamos no sofá. Spencer acariciou o meu rosto e beijou minha testa, segurando minha mão direita.

 

— Se você não for, eu nunca vou me perdoar.

 

— Temo em lhe deixar aqui, sabe?

 

— Sei. Mas eu não sou uma quadrada, vou me virar.

 

— Promete? Promete que não vai ficar chateada?

 

— Eu prometo.

 

Enchi ela de beijos e fui buscar meu computador para fazer uma chamada de vídeo com a Hanna. Ela atendeu de imediato, quando começamos a conversar. Ela ficou inquieta no sofá e dando batidinhas com as mãos toda animada por mim. Conforme nós três conversávamos, pude sentir que tenho as amigas certas. Depois de quase uma hora em chamada, peguei o meu telefone e fui para a pequena varanda nos fundos da cozinha, para realizar uma chamada para a minha mãe.

 

Quando ouvi a sua voz, senti um arrepio na espinha. Eu sei o quanto ela vai se orgulhar disso. Minha mãe me dá força nesse projeto desde quando iniciei. Ela sempre diz que os sonhos não devem ser julgados, e que para além de sonhar, sempre deveria buscar uma forma de torná-lo real. Esse dia chegou e eu estou muito feliz em poder contá-la.

 

— Alô, mãe? Tenho algo para lhe contar...

 

Pov's Emily

 

Revirei na cama por um longo tempo pensando na tal garota de Boston. Passei a olhar para o quadro, procurando um motivo para não tentar. Porque afinal, aquilo sempre foi o meu sonho. Eu lutei para estar ali e agora nada justifica meus pensamentos para não tentar. Eu tenho medo de me decepcionar. De quebrar a cara outra vez. Talvez seja melhor me surpreender do que criar expectativas de novo. Ainda mais em uma garota tão jovem. 

 

Peguei o meu telefone, enviando uma mensagem para o Toby, pedindo-lhe um motivo para ir adiante dessa loucura que ele propôs. Depois de alguns minutos, ele me enviou um vídeo do ano passado, depois de ter bebido bastante durante a comemoração. Estou rindo porque lembro-me bem desse momento, quando disse que o amor da minha vida era o basquete e iria sempre dar o meu melhor por ele. Que o nosso romance exige muito, mas era poeticamente válido. 

 

Eu estava muito feliz nesse dia. Nem mesmo com o resultado do draft e a proposta do Heat me fez tão feliz, quanto erguer o troféu. Facilmente entende o propósito do vídeo e depois de assisti-lo mais cinco vezes, tomei a coragem que precisava para querer ir adiante com isso. Trazer a jovem de Boston. 

 

— Filha, podemos conversar? — Pergunta meu pai, sentando na beirada da cama. 

 

— Me perdoe pai, estou muito estressada com todos acontecimentos. 

 

— Eu entendo filha. — Disse, passando a mão no rosto. — Eu sou o seu pai e realmente quero o melhor para você. Como pai prefero que você aceite a aposentadoria...

 

— Mas...

 

— Mas eu sou o maior fã da minha filha e da atleta que ela é. Como fã e o homem que mais te ama nesse mundo, peço que tenha coragem de enfrentar qualquer negatividade e vá em frente filha. Que o seu desejo de superar isso seja maior que qualquer oposição.

 

— Eu te amo, pai. É muito importante saber disso neste exato momento. 

 

— Esta acontecendo alguma coisa, filha??? — Pergunta preocupado. — Eu posso lhe ajudar?

 

Eu apenas lhe pedi um abraço e o seu conforto. Meu pai sempre foi meu grande apoio, desde que o basquete era um sonho, durante a escolinha de basquete, até o dia que levantei os três troféus. Eu dei para ele o meu troféu pessoal de melhor jogadora da temporada. 

 

Não vou negar que estou com medo de nunca mais conseguir andar direito. Mas o que resta quando não existe mais nada? Se eu não tentar, posso me culpar o resto da vida por não ter tentado.

 

Pov's Alison 

 

Despertei de madrugada com a tv ligada e Spencer deitada na minha perna. Estiquei um pouco até a mesa de centro, sem movimentos bruscos para não acordá-la. Não tinha ouvido meu celular dar o som das mensagens, havia muitas! Spencer acabara acordando com meus movimentos perguntando as horas. Ela levantou indo para o quarto e eu fiquei parada, olhando para uma das mensagens.

 

"Se sua resposta for sim, estou pronto para a viagem."

 

Eu não precisava me estender no tempo que pedi, porém decido responder pela amanhã, por imaginar que às duas e meia da manhã ele deve estar dormindo. Levantei do sofá, desligando a tv. Parei na porta do quarto da Spencer aonde decidi entrar e dormir com ela. 

 

O meu celular despertou e eu não encontrei a Spencer na cama. Levantei, caminhando para a cozinha e lá está ela... Preparando o café?

 

— Acho que o vinho veio fazer efeito agora. Estou vendo você preparando o café!? 

 

— Ha-há! Que engraçadinha...! Estou mesmo fazendo café. 

 

Ela virou sorrindo, servindo duas xícaras. Sentou ao meu lado na mesa com seu tablet na mão. 

 

Diretora do Miami, diz ter a resposta sobre o caso da atleta que vem balançando as redes sociais. Segundo o preparador físico do Miami Heat, há uma grande possibilidade dela voltar, se tudo correr bem nos próximos dias! - Times Sport.

 

— Como eles soltam uma nota dessas se nem dei uma resposta? — Pergunto, relendo outra vez. 

 

— Isso é mídia, Alison. Os fãs querem respostas. 

 

— E se eu disser não? 

 

— Você vai dizer sim. Está nos seus olhos azuis o quanto você está feliz, amiga. Ele pode ter visto o quanto você quer isso e idealizado seu sim. 

 

— É... — Suspiro.

 

— O que foi!? 

 

— Ele enviou algumas mensagens ontem... Disse que já está pronto, que já organizou nossa viagem. Que é só dizer sim. Mas...

 

— Mas?

 

— Ainda penso em como vou lhe deixar aqui, Spen.

 

— Ali, eu já fiz o café, não é?

 

Dei um gole no café, sentindo o pó amargar meu paladar. Está horrível demais para imagina-la tomar esse café péssimo até a minha volta.

 

— O café está horrível.

 

— Eu sei. — Demos uma gargalhada, e ela mais uma vez me abraçou. — Mas pela sua felicidade, eu vou no Starbucks. 

 

Peguei o meu celular no bolso da calça de moletom e liguei para ele. Entre a conversa, ele perguntou se eu podia viajar pela tarde, pois a situação da Emily é mesmo crítica e que o quanto antes eu fizesse um diagnóstico, melhor seria para ela e para acalmar os ânimos da diretoria. Olhei para Spencer que mandava eu dizer sim, enquanto ouvia Caleb, pensando e...

 

— Sim!

 

— Sim!? 

 

— Sim, eu vou.

 

Ele soltou um palavrão do outro lado da linha, com um tom contente e ao mesmo tempo aliviado. 

 

— Você não vai se arrepender, senhorita Dilaurentis!

 

— Alison.

 

— Ok. Alison. ALISON!!!

 

Spencer correu para o meu quarto, tirando a mala de cima do guarda-roupa, abrindo-a. Senti-me observando a sua empolgação. Spencer sempre diz que para descobrir quem é nosso amigo de verdade, só é preciso vê seu comportamento quando estamos nos dando bem ou felizes com qualquer coisa. Suas filosofias sempre tem a hora certa de servir como uma luva. Ela está mesmo feliz por mim e falando sobre coisas legais na Flórida. Lembro-me uma vez que ela disse durante um jogo do Miami, que seu grande sonho era assistir um jogo de perto ou conhecer o próprio LeBron James. Isso está ajudando a bolar uma ideia do que prometer. 

 

Levantei da cama para lhe ajudar a pôr as coisas na mala. Ela até me deu o seu moletom favorito, para tirar uma foto com a Emily usando-o por ela. Risos. Também me deu uma correntinha de prata que carrega desde os oito anos. Por fim, quando tudo estava pronto, fiz uma chamada para a minha mãe, pedindo-lhe para uma daquelas concentrações de mãe para que dê tudo certo daqui até a Flórida.

 

Pov's Emily

 

— Emily? Filha, já são dez da manhã.

 

— Só mais dez minutos, mãe!

 

Virei a cabeça para olhar o despertador. Minha mãe tem a mania de mentir a hora só pelo prazer de me madrugar. Entretanto, realmente são dez da manhã. Com calma sentei na cama, fazendo um rabo de cavalo, acendendo a luz do abajur. Peguei meu celular para checar minhas mensagens e deparei-me com um e-mail da diretoria. Trata-se de uma nota no Times Sport. Eles estão levantando especulações, mas não me espanto, o melhor jeito de enrolar a mídia é dando essas coisinhas que sustentam a idéia de um milagre. 

 

Há também uma mensagem do Toby avisando que Alison aceitou vir para Flórida acompanhar de perto a minha situação. Ela chegará às quinze horas de hoje e nos encontrará na sede. Puxei minhas amuletas indo para o banheiro. Enquanto escovo os dentes, ouço outra vez minha mãe chamar, porém desta vez é o meu fisioterapeuta particular, que vem todas terças auxiliar alguns exercícios para retomar a confiança do meu joelho. Nenhuma atividade exagera, é apenas uma forma de tê-lo atrofiado de vez. 

 

Cheguei na cozinha, comendo uma gelatina para aguentar tomar as medicações. Minha mãe perguntou sobre a nota que saiu no site, expliquei por cima o que é, sem detalhes dos riscos, ainda mais sobe a presença do Noel. Depois das medicações, fui para a marquesa aonde Noel foi apertando certas partes. Eu não tenho movimentado a perna direito, por isso a necessidade. 

 

— Caleb conversou comigo nessa madrugada pelo Skype. — Comenta, enquanto aperta meus dedos. — Hoje ele disse que Alison aceitou.

 

— Alison?

 

— A menina de Boston, Emily. 

 

Eu não sabia que ele estava por dentro do assunto. Para mim tudo estava se mantendo em sigilo até Alison obter algum resultado e isto ir para a imprensa. Ainda mais se tratando dos responsáveis da condição física dos atletas. 

 

— A diretoria está ciente disso? 

 

— A diretoria gosta tanto de você, que a própria está cuidando disso. Caleb está representado. 

 

Fiquei surpresa, podia jurar que isso era uma escolha pessoal do Toby. Ao mesmo tempo, dá um certo ânimo para encarar esses riscos com mais força. Quando Noel terminou, sentei e peguei minhas amuletas para ir até a mesa. Pedi para o Noel me acompanhar no café-da-manhã, para conversarmos melhor sobre as intenções da diretoria e os pormenores da jovem Alison. 

 

Pov's Alison 

 

— Está tudo pronto! 

 

Spencer avisa, ao terminar de fechar a mala. Olhei para tudo pronto sentindo a ficha cair. Sentei no sofá e peguei o meu notebook, para escrever uma nota que o Caleb pediu. Eu não sou muito boa com as palavras, na verdade, sou a garota dos números e probabilidades. Mas, um pedido assim deve ser considerado.

 

— Quer que eu faça para você? — Spencer pergunta, enquanto prepara as limonadas. 

 

— Não é preciso.  Acredito que coisas assim precisam partir de mim.

 

— Concordo, Ali. Provavelmente, este será a primeira nota de milhares que virão. 

 

Spencer como sempre sonhando muito mais longe que qualquer outra pessoa. Por vezes, me encanto com o jeitinho dela. 

 

"Hoje é um dia muito especial para mim. Quando cheguei na universidade graças ao meu pequeno projeto, sabia que ele poderia ajudar muitos atletas. Apesar de ter o foco nisso, nunca pensei que chegaria tão longe. Ter a oportunidade de ajudar Emily Fields para mim, é uma grande honra. Eu não sei ao certo o que há de vir, mas posso garantir a torcida do Miami Heat e os fãs da camisa número 10, que vou dar 110% de mim."

 

Spencer me entregou a limonada e sentou. Mostrei para ela a pequena nota e ela gostou. Passamos algum tempo conversando até dar a hora de ir para o aeroporto. Spencer havia se manifestado para me levar até lá, para não ter que deixar meu carro lá ao sol até o meu retorno. Começamos a por tudo dentro do carro, em silêncio. Meu coração foi apertando com o silêncio absoluto da Spencer. Observo ela disfarçar enquanto pega as malas mais pesadas, até que fechou o porta malas. 

 

— Prontinho!  

 

— Você está bem, Spen? 

 

— Sim. Por que não estaria?

 

— Spencer Hastings! — Olhei bem nos olhos dela. — Seja sincera.

 

— Vou sentir sua falta, só isso. 

 

— Eu prometo que volto aqui com a Emily andando. 

 

Rimos juntas, ela levou na brincadeira, mas estou falando sério. Não sei como vou convencer a melhor jogadora do WNBA à vir para Boston, mas vou dar essa alegria a Spencer por sua coragem. Entramos no carro a caminho do aeroporto. Pela estrada, liguei para minha mãe e Hanna, avisando que já estou indo para Flórida, o que deixou minha mãe feliz e Hanna empolgada. Quando cheguei no aeroporto, Spencer cantou uma música do One Direction, da nossa adolescência. Dei um sorrisinho entendendo a referência, abraçando-a pela vigésima vez hoje.

 

— Alison! — Ouço a voz do Caleb, com a mochila jogada pro lado, gravata frouxa no pescoço. — Está pronta?

 

— Sim! Vamos!? 

 

Começamos adentrar no aeroporto, com ele explicando que iríamos direto a sede para que eu possa conhecer a atleta e o mesmo dela. Também vou conhecer o empresário dela, um tal de Toby Cavanaugh. Ele está dizendo que eles são bons amigos e que foi ele que me indicou a comissão técnica do Miami Heat. Isso quer dizer que devo lhe agradecer quando tiver essa oportunidade. 

 

Fizemos o check-in e fomos em direção a sala de embarque. Caleb foi na frente para me deixar mais a vontade com a Spencer. Ela me desejou toda sorte do mundo, e eu a ela. Eu sei que isso não é um adeus, apenas um até logo por um longo período. Mas de qualquer forma, é difícil ter que abraça-la assim, sabendo  ambas estão sendo fortes para não nos desmancharmos em lágrimas. Saímos do abraço trocando carinhos. 

 

— Boa sorte e tudo de bom!

 

— Cuidado ok? Eu vou lhe ligar sempre!

 

— Eu sei que sim, afinal, Spencer precisa de cuidados extras.

 

Fui avisada que já estava na hora de ir, foi a hora que entendi que precisava soltar as mãos da Spencer. Não lhe abracei novamente, tomei um pouco de coragem para dar o sorriso mais lindo que ela merece agora. Coloquei a mochila nas costas e dei um beijo demorado na testa dela, voltando a sorrir em seguida. Fui lentamente soltando sua mão, enquanto vou para o embarque sem tirar os olhos dela. Dei um tchauzinho com a mão entregando minha passagem para a aeromoça.

 

Pov's Emily

 

A palavra adequada para ser a cereja do bolo é ansiedade. Confesso que parte de mim quer olhar para Alison e ligeiramente ter uma impressão. E espero que essa impressão seja algo positivo. Já estou aqui sentada, na sede da comissão esperando por ela que já chegou na Flórida. Caleb ligou avisando ao Toby que estão em um carro particular, quase chegando. Noel também está presente, disse que fazia questão de apertar a mão da tal esperança. Sim, esperança. É assim que Alison está apelidada entre nós: A esperança. 

 

O modo tático não deveria ter essa acunha, entretanto se eu realmente voltar para a quadra, é muito adequado. Minha mãe fala que não podemos perder a esperança, nem mesmo quando o pessimismo é eminente. Eu devo concordar, mesmo não acreditando em milagres, ponho Alison como a esperança de ser uma garota capacitada capaz de nos motivar a acreditar. 

 

— Ela chegou! — Toby disse, parando de andar pra lá e pra cá. 

 

Peguei minhas muletas e levantei olhando para a porta. Vi o Caleb atravessar e manter a porta aberta, para ela. Uma garota jovem, atraente e com uma armação de óculos que lhe dar um ar de garota inteligente. Esperei que ela chegasse mais perto, com o sorriso que carrega, parece animada por estar aqui. Assim que parou na minha frente, Caleb nos apresentou de modo que, apertamos as mãos. 

 

— Para ser sincera, não acho que uma garota jovem e inesperiente como você possa me ajudar. — Digo, vendo a expressão nada amigável de Toby com minha observação.

 

— Para ser sincera, estou aqui para lhe provar o contrário! Aliás, é um prazer lhe conhecer também.


Notas Finais


Bom, por enquanto é isso! Espero que vocês tenham gostado do capítulo. Não vou esticar as notas, apenas voltar a agradecer pelo carinho de quem está acompanhando!

Até o próximo ❤.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...